{"id":48420,"date":"2010-11-20T12:13:40","date_gmt":"2010-11-20T12:13:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/20\/ressurreicao-nos-100-anos-da-morte-de-tolstoi\/"},"modified":"2010-11-20T12:13:40","modified_gmt":"2010-11-20T12:13:40","slug":"ressurreicao-nos-100-anos-da-morte-de-tolstoi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ressurreicao-nos-100-anos-da-morte-de-tolstoi\/","title":{"rendered":"\u00abRessurrei\u00e7\u00e3o\u00bb, nos 100 anos da morte de Tolstoi"},"content":{"rendered":"<p>Assinala-se este s&aacute;bado, 20 de novembro, o centen&aacute;rio da morte de Leo Tolstoi (1828-1910). Evocamos a obra do escritor russo com o trecho final de &ldquo;Ressurrei&ccedil;&atilde;o&rdquo; (1899).<\/p>\n<p>&laquo;Em vez de se deitar, Nekliudov passeou durante muito tempo pelo quarto, de um lado para o outro. O seu caso com Katiucha estava terminado. Deixara de lhe ser &uacute;til e este pensamento enchia-o de tristeza e de vergonha. Mas esperava-o uma outra obra que, longe de estar terminada, o atormentava mais do que nunca e exigia toda a sua atividade.<\/p>\n<p>Os terr&iacute;veis males que observara no decorrer das &uacute;ltimas semanas e sobretudo, o que acabara de presenciar nessa horr&iacute;vel pris&atilde;o, todos esses males que tinham causado entre outras mortes a do simp&aacute;tico Kryltsov reinavam, triunfantes, sem que entrevisse a menor possibilidade de os destruir ou sequer de os combater.<\/p>\n<p>Na sua imagina&ccedil;&atilde;o surgiram os milhares de seres degredados, encerrados numa atmosfera pestilenta por generais, promotores e diretores de pris&atilde;o indiferentes &agrave; sorte desses infelizes. Evocou o estranho velho, liberto de tudo, que acusava as autoridades e passava por louco, assim como os cad&aacute;veres e o belo rosto de cera de Kryltsov, que morrera num desespero. Como outrora, interrogou-se sobre se era ele, Nekliudov, quem estava louco ou os outros, aqueles que eram c&uacute;mplices de todos estes atos pretensamente razo&aacute;veis, e a pergunta impunha-se-lhe com uma for&ccedil;a nova, reclamando uma resposta.<\/p>\n<p>Cansado de andar enquanto refletia, sentou-se no div&atilde; diante do candeeiro e, num gesto maquinal, abriu o Evangelho que o ingl&ecirc;s lhe dera e que ele deitara para cima da mesa quando despejou os bolsos. &laquo;Dizem que neles se encontra resposta para tudo&raquo;, pensou, come&ccedil;ando a ler a p&aacute;gina aberta ao acaso. Era o cap&iacute;tulo XVIII de S. Mateus:<\/p>\n<p>&nbsp;1. Ent&atilde;o os disc&iacute;pulos aproximaram-se de Jesus e disseram: quem &eacute; o maior no Reino dos c&eacute;us?<\/p>\n<p>&nbsp;2. E Jesus, tendo chamado uma crian&ccedil;a, colocou-a no meio deles e disse:<\/p>\n<p>&nbsp;3. Em verdade vos digo que se n&atilde;o vos transformardes e fordes como esta crian&ccedil;a n&atilde;o entrareis no Reino dos c&eacute;us.<\/p>\n<p>&nbsp;4. E por isso todo aquele que se humilhe como esta crian&ccedil;a ser&aacute; o maior no reino dos c&eacute;us:<\/p>\n<p>&nbsp;&laquo;Sim, sim, &eacute; realmente isso!&raquo;, pensou Nekliudov lembrando-se de que apenas sentira consolo e alegria nos momentos em que se humilhara.<\/p>\n<p>5. E aquele que receber esta crian&ccedil;a em meu nome, &eacute; a mim que recebe.