{"id":48438,"date":"2010-11-22T10:41:07","date_gmt":"2010-11-22T10:41:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/22\/uma-igreja-renovada-e-operativa\/"},"modified":"2010-11-22T10:41:07","modified_gmt":"2010-11-22T10:41:07","slug":"uma-igreja-renovada-e-operativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/uma-igreja-renovada-e-operativa\/","title":{"rendered":"Uma Igreja renovada e operativa"},"content":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o de D. Manuel Clemente no F\u00f3rum Interdisciplinar de Professores e Investigadores <!--more--> <\/p>\n<p>Uma Igreja &ldquo;renovada&rdquo;, antes de mais e sempre, pois essa &eacute; a sua verdade constante. Renova&ccedil;&atilde;o ou reforma (= retoma da forma inicial), s&atilde;o para a Igreja necessidades vitais, porque s&oacute; pode existir e subsistir na &ldquo;fonte&rdquo;.<\/p>\n<p>As passagens evang&eacute;licas s&atilde;o esclarecedoras desta consci&ecirc;ncia e necessidade, como estavam bem vivas na primeira comunidade crist&atilde;. Valha por todas, esta refer&ecirc;ncia ao Evangelho segundo Jo&atilde;o, 15, 4 ss. Fala Jesus aos disc&iacute;pulos, daquele e de qualquer tempo: &ldquo;Permanecei em mim, que Eu permane&ccedil;o em v&oacute;s. Tal como o ramo n&atilde;o pode dar fruto por si mesmo, mas s&oacute; permanecendo na videira, assim tamb&eacute;m acontecer&aacute; convosco, se n&atilde;o permanecerdes em mim. Eu sou a videira; v&oacute;s os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse d&aacute; muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer&rdquo;.<\/p>\n<p>S&atilde;o palavras incisivas e claras, devendo ser constantes na mem&oacute;ria viva dos crentes. Mas talvez aconte&ccedil;a com elas o que &eacute; pr&oacute;prio das coisas luminosas e oferecidas &ndash; como a &aacute;gua, o ar ou a luz &#8211; que mais se fruem do que consciencializam. No imediato, a tend&ecirc;ncia &eacute; vivermos de n&oacute;s e por n&oacute;s, quando n&atilde;o mesmo s&oacute; para n&oacute;s, e n&atilde;o de Deus para Deus. Por isso mesmo, as crises da Igreja s&atilde;o basicamente crises de esquecimento de si pr&oacute;pria, enquanto gra&ccedil;a divina para se realizar segundo Deus.<\/p>\n<p>Podemos verificar sem grande custo que as &eacute;pocas de pouca intensidade pr&oacute;pria e escassa expans&atilde;o eclesial s&atilde;o datas de pouca escuta da Palavra e pouca correspond&ecirc;ncia orante e caritativa, ou seja, de pouca rela&ccedil;&atilde;o, pouco amor, pouco acolhimento a Deus que &ldquo;fala&rdquo; e aos outros que esperam. Consequentemente, de pouca express&atilde;o e expans&atilde;o.<\/p>\n<p>Nem foi preciso esperar muito tempo&#8230; No fim do s&eacute;culo I, j&aacute; a Igreja de &Eacute;feso ouvia estas palavras do Vidente de Patmos: &ldquo;Tenho uma coisa contra ti: abandonaste o teu primitivo amor. Lembra-te, pois, donde ca&iacute;ste, arrepende-te e torna a proceder como ao princ&iacute;pio. Se n&atilde;o procederes assim e n&atilde;o te arrependeres, Eu virei ter contigo e retirarei o teu candelabro do seu lugar&rdquo; (Ap 2, 4-5). E a de Sardes: &ldquo;Recorda o que recebeste e ouviste. Guarda-o e arrepende-te&rdquo; (Ap 3, 3).<\/p>\n<p>Pelo contr&aacute;rio, a Igreja de Filad&eacute;lfia guardava e anunciava a Palavra, merecendo o elogio: &ldquo;V&ecirc;, coloquei diante de ti uma porta aberta [exactamente para a prega&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica], que ningu&eacute;m pode fechar. Tens pouca for&ccedil;a, mas guardaste a minha palavra e n&atilde;o renegaste o meu nome. [&hellip;] Porque guardaste a minha palavra com perseveran&ccedil;a, tamb&eacute;m Eu te guardarei na hora da prova&ccedil;&atilde;o [&hellip;]. Venho em breve: guarda o que tens, para que ningu&eacute;m te arrebate a tua coroa&rdquo; (Ap 3, 8 ss). Como se dissesse: quem guarda a Palavra, guarda-se nela, aguardando activamente o seu cumprimento cabal.