{"id":48143,"date":"2010-11-08T10:27:45","date_gmt":"2010-11-08T10:27:45","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/08\/mensagem-de-d-manuel-felicio-para-a-semana-dos-seminarios\/"},"modified":"2010-11-08T10:27:45","modified_gmt":"2010-11-08T10:27:45","slug":"mensagem-de-d-manuel-felicio-para-a-semana-dos-seminarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-d-manuel-felicio-para-a-semana-dos-seminarios\/","title":{"rendered":"Mensagem de D. Manuel Fel\u00edcio para a Semana dos Semin\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><strong>O Semin&aacute;rio, comunidade de disc&iacute;pulos de Cristo a caminho do Sacerd&oacute;cio Ministerial<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em carta recentemente dirigida aos seminaristas de todo o mundo, o Papa Bento XVI contava a seguinte experi&ecirc;ncia pessoal. Em Dezembro de 1944 foi chamado para o servi&ccedil;o militar, na Alemanha, quando a II Guerra Mundial se encaminhava para o seu termo. O Comandante da sua Companhia resolveu perguntar aos que foram chamados para esta incorpora&ccedil;&atilde;o o que pretendiam fazer no futuro. Joseph Ratzinger disse que queria ser sacerdote cat&oacute;lico. Resposta pronta do chefe militar: tens de procurar outra coisa qualquer, pois na Nova Alemanha j&aacute; n&atilde;o h&aacute; necessidade de padres.<\/p>\n<p>A profecia n&atilde;o se cumpriu.<\/p>\n<p>Esta &ldquo;Nova Alemanha&rdquo; duraria apenas mais uns escassos meses e a necessidade do Sacerd&oacute;cio Cat&oacute;lico, num mundo e numa Europa que se desejam novos, est&aacute;, de facto, a crescer.<\/p>\n<p>Isto acontece, apesar da tentativa constantemente renovada de prescindir dos valores que a Igreja e o Sacerd&oacute;cio Cat&oacute;lico se prop&otilde;em apresentar e que s&atilde;o decisivos para a aut&ecirc;ntica humaniza&ccedil;&atilde;o da nossa sociedade. De facto, s&atilde;o muitos os que continuam a pensar e a dizer e at&eacute; mesmo a propor modelos educativos que marginalizam a Igreja e com ela os valores que ela n&atilde;o desiste de viver e colocar no palco da vida social.<\/p>\n<p>Para cumprir esta sua miss&atilde;o a Igreja precisa de padres.<\/p>\n<p>Os padres s&atilde;o aqueles a quem Deus confia a primeira responsabilidade pela organiza&ccedil;&atilde;o da vida da Igreja e das suas distintas comunidades de F&eacute;. Mas mais do que organizadores e gestores, os padres s&atilde;o chamados a viver e a testemunhar a verdade que Deus quer dar a conhecer aos homens e o amor sem restri&ccedil;&atilde;o que lhes dedica.<\/p>\n<p>Ora, os modelos culturais e as propostas de vida que hoje s&atilde;o dominantes no nosso mundo nem sempre ajudam os nossos jovens a despertar para a beleza e a import&acirc;ncia decisiva deste servi&ccedil;o &agrave; Igreja e por ela &agrave; sociedade enquanto tal. Uma cultura essencialmente marcada pela ced&ecirc;ncia ao materialismo e ao pragmatismo; uma cultura mais voltada para o sentimento, o est&iacute;mulo da sensibilidade e a valoriza&ccedil;&atilde;o do ef&eacute;mero do que para os valores perenes n&atilde;o ajuda a que as camadas mais jovens se concentrem no que &eacute; essencial e nos valores humanos de sempre. Mais ainda, quando se quer fazer passar a mensagem de que o centro e o crit&eacute;rio &uacute;nico de todas as decis&otilde;es est&atilde;o s&oacute; no indiv&iacute;duo e na satisfa&ccedil;&atilde;o dos seus interesses e ele &eacute; que &eacute; a &uacute;nica medida das decis&otilde;es que deve tomar, entra-se por caminhos de relativismo que n&atilde;o ajudam a construir personalidades fortes capazes de sacrificar tudo por ideais superiores.<\/p>\n<p>&Eacute; por isso que hoje a pastoral vocacional e sobretudo a proposta do caminho do Sacerd&oacute;cio Ministerial &agrave;s camadas jovens exige o apontar de modelos de vida que temos de considerar uma aut&ecirc;ntica contra-cultura.<\/p>\n<p>N&atilde;o queremos nem podemos esquecer que os jovens aos quais dirigimos o convite para entrarem no Semin&aacute;rio e futuramente no exerc&iacute;cio do Minist&eacute;rio Sacerdotal s&atilde;o jovens deste tempo em que vivemos, sujeitos &agrave;s mesmas solicita&ccedil;&otilde;es dos outros jovens e tamb&eacute;m com muitas debilidades e tenta&ccedil;&otilde;es comuns aos outros.<\/p>\n<p>Mais ainda, ao ser-lhes proposto o caminho do Sacerd&oacute;cio Ministerial tamb&eacute;m n&atilde;o lhes podemos apresentar s&oacute; bons exemplos da parte daqueles que j&aacute; somos sacerdotes ordenados. H&aacute; limita&ccedil;&otilde;es e mesmo erros efectivamente cometidos por n&oacute;s que j&aacute; estamos no exerc&iacute;cio do Minist&eacute;rio Sacerdotal, que n&atilde;o escondemos &agrave;queles que se prop&otilde;em seguir o mesmo caminho de servi&ccedil;o &agrave; Igreja e por ela &agrave; comunidade humana em geral.<\/p>\n<p>A pr&oacute;pria Igreja considera-se a si mesma, ao mesmo tempo, santa e pecadora, desde os tempos mais primitivos da sua exist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&Eacute; neste quadro da vida da Igreja e da nossa sociedade actual que, ao vivermos mais uma Semana dos Semin&aacute;rios em Portugal, desejamos dizer aos jovens da nossa sociedade que este &eacute; um caminho que vale a pena ser percorrido e, por isso, &eacute; bom que ele seja colocado entre as hip&oacute;teses de escolha &agrave;queles que se encontram agora na fase de tomar as grandes decis&otilde;es da sua vida<\/p>\n<p>Guarda e Casa Episcopal, 5 de Novembro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+Manuel R. Fel&iacute;cio, Bispo da Guarda<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Semin&aacute;rio, comunidade de disc&iacute;pulos de Cristo a caminho do Sacerd&oacute;cio Ministerial &nbsp; Em carta recentemente dirigida aos seminaristas de todo o mundo, o Papa Bento XVI contava a seguinte experi&ecirc;ncia pessoal. Em Dezembro de 1944 foi chamado para o servi&ccedil;o militar, na Alemanha, quando a II Guerra Mundial se encaminhava para o seu termo. 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