{"id":48609,"date":"2010-11-26T17:36:14","date_gmt":"2010-11-26T17:36:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/26\/mensagem-de-advento-de-d-antonino-dias\/"},"modified":"2010-11-26T17:36:14","modified_gmt":"2010-11-26T17:36:14","slug":"mensagem-de-advento-de-d-antonino-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-advento-de-d-antonino-dias\/","title":{"rendered":"Mensagem de Advento de D. Antonino Dias"},"content":{"rendered":"<p>O Advento &eacute; um tempo de esperan&ccedil;a e de optimismo. Um tempo que faz apelo &agrave;quele optimismo e &agrave;quela esperan&ccedil;a que liberta: Jesus Cristo, o Salvador, que veio para servir e n&atilde;o para ser servido, que amou at&eacute; ao fim para promover, libertar e salvar. Esta tem de ser a atitude do disc&iacute;pulo de Cristo que sabe que s&oacute; &ldquo;a caridade das obras garante uma for&ccedil;a inquestion&aacute;vel &agrave; caridade das palavras&rdquo; (Jo&atilde;o Paulo II, <em>Novo millennio ineunte<\/em>, 50).<\/p>\n<p>Os tempos que vivemos s&atilde;o sombrios. Os pr&oacute;ximos, segundo os entendidos, n&atilde;o ser&atilde;o melhores. O desemprego vai continuar a subir e vai durar!&#8230;<\/p>\n<p>As Dioceses portuguesas t&ecirc;m feito eco das suas preocupa&ccedil;&otilde;es e iniciativas dentro deste contexto. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; geral e preocupante e a busca de ajuda &eacute; crescente.<\/p>\n<p>S&oacute; a Caritas da nossa Diocese de Portalegre-Castelo Branco, no corrente ano, acolheu 5415 pessoas no atendimento social, tendo disponibilizado alimentos, vestu&aacute;rio, electrodom&eacute;sticos, mobili&aacute;rio, dinheiro e &ldquo;tickets restaurante&rdquo;. Encaminhou projectos de cria&ccedil;&atilde;o de emprego financiados pelo Micro cr&eacute;dito e pela ACEGE &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; de Empres&aacute;rios e Gestores.<\/p>\n<p>Tudo isto implica uma profunda reflex&atilde;o para agir e ajudar a ser e a viver com dignidade.<\/p>\n<p>N&atilde;o se resolve nada de costas voltadas uns para os outros e, muito menos, uns contra os outros ou a ver quem faz mais &#8211; ou s&oacute; diz melhor! &#8211; para contabilizar &ldquo;cr&eacute;ditos&rdquo; e os fazer valer em momentos de alimentar o seu pr&oacute;prio ego. Esta maneira de estar e agir desumaniza e humilha aqueles a quem se julga ter servido e ajudado: isto o digo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s Institui&ccedil;&otilde;es, Movimentos e Obras diocesanas que espero que entendam e nos ajudem a organizar o Servi&ccedil;o da Caridade para melhor responder e amar. Se assim n&atilde;o for, tudo poder&aacute;, ent&atilde;o, servir para satisfazer sentimentalismos in&uacute;teis ou consci&ecirc;ncias mal formadas. A Ac&ccedil;&atilde;o Social da Igreja e de cada um dos crist&atilde;os dever&aacute; ser sinal vis&iacute;vel da atitude e ac&ccedil;&atilde;o de Cristo no servi&ccedil;o da Caridade e na partilha fraterna de bens para, em comunh&atilde;o e unidade, minimizar os efeitos da crise sem com isso querer retirar nem esconder a especificidade pr&oacute;pria de cada um dos Servi&ccedil;os, Obras e Movimentos da Pastoral Social. A organiza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; caridade e a caridade tem de ser apan&aacute;gio dos Movimentos de Caridade Crist&atilde;. Perante tantas necessidades e os parcos recursos existentes, estes t&ecirc;m de ser geridos em conformidade e consci&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Apelo nacional e diocesano<\/em><\/p>\n<p>Bento XVI, h&aacute; seis meses atr&aacute;s, no dia 13 de Maio, em F&aacute;tima, manifestou a todos os agentes da Pastoral Social e &agrave;s suas Institui&ccedil;&otilde;es, a necessidade de reflectir a &ldquo;quest&atilde;o social&rdquo; e sobretudo a pr&aacute;tica da Compaix&atilde;o, da Caridade, com todas as consequ&ecirc;ncias do conte&uacute;do b&iacute;blico destas express&otilde;es e conceitos. Ultrapassando as atitudes meramente assistencialistas, precisamos de ir ao encontro da pessoa toda, ajudando no &acirc;mbito psicol&oacute;gico e espiritual e na constru&ccedil;&atilde;o