{"id":48283,"date":"2010-11-13T05:13:05","date_gmt":"2010-11-13T05:13:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/13\/servico-jesuita-aos-refugiados-faz-30-anos\/"},"modified":"2010-11-13T05:13:05","modified_gmt":"2010-11-13T05:13:05","slug":"servico-jesuita-aos-refugiados-faz-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/servico-jesuita-aos-refugiados-faz-30-anos\/","title":{"rendered":"Servi\u00e7o Jesu\u00edta aos Refugiados faz 30 anos"},"content":{"rendered":"<p>Neste dia 14 de Novembro&nbsp;assinalam-se os 30 anos da funda&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Jesu&iacute;ta aos Refugiados (JRS), criado a 14 de Novembro de 1980, pelo ent&atilde;o padre geral da Companhia de Jesus, Pedro Arrupe, e que desde ent&atilde;o se espalhou por mais de 50 pa&iacute;ses em todo o mundo.<\/p>\n<p>Com o lema &ldquo;Acompanhar, Servir e Defender&rdquo;, a organiza&ccedil;&atilde;o jesu&iacute;ta presta apoio a todos os refugiados, deslocados &agrave; for&ccedil;a e migrantes em situa&ccedil;&atilde;o de risco. Em Portugal, a JRS come&ccedil;ou por se dedicar &agrave; transmiss&atilde;o de conhecimentos e informa&ccedil;&otilde;es para os refugiados, entre 1992 e 1998, sobretudo no campo legislativo, em mat&eacute;rias como a lei de asilo ou de imigra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>De acordo com o director da <a href=\"http:\/\/www.jrsportugal.pt\/\" target=\"_blank\">JRS-Portugal<\/a>, a conjuntura que se seguiu levou a que esta organiza&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica tivesse que redefinir a sua rede de servi&ccedil;os. &ldquo;Quando a JRS foi criada em Portugal, est&aacute;vamos longe de imaginar que, 10 anos depois, ir&iacute;amos trabalhar directamente no apoio aos imigrantes&rdquo;, declara Andr&eacute; Costa Jorge, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p>No entanto, o que se passou foi que, segundo aquele respons&aacute;vel, os &uacute;ltimos 10 anos marcaram muito a sociedade portuguesa, em termos de imigra&ccedil;&atilde;o, com cerca de quase meio milh&atilde;o de pessoas, que vieram de pa&iacute;ses que j&aacute; tinham tradi&ccedil;&atilde;o de encontro com Portugal, mas tamb&eacute;m de outras paragens, do Leste da Europa e da &Aacute;sia.<\/p>\n<p>&ldquo;Indiv&iacute;duos que n&atilde;o falavam portugu&ecirc;s, que n&atilde;o sabiam o que iriam encontrar em Portugal e foi a&iacute; que entrou em ac&ccedil;&atilde;o o JRS, atrav&eacute;s do apoio jur&iacute;dico, por exemplo, &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o, porque a grande maioria vinha de forma irregular, sem visto pr&oacute;prio&rdquo;, explica o director da JRS-Portugal, recordando que &ldquo; a situa&ccedil;&atilde;o daqueles imigrantes era muitas vezes prec&aacute;ria e sujeita a abusos e a explora&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/p>\n<p>Presentemente, o apoio &agrave; integra&ccedil;&atilde;o dos imigrantes e a ajuda na procura de condi&ccedil;&otilde;es dignas de empregabilidade s&atilde;o as duas &aacute;reas em que a JRS nacional tem vindo a apostar de forma mais efectiva, em estreita parceria com organismos p&uacute;blicos e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais.<\/p>\n<p>Andr&eacute; Costa Jorge destaca, sobretudo, &ldquo;a colabora&ccedil;&atilde;o dos volunt&aacute;rios que, muito generosamente, d&atilde;o o seu tempo e o seu trabalho e emprestam uma for&ccedil;a de grande qualidade.