<\/p>\n<p>&nbsp;6. Mas se algu&eacute;m escandalizar um destes pequenos que em mim creem, melhor seria para ele que lhe suspendessem ao pesco&ccedil;o uma m&oacute; de moinho e o lan&ccedil;assem ao fundo do mar.<\/p>\n<p>&laquo;Que quer dizer aquele que receber e onde &eacute; que ele receber&aacute;? E que significa em Meu nome?, perguntava ele a si pr&oacute;prio, ao dar-se conta que estas palavras continuavam vazias de sentido para ele: &laquo;E porqu&ecirc;: uma m&oacute; de moinho ao pesco&ccedil;o e ao fundo do mar? N&atilde;o; h&aacute; qualquer coisa que n&atilde;o &eacute; clara, nem exata.&raquo; Lembrou-se de que, em v&aacute;rias ocasi&otilde;es da sua vida, se pusera a ler os Evangelhos e que sempre o afastara dessa leitura a obscuridade de certos passos. Leu os vers&iacute;culos 7, 8, 9 e 10 que falam dos &laquo;esc&acirc;ndalos&raquo; e dizem que eles t&ecirc;m de acontecer na terra, dos castigos pelo fogo do Inferno onde os homens ser&atilde;o precipitados, de certos pequenos anjos que contemplam a face do Pai que est&aacute; nos C&eacute;us. &laquo;&Eacute; pena que tudo isso seja t&atilde;o incoerente, pois sente-se que l&aacute; no fundo h&aacute; algo de bom.&raquo;<\/p>\n<p>11. Porque o Filho do homem veio para salvar o que se tinha perdido.<\/p>\n<p>12. Que vos parece? Se um homem possu&iacute;sse cem ovelhas e uma delas se tresmalhasse n&atilde;o deixaria ele as outras noventa e nove nas montanhas para ir em busca da que se perdera?<\/p>\n<p>13. E se viesse a ach&aacute;-la, em verdade vos digo, essa causar-lhe-ia maior alegria do que as noventa e nove que n&atilde;o se extraviaram.<\/p>\n<p>14. A vontade do vosso Pai que est&aacute; nos c&eacute;us &eacute; igualmente a de que se n&atilde;o perca um &uacute;nico dos seus filhos.<\/p>\n<p>&laquo;Sim, a vontade do Pai &eacute; que eles n&atilde;o se percam, mas, no entanto ele perecem &agrave;s centenas e aos milhares. E n&atilde;o existe qualquer maneira de os salvar&raquo;, disse para consigo.<\/p>\n<p>21. Ent&atilde;o Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, quantas vezes deverei perdoar ao irm&atilde;o que pecar contra mim? At&eacute; sete?<\/p>\n<p>22. Jesus respondeu: n&atilde;o te digo que at&eacute; sete vezes mas at&eacute; setenta vezes sete.<\/p>\n<p>23. &Eacute; por isso que o Reino dos c&eacute;us &eacute; semelhante ao do rei que quis fazer contas com os seus servos.<\/p>\n<p>24. Quando ele se p&ocirc;s a fazer contas, trouxeram- lhe um que devia dez mil talentos.<\/p>\n<p>25. E n&atilde;o tendo ele com que pagar, o seu senhor o mandou vender, e a sua mulher e filhos, com tudo quanto tinha, para que a d&iacute;vida fosse paga.<\/p>\n<p>26. Ent&atilde;o aquele servo, prostrando-se, o adorava, dizendo: Senhor tem paci&ecirc;ncia para comigo que eu te pagarei tudo.<\/p>\n<p>27. Ent&atilde;o o senhor daquele servo, movido por &iacute;ntima compaix&atilde;o, soltou-o e perdoou-lhe a d&iacute;vida.<\/p>\n<p>28. E quando saiu, aquele servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem dinheiros. Agarrou-o e apertou-lhe o pesco&ccedil;o, dizendo: paga-me o que me deves.<\/p>\n<p>29. Ent&atilde;o o seu companheiro, prostrando-se a seus p&eacute;s, implorava-lhe, dizendo: tem paci&ecirc;ncia para comigo, que eu te pagarei tudo.