de um projecto de vida inclusivo, que lhe permita o retomar da Esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Porque a fome j&aacute; atinge muitas fam&iacute;lias afectando, sobretudo, os mais d&eacute;beis, crian&ccedil;as e idosos, para al&eacute;m doutras iniciativas, est&aacute; constitu&iacute;do um Fundo Social Solid&aacute;rio aprovado pela Assembleia Plen&aacute;ria da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (conta no Millenium BCP com a designa&ccedil;&atilde;o Fundo Social Solid&aacute;rio, com a NIB 0033 0000 0109 0040 15012, podendo ainda ser usada a Rede Multibanco &ndash; Entidade 22222 e Refer&ecirc;ncia 222 222 222) , e um Fundo Diocesano gerido pela C&aacute;ritas Diocesana (a enviar para a sede da Caritas Diocesana de Portalegre-Castelo Branco). Estes Fundos destinam-se a apoiar os mais d&eacute;beis, sejam quais forem os credos ou origens e tem como objectivo contribuir para a solu&ccedil;&atilde;o de problemas sociais e cooperar no aprofundamento e actualiza&ccedil;&atilde;o da ac&ccedil;&atilde;o social da Igreja.<\/p>\n<p>A tradi&ccedil;&atilde;o da Igreja diz que em caso de extrema necessidade todos os bens s&atilde;o comuns e, quando algu&eacute;m passa necessidade, o que damos n&atilde;o &eacute; nosso, estamos obrigados a dar. O Papa Bento XVI na Enc&iacute;clica &ldquo;Caritas in Veritate&rdquo; n&ordm; 6 reafirma: &ldquo;N&atilde;o posso &laquo;dar&raquo; ao outro do que &eacute; meu, sem antes lhe dar aquilo que lhe compete&rdquo;. S&oacute; uma sociedade que se deixe conduzir por estes princ&iacute;pios ser&aacute; uma sociedade mais rica e mais humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Investir, produzir, semear e poupar<\/em><\/p>\n<p>&Eacute; evidente que esta solidariedade n&atilde;o dispensa a luta e o apelo &agrave; iniciativa geradora de trabalho. Implica humanismo, sentido dos outros, capacidade de inova&ccedil;&atilde;o e investimento por parte daquelas pessoas que t&ecirc;m capital. N&atilde;o permite que aquele que n&atilde;o tem trabalho deixe cair os bra&ccedil;os e n&atilde;o se mexa &agrave; procura do mesmo ou o rejeite quando ele lhe bate &agrave; porta. Faz ir no encal&ccedil;o de solu&ccedil;&otilde;es libertadoras capazes de gerar auto-sufici&ecirc;ncia econ&oacute;mica dentro duma cultura que sabe gerir bem as economias familiares, faz ganhar o gosto pela poupan&ccedil;a e leva a reduzir os gastos in&uacute;teis ou dispens&aacute;veis dentro duma pedagogia familiar que se torne um dever e um caminho a trilhar. Leva a sentir a necessidade de querer aprender a semear para ter e colher aquilo que sempre foi uma pequena agricultura de subsist&ecirc;ncia. Hoje, uns porque n&atilde;o podem (j&aacute; trabalharam muito!), mas outros porque n&atilde;o querem, ou n&atilde;o sabem nem querem saber, entendem que isso &eacute; obriga&ccedil;&atilde;o de terceiros e, sentindo-se dispensados de aprender a fazer, esperam que tudo lhes chegue de outro lado sem qualquer esp&eacute;cie de esfor&ccedil;o ou preocupa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&Eacute; urgente &ldquo;um novo equil&iacute;brio entre agricultura, ind&uacute;stria e servi&ccedil;os, para que o desenvolvimento seja sustent&aacute;vel, n&atilde;o falte p&atilde;o para ningu&eacute;m e para que o trabalho, o ar, a &aacute;gua e os demais recursos prim&aacute;rios sejam preservados como bens universais (<em>Caritas in Veritate<\/em>, 27).<\/p>\n<p>Como seria bom que tamb&eacute;m houvesse cursos remunerados para ensinar a cavar e a semear!&#8230;<\/p>\n<p>Fa&ccedil;amos do Advento uma caminhada de esperan&ccedil;a e optimismo, de viv&ecirc;ncia verdadeiramente crist&atilde;, de partilha solid&aacute;ria, de mudan&ccedil;a de mentalidade, sabendo apontar a todos a pessoa de Jesus Cristo, o Seu despojamento total por todos n&oacute;s, o que Ele fez e disse, como disse e fez.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Antonino Dias, Bispo de Portalegre-Castelo Branco<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Advento &eacute; um tempo de esperan&ccedil;a e de optimismo. 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