{"id":48444,"date":"2010-11-22T11:05:02","date_gmt":"2010-11-22T11:05:02","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/22\/mensagem-de-advento-natal-do-arcebispo-de-braga\/"},"modified":"2010-11-22T11:05:02","modified_gmt":"2010-11-22T11:05:02","slug":"mensagem-de-advento-natal-do-arcebispo-de-braga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-advento-natal-do-arcebispo-de-braga\/","title":{"rendered":"Mensagem de Advento\/Natal do Arcebispo de Braga"},"content":{"rendered":"<p><em>&ldquo;Ide contar a Jo&atilde;o o que vedes e ouvis: os cegos v&ecirc;em, os coxos andam, os leprosos s&atilde;o curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a boa nova &eacute; anunciada aos pobres&rdquo;(Mt 11, 3) <\/em><\/p>\n<p>H&aacute; per&iacute;odos que, nos ritmos que a liturgia nos sugere, se revestem duma particular import&acirc;ncia. O tempo do Advento, na sua liga&ccedil;&atilde;o profunda com o Natal, &eacute; um desses momentos a que o programa Pastoral poder&aacute; dar uma indica&ccedil;&atilde;o precisa.<\/p>\n<p>Os tempos antigos recordam-nos como a caridade com os pobres acontecia espontaneamente. Se se batia &agrave;s portas durante todo o ano, neste per&iacute;odo havia a preocupa&ccedil;&atilde;o nas fam&iacute;lias, inculcada aos filhos, de que pelo Natal n&atilde;o faltasse nada aos mais necessitados. Poderia ser pouco, mas muito se partilhava, para dar alegria a quem convivia com necessidades. Se outrora a noite de Natal motivava para a partilha, a noite escura de muitas fam&iacute;lias na actualidade reclama um conjunto de atitudes para Viver a Palavra &ndash; testemunho de Cristo: &ldquo;Ide contar a Jo&atilde;o o que vedes e ouvis: os cegos v&ecirc;em, os coxos andam, os leprosos s&atilde;o curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a boa nova &eacute; anunciada aos pobres&rdquo;. Esta &eacute; a ideia que gostaria de comunicar a toda a Arquidiocese, n&atilde;o s&oacute; para este per&iacute;odo, mas para fazer com que ela entre na mentalidade crist&atilde; de agir, permanentemente, em favor dos mais necessitados.<\/p>\n<p>Se &eacute; importante abrir os olhos para que a aurora do Natal da Vida aconte&ccedil;a em muitos lares, importa reinterpretar os nossos estilos de vida em termos duma maior solidariedade efectiva. Isto pode significar uma revis&atilde;o mental ao conte&uacute;do de algumas virtudes, que, vividas, permitem a partilha e ir&aacute; dar um novo brilho a muitos olhos tristes.<\/p>\n<p>Nesta quadra de Advento s&oacute; quero enumerar quatro virtudes. Explicitar, semanalmente, uma delas pode criar uma mentalidade que ajudar&aacute; a enfrentar os tempos dif&iacute;ceis.<\/p>\n<p><strong>1 <\/strong>&ndash; <strong>Temperan&ccedil;a: <\/strong>nasce duma sensibilidade capaz de estabelecer uma justa ordem entre a satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal atrav&eacute;s do que &eacute; necess&aacute;rio e do que &eacute; facultativo.<\/p>\n<p>N&atilde;o estaremos presos a teias de coisas que consideramos imprescind&iacute;veis e n&atilde;o o s&atilde;o?<\/p>\n<p><strong>2 <\/strong>&ndash; <strong>Sobriedade: <\/strong>leva a considerar que o excesso pode ser prejudicial &agrave; sa&uacute;de e, em muitos casos, torna-se um insulto a quem n&atilde;o consegue o m&iacute;nimo.<\/p>\n<p>N&atilde;o haver&aacute; excessos verdadeiramente prejudiciais e que controlados poderiam ser ajuda fraterna?<\/p>\n<p><strong>3 <\/strong>&ndash; <strong>Abstin&ecirc;ncia: <\/strong>vista como modera&ccedil;&atilde;o no comer, estabelece uma ordem sadia com benef&iacute;cios para uma qualidade de vida.<\/p>\n<p>N&atilde;o encontraremos apegos desmesurados a gostos e prazeres que podem e devem ser evitados? 2<\/p>\n<p><strong>4 <\/strong>&ndash; <strong>Auto-dom&iacute;nio: <\/strong>controla as press&otilde;es que surgem de todo o lado e podem escravizar impondo h&aacute;bitos e rotinas prejudiciais &agrave; vida familiar e pessoal.