{"id":48280,"date":"2010-11-12T17:23:15","date_gmt":"2010-11-12T17:23:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/12\/ensino-privado-pede-contas-ao-estado\/"},"modified":"2010-11-12T17:23:15","modified_gmt":"2010-11-12T17:23:15","slug":"ensino-privado-pede-contas-ao-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ensino-privado-pede-contas-ao-estado\/","title":{"rendered":"Ensino privado pede contas ao Estado"},"content":{"rendered":"<p>A Associa&ccedil;&atilde;o dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) emitiu esta Sexta-feira, dia 12 de Novembro, um comunicado oficial em que lamenta a posi&ccedil;&atilde;o adoptada pelo Governo,&nbsp;de alterar o Decreto-Lei que regula os apoios do Estado para aquela &aacute;rea educativa, abrindo a possibilidade de renegocia&ccedil;&atilde;o dos contratos entre o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e as escolas particulares.<\/p>\n<p>Uma medida que, para al&eacute;m de &ldquo;alterar a forma de financiamento dos contratos de associa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que passam a prever &ldquo;o financiamento &agrave; turma e n&atilde;o ao aluno&rdquo;, tem como componente &ldquo;muito mais grave&rdquo;, diz a AEEP, o facto desses contratos de associa&ccedil;&atilde;o, de car&aacute;cter anual, &ldquo;deixarem de ser renovados automaticamente&rdquo; e de se &ldquo;rescindirem todos os contratos com o privado para o final do ano lectivo em curso&rdquo;.<\/p>\n<p>Aqui importa salientar que os contratos de associa&ccedil;&atilde;o englobam centenas de escolas privadas, que, um pouco por todo o pa&iacute;s, proporcionam um ensino gratuito aos alunos mais carenciados.<\/p>\n<p>Em entrevista &agrave; ag&ecirc;ncia ECCLESIA, Jo&atilde;o Alvarenga sublinha que &ldquo;ensino privado j&aacute; est&aacute; habituado a, com pouco, fazer muito, e portanto n&atilde;o se entende porque &eacute; que, sob o pretexto de cortes, se v&aacute; denunciar todos os contratos que, no fundo, v&atilde;o atingir a classe m&eacute;dia e a classe desfavorecida, que ficam sem possibilidade de escolher a escola&rdquo;.<\/p>\n<p>Esta &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o partilhada pelo padre Querubim Silva, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Escolas Cat&oacute;licas (APEC), para quem as escolas de iniciativa particular que integram a rede p&uacute;blica &ldquo;n&atilde;o t&ecirc;m sido de modo nenhum preju&iacute;zo para o Estado&rdquo;.<\/p>\n<p>Todos os dias batem &agrave; nossa porta, pessoas &agrave; procura de algumas garantias de melhor condi&ccedil;&atilde;o de ensino para os seus filhos que s&atilde;o problem&aacute;ticos. N&atilde;o creio que isso seja &#8211; de modo nenhum &ndash; esbanjamento do dinheiro dos contribuintes&rdquo;, refere.<\/p>\n<p>Na sua &uacute;ltima assembleia-geral, realizada em F&aacute;tima entre os dias 8 e 11 de Novembro, a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa tamb&eacute;m se pronunciou sobre esta mat&eacute;ria, destacando que &ldquo;&eacute; bom que o Pa&iacute;s saiba que as escolas particulares n&atilde;o s&atilde;o apenas os grandes col&eacute;gios dos meios urbanos&rdquo;.<\/p>\n<p>No n.&ordm; 7 do <a href=\"..\/noticia.pl?id=82551\">comunicado final da assembleia<\/a>, os bispos assinalam que o apoio do Estado ao ensino particular e cooperativo &ldquo;n&atilde;o deve ser entendido como supletivo do ensino p&uacute;blico, mas como reconhecimento pr&aacute;tico da liberdade de ensino e do direito dos pais a escolherem a educa&ccedil;&atilde;o que desejam para os seus filhos&rdquo;.<\/p>\n<p>De acordo com o jornal P&uacute;blico, durante a apresenta&ccedil;&atilde;o do Or&ccedil;amento de Estado para a Educa&ccedil;&atilde;o, no dia 11 de Novembro, o secret&aacute;rio de Estado da Educa&ccedil;&atilde;o considerou &ldquo;um mito a ideia de que o ensino privado presta um servi&ccedil;o p&uacute;blico com custo mais baixo&rdquo;. Jo&atilde;o Trocado da Mata adiantou mesmo que um aluno do sector p&uacute;blico custa cerca de 3752 euros por ano.<\/p>\n<p>Jo&atilde;o Alvarenga&nbsp;sustenta que se &ldquo;devem clarificar aqui os n&uacute;meros e ver como &eacute; que se chegam a estes valores&rdquo;. Apoiando-se no relat&oacute;rio da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico, o l&iacute;der da AEEP contrap&otilde;e com n&uacute;meros que apontam para o custo do aluno, por ano, na ordem dos 5200 euros, no ensino p&uacute;blico.<\/p>\n<p>&ldquo;Nos col&eacute;gios com contrato de associa&ccedil;&atilde;o, por exemplo, esse custo anda na ordem dos 4200 euros, muito mais barato do que no Estado&rdquo; revela o mesmo respons&aacute;vel.<\/p>\n<p>&ldquo;Por outro lado&rdquo;, diz Jo&atilde;o Alvarenga, &ldquo;&eacute; necess&aacute;rio notar que, no ensino particular e cooperativo, o Estado n&atilde;o investiu nos edif&iacute;cios, enquanto que nas escolas p&uacute;blicas h&aacute; edif&iacute;cios que se t&ecirc;m que fazer&rdquo;.<\/p>\n<p>No total, o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o prev&ecirc; uma redu&ccedil;&atilde;o, no investimento para o ensino privado, na ordem dos 70 milh&otilde;es de euros. A AEEP advoga que este corte s&oacute; faz sentido se o Estado tamb&eacute;m emagrecer os gastos com o ensino p&uacute;blico.<\/p>\n<p>&ldquo;Se vai reduzir no Estado, n&oacute;s aceitamos esta redu&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o temos qualquer problema nisso e garantiremos com certeza qualidade. Agora queremos &eacute; condi&ccedil;&otilde;es de igualdade e seriedade de contas&rdquo;, sublinha o presidente da AEEP.<\/p>\n<p>Quanto &agrave;s ac&ccedil;&otilde;es que a AEEP prev&ecirc; encetar nos pr&oacute;ximos dias, para tentar resolver esta quest&atilde;o &#8211; que afecta 500 escolas, 80 mil alunos e respectivas fam&iacute;lias, e ainda 10 mil docentes e funcion&aacute;rios &ndash; a associa&ccedil;&atilde;o est&aacute; neste momento &agrave; espera de um encontro com a Ministra da Educa&ccedil;&atilde;o, Isabel Al&ccedil;ada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa&ccedil;&atilde;o dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) emitiu esta Sexta-feira, dia 12 de Novembro, um comunicado oficial em que lamenta a posi&ccedil;&atilde;o adoptada pelo Governo,&nbsp;de alterar o Decreto-Lei que regula os apoios do Estado para aquela &aacute;rea educativa, abrindo a possibilidade de renegocia&ccedil;&atilde;o dos contratos entre o 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