<\/p>\n<p>30. Mas o outro n&atilde;o quis, e foi met&ecirc;-lo na pris&atilde;o at&eacute; que pagasse a d&iacute;vida.<\/p>\n<p>31. Os seus companheiros, tendo visto o que acontecera, contristaram-se muito e foram contar ao seu senhor tudo o que se passara.<\/p>\n<p>32. Ent&atilde;o o senhor mandou-o &agrave; sua presen&ccedil;a e disse-lhe: servo malvado, perdoei-te inteiramente a tua d&iacute;vida porque mo suplicaste.<\/p>\n<p>33.N&atilde;o devias tu tamb&eacute;m ter compaix&atilde;o do teu companheiro, como eu tive compaix&atilde;o de ti?<\/p>\n<p>&laquo;Ser&aacute; poss&iacute;vel que seja apenas isto?&raquo;, exclamou ele ap&oacute;s ter lido essas palavras. E a voz interior respondeu-lhe: &laquo;Sim, &eacute; s&oacute; isto.&raquo;<\/p>\n<p>Aconteceu com Nekliudov o que frequentemente acontece com as pessoas atra&iacute;das para a vida espiritual. Um pensamento que a princ&iacute;pio lhes pareceu estranho, paradoxal e at&eacute; mesmo c&oacute;mico, encontra confirma&ccedil;&otilde;es cada vez mais numerosas e torna-se de s&uacute;bito para elas a verdade mais simples e mais evidente. Foi assim que ele viu que o &uacute;nico meio eficaz de lutar contra os terr&iacute;veis males de que sofrem os homens consistia em eles se reconhecerem sempre culpados perante Deus e, por conseguinte, incapazes de corrigir os seus semelhantes. Tornou-se evidente que os terr&iacute;veis males que presenciara nas pris&otilde;es, bem como a tranquila seguran&ccedil;a dos seus respons&aacute;veis, provinham apenas de os homens quererem realizar uma coisa imposs&iacute;vel: sendo maus, pretenderem corrigir o mal existente. Seres viciosos queriam corrigir outros seres viciosos e imaginavam consegui-lo por meio de castigos corporais. E o resultado era que pessoas c&uacute;pidas e necessitadas tinham como profiss&atilde;o o aplicar esses castigos, essas pretensas corre&ccedil;&otilde;es, corrompendo-se eles assim at&eacute; ao &uacute;ltimo grau e corrompendo as v&iacute;timas. Agora via claramente de onde procediam todos os horrores que lhe fora dado observar e o que era necess&aacute;rio fazer para os suprimir. A resposta que lhe faltava encontrar era a que Cristo tinha dado a Pedro: &Eacute; preciso perdoar sempre e a todos, perdoar um n&uacute;mero incalcul&aacute;vel de vezes, porque n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m que n&atilde;o seja culpado e que, portanto possa castigar e corrigir os seus semelhantes.<\/p>\n<p>&laquo;Na verdade, &eacute; imposs&iacute;vel que as coisas sejam t&atilde;o simples&raquo;, dizia Nekliudov para consigo. No entanto, ainda que isto lhe parecesse estranho por estar habituado a pensar o contr&aacute;rio, via agora claramente que essa resposta trazia a solu&ccedil;&atilde;o tanto na teoria como na pr&aacute;tica. Agora deixara de o preocupar o eterno problema da conduta a ter para com os criminosos. Devia-se ent&atilde;o deix&aacute;-los impunes? A pergunta s&oacute; teria sentido se estivesse demonstrado que o castigo diminui a criminalidade e modifica os criminosos. Mas como a realidade demonstra o contr&aacute;rio, tornando evidente que nenhum homem tem poder para modificar outro homem, ent&atilde;o, a &uacute;nica atitude sensata &eacute; a de renunciar a um procedimento n&atilde;o s&oacute; in&uacute;til como tamb&eacute;m prejudicial, imoral e cruel. &laquo;Durante s&eacute;culos, homens considerados criminosos foram castigados. E qual foi o resultado? Longe de fazerem desaparecer o crime, esses castigos apenas conseguiram aumentar o n&uacute;mero dos criminosos, juntando-lhe ainda agentes do aparelho repressivo: carcereiros, inquiridores, promotores e juizes.