{"id":48441,"date":"2010-11-22T10:47:23","date_gmt":"2010-11-22T10:47:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/22\/homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-cristo-rei-2\/"},"modified":"2010-11-22T10:47:23","modified_gmt":"2010-11-22T10:47:23","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-cristo-rei-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-cristo-rei-2\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Porto na solenidade de Cristo-Rei"},"content":{"rendered":"<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, especialmente v&oacute;s, membros do laicado militante da Diocese do Porto; e tamb&eacute;m v&oacute;s, os que hoje dais um passo importante e eclesialmente reconhecido para o diaconado permanente:<\/p>\n<p>Sendo Domingo, muita gente aproveita para justamente repousar, conviver ou simplesmente fazer o que o dia a dia n&atilde;o permite. V&oacute;s, especificamente, organizastes a vossa vida para estardes aqui, na nossa Igreja catedral, para renovar compromissos apost&oacute;licos, segundo o caso e a miss&atilde;o de cada um.<\/p>\n<p>Acolho-vos com muita alegria e estima, confirmando-vos em tais prop&oacute;sitos, e agrade&ccedil;o a Deus a disponibilidade que alargou nos vossos cora&ccedil;&otilde;es, para mais intensamente vos incluirdes na vida da Igreja, ao servi&ccedil;o de todos.<\/p>\n<p>Servi&ccedil;o particularmente requerido nestes tempos socialmente complexos e dif&iacute;ceis, em que os disc&iacute;pulos de Cristo t&ecirc;m oportunidade e responsabilidade refor&ccedil;adas para serem &ldquo;luz do mundo e sal da terra&rdquo;, iluminando e condimentando as mais diversas situa&ccedil;&otilde;es &ndash; da fam&iacute;lia ao trabalho, da solidariedade &agrave; justi&ccedil;a, da cultura &agrave; pol&iacute;tica &ndash; com o esclarecimento e o bom sabor que o Evangelho lhes pode oferecer, encontrando quem o fa&ccedil;a. Ali&aacute;s, virtude do sal &eacute; tamb&eacute;m impedir a corrup&ccedil;&atilde;o dos alimentos; e assim mesmo deve fazer qualquer crist&atilde;o, esteja onde estiver, para impedir que as situa&ccedil;&otilde;es se deteriorem e agudizem, por viol&ecirc;ncia, injusti&ccedil;a ou descaso.<\/p>\n<p>Onde houver crist&atilde;os, deve haver futuro. Futuro pela presen&ccedil;a consciente e activa, futuro pela atitude reconciliadora e promotora, futuro pela profecia viva da bondade, verdade e beleza de Cristo, continuadas na vida dos que recebem o seu Esp&iacute;rito e manifestam que, realmente, as suas palavras n&atilde;o passar&atilde;o, antes se incarnam em cada gera&ccedil;&atilde;o de crentes, para a salva&ccedil;&atilde;o do mundo.<\/p>\n<p>E isto mesmo &eacute; o seu Reino, hoje universalmente celebrado, na grande e feliz solenidade de &ldquo;Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo&rdquo;. Grande e feliz, repito, mas necessariamente aut&ecirc;ntica, deixai-me precisar.<\/p>\n<p>Sim, irm&atilde;os e irm&atilde;s, podem estas naves ser magn&iacute;ficas e evocadoras, podem os c&acirc;nticos e a m&uacute;sica ressoar com grande envolvimento e sugest&atilde;o, podem os ritos e as palavras suceder-se na melhor sequ&ecirc;ncia lit&uacute;rgica&hellip; Tudo isto pode e deve suceder, e assim o agradecemos a Deus, lembrando at&eacute; quantos crist&atilde;os n&atilde;o t&ecirc;m a oportunidade &ndash; e nalguns casos a liberdade &ndash; de se reunirem como n&oacute;s, para festejar t&atilde;o grande dia. Mas se, com tudo isto, esquec&ecirc;ssemos o motivo e o cerne da solenidade celebrada, a sua autenticidade perigaria e o seu proveito espiritual e pr&aacute;tico diminuiria muito.<\/p>\n<p>Reparemos ent&atilde;o no t&iacute;tulo &ndash; Cristo Rei -, para compreendermos melhor o sentido. N&atilde;o esque&ccedil;amos que, pela encarna&ccedil;&atilde;o do Verbo, dogma central do cristianismo, o que Deus tem para nos dizer o diz finalmente no homem Jesus, seu Filho eterno e nosso Senhor para sempre. Constatemos at&eacute; como um texto das primeiras gera&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s conseguiu resumir em apenas dois vers&iacute;culos quase toda a nossa teologia, ou mesmo toda no essencial: &ldquo;Muitas vezes e de muitos modos, falou Deus aos nossos pais, nos tempos antigos, por meio dos profetas. Nestes dias, que s&atilde;o os &uacute;ltimos, Deus falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por meio de quem fez o mundo&rdquo; (Hb 1, 1-2). Deixai-me adiantar que, quando percebermos e assimilarmos tudo o que estas inspiradas linhas nos disseram, saberemos quanto dois mil anos de teologia crist&atilde; nos oferecem de essencial, quer na dimens&atilde;o intelectual, quer na piedade dos crentes.