<\/p>\n<p>Como sabemos, a Igreja dos primeiros s&eacute;culos viveu e definiu-se como transmiss&atilde;o viva da Palavra divina. Nascia da prega&ccedil;&atilde;o e vivia da prega&ccedil;&atilde;o, despendendo ali&aacute;s muita energia e cuidado para manter certa e definida a tradi&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica. Assim rejeitando o que n&atilde;o coincidia com o seu n&uacute;cleo inicial e garantido, assim rejeitando o que o contrariasse, assim apurando a sucess&atilde;o dos respons&aacute;veis eclesiais, como cadeia leg&iacute;tima de guardi&atilde;es da Palavra: de In&aacute;cio de Antioquia a Ireneu de Li&atilde;o e deste &uacute;ltimo aos primeiros conc&iacute;lios ecum&eacute;nicos, &eacute; sempre de autentica&ccedil;&atilde;o pela Palavra guardada que as Igrejas tratam.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m por isso, a Igreja dos Padres &eacute; a Igreja da patr&iacute;stica e do catecumenado, em fun&ccedil;&atilde;o da Palavra transmitida, aceite e cumprida. Mesmo quando o n&atilde;o fosse praticamente, era-o sempre ideal e insistentemente. Foi-o tamb&eacute;m martirialmente, pois esta palavra que lhe ado&ccedil;ava a boca tamb&eacute;m lhe podia amargar as entranhas (cf. Ap 10, 8 ss).<\/p>\n<p>No final do Imp&eacute;rio, poderemos dizer que a Igreja estabelecida foi menos ouvinte da Palavra que a guardara. Na viragem do s&eacute;culo IV para o V, queixava-se Agostinho de que, quando ia pregar a Cartago, lhe preferiam o teatro e o circo&hellip; E os imperadores &ndash; como podem demonstrar as respectivas varia&ccedil;&otilde;es nicenas e anti-nicenas do s&eacute;culo IV &ndash; estariam mais propensos a guardar o Imp&eacute;rio a pretexto da Palavra (dogma) do que a Palavra como esteio do Imp&eacute;rio, como quereria o mesmo Agostinho, rumo &agrave; &ldquo;Cidade de Deus&rdquo;.<\/p>\n<p>No s&eacute;culo VI e aqui mesmo em Braga, queixava-se Martinho de Dume que os &ldquo;crist&atilde;os&rdquo; locais se manifestavam mais atreitos a cren&ccedil;as ancestrais do que &agrave; novidade evang&eacute;lica (De correctione rusticorum); e, mudando desse s&eacute;culo para o seguinte, Greg&oacute;rio Magno dir&aacute; em Roma que estando o mundo cheio de sacerdotes, n&atilde;o havia quem pregasse a Palavra&#8230;<\/p>\n<p>Por&eacute;m, meio s&eacute;culo antes, tinha come&ccedil;ado Bento de N&uacute;rsia a renovar a Igreja com a sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia feita Regra mon&aacute;stica e assim mesmo oferecida a quem sinceramente a seguisse. Regra definida precisamente pela &ldquo;escuta&rdquo; da Palavra, pela sua plena e persistente assimila&ccedil;&atilde;o, convertendo o monge e o mosteiro em &ldquo;lugar&rdquo; de acolhimento de Deus e do pr&oacute;ximo, de Cristo em cada pr&oacute;ximo, habitual ou advent&iacute;cio.<\/p>\n<p>Os mosteiros criaram a Europa que conhecemos, do Atl&acirc;ntico aos Urais e do Mediterr&acirc;neo ao Mar do Norte, em torno da Palavra ouvida, rezada e cantada, feita p&atilde;o do esp&iacute;rito e do corpo, para indig&ecirc;ncias v&aacute;rias. Os povos de fora ou por cima do antigo Imp&eacute;rio, eram &ldquo;b&aacute;rbaros&rdquo; por n&atilde;o falarem grego nem latim. A Palavra essencial unia-os agora, mesmo que as diversas l&iacute;nguas os desentendessem.<\/p>\n<p>Idealmente, repito; mas tamb&eacute;m praticamente, constate-se, pois a Cristandade foi um facto, pesem embora as suas muit&iacute;ssimas contradi&ccedil;&otilde;es. Facto actual, pois ainda vivemos da sua heran&ccedil;a, na valoriza&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica das coisas e dos outros, t&atilde;o influenciada pelas par&aacute;bolas de Cristo.<\/p>\n<p>Andemos mais depressa. Somente para verificar que a terceira evangeliza&ccedil;&atilde;o da Europa &ndash; a seguir &agrave; dos ap&oacute;stolos e &agrave; dos monges &#8211; foi feita pelos pregadores evang&eacute;licos que, &agrave; maneira de Francisco de Assis, nada queriam sen&atilde;o isso mesmo, ou seja, ir de terra em terra a lembrar uma Palavra demasiado esquecida.