&raquo; Nekliudov compreendia agora que a sociedade e a ordem social subsistem n&atilde;o gra&ccedil;as a esses criminosos legais que julgam e condenam os outros homens, mas porque, apesar de tudo e a despeito dessa aberra&ccedil;&atilde;o, os homens conservam um pouco de amor e de piedade uns pelos outros.<\/p>\n<p>Com a esperan&ccedil;a de achar a confirma&ccedil;&atilde;o dessa ideia nos Evangelhos, Nekliudov p&ocirc;s-se a l&ecirc;-los desde o princ&iacute;pio. Quando chegou ao Serm&atilde;o na Montanha, que sempre o comovia, compreendeu pela primeira vez que os seus conceitos, longe de serem abstratos e de recomendarem uma conduta extraordin&aacute;ria e imposs&iacute;vel de manter, eram, pelo contr&aacute;rio, mandamentos de uma aplica&ccedil;&atilde;o simples, clara, pr&aacute;tica, e que bastava segui-los (e isso era fac&iacute;limo) para instaurar uma organiza&ccedil;&atilde;o social completamente diferente, que n&atilde;o s&oacute; faria desaparecer toda essa viol&ecirc;ncia que tanto indignava Nekliudov, mas permitiria ao homem atingir o bem supremo, o Reino de Deus na Terra.<\/p>\n<p><em><span style=\"text-decoration: underline;\">Esses mandamentos eram cinco:<\/span><\/em><\/p>\n<p>O primeiro (Mat., V, 21-26), consistia em que o homem n&atilde;o deve matar o seu irm&atilde;o, nem irritar-se contra ele, nem desprez&aacute;-lo ou chamar-lhe louco; se se zangar com algu&eacute;m, deve reconciliar-se antes de oferecer um sacrif&iacute;cio a Deus, isto &eacute;, antes de rezar.<\/p>\n<p>O segundo (Mat., V, 27-32), em que o homem n&atilde;o deve entregar-se &agrave; sensualidade, nem desejar uma mulher pela sua beleza, e uma vez casado h&aacute; de permanecer fiel.<\/p>\n<p>O terceiro (Mat., V, 33-37), em que o homem n&atilde;o deve prometer nada por meio de juramento.<\/p>\n<p>O quarto (Mat., V, 38-48), em que o homem n&atilde;o deve pagar olho por olho, mas oferecer a face direita quando for agredido na esquerda; deve perdoar as ofensas, suport&aacute;-las com resigna&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o recusar nada do que lhe pe&ccedil;am os seus semelhantes.<\/p>\n<p>O quinto (Mat., V, 43-48), que o homem n&atilde;o deve odiar os seus inimigos e lutar contra eles, mas am&aacute;-los, ajud&aacute;-los e servi-los.<\/p>\n<p>Nekliudov fitou a chama do candeeiro e ficou im&oacute;vel. Recordando a fealdade da nossa exist&ecirc;ncia, imaginou o que ela poderia ser se os homens fossem educados segundo esses mandamentos, e sentiu invadir-lhe a alma um sentimento de entusiasmo que havia muito n&atilde;o sentia. Era como se, ap&oacute;s longas ang&uacute;stias e sofrimentos, tivesse encontrado de repente o apaziguamento e a liberta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Passou a noite acordado e, como sucede a muitas pessoas que rel&ecirc;em os Evangelhos, compreendeu imediatamente o sentido de certas palavras que lera tantas vezes sem sequer as notar. Tal como uma esponja, observou tudo quanto de &uacute;til, grave e reconfortante havia nesse livro. Parecia-lhe que j&aacute; conhecia tudo quanto lia e que estava apenas a confirmar coisas que sabia desde h&aacute; muito, ainda que s&oacute; agora come&ccedil;asse a senti-las e a acreditar nelas.