{"id":48447,"date":"2010-11-22T11:14:25","date_gmt":"2010-11-22T11:14:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/22\/37-o-encontro-nacional-da-pastoral-dos-ciganos\/"},"modified":"2010-11-22T11:14:25","modified_gmt":"2010-11-22T11:14:25","slug":"37-o-encontro-nacional-da-pastoral-dos-ciganos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/37-o-encontro-nacional-da-pastoral-dos-ciganos\/","title":{"rendered":"37.\u00ba Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos"},"content":{"rendered":"<p>Promovido pela Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC) em parceria com o Secretariado Diocesano da Mobilidade Humana e Caritas de Beja, presidido por D. Ant&oacute;nio Vitalino Fernandes Dantas, Bispo de Beja e Presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Mobilidade Humana, com a presen&ccedil;a do Presidente da C&acirc;mara Municipal de Beja, Dr. Jorge Pulido Valente, na Sess&atilde;o de Abertura, realizou-se, de 19 a 21 de Novembro de 2010, o 37&ordm; Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, no Centro Pastoral do Semin&aacute;rio Diocesano de Beja. O Encontro contou com a presen&ccedil;a de cerca de 50 participantes das Dioceses de Aveiro, Viana do Castelo, Porto, Portalegre-Castelo Branco, Lisboa, Set&uacute;bal e Beja, assim como dos membros da direc&ccedil;&atilde;o nacional da ONPC, t&eacute;cnicos da Caritas de Beja, alguns ciganos e esteve aberto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da comunidade e de outras pessoas interessadas.<\/p>\n<p>Da tem&aacute;tica tratada, da riqueza de partilha entre os participantes e do contacto com a realidade cigana do Bairro das Pedreiras de Beja, os participantes chegaram &agrave;s seguintes conclus&otilde;es:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1 &ndash; Apesar das resolu&ccedil;&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es existentes no pa&iacute;s, com vista a proteger os direitos fundamentais dos ciganos, e das diversas iniciativas com vista &agrave; sua inclus&atilde;o social, assim como das orienta&ccedil;&otilde;es da doutrina da Igreja nesse sentido, muitos s&atilde;o ainda objecto de actos de anticiganismo, discrimina&ccedil;&atilde;o racial e xenofobia, que criam obst&aacute;culos a uma integra&ccedil;&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o na sociedade e na Igreja.<\/p>\n<p>2 &ndash; &Eacute; necess&aacute;rio promover uma abertura &agrave; escuta dos anseios e desejos do povo cigano, a fim de que as solu&ccedil;&otilde;es para a sua inclus&atilde;o social e eclesial sejam solu&ccedil;&otilde;es integradoras, que n&atilde;o piorem a situa&ccedil;&atilde;o de exclus&atilde;o e marginaliza&ccedil;&atilde;o em que se encontram, de que &eacute; exemplo o realojamento do Bairro das Pedreiras em Beja e outras situa&ccedil;&otilde;es semelhantes no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>3 &ndash; No contexto do &ldquo;Ano Europeu de luta contra a pobreza e a exclus&atilde;o social&rdquo;, constata-se que uma mudan&ccedil;a &eacute; poss&iacute;vel. A pobreza e a exclus&atilde;o social n&atilde;o s&atilde;o inevit&aacute;veis, se forem enfrentadas com o empenho de todos, e se forem criadas condi&ccedil;&otilde;es capazes de oferecer solu&ccedil;&otilde;es para erradicar a desfavor&aacute;vel situa&ccedil;&atilde;o social e econ&oacute;mica dos ciganos. Um passo importante &eacute; a luta contra a discrimina&ccedil;&atilde;o no acesso ao emprego e &agrave; habita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>4 &ndash; Os verdadeiros protagonistas da integra&ccedil;&atilde;o social e cultural dos ciganos s&atilde;o eles pr&oacute;prios. A escolariza&ccedil;&atilde;o dos jovens &eacute; o primeiro meio de promo&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o. &Eacute; indispens&aacute;vel favorecer uma escolariza&ccedil;&atilde;o de qualidade dos ciganos menores, pelo menos at&eacute; completarem a escolaridade obrigat&oacute;ria, assim como apoiar a forma&ccedil;&atilde;o profissional e os estudos superiores e universit&aacute;rios dos jovens.<\/p>\n<p>5 &ndash; A miss&atilde;o dos operadores pastorais entre os ciganos n&atilde;o se limita somente ao seu cuidado espiritual e ao apoio social, exige, tamb&eacute;m, um esfor&ccedil;o de forma&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o, dos membros da Igreja e da sociedade naquilo que se refere a opini&otilde;es e preconceitos sobre esta popula&ccedil;&atilde;o. Tal esfor&ccedil;o deve ser orientado, sobretudo, para aqueles que exercem influ&ecirc;ncia sobre outros, em particular os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social.<\/p>\n<p>6 &ndash; A Igreja tem um papel importante na promo&ccedil;&atilde;o, apoio e defesa dos direitos dos indiv&iacute;duos e dos grupos ciganos perante as diversas institui&ccedil;&otilde;es locais, nacionais e internacionais. Do mesmo modo, a Igreja &eacute; chamada a empenhar-se em sanar a chaga do anticiganismo amplamente difundido na sociedade, com manifesta&ccedil;&otilde;es muitas vezes violentas e dram&aacute;ticas.