{"id":48152,"date":"2010-11-10T15:22:30","date_gmt":"2010-11-10T15:22:30","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/10\/seminaristas-na-primeira-pessoa\/"},"modified":"2010-11-10T15:22:30","modified_gmt":"2010-11-10T15:22:30","slug":"seminaristas-na-primeira-pessoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/seminaristas-na-primeira-pessoa\/","title":{"rendered":"Seminaristas na primeira pessoa"},"content":{"rendered":"<p>Assinalando a celebra&ccedil;&atilde;o da semana dos semin&aacute;rios em Portugal, a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA foi ao encontro 4 seminaristas da diocese de Aveiro, para perceber o que, &eacute; afinal, fazer um percurso de prepara&ccedil;&atilde;o para o sacerd&oacute;cio.<\/p>\n<p>V&iacute;tor Cardoso &eacute; o mais velho dos quatro: apesar de ter 38 anos, o seminarista da Gafanha de Nossa Senhora do Carmo (&Iacute;lhavo) frisou que o seu caminho vocacional tamb&eacute;m tem &ldquo;algumas curvas&rdquo;. Trabalhou numa empresa durante 14 anos &ndash; antes de entrar no Semin&aacute;rio &#8211; mas &ldquo;sentia que havia algo mais a ser descoberto&rdquo;. &ldquo;Havia um vazio&rdquo; apesar da realiza&ccedil;&atilde;o profissional e da presen&ccedil;a dos amigos &ndash; refere.<\/p>\n<p>Natural da par&oacute;quia de Canedo, Santa Maria da Feira (diocese do Porto), Jo&atilde;o Santos sempre esteve ligado &agrave; actividade pastoral na par&oacute;quia. No entanto &ndash; reconhece &ndash; que n&atilde;o sabe &ldquo;se estaria no Semin&aacute;rio&rdquo; se fosse estudar para outra cidade diferente. &ldquo;Deus esteve sempre presente na minha vida, mesmo no meu percurso de forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica&rdquo;. E acrescenta: &ldquo;acredito que Deus nos chama&rdquo;.<\/p>\n<p>No meio do chamamento existem ru&iacute;dos &ldquo;que tapam os ouvidos&rdquo;. Jo&atilde;o Santos &ndash; citando um colega &ndash; diz que o ru&iacute;do &eacute; &ldquo;o som que ningu&eacute;m quer&rdquo; porque &ldquo;Deus &eacute; uma voz que se manifesta, mas manifesta-se no sil&ecirc;ncio&rdquo;. Quando o ru&iacute;do existe &ldquo;deixa de haver sil&ecirc;ncio e Deus n&atilde;o se pode escutar&rdquo;.<\/p>\n<p>Com 29 anos &ndash; nasceu a 23 de Fevereiro de 1981 &ndash; este seminarista vive e sente os momentos de sil&ecirc;ncio na sua vida. &ldquo;Eles foram surgindo, mais do que sendo eu a descobri-los foram os momentos de sil&ecirc;ncio que me foram encontrando&rdquo; e &ldquo;fui conhecendo melhor o rosto de Deus&rdquo;. Para Jo&atilde;o Santos a descoberta vocacional &eacute; &ldquo;um ponto de chegada e um ponto de partida&rdquo;. Neste caminho feito e a fazer &ldquo;h&aacute; uma descoberta pessoal e com Deus&rdquo;. No fundo, este encontro &eacute; um momento interm&eacute;dio entre &ldquo;uma prepara&ccedil;&atilde;o e uma miss&atilde;o&rdquo; &ndash; disse.<\/p>\n<p>Da par&oacute;quia de Santa Eul&aacute;lia de Aguada de Cima (Arciprestado de &Aacute;gueda), Leonel Abrantes concorda com o colega e acrescenta que a descoberta de &ldquo;sermos chamados faz parte de um caminho e da hist&oacute;ria de Deus connosco&rdquo;. Actualmente frequenta o 4&ordm; ano de Teologia, na Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa (UCP), em Lisboa, todavia os bancos da Universidade n&atilde;o s&atilde;o uma novidade para ele, visto que j&aacute; frequentou o curso de Engenharia Electrot&eacute;cnica na Universidade de Tr&aacute;s-os-montes e Alto Douro.<\/p>\n<p>Nesta liberdade de resposta ao apelo de Deus, Leonel Abrantes sublinha que &ldquo;somos livres de responder de forma positiva ou negativa&rdquo;. A descoberta di&aacute;ria &eacute; um caminho a desbravar. &ldquo;&Eacute; um caminho misto&rdquo; porque &ldquo;tem alturas em que &eacute; tudo muito claro e recto (quase estilo autoestrada)&rdquo; e outros momentos onde as curvas abundam e a &ldquo;estrada est&aacute; quase a ser constru&iacute;da&rdquo;. Na estrada vocacional &ndash; adianta o seminarista &ndash; &ldquo;h&aacute; t&uacute;neis e pontes&rdquo;.<\/p>\n<p>O sorriso constante &eacute; uma das marcas do Pedro Barros. Depois de experi&ecirc;ncias em Mo&ccedil;ambique e Angola e com uma licenciatura em Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o pela Universidade de Aveiro, resolveu entrar no Semin&aacute;rio em 2007. Apesar deste percurso de vida, este seminarista confessa que j&aacute; &ldquo;teve alguns t&uacute;neis&rdquo; no trajecto vocacional. E recorda: &ldquo;um desses t&uacute;neis foi uma crise de f&eacute;&rdquo; que durou quatro meses.<\/p>\n<p>Junto aos seus colegas seminaristas confidenciou que n&atilde;o se deixou invadir pela escurid&atilde;o desse t&uacute;nel, &ldquo;fui sempre procurando a luz&rdquo;. Esta din&acirc;mica levou-o a crescer. &ldquo;&Eacute; um sinal de desenvolvimento e de procura da luz que d&aacute; sentido &agrave; vida&rdquo;. Quando se sente perdido, o seminarista da par&oacute;quia de Santa Joana Princesa (Aveiro) real&ccedil;a que n&atilde;o recorre ao GPS porque &ldquo;j&aacute; o encontrei&rdquo;. E completa: &ldquo;esse GPS &eacute; aquele que me faz, hoje, estar nesta caminhada, no semin&aacute;rio&rdquo;.<\/p>\n<p>O testemunho destes seminaristas vai estar em destaque no programa de Domingo da Igreja Cat&oacute;lica na Antena 1, pelas 06h00 de 14 de Novembro.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: right\"><em>(Ver not&iacute;cias relacionadas)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assinalando a celebra&ccedil;&atilde;o da semana dos semin&aacute;rios em Portugal, a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA foi ao encontro 4 seminaristas da diocese de Aveiro, para perceber o que, &eacute; afinal, fazer um percurso de prepara&ccedil;&atilde;o para o sacerd&oacute;cio. 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