{"id":48125,"date":"2010-11-06T16:01:49","date_gmt":"2010-11-06T16:01:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/06\/vencer-as-barreiras-da-deficiencia\/"},"modified":"2010-11-06T16:01:49","modified_gmt":"2010-11-06T16:01:49","slug":"vencer-as-barreiras-da-deficiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vencer-as-barreiras-da-deficiencia\/","title":{"rendered":"Vencer as barreiras da defici\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Uma hist\u00f3ria onde o amor familiar e a viv\u00eancia da f\u00e9 quebraram as barreiras da defici\u00eancia e da incompreens\u00e3o <!--more--> <\/p>\n<p>As g&eacute;meas Mariana e Madalena t&ecirc;m apenas 10 anos, mas o seu percurso de vida, marcado pelo autismo, &eacute; j&aacute; uma aut&ecirc;ntica li&ccedil;&atilde;o, numa sociedade que, muitas vezes, encara a defici&ecirc;ncia como algo que deve ser escondido ou posto &agrave; margem.<\/p>\n<p>Olhando para tr&aacute;s, Teresa S&aacute;, a m&atilde;e, come&ccedil;a por recordar a &ldquo;surpresa&rdquo; que foi, para si a para o seu marido, Diogo, a not&iacute;cia de que teriam g&eacute;meas.<\/p>\n<p>Esta era uma gravidez tardia &ndash; o casal tinha j&aacute; outros dois filhos &ndash; e que ficou marcada ainda por outro ponto decisivo: &ldquo;Come&ccedil;&aacute;mos a perceber que elas seriam diferentes&rdquo; revela a progenitora, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; ECCLESIA.<\/p>\n<p>Uma diferen&ccedil;a que se revelava na indiferen&ccedil;a que elas tinham a determinados ru&iacute;dos, como o tocar do telefone, o sinal da campainha, ou na rela&ccedil;&atilde;o distante que tinham com os irm&atilde;os.<\/p>\n<p>&ldquo;Havia qualquer coisa, que se percebeu quando as g&eacute;meas fizeram dois anos&rdquo;, recorda Teresa S&aacute;, lembrando o momento em que a pediatra de fam&iacute;lia comunicou ao casal que Madalena e Mariana sofriam de autismo.<\/p>\n<p>Motivados, porventura, pelo facto de ambos trabalharem na &aacute;rea da sa&uacute;de &ndash; Diogo como m&eacute;dico, Teresa como enfermeira &ndash; &agrave; revolta inicial sucedeu uma &ldquo;procura de alternativas, de curas cient&iacute;ficas&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Mas depois, houve n&atilde;o uma desist&ecirc;ncia, mas percebemos que aquela busca n&atilde;o trazia mais valias para aquelas crian&ccedil;as&rdquo;, explica a enfermeira.<\/p>\n<p>Para o casal, o que passou a importar foi &ldquo;que elas fossem felizes, naquilo que gostavam de fazer, &ldquo;na nata&ccedil;&atilde;o, na gin&aacute;stica, na escola, em casa&rdquo;, e que se conseguisse assegurar a sua autonomia.<\/p>\n<p>Teresa S&aacute;, que tamb&eacute;m &eacute; catequista, real&ccedil;a a import&acirc;ncia da f&eacute;, no ultrapassar das dificuldades.<\/p>\n<p>Colocar a Mariana e a Madalena na catequese foi uma decis&atilde;o natural, at&eacute; porque as duas irm&atilde;s revelavam uma boa capacidade para aprender.<\/p>\n<p>&ldquo;Aquilo que era importante para elas reterem era que Jesus &eacute; um amigo especial&rdquo;, real&ccedil;a a m&atilde;e das g&eacute;meas, recordando com emo&ccedil;&atilde;o a caminhada que as levou at&eacute; &agrave; primeira comunh&atilde;o.<\/p>\n<p>Isabel Vale foi quem, em conjunto com Teresa, abra&ccedil;ou este desafio, que muitos considerariam in&uacute;til, dada a natureza da defici&ecirc;ncia de que padeciam as duas crian&ccedil;as.<\/p>\n<p>A assistente social e catequista, que durante 36 anos trabalhara num centro de diagn&oacute;stico, de observa&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o, com pa&iacute;s de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia, sabia que, com crian&ccedil;as como estas, &ldquo;todos os desafios s&atilde;o &oacute;ptimos&rdquo; a partir do momento em que se consegue &ldquo;olhar nos olhos e chegar ao cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>A m&uacute;sica provou ser uma &ldquo;aliada&rdquo; importante neste desafio &ndash; as g&eacute;meas gostavam muito de come&ccedil;ar a catequese &ldquo;benzendo-se e cantando em nome do pai, do filho e do Esp&iacute;rito Santo&rdquo; conta Isabel Vale.<\/p>\n<p>As sess&otilde;es &ldquo;eram sempre na capela, porque estas n&atilde;o s&atilde;o crian&ccedil;as a quem se explique, s&atilde;o crian&ccedil;as com quem se vive e partilha a f&eacute;&rdquo;.<\/p>\n<p>Uma f&eacute; primeiro partilhada a quatro, mas que gradualmente foi integrando a comunidade, juntando as meninas a um grupo de crian&ccedil;as que se estavam a preparar para a primeira comunh&atilde;o e fazendo-as tamb&eacute;m interagir com as outras pessoas que se dirigiam &agrave; capela.<\/p>\n<p>Novos ou velhos, mais ou menos ligados &agrave; par&oacute;quia, o que interessava era que eles falassem um pouco da sua rela&ccedil;&atilde;o com Jesus &agrave;quelas meninas.<\/p>\n<p>Isabel Vale conta que, a pouco e pouco, elas foram-se tornando &ldquo;duas embaixatrizes da alegria e da ternura, pela par&oacute;quia fora&rdquo;.<\/p>\n<p>Finalmente, o dia da primeira comunh&atilde;o &ndash; &ldquo;comer o p&atilde;o do Jesus&rdquo;, como dizia Teresa S&aacute; &ndash; chegou.<\/p>\n<p>A catequista recorda, com emo&ccedil;&atilde;o, os momentos que antecederam a cerim&oacute;nia, quando &ldquo;a Mariana disse &agrave; m&atilde;e: &lsquo;Hoje, p&atilde;ozinho Jesus&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o mais bonita que eu conhe&ccedil;o do Corpo de Jesus, foi a maior catequese que elas me deram&rdquo;, diz, emocionada, Isabel Vale, real&ccedil;ando o &ldquo;sinal lind&iacute;ssimo&rdquo; que as duas g&eacute;meas s&atilde;o para a comunidade do Campo Grande.<\/p>\n<p>&Eacute; numa sociedade marcada, tantas vezes, pelo preconceito e incompreens&atilde;o para com os portadores de defici&ecirc;ncia, que encontramos pessoas, fam&iacute;lias, comunidades, capazes de ultrapassar barreiras e procurar a felicidade.<\/p>\n<p>Este tema vai estar em destaque no programa da Igreja Cat&oacute;lica, este Domingo, dia 7 de Novembro, na Antena 1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma hist\u00f3ria onde o amor familiar e a viv\u00eancia da f\u00e9 quebraram as barreiras da defici\u00eancia e da incompreens\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[127],"class_list":["post-48125","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-catequese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48125","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48125"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48125\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}