<\/p>\n<p>7 &ndash; A presen&ccedil;a evangelizadora da Igreja entre os Ciganos leva a constatar que estes, em geral, s&atilde;o muito religiosos e que a f&eacute; faz parte da sua vida e da sua cultura. Muitas vezes esses expressam as suas cren&ccedil;as e percursos religiosos com os valores que lhes s&atilde;o pr&oacute;prios, como por exemplo, no campo familiar e na rela&ccedil;&atilde;o com os idosos. A import&acirc;ncia e o valor da fam&iacute;lia torna-se, particularmente evidente, no forte apoio rec&iacute;proco e na solidariedade dos seus membros em casos de doen&ccedil;a, preocupa&ccedil;&otilde;es ou luto.<\/p>\n<p>8 &ndash; A celebra&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, no seio da comunidade cigana, deve ser promovida segundo a sua sensibilidade e cultura, da&iacute; a import&acirc;ncia de promover um conhecimento dos seus ritos, tradi&ccedil;&otilde;es e cultura, assim como, procurar na nossa f&eacute; o que pode ir ao encontro da sensibilidade sua religiosa. A valoriza&ccedil;&atilde;o da cultura cigana, como por exemplo, a m&uacute;sica, ajudar&aacute; a promover o sentido de perten&ccedil;a. Tamb&eacute;m &eacute; importante promover o encontro ecum&eacute;nico com as Igrejas que trabalham no seio da comunidade cigana.<\/p>\n<p>9 &ndash; O testemunho, vivido como presen&ccedil;a, participa&ccedil;&atilde;o e solidariedade, &eacute; um factor importante de pastoral, assim como &eacute; o ir ao encontro dos ciganos &agrave; luz do Evangelho, superando preconceitos, medos e percep&ccedil;&otilde;es estereotipadas, mitos e justifica&ccedil;&otilde;es: a pessoa n&atilde;o &eacute; boa por natureza ou estatuto, da mesma forma que n&atilde;o &eacute; m&aacute; por nascimento ou por pertencer a determinada etnia.<\/p>\n<p>10 &#8211; O acolhimento nas comunidades paroquiais deve ser feito por pessoas devidamente preparadas. A Igreja tem o dever de investir nos minist&eacute;rios de hospitalidade, nomeadamente a favor dos Ciganos. Um caminho sugerido &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o, nas par&oacute;quias, de um minist&eacute;rio, n&atilde;o ordenado, de hospitalidade e acolhimento. O acolhimento oferecido pela Igreja deve estar integrado na ac&ccedil;&atilde;o pastoral, bem ponderada e aut&ecirc;ntica, comunicada com calor e afecto. A pessoa ou a fam&iacute;lia cigana deve perceber a atitude de acolhimento, de respeito e amizade, que lhe &eacute; oferecida.<\/p>\n<p>11 &#8211; As rela&ccedil;&otilde;es de amizade interpessoais promovem a confian&ccedil;a m&uacute;tua. Trata-se de rela&ccedil;&otilde;es baseadas no respeito rec&iacute;proco, no conhecimento pessoal, no acolhimento e no reconhecimento das diferen&ccedil;as de identidade. Neste &acirc;mbito, &eacute; oportuno difundir e promover o conhecimento da figura e das virtudes do beato cigano Zeferino Gim&eacute;nez Malla, apresentando-o como modelo de santidade, conquistada atrav&eacute;s da doa&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria vida para defender o seu amigo.<\/p>\n<p>12 &ndash; Torna-se um imperativo para os crist&atilde;os come&ccedil;ar a olhar o mundo dos ciganos com amor, conscientes de que at&eacute; agora n&atilde;o se tem sido suficientemente capazes de faz&ecirc;-lo, do mesmo modo que, &agrave; luz do Evangelho, s&atilde;o chamados a interiorizar e a recordar que os Ciganos s&atilde;o irm&atilde;os e irm&atilde;s em Cristo e que a persistente segrega&ccedil;&atilde;o que estes sofrem, &eacute; sofrida pelo pr&oacute;prio Cristo.<\/p>\n<p>13 &ndash; O trabalho dos &ldquo;Mediadores Ciganos&rdquo;, nas escolas, autarquias, hospitais&hellip;, &eacute; indispens&aacute;vel para a inclus&atilde;o dos ciganos, para que possam aceder aos direitos que a sociedade lhes oferece e para os ajudar a cumprir os deveres que t&ecirc;m para com a sociedade. &Eacute; importante que se promova a presen&ccedil;a dos mediadores em todos os campos da sociedade como tamb&eacute;m nos servi&ccedil;os prestados pela Igreja.<\/p>\n<p>14 &#8211; Encorajamos os esfor&ccedil;os para alargar, o mais poss&iacute;vel, o trabalho de rede sobre o territ&oacute;rio a favor dos ciganos, envolvendo as autarquias e entidades locais, as institui&ccedil;&otilde;es, as escolas, as comunidades crist&atilde;s, as associa&ccedil;&otilde;es, o voluntariado&#8230; Todos s&atilde;o chamados a desenvolver as suas compet&ecirc;ncias e responsabilidades, n&atilde;o de modo isolado, mas valorizando, o mais poss&iacute;vel, as sinergias que nascem da colabora&ccedil;&atilde;o, das ideias, da criatividade e, sobretudo, da boa vontade.<\/p>\n<p>15 &ndash; O Encontro de 2011 ser&aacute; acolhido pelo Secretariado da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, e realizar-se-&aacute; de 18 a 20 de Novembro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Promovido pela Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC) em parceria com o Secretariado Diocesano da Mobilidade Humana e Caritas de Beja, presidido por D. 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