{"id":48329,"date":"2010-11-16T11:43:25","date_gmt":"2010-11-16T11:43:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/16\/apelos-do-bispo-do-algarve-apontaram-infante-d-henrique-como-exemplo\/"},"modified":"2010-11-16T11:43:25","modified_gmt":"2010-11-16T11:43:25","slug":"apelos-do-bispo-do-algarve-apontaram-infante-d-henrique-como-exemplo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/apelos-do-bispo-do-algarve-apontaram-infante-d-henrique-como-exemplo\/","title":{"rendered":"Apelos do Bispo do Algarve apontaram Infante D. Henrique como exemplo"},"content":{"rendered":"<p>O contexto da celebra&ccedil;&atilde;o dos 550 anos sobre a morte do Infante D. Henrique, anivers&aacute;rio assinalado no s&aacute;bado, dia 13 de Novembro, serviu para projectar ao pa&iacute;s a figura de O Navegador como modelo a seguir neste momento de particular dificuldade que Portugal atravessa.<\/p>\n<p>V&aacute;rias foram as personalidades, do Bispo do Algarve ao Presidente da Rep&uacute;blica, que apontaram a figura e os feitos do Infante como exemplo de determina&ccedil;&atilde;o numa altura em se quer afastar o risco de apatia.<\/p>\n<p>O Bispo do Algarve, tamb&eacute;m membro da Comiss&atilde;o de Honra daquelas comemora&ccedil;&otilde;es promovidas pela Associa&ccedil;&atilde;o de Munic&iacute;pios Terras do Infante (Aljezur, Lagos e Vila do Bispo) e pelo Munic&iacute;pio da Batalha, foi mesmo o primeiro a destacar a coragem dos navegadores portugueses, liderados pelo Infante de Sagres, como exemplo a seguir nos dias de hoje e &ldquo;apelo a enfrentar, com a coragem e ousadia do passado, as tormentas do presente&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Um pa&iacute;s que n&atilde;o se rev&ecirc; naqueles que, de modo t&atilde;o admir&aacute;vel e insigne o edificaram, pode transformar-se num pa&iacute;s sem identidade e sem credibilidade. E um pa&iacute;s sem credibilidade &eacute; um pa&iacute;s sem cr&eacute;dito&rdquo;, advertiu D. Manuel Quintas pela manh&atilde;, em plena Fortaleza de Sagres, na celebra&ccedil;&atilde;o da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de duas corvetas da Marinha Portuguesa no promont&oacute;rio, a pedido da Funda&ccedil;&atilde;o Infante de Sagres, exortando ao despertar de uma &ldquo;sadia inquieta&ccedil;&atilde;o&rdquo; pela &ldquo;simbologia&rdquo; daquele lugar. &ldquo;Que o exemplo daqueles que nos precederam e as virtudes humanas e os valores crist&atilde;os com que souberam iluminar a sua vida e realizar os seus projectos, nos abram &agrave; f&eacute; n&rsquo;Aquele que n&atilde;o est&aacute; longe de cada um de n&oacute;s&rdquo;, acrescentou, evocando a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e protec&ccedil;&atilde;o de Deus &ldquo;para que todos percorram com vento favor&aacute;vel as rotas mar&iacute;timas, tenham bom &ecirc;xito nas suas viagens, particularmente na viagem da vida, e cheguem com felizes ao porto desejado&rdquo;.<\/p>\n<p>D. Manuel Quintas explicou a ades&atilde;o da Igreja algarvia &agrave; iniciativa. &ldquo;A Diocese do Algarve une-se a esta efem&eacute;ride, sabendo que deste modo interpreta n&atilde;o s&oacute; o sentir do povo dos munic&iacute;pios da Associa&ccedil;&atilde;o Terras do Infante, e de todo o povo algarvio, bem como enaltece os princ&iacute;pios crist&atilde;os que qualificaram a vida a inspiraram a obra deste portugu&ecirc;s insigne que hoje evocamos&rdquo;, referiu o prelado.<\/p>\n<p>O mesmo apelo seria corroborado momentos mais tarde, na cerim&oacute;nia protocolar junto &agrave; est&aacute;tua do homenageado, em pleno centro da vila de Sagres, pela governadora civil do distrito de Faro, Isilda Gomes, que lembrou que o mundo deve muito a Portugal ou por Jos&eacute; Amarelinho, presidente da C&acirc;mara de Aljezur, que, numa refer&ecirc;ncia &agrave;s palavras do Bispo do Algarve, considerou que hoje &ldquo;o Infante, como bom crist&atilde;o, apelaria n&atilde;o &agrave; inquieta&ccedil;&atilde;o, mas &agrave; inquietude e ao inconformismo&rdquo;.