{"id":48690,"date":"2010-12-02T11:09:24","date_gmt":"2010-12-02T11:09:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/02\/intervencao-de-d-jorge-ortiga-no-ii-forum-das-instituicoes-sociais\/"},"modified":"2010-12-02T11:09:24","modified_gmt":"2010-12-02T11:09:24","slug":"intervencao-de-d-jorge-ortiga-no-ii-forum-das-instituicoes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/intervencao-de-d-jorge-ortiga-no-ii-forum-das-instituicoes-sociais\/","title":{"rendered":"Interven\u00e7\u00e3o de D. Jorge Ortiga no II F\u00f3rum das Institui\u00e7\u00f5es Sociais"},"content":{"rendered":"<p><strong>Institui&ccedil;&otilde;es Sociais ao servi&ccedil;o dum novo modelo<\/strong><\/p>\n<p>Ao introduzir os trabalhos do II F&oacute;rum das Institui&ccedil;&otilde;es quero primeiramente dirigir uma sauda&ccedil;&atilde;o amiga e fraterna a todos v&oacute;s que incansavelmente vos dedicais aos mais desfavorecidos da nossa sociedade.<\/p>\n<p>O crescimento di&aacute;rio de situa&ccedil;&otilde;es dram&aacute;ticas est&aacute; a exigir dos diversos organismos sociais respostas concretas e concertadas. Por&eacute;m, esta urg&ecirc;ncia social n&atilde;o pode levar-nos a um activismo assistencialista nem tolher a reflex&atilde;o necess&aacute;ria para uma resolu&ccedil;&atilde;o fundamentada dos problemas. A for&ccedil;a das circunst&acirc;ncias n&atilde;o pode impedir-nos de pensar na melhor forma de exercermos a nossa miss&atilde;o junto dos mais carenciados.<\/p>\n<p>No meio de contributo de tantas Institui&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o social, as de matriz crist&atilde; ter&atilde;o que pautar a sua ac&ccedil;&atilde;o pela diferen&ccedil;a que adv&eacute;m da f&eacute; em  Cristo Jesus. Espera-se uma ac&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tanto centrada na quantidade da ajuda mas no encontro e acompanhamento personalizado com a hist&oacute;ria de cada rosto. Isso exigir&aacute; uma menor institucionaliza&ccedil;&atilde;o da caridade e mais voluntariado disposto a percorrer as ruas das nossas cidades &agrave; procura dos que vivem indigna e solitariamente a sua condi&ccedil;&atilde;o social. Sublinho a import&acirc;ncia da articula&ccedil;&atilde;o de sinergias entre Organismos e pessoas no combate &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias.<\/p>\n<p>Sob o lema pastoral &ldquo;Vivemos da Palavra&rdquo;, a Arquidiocese de Braga quer fazer do Evangelho de Jesus Cristo a for&ccedil;a de toda a ac&ccedil;&atilde;o. Esta proposta deveria comprometer os crist&atilde;os e as comunidades na realiza&ccedil;&atilde;o de um mundo mais justo e fraterno. Responsabilidade essa que o Papa Bento VXI, na sua Exorta&ccedil;&atilde;o P&oacute;s Sinodal Verbum Domini, sintetiza do seguinte modo: &ldquo;No nosso tempo, detemo-nos muitas vezes superficialmente no valor do instante que passa, como se fosse irrelevante para o futuro. Diversamente, o Evangelho recorda-nos que cada momento da nossa exist&ecirc;ncia &eacute; importante e deve ser vivido intensamente, sabendo que cada um dever&aacute; prestar contas da pr&oacute;pria vida&hellip; O Filho do Homem considera como feito ou n&atilde;o feito a Si aquilo que tivermos feito ou deixado de fazer a um s&oacute; dos seus &ldquo;irm&atilde;os mais pequeninos&rdquo; (Mt 25, 35) (V.D. 107).<\/p>\n<p>Que caminho percorrer? Na esteira do nosso Programa Pastoral, respondo, novamente, com palavras do Papa: &ldquo;Quando a Igreja anuncia a Palavra de Deus sabe que &eacute; preciso favorecer um &ldquo;c&iacute;rculo virtuoso&rdquo; entre a pobreza &ldquo;que se deve escolher&rdquo; e a pobreza &ldquo;que se deve combater&rdquo;, redescobrindo &ldquo;a sobriedade e a solidariedade como valores simultaneamente evang&eacute;licos e universais (&hellip;). Isto obriga a op&ccedil;&otilde;es de justi&ccedil;a e de sobriedade&rdquo; (V.D. 107).<\/p>\n<p>Espero que os trabalhos que agora se iniciam nos ajudem a sintetizar toda a ac&ccedil;&atilde;o que est&aacute; ser desenvolvida ao n&iacute;vel das Institui&ccedil;&otilde;es Sociais. Muito tem sido realizado ao longo dos tempos pelas diversas Institui&ccedil;&otilde;es Sociais. Parar e pensar para adequarmos as estrat&eacute;gias &agrave;s necessidades do momento actual. A aposta hoje n&atilde;o estar&aacute; tanto em criar novas infra-estruturas mas sim prepararmos pessoas dispostas a agir segundo a l&oacute;gica da f&eacute;, da esperan&ccedil;a e da caridade para com todos.<\/p>\n<p>Termino com S. Paulo, ap&oacute;stolo apaixonado por Cristo e pelos irm&atilde;os, na firme convic&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos e entregue o meu corpo para ser queimado, se n&atilde;o tiver caridade, de nada me aproveita. A Caridade &eacute; paciente, a Caridade &eacute; benigna; n&atilde;o &eacute; invejosa, n&atilde;o &eacute; altiva nem orgulhosa; n&atilde;o &eacute; inconveniente, n&atilde;o procura o pr&oacute;prio interesse; n&atilde;o se irrita, n&atilde;o guarda ressentimento; n&atilde;o se alegra com a injusti&ccedil;a, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo cr&ecirc;, tudo espera, tudo suporta&rdquo; (1 Cor 12).<\/p>\n<p>Braga, 01 de Dezembro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>&dagger; Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Institui&ccedil;&otilde;es Sociais ao servi&ccedil;o dum novo modelo Ao introduzir os trabalhos do II F&oacute;rum das Institui&ccedil;&otilde;es quero primeiramente dirigir uma sauda&ccedil;&atilde;o amiga e fraterna a todos v&oacute;s que incansavelmente vos dedicais aos mais desfavorecidos da nossa sociedade. 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