<\/p>\n<p>Mas este foi tamb&eacute;m o risco que Deus quis correr, para se dizer humanamente. Constamo-lo em cada p&aacute;gina evang&eacute;lica: Jesus admirava muitos, mas confundia outros tantos, sendo repetidamente &ldquo;sinal de contradi&ccedil;&atilde;o&rdquo; (cf. Lc 2, 34). Aclamavam-no agora para o acusarem a seguir, quando n&atilde;o ao mesmo tempo, tanto pelo que fazia, como pelo que deixava de fazer. Palavras sagradas como &ldquo;S&aacute;bado&rdquo;, &ldquo;Templo&rdquo; ou &ldquo;Terra&rdquo;, ganhavam na sua boca um sentido novo, que os deixava at&oacute;nitos e, por vezes, indignados.<\/p>\n<p>Na verdade, n&atilde;o negava a profecia antiga, mas vinha dar-lhe &ldquo;pleno cumprimento&rdquo;, indo muito al&eacute;m do refor&ccedil;o das seguran&ccedil;as religiosas ou sociais, sempre apetecidas. O risco de Deus &eacute; este: superar as nossas palavras com a sua Palavra, abrir as nossas vidas com a sua Vida, mesmo que para isso tenhamos de nascer de novo e n&atilde;o apenas prolongar o que j&aacute; somos, o que ainda somos, demoradamente somos&#8230;<\/p>\n<p>Assim o disse a Nicodemos e o repete agora a cada um de n&oacute;s: &ldquo;Em verdade, em verdade te digo: quem n&atilde;o nascer do Alto, n&atilde;o pode ver o reino de Deus&rdquo;. Para explicar, pouco depois: &ldquo;Em verdade, em verdade te digo: quem n&atilde;o nascer da &aacute;gua e do Esp&iacute;rito n&atilde;o pode entrar no Reino de Deus&rdquo; (cf. Jo 3, 3-5).<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, baptizados no Esp&iacute;rito de Cristo, pela &aacute;gua que o significa: V&oacute;s bem sabeis o que tais palavras traduzem, pois que se soletram intimamente nos vossos cora&ccedil;&otilde;es, para se repercutirem concretamente nas vossas vidas, no acontecer familiar, eclesial e social do dia a dia. V&oacute;s bem sentis o apelo e o impulso do Esp&iacute;rito, para serdes cada vez mais orantes e dialogantes, mais generosos e solid&aacute;rios, mais justos e comprometidos no bem de todos, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o aos mais fr&aacute;geis e desprotegidos. Isto sabeis e ides sabendo cada vez melhor, na resolu&ccedil;&atilde;o positiva da &ldquo;contradi&ccedil;&atilde;o&rdquo; evang&eacute;lica, que constantemente vos leva a escolher a verdade, a bondade e a beleza de Cristo, rejeitando a mentira, o ego&iacute;smo e a sedu&ccedil;&atilde;o do que n&atilde;o vale nem presta, nem para os outros nem para v&oacute;s mesmos.<\/p>\n<p>E assim entrais no Reino, que insistentemente pedis ao Pai e se realiza em Cristo: &ldquo;Venha a n&oacute;s o vosso Reino!&rdquo;. O Reino de Deus no mundo &eacute; a verdade de Cristo, reconhecida e aceite. Isso mesmo o explicou ele, em contradi&ccedil;&atilde;o absoluta com o maior reino que o mundo j&aacute; vira e P&ocirc;ncio Pilatos representava.<\/p>\n<p>Lembrais-vos certamente da passagem, como a descreve S&atilde;o Jo&atilde;o: &ldquo;Disse-lhe Pilatos: &lsquo;Logo, tu &eacute;s rei!&rsquo;. Respondeu-lhe Jesus: &lsquo;&Eacute; como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz&rsquo;&rdquo; (Jo 18, 37). Lembramos tamb&eacute;m como Pilatos replicou: &ldquo;Que &eacute; a verdade?&rdquo;. Mas sobretudo responderemos, com firme convic&ccedil;&atilde;o de sentimento e pr&aacute;tica: &ldquo;A verdade &eacute; Cristo, a vida verdadeira &eacute; o Evangelho, reinando ambos na exist&ecirc;ncia crente, assinalada na Igreja e oferecida ao mundo!&rdquo;.<\/p>\n<p>Realeza de Cristo e salva&ccedil;&atilde;o do homem tornam-se uma coisa s&oacute;, pois reinar &eacute; expandir a vontade e a vida no mundo em redor, e a vontade de Cristo n&atilde;o &eacute; sen&atilde;o essa. Em repetido contraste com tantas contrafac&ccedil;&otilde;es imperantes de ontem e hoje, que &ldquo;roubam&rdquo; a esperan&ccedil;a e o futuro de muita gente: &ldquo;O ladr&atilde;o n&atilde;o vem sen&atilde;o para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abund&acirc;ncia&rdquo; (Jo 10, 10).