{"id":48074,"date":"2010-11-04T16:44:01","date_gmt":"2010-11-04T16:44:01","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/04\/igreja-do-sagrado-coracao-de-jesus-classificada-como-monumento-nacional\/"},"modified":"2010-11-04T16:44:01","modified_gmt":"2010-11-04T16:44:01","slug":"igreja-do-sagrado-coracao-de-jesus-classificada-como-monumento-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-do-sagrado-coracao-de-jesus-classificada-como-monumento-nacional\/","title":{"rendered":"Igreja do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus classificada como monumento nacional"},"content":{"rendered":"<p>Edif\u00edcio de Lisboa \u00e9 apresentado como \u00abrefer\u00eancia no \u00e2mbito da arquitectura portuguesa do s\u00e9culo XX\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>O Conselho de Ministros de 4 de Novembro aprovou o decreto que procede &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o, como monumento nacional, da igreja do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, em Lisboa.<\/p>\n<p>A igreja, da autoria dos arquitectos Nuno Teot&oacute;nio Pereira e Nuno Portas, foi inaugurada a 25 de Junho de 1970, &eacute; uma das mais centrais da capital portuguesa e serve toda a cidade.<\/p>\n<p>O edif&iacute;cio &eacute; apresentado pelo comunicado final do Conselho de Ministros como uma &ldquo;refer&ecirc;ncia no &acirc;mbito da arquitectura portuguesa do s&eacute;culo XX, localizada nas proximidades da Avenida da Liberdade&rdquo;.<\/p>\n<p>Os monumentos nacionais representam &ldquo;um valor cultural de significado para o pa&iacute;s&rdquo;, que deve ser objecto de &ldquo;especial protec&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o, no quadro da obriga&ccedil;&atilde;o do Estado de proteger e valorizar o patrim&oacute;nio cultural&rdquo;.<\/p>\n<p>Pr&eacute;mio Valmor de Arquitectura de 1975, a igreja do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus &ldquo;inova decisivamente no plano da concep&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o lit&uacute;rgico, e que se enquadra numa est&eacute;tica neo-brutalista, manifestada atrav&eacute;s do recurso a materiais como o bet&atilde;o armado, pain&eacute;is e blocos pr&eacute;-fabricados, que nos deu algumas obras de enorme qualidade art&iacute;stica e cultural&rdquo;, indica ainda a nota do executivo.<\/p>\n<p>O projecto executado distingue claramente o espa&ccedil;o destinado &agrave; liturgia dos restantes servi&ccedil;os pastorais, numa s&iacute;ntese entre igreja e centro paroquial que aponta a v&aacute;rios aspectos da vida crist&atilde;.<\/p>\n<p>No piso inferior, por baixo da igreja, h&aacute; um grande sal&atilde;o paroquial, que se desdobra numa zona de acolhimento e outros espa&ccedil;os diferenciados. Em anexo a este grande bloco est&aacute; um im&oacute;vel onde se instalam jardim-de-inf&acirc;ncia, biblioteca, resid&ecirc;ncia do clero, cripta, cart&oacute;rio, sal&atilde;o paroquial e capela mortu&aacute;ria, em v&aacute;rios n&iacute;veis, onde &eacute; poss&iacute;vel encontrar um magn&iacute;fico azulejo setecentista proveniente do templo que veio substituir.<\/p>\n<p>Esta obra apresenta uma solu&ccedil;&atilde;o inovadora, encaixando o volume e as fachadas do templo com o resto da textura urbana, sem destruir a linha de fachadas que d&atilde;o fisionomia &agrave; pr&oacute;pria rua.<\/p>\n<p>Criou-se um espa&ccedil;o aberto, que permite a exist&ecirc;ncia de um &aacute;trio, elevado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; rua, e que torna presente o car&aacute;cter singular deste edif&iacute;cio.<\/p>\n<p>O espa&ccedil;o interno, com capacidade para cerca de 3 mil pessoas, das quais mil sentadas, p&otilde;e de parte o esquema nave-santu&aacute;rio para responder &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es de espa&ccedil;o &uacute;nico da Liturgia. A limita&ccedil;&atilde;o espacial &eacute; superada, com um desenvolvimento muito natural, criando tribunas e deambulat&oacute;rios.<\/p>\n<p>O depuramento desornamentado que se consegue nesta obra pode surpreender os mais desprevenidos, dado que n&atilde;o s&atilde;o nem a pintura (&uacute;nica nota de cor com as esta&ccedil;&otilde;es da via-sacra) nem a escultura (apenas duas imagens, uma de Nossa senhora e outra do orago, o Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus) os elementos fundamentais na altura de transmitir as mensagens crist&atilde;s.<\/p>\n<p>A luz, filtrada por v&aacute;rias aberturas, a escala sobre-humana destacada pelas paredes desnudadas e a naturalidade dos materiais (bet&atilde;o, madeira, m&aacute;rmore) s&atilde;o os elementos que se destacam.<\/p>\n<p>A zona de celebra&ccedil;&atilde;o eleva-se como um &ldquo;podium&rdquo; ou estrado, amplo e separado da alta parede de fundo, que ambienta o altar diante de si, o amb&atilde;o e a sede presidencial, estando ainda o sacr&aacute;rio inserido nesta din&acirc;mica, incrustando-se na mesma parede.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edif\u00edcio de Lisboa \u00e9 apresentado como \u00abrefer\u00eancia no \u00e2mbito da arquitectura portuguesa do s\u00e9culo 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