<\/p>\n<p>&Agrave; tarde, na cerim&oacute;nia protocolar, que decorreu em Lagos junto &agrave; est&aacute;tua do Infante D. Henrique, no local onde ter&aacute; come&ccedil;ado o movimento mar&iacute;timo portugu&ecirc;s, no antigo cais das Descobertas, a praia de onde sa&iacute;ram as caravelas de Gil Eanes a mando do Infante, o Presidente da Rep&uacute;blica, que presidiu &agrave;s comemora&ccedil;&otilde;es, abordaria o tema ainda com maior incid&ecirc;ncia ap&oacute;s depositar uma coroa de flores junto &agrave; escultura do pr&iacute;ncipe portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p>Cavaco Silva questionava na sua interven&ccedil;&atilde;o: &ldquo;poder&aacute; um s&oacute; indiv&iacute;duo mudar o curso da hist&oacute;ria? Ter&aacute; um &uacute;nico ser humano a possibilidade de instaurar algo de novo na vida de todos os outros seres humanos? E de assim afectar o destino de todo um povo?&rdquo;. &ldquo;Um indiv&iacute;duo pode ser a for&ccedil;a vital por tr&aacute;s de certos acontecimentos que mudam a hist&oacute;ria. Aquele cujo sonho amadurece no tempo certo&rdquo;, conclu&iacute;a o Chefe de Estado que mais tarde afirmaria aos jornalistas ser preciso &ldquo;acreditar que, no nosso pa&iacute;s, tal como aconteceu no passado, existem homens capazes de nos conduzir no rumo certo&rdquo;, no rumo &ldquo;de futuro, que permite resolver as dificuldades que Portugal enfrenta neste momento&rdquo;.<\/p>\n<p>O Presidente da Rep&uacute;blica disse acreditar que, &ldquo;contra ventos e mar&eacute;s&rdquo;, &ldquo;seremos capazes de arribar a porto seguro&rdquo;. &ldquo;Assim saibamos navegar e, como venho insistindo, tirar partido do mar. Mas falta largar do cais. Falta, para ir mais al&eacute;m, ter de novo a vis&atilde;o e a capacidade para decidir dar os primeiros passos de um empreendimento secular. Temos, de novo, de colocar o mar no nosso futuro, como do fundo do passado D. Henrique sonhou para todos n&oacute;s, que habit&aacute;mos estes 550 anos&rdquo;, afirmou Cavaco Silva que recordou a homenagem por si prestada, enquanto Primeiro-ministro, a um homem que &ldquo;n&atilde;o se limitou a sonhar e passou &agrave; ac&ccedil;&atilde;o&rdquo;, quando decidiu &ldquo;dar o nome de Infante de Sagres &agrave; auto-estrada que liga o Algarve ao resto da Europa&rdquo;. &ldquo;Quis, com este gesto, continuar a rota do Infante D. Henrique, que daqui abriu Portugal ao mundo&rdquo;, observou.<\/p>\n<p>As cerim&oacute;nias tiveram continuidade com a visita ao N&uacute;cleo Museol&oacute;gico do Mercado de Escravos, recentemente recuperado, e &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Retratos do Infante D. Henrique&rdquo;. Os convidados assistiram tamb&eacute;m &agrave; antestreia da pe&ccedil;a sinf&oacute;nica &ldquo;Suite das Descobertas&rdquo;, realizada pelo maestro e compositor Ant&oacute;nio Mota e interpretada pela Orquestra do Algarve sob a direc&ccedil;&atilde;o da batuta do maestro Osvaldo Ferreira, no audit&oacute;rio do Centro Cultural de Lagos.<\/p>\n<p>Domingo, dia 14 de Novembro, as comemora&ccedil;&otilde;es continuaram na Batalha, tendo sido celebrada no mosteiro uma missa de sufr&aacute;gio pela mem&oacute;ria do Infante D. Henrique, realizada uma cerim&oacute;nia protocolar junto ao seu t&uacute;mulo e inaugurado um busto seu.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Samuel Mendon&ccedil;a<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O contexto da celebra&ccedil;&atilde;o dos 550 anos sobre a morte do Infante D. 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