<\/p>\n<p>Realeza de Cristo, pois, mas t&atilde;o paradoxalmente manifestada, como ainda h&aacute; pouco, no Evangelho proclamado: &ldquo;Por cima d&rsquo;Ele [de Jesus crucificado] havia um letreiro: &lsquo;Este &eacute; o rei dos judeus&rsquo;&rdquo;. &ndash; Estranha proclama&ccedil;&atilde;o e estranh&iacute;ssimo trono! &Eacute; apresentado como rei e o seu trono &eacute; uma cruz&hellip; Reina quando d&aacute; a vida e d&aacute;-a &ldquo;at&eacute; ao extremo&rdquo; (cf. Jo 13, 1), identificando-se com a atrocidade do fim dos mais lesados pelos bald&otilde;es da vida e pela (in)justi&ccedil;a dos homens.<\/p>\n<p>Havia mais crucificados no Calv&aacute;rio, classificados como &ldquo;malfeitores&rdquo;. Disse-lhe um: &ldquo;N&atilde;o &eacute;s tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a n&oacute;s tamb&eacute;m&rdquo;. Ao que o outro retorquiu, repreendendo-o: &ldquo;N&atilde;o temes a Deus, tu que sofres o mesmo supl&iacute;cio? Quanto a n&oacute;s, fez-se justi&ccedil;a, pois recebemos o castigo das nossas m&aacute;s ac&ccedil;&otilde;es. Mas Ele nada praticou de conden&aacute;vel&rdquo;. E, voltando-se para Jesus, levado por uma &uacute;ltima esperan&ccedil;a: &ldquo;Jesus, lembra-te de mim, quando vieres com a tua realeza!&rdquo; Para ouvir a mais consoladora resposta que nos possa ser oferecida: &ldquo;Em verdade te digo: Hoje estar&aacute;s comigo no Para&iacute;so&rdquo;.<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, car&iacute;ssimo laicado militante da Diocese do Porto e especialmente v&oacute;s, estimados irm&atilde;os que vos dispondes ao diaconado permanente: &#8211; Concentremo-nos todos na realeza de Cristo, evangelicamente manifestada e s&oacute; assim aceite e cumprida em cada um de n&oacute;s e, por n&oacute;s, no mundo!<\/p>\n<p>Reconhe&ccedil;amos, como o segundo &ldquo;malfeitor&rdquo; &ndash; pois tamb&eacute;m aqui os &uacute;ltimos ser&atilde;o os primeiros -, a inoc&ecirc;ncia de Cristo, ou seja a sua absoluta bondade, que &eacute; tamb&eacute;m a sua verdade e beleza. Abandonemo-nos &agrave; sua miseric&oacute;rdia, como Jesus se abandonou na de Deus Pai, que inteiramente compartilha no Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>E permane&ccedil;amos com ele no &ldquo;para&iacute;so&rdquo; duma comunh&atilde;o que nada abale, nem a vida nem a morte. &ldquo;Para&iacute;so&rdquo; que &eacute; tudo menos enlevo solit&aacute;rio, pois est&aacute; preenchido pela caridade total e o compromisso certo pelo bem de todos e a feliz realiza&ccedil;&atilde;o do mundo. Por isso queria Santa Teresa do Menino Jesus &ldquo;passar o seu c&eacute;u a fazer o bem na terra&rdquo;. Por isso a Carta aos Hebreus nos apresentou Cristo com estas palavras de pleno envolvimento e sacerd&oacute;cio eterno: &ldquo;Ele pode salvar de um modo definitivo, os que por meio dele se aproximam de Deus, pois Ele est&aacute; vivo para sempre, a fim de interceder por eles&rdquo; (Hb 7, 25).<\/p>\n<p>Participemos ent&atilde;o na realeza &ldquo;sacerdotal&rdquo; de Cristo, intercedendo por todos, no c&eacute;u de Deus e na terra dos homens, que Deus n&atilde;o abandona e sempre assinala na caridade de Cristo, compartilhada pelos crist&atilde;os em&nbsp; universal benef&iacute;cio. Este &eacute; o Reino e esta a miss&atilde;o da Igreja que, inteiramente queremos integrar.<\/p>\n<p>&#8211; N&atilde;o seremos n&oacute;s a defraudar os sonhos de Deus, n&atilde;o seremos n&oacute;s a esquecer o seu prop&oacute;sito. Estenderemos os bra&ccedil;os da Cruz at&eacute; onde tiverem de chegar, onde importa que cheguem e precisamente agora!<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 21 de Novembro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, especialmente v&oacute;s, membros do laicado militante da Diocese do Porto; e tamb&eacute;m v&oacute;s, os que hoje dais um passo importante e eclesialmente reconhecido para o diaconado permanente: Sendo Domingo, muita gente aproveita para justamente repousar, conviver ou simplesmente fazer o que o dia a dia n&atilde;o permite. 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