<\/p>\n<p>N&atilde;o nos encontraremos presos a rotinas impensadas que nos tornam meros imitadores sem reflex&atilde;o pr&eacute;via capaz de justificar as atitudes?<\/p>\n<p>Caminhando nas exig&ecirc;ncias destas virtudes, n&atilde;o encontramos nelas um fim absoluto. <strong>Ajudam-nos a criar uma vida mais s&oacute;bria e a exercitar a partilha<\/strong>.<\/p>\n<p>Querendo &ldquo;Viver a Palavra&rdquo; concretizo este estilo de vida mais austero, neste tempo e sempre, numa sugest&atilde;o ousada. Cada um escolheria um dia, por semana, para efectuar jejum daquelas coisas que n&atilde;o s&atilde;o absolutamente necess&aacute;rias (um caf&eacute;, menos tabaco, um bolo, uma refei&ccedil;&atilde;o frugal, prendas de Natal menos caras e mais significativas&hellip;). Com estes comportamentos surge algo para partilhar e entregar na par&oacute;quia, numa caixa colocada para o efeito, e o p&aacute;roco indicaria no dia da Sagrada Fam&iacute;lia, 26 de Dezembro, o total recebido. Metade desta quantia ficaria para os pobres da par&oacute;quia (Confer&ecirc;ncias Vicentinas ou outros) e outra metade seria entregue nos Servi&ccedil;os Centrais, que colocaria nas m&atilde;os da Caritas (que coordenaria e distribuiria a outras Institui&ccedil;&otilde;es) para responder a solicita&ccedil;&otilde;es de toda a Arquidiocese provindas sobretudo de par&oacute;quias com menos possibilidades. Tudo daria origem a um Fundo que n&atilde;o pretende substituir o Fundo de Solidariedade Social criado pela Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa.<\/p>\n<p>Esta iniciativa &eacute; destinada, particularmente, aos crist&atilde;os. Mas atrevo-me a pedir a estes que motivem outros para esta iniciativa. Ser&aacute; uma experi&ecirc;ncia de sensibilidade humana e de solidariedade crist&atilde;.<\/p>\n<p>Aos sacerdotes, numa sugest&atilde;o do Conselho Presbiteral, pe&ccedil;o o correspondente ao que recebem num m&ecirc;s. A <strong>alegria de dar <\/strong>come&ccedil;a, tamb&eacute;m, por este sinal sacerdotal.<\/p>\n<p>Nesta mensagem de Advento\/Natal procurei ser concreto. Gostaria que este novo modo de viver fosse apan&aacute;gio dos crist&atilde;os. Aceitando-o poderemos partilhar e vivenciar o autentico sentido da esmola. E aqui pode estar o Natal onde Cristo, a Palavra, se incarna para dar dignidade &agrave; vida de todos os homens. Espero que, particularmente neste territ&oacute;rio da Arquidiocese, onde temos pessoas e fam&iacute;lias com car&ecirc;ncias profundas &ndash; a quem exprimo o meu amor e afecto &ndash; as Comunidades crist&atilde;s lhes d&ecirc;em de comer, n&atilde;o s&oacute; no Natal de um dia, mas sempre. Esta &eacute; a raz&atilde;o deste fundo, que chamamos &ldquo;<strong>Fundo Partilhar com Esperan&ccedil;a&rdquo;<\/strong>, que ajudar&aacute; a experimentar a alegria a quem d&aacute; e a sentir maior tranquilidade a quem recebe (a entregar nos Servi&ccedil;os Centrais ou NIB: 001 000 004 565 964 000 161).<\/p>\n<p>Comecemos esta quadra lit&uacute;rgica de maior aten&ccedil;&atilde;o aos carenciados com empenho e cultivemos uma cultura do dar para que a esperan&ccedil;a renas&ccedil;a em muitos cora&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Braga, Solenidade de Cristo&ndash;Rei, 21 de Novembro 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><strong><em>&dagger; <\/em><\/strong><em>Jorge Ortiga, A.P.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Ide contar a Jo&atilde;o o que vedes e ouvis: os cegos v&ecirc;em, os coxos andam, os leprosos s&atilde;o curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a boa nova &eacute; anunciada aos pobres&rdquo;(Mt 11, 3) H&aacute; per&iacute;odos que, nos ritmos que a liturgia nos sugere, se revestem duma particular import&acirc;ncia. 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