{"id":48151,"date":"2010-11-08T11:49:42","date_gmt":"2010-11-08T11:49:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/08\/formar-sacerdotes-2-0\/"},"modified":"2010-11-08T11:49:42","modified_gmt":"2010-11-08T11:49:42","slug":"formar-sacerdotes-2-0","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/formar-sacerdotes-2-0\/","title":{"rendered":"Formar Sacerdotes 2.0"},"content":{"rendered":"<p>O Papa Bento XVI, numa recente carta dirigida aos seminaristas, afirma que &laquo;os homens sempre ter&atilde;o necessidade de Deus &ndash; mesmo na &eacute;poca do predom&iacute;nio da t&eacute;cnica no mundo e da globaliza&ccedil;&atilde;o &ndash;, do Deus que Se mostrou a n&oacute;s em Jesus Cristo e nos re&uacute;ne na Igreja universal&raquo;. Indo mais longe, pode-se afirmar que essa necessidade de Deus que os homens t&ecirc;m, pode ser colmatada utilizando o predom&iacute;nio da t&eacute;cnica no mundo e da globaliza&ccedil;&atilde;o em que vivemos. A comunh&atilde;o gerada na Igreja Universal que nos re&uacute;ne atrav&eacute;s de Cristo pode circular e expandir-se nesta nova Web 2.0. A Web 2.0 &eacute; a mudan&ccedil;a para uma internet como plataforma. &Eacute; o desenvolver de aplicativos e de designs de f&aacute;cil percep&ccedil;&atilde;o para que todos aproveitem os efeitos da rede. Tornando-se melhores quanto mais s&atilde;o usados pelas pessoas, aproveitando a intelig&ecirc;ncia colectiva. Os softwares s&atilde;o desenvolvidos de modo que fiquem melhores quanto mais s&atilde;o utilizados, pois os usu&aacute;rios podem torn&aacute;-los mais acess&iacute;veis. Assim os usu&aacute;rios comuns, que at&eacute; ent&atilde;o n&atilde;o possu&iacute;am conhecimentos necess&aacute;rios para publicar conte&uacute;do na Internet, podem partilhar informa&ccedil;&atilde;o de forma r&aacute;pida e constante. Por isso, a Web 2.0 &eacute; um espa&ccedil;o de comunh&atilde;o, onde h&aacute; uma comunica&ccedil;&atilde;o inter-activa, que d&aacute; aten&ccedil;&atilde;o ao que se passa em todas as redes sociais. A pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o j&aacute; sin&oacute;nimo de partilha de saberes e de perspectivas.<\/p>\n<p>Estamos numa gera&ccedil;&atilde;o que vive entre &ldquo;imigrantes digitais&rdquo; e &ldquo;nativos digitais&rdquo;. Por isso h&aacute; necessidade de formar sacerdotes que n&atilde;o olhem apenas a rede digital como um espa&ccedil;o de acesso a informa&ccedil;&atilde;o, mas que olhem essa rede como um espa&ccedil;o privilegiado de comunh&atilde;o, de an&uacute;ncio e de partilha do testemunho crist&atilde;o constante e global. O crist&atilde;o vive numa constantes tens&atilde;o entre o &ldquo;j&aacute;&rdquo; e o &ldquo;ainda n&atilde;o&rdquo;. Por isso tem necessidade de partilhar o resultado dessa tens&atilde;o. Essa partilha levar&aacute; outros a aproximarem-se de Cristo. Ao sacerdote &eacute; apenas pedido que coordene essa varias partilhas nas comunidades virtuais. N&atilde;o que lidere, nem que oriente, mas que distribua os dons que derivam delas.<\/p>\n<p>T&ecirc;m surgido experiencias incipientes mas interessantes em algumas redes sociais. Por&eacute;m, h&aacute; que perceber que apenas estamos no inicio da utiliza&ccedil;&atilde;o da Web como espa&ccedil;o de dialogo. H&aacute; muito caminho a percorrer. O novo sacerdote desta nova era tem que ser um &ldquo;nativo digital&rdquo; que olha para esta rede como o melhor e mais r&aacute;pido lugar onde encontra as aspira&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o s&oacute; dos crist&atilde;os, mas sobretudo daqueles que s&atilde;o objecto do primeiro an&uacute;ncio da f&eacute;. A Web &eacute; neste momento o lugar do primeiro an&uacute;ncio da F&eacute;. N&atilde;o desencarnado da realidade. N&atilde;o esquecendo a corporeidade de quem est&aacute; por detr&aacute;s de um computador. Mas utilizando a facilidade da t&eacute;cnica e da partilha de vida que surge no mundo virtual para promover a identifica&ccedil;&atilde;o de cada homem com a pessoa de Cristo. Ao Sacerdote 2.0 &eacute; pedido que seja um homem de Deus, de comunh&atilde;o com Jesus Cristo, criando e expandindo essa comunh&atilde;o, de uma forma real nestas comunidades e redes virtuais que s&atilde;o constitu&iacute;das por pessoas bem reais e que t&ecirc;m fome de Deus. N&atilde;o de um deus individual e solit&aacute;rio, como muitos dos que vivem dependentes da internet s&atilde;o. Mas do Deus comunit&aacute;rio que estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o pessoal connosco atrav&eacute;s da Igreja.<\/p>\n<p>Por isso, pode-se dizer que a Salva&ccedil;&atilde;o vinda de Deus tamb&eacute;m passa pela rede 2.0, e o novo sacerdote 2.0 precisa de estar l&aacute;, n&atilde;o j&aacute; com uma presen&ccedil;a passiva que se limita a receber e a colocar conte&uacute;dos, mas de uma forma activa, partilhando a sua experi&ecirc;ncia quotidiana de f&eacute; e coordenando as v&aacute;rias experi&ecirc;ncias que cada um vai partilhando. O sacerdote 2.0 promove o encontro de todos aqueles que fazem dessa rede uma parte importante de suas vidas, dialogando com eles, partilhando as suas alegrias e esperan&ccedil;as, as suas ang&uacute;stias e tristezas (cf. G.S.1), fazendo da rede 2.0 um espa&ccedil;o de comunh&atilde;o e de comunica&ccedil;&atilde;o do encontro dos Homens com Deus e entre si.<\/p>\n<p align=\"right\"><strong>Pe. Miguel Neto (GIDAlg)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Papa Bento XVI, numa recente carta dirigida aos seminaristas, afirma que &laquo;os homens sempre ter&atilde;o necessidade de Deus &ndash; mesmo na &eacute;poca do predom&iacute;nio da t&eacute;cnica no mundo e da globaliza&ccedil;&atilde;o &ndash;, do Deus que Se mostrou a n&oacute;s em Jesus Cristo e nos re&uacute;ne na Igreja universal&raquo;. 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