<\/p>\n<p>Naquele momento n&atilde;o s&oacute; acreditava que, se cumprissem estes mandamentos, os homens poderiam alcan&ccedil;ar o mais alto grau de felicidade, como estava convencido de que a sua obriga&ccedil;&atilde;o consiste precisamente em  cumpri-los. Neles residia a &uacute;nica raz&atilde;o de ser da vida, e afastar-se desse cumprimento era um erro que arrastava atr&aacute;s de si o devido castigo. Isto deduzia-se de todos os ensinamentos de Cristo, mas estava expresso com uma for&ccedil;a e uma clareza particular na par&aacute;bola dos vindimadores. Estes imaginavam-se donos do horto que lhe tinham mandado cultivar, que tudo o que ele continha lhes pertencia, e que n&atilde;o tinham outra obriga&ccedil;&atilde;o sen&atilde;o a de gozar a vida, esquecendo o seu senhor e desembara&ccedil;ando-se de todos aqueles que lhes faziam recordar a sua exist&ecirc;ncia e as obriga&ccedil;&otilde;es que tinham para com ele. &laquo;N&oacute;s agimos de uma maneira muito semelhante &#8211; pensou Nekliudov &#8211; ao supormos com est&uacute;pida seguran&ccedil;a que somos donos da nossa pr&oacute;pria vida e que ela nos foi dada para que a goz&aacute;ssemos. Isto &eacute; absurdo! Se nos mandaram para aqui, foi por vontade de algu&eacute;m e com uma finalidade determinada. Ora, n&oacute;s resolvemos viver apenas em fun&ccedil;&atilde;o da nossa felicidade. Por isso &eacute; natural que nos sentimos mal, como se sentiria um trabalhador que desobedeceu ao seu patr&atilde;o. A vontade dO Senhor est&aacute; expressa nesses mandamentos. S&oacute; ap&oacute;s a sua realiza&ccedil;&atilde;o vir&aacute; o Reino de Deus na Terra e os homens atingir&atilde;o o mais alto grau de felicidade de que s&atilde;o capazes.&raquo;<\/p>\n<p>&laquo;Procurai o Reino de Deus e tudo o mais vos ser&aacute; dado por acr&eacute;scimo.&raquo;<\/p>\n<p>&laquo;Mas n&oacute;s procuramos o acr&eacute;scimo e &eacute; natural que n&atilde;o o encontremos. Eis, pois, o objetivo da minha exist&ecirc;ncia. Uma vida termina e outra come&ccedil;a.&raquo;<\/p>\n<p>Essa noite foi para Nekliudov o come&ccedil;o du ma nova exist&ecirc;ncia. N&atilde;o que ele tivesse adotado um outro modo de vida, mas tudo o que lhe aconteceu a partir dessa &eacute;poca assumiu a seus olhos um sentido inteiramente diferente. O futuro nos mostrar&aacute; qual ser&aacute; o termo desse novo per&iacute;odo da sua vida.&raquo;<\/p>\n<p><em>&nbsp;Trad.: Alfredo Br&aacute;s, Maria Clarinda Br&aacute;s<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assinala-se este s&aacute;bado, 20 de novembro, o centen&aacute;rio da morte de Leo Tolstoi (1828-1910). Evocamos a obra do escritor russo com o trecho final de &ldquo;Ressurrei&ccedil;&atilde;o&rdquo; (1899). &laquo;Em vez de se deitar, Nekliudov passeou durante muito tempo pelo quarto, de um lado para o outro. O seu caso com Katiucha estava terminado. 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