<\/p>\n<p>Foram continuados, tr&ecirc;s s&eacute;culos depois, pelos reformadores quinhentistas, todos homens da Palavra, mesmo quando divididos: do &ldquo;sola Scriptura&rdquo; de Martinho Lutero &agrave;s catequeses de Bartolomeu dos M&aacute;rtires, h&aacute; grande diferen&ccedil;a na moldura eclesial, mas h&aacute; certa proximidade na preval&ecirc;ncia da prega&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Foi essa &ndash; no campo cat&oacute;lico &ndash; uma das notas da &ldquo;nova evangeliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; que preencheu os melhores momentos da Idade Moderna, em repetidas miss&otilde;es populares que acordavam ciclicamente as comunidades em novo alvoro&ccedil;o evang&eacute;lico, de convers&atilde;o a Deus e reconcilia&ccedil;&atilde;o de vizinhos. Os seus melhores frutos ficaram no cora&ccedil;&atilde;o e na vida de tanta gente que, mesmo permanecendo analfabeta, soletrava os acontecimentos e a vida segundo os ensinamentos evang&eacute;licos: a vida como reden&ccedil;&atilde;o, os outros como apelo &agrave; caridade, o sofrimento e a morte vividos em esperan&ccedil;a pascal&hellip;<\/p>\n<p>E assim cheg&aacute;mos quase at&eacute; n&oacute;s. &Agrave; &ldquo;Igreja renovada e operativa&rdquo;, segundo o tema desta mesa-redonda. Antes de mais, no actual estado de coisas, assim rapidamente verific&aacute;vel e enunci&aacute;vel: grande pulveriza&ccedil;&atilde;o das conviv&ecirc;ncias tradicionais, familiares ou outras; fraca consist&ecirc;ncia de valores comuns e aceites; refluxo individual de escolhas e percursos, com pouca aceita&ccedil;&atilde;o de autoridades e institui&ccedil;&otilde;es; passagem frequente do ego&iacute;smo do consumo ao ego&iacute;smo do recurso, do quanto mais melhor ao qualquer coisa serve&hellip; Poder&iacute;amos continuar a toada, sem adiantar muito com isso. Nem serve culpabilizar ningu&eacute;m com a culpa ou desculpa de todos.<\/p>\n<p>Constatemos antes, com Bento XVI, a necessidade &ldquo;duma nova s&iacute;ntese humanista&rdquo; (Caritas in Veritate, n&ordm; 21), precisamente a partir da humanidade de cada um, enquanto possibilidade e necessidade de desenvolvimento harm&oacute;nico, inter-pessoal e ecol&oacute;gico. E isto mesmo, &agrave; luz da Palavra encarnada e reencontrada, n&rsquo;Aquele que &ldquo;disse e fez&rdquo;.<\/p>\n<p>Para quase terminar com as recent&iacute;ssimas palavras da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal Verbum Domini, n&ordm; 96: &ldquo;Na alvorada do terceiro mil&eacute;nio, n&atilde;o s&oacute; existem muitos povos que ainda n&atilde;o conhecem a Boa Nova, mas h&aacute; tamb&eacute;m muitos crist&atilde;os que t&ecirc;m necessidade que lhes seja anunciada novamente, de modo persuasivo, a Palavra de Deus, para poderem assim experimentar concretamente a for&ccedil;a do Evangelho. H&aacute; muitos irm&atilde;os que s&atilde;o &lsquo;baptizados, mas n&atilde;o suficientemente evangelizados&rsquo;. &Eacute; frequente ver na&ccedil;&otilde;es, outrora ricas de f&eacute; e de voca&ccedil;&otilde;es, que v&atilde;o perdendo a pr&oacute;pria identidade, sob a influ&ecirc;ncia de uma cultura secularizada. A exig&ecirc;ncia de uma nova evangeliza&ccedil;&atilde;o [&hellip;] deve-se reafirmar sem medo, na certeza da efic&aacute;cia da palavra divina. A Igreja, segura da fidelidade do seu Senhor, n&atilde;o se cansa de anunciar a boa-nova do Evangelho e convida todos os crist&atilde;os a redescobrirem o fasc&iacute;nio de seguir Cristo&rdquo;.<\/p>\n<p>Igreja renovada e operativa: renova&ccedil;&atilde;o na Palavra e opera&ccedil;&atilde;o da Palavra em n&oacute;s para os outros, de todos para todos, da Igreja para o mundo. Como Paulo escrevia aos colossenses: &ldquo;A palavra de Cristo habite m v&oacute;s com toda a sua riqueza: ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria [&hellip;]. E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando gra&ccedil;as por Ele a Deus Pai&rdquo; (Cl 3, 16-17).<\/p>\n<p>Braga, 20 de Novembro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Manuel Clemente, Bispo do Porto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o de D. 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