<\/p>\n<p>A crise que tem afectado Portugal e a Europa tem provado ser um duro teste para os imigrantes e refugiados que se encontram no nosso pa&iacute;s. &ldquo;&Eacute; f&aacute;cil, &eacute; hist&oacute;rico, nas alturas de aperto, descartar aqueles que s&atilde;o estranhos, que aparentemente n&atilde;o pertencem a determinada sociedade&rdquo; lamenta o l&iacute;der da JRS-Portugal, salientando que &ldquo;nenhum pa&iacute;s cresce se n&atilde;o atrair a imigra&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; a chamada auto-regula&ccedil;&atilde;o da imigra&ccedil;&atilde;o, os imigrantes v&atilde;o para onde t&ecirc;m emprego e sal&aacute;rio, tem coisas que lhe podem dar melhorias significativas, que compensem o risco da sa&iacute;da&rdquo;, refere ainda.<\/p>\n<p>Decidido a ir ao encontro daqueles imigrantes que, por via da crise, ca&iacute;ram no desemprego e est&atilde;o em risco de se perderem na pobreza extrema, o JRS criou recentemente um projecto intitulado &ldquo;Rua da Esperan&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>O objectivo &eacute; intervir com a popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo, atrav&eacute;s da constitui&ccedil;&atilde;o da primeira equipa de rua, a n&iacute;vel nacional, dedicada totalmente a este tipo de popula&ccedil;&atilde;o, que constitui cerca de 30 por cento do n&uacute;mero de indiv&iacute;duos sem-abrigo, na zona de Lisboa. &nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Este projecto procura ir ter com as pessoas que j&aacute; est&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil mas que ainda n&atilde;o foram ter connosco&rdquo; explica Andr&eacute; Costa Jorge, acrescentando que o que se pretende &ldquo;n&atilde;o &eacute; substituir o n&uacute;mero de servi&ccedil;os e equipas de rua que j&aacute; existem em Lisboa, com outras organiza&ccedil;&otilde;es, mas antes fazer interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, antecipar e tratar dos problemas, junto das pessoas&rdquo;, como por exemplo, em situa&ccedil;&otilde;es de falta de documentos, na inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho e no acesso a cuidados de sa&uacute;de e higiene.<\/p>\n<p>Para assinalar os 30 anos da funda&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Jesu&iacute;ta aos Refugiados, a JRS-Portugal tem j&aacute; definidas algumas iniciativas de divulga&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>No pr&oacute;ximo dia 16 de Novembro, a organiza&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica levar&aacute;, aos est&uacute;dios da Antena 1, um conjunto de hist&oacute;rias contadas na primeira pessoa por imigrantes, num programa marcado para as 15 horas. &nbsp;<\/p>\n<p>Em Dezembro, no dia 7, realiza-se na Sala do Arquivo, nos Pa&ccedil;os do Concelho, em Lisboa, mais um evento do F&oacute;rum Municipal da Interculturalidade, do qual o JRS Portugal faz parte. Este ano, o encontro &eacute; subordinado ao tema &laquo;Lisboa e a destitui&ccedil;&atilde;o de direitos dos migrantes: um desafio para todos&#8221;.<\/p>\n<p>Finalmente, para dia 10 de Novembro, est&aacute; previsto o lan&ccedil;amento o lan&ccedil;amento do livro &#8220;Muros que nos Separam &#8211; Deten&ccedil;&atilde;o de refugiados e migrantes em Portugal e na Europa&#8221;, na Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian. A publica&ccedil;&atilde;o &eacute; o n&ordm; 2 da colec&ccedil;&atilde;o Acompanhar, Servir e Defender, do JRS Portugal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste dia 14 de Novembro&nbsp;assinalam-se os 30 anos da funda&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Jesu&iacute;ta aos Refugiados (JRS), criado a 14 de Novembro de 1980, pelo ent&atilde;o padre geral da Companhia de Jesus, Pedro Arrupe, e que desde ent&atilde;o se espalhou por mais de 50 pa&iacute;ses em todo o mundo. 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