{"id":48050,"date":"2010-11-06T17:18:51","date_gmt":"2010-11-06T17:18:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/11\/06\/templo-expiatorio-da-sagrada-familia\/"},"modified":"2010-11-06T17:18:51","modified_gmt":"2010-11-06T17:18:51","slug":"templo-expiatorio-da-sagrada-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/templo-expiatorio-da-sagrada-familia\/","title":{"rendered":"Templo expiat\u00f3rio da Sagrada Fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Obra de uma vida do arquitecto Antoni Gaud\u00ed <!--more--> <\/p>\n<p>Bento XVI vai dedicar o templo da Sagrada Fam&iacute;lia em Barcelona este Domingo, 7 de Novembro, celebra&ccedil;&atilde;o em que a igreja ser&aacute; proclamada &ldquo;bas&iacute;lica&rdquo;, t&iacute;tulo atribu&iacute;do pelo Vaticano a igrejas que se tenham distinguido pela sua relev&acirc;ncia hist&oacute;rica e espiritual.<\/p>\n<p>At&eacute; meados do s&eacute;culo XIX, Barcelona era uma antiga cidade amuralhada situada numa pequena plan&iacute;cie junto ao mar. Por tr&aacute;s de si tinha um grande espa&ccedil;o, protegido por uma serra de pouca altura, no qual estavam proibidas as constru&ccedil;&otilde;es por motivos de defesa militar.<\/p>\n<p>O livreiro Jos&eacute; Bocabella, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Devotos de S. Jos&eacute;, pretendia um lugar central nesta zona para construir o templo que desde h&aacute; muito tempo queria construir para dedicar &agrave; Sagrada Fam&iacute;lia, mas os melhores terrenos eram j&aacute; muito caros, pelo que teve de contentar-se com um, que apesar de ainda estar no novo per&iacute;metro urbano, localizava-se numa paisagem tradicional de hortos e casas de campesinos contrastava com um pequeno n&uacute;cleo de habita&ccedil;&otilde;es na nova popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora, dependente da pujante ind&uacute;stria t&ecirc;xtil.<\/p>\n<p>Tinha a vantagem de o terreno ser muito mais barato, de maneira que pode comprar uma superf&iacute;cie muito maior.<\/p>\n<p>Para concretizar os planos do tempo expiat&oacute;rio &ndash; isto &eacute;, constru&iacute;do exclusivamente com recurso a doa&ccedil;&otilde;es particulares, de fi&eacute;is ou n&atilde;o &#8211; , Bocabella recorreu a Francisco del Villar.<\/p>\n<p>O arquitecto diocesano projectou uma igreja de estilo g&oacute;tico, cuja cripta come&ccedil;ou a construir, mas a ocorr&ecirc;ncia de desaven&ccedil;as com Bocabella obrigaram-no a demitir-se.<\/p>\n<p>Meses mais tarde, em 1883, o jovem arquitecto Antoni Gaud&iacute;, nascido em Reus em 1852, ocupou o lugar vago. e continuou a constru&ccedil;&atilde;o da cripta, j&aacute; iniciada. A cripta &#8211; palavra de origem grega que significa &#8220;esconderijo&#8221;, e que recorda as primitivas sepulturas crist&atilde;s ocultas nas catacumbas, devido &agrave;s persegui&ccedil;&otilde;es &#8211; foi escavada no subsolo, entre as fachadas do Nascimento e da Paix&atilde;o.<\/p>\n<p>Gaud&iacute; preferia que o templo tivesse a fachada do Nascimento orientada para o levantar do sol e a da Paix&atilde;o e Morte para o ocaso, de acordo com a tradi&ccedil;&atilde;o, mas a cripta, j&aacute; iniciada, impediu este prop&oacute;sito.<\/p>\n<p>O arquitecto catal&atilde;o elevou a ab&oacute;bada da cripta para que pudesse receber luz e ar. A obra, de estilo neog&oacute;tico, como a maioria das constru&ccedil;&otilde;es religiosas do s&eacute;culo XIX, foi conclu&iacute;da em 1891.<\/p>\n<p>Nos primeiros anos de constru&ccedil;&atilde;o da Sagrada Fam&iacute;lia, Gaud&iacute; era um homem pouco interessado pela religi&atilde;o, preferindo a vida social. Deslocava-se ao templo para inspeccionar as obras e, sem descer do coche, dava ordens aos capatazes.<\/p>\n<p>Terminada a cripta, come&ccedil;ou a construir sobre ela a abside (parte do fundo da igreja, onde ficam altar, amb&atilde;o e cadeira da presid&ecirc;ncia), com sete capelas e duas escadas dos lados, que prosseguem as que sobem, em espiral, desde a cripta.<\/p>\n<p>A abside, terminada em 1893, ser&aacute; futuramente encimada por uma c&uacute;pula dedicada &agrave; Virgem Maria, de maneira a que cripta, abside e c&uacute;pula formem um conjunto mariano, al&eacute;m de uma porta do claustro, aberta para o exterior, dedicada &agrave; Assun&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O interior da abside est&aacute; ornado com cabe&ccedil;as de anjos e conjuntos de l&aacute;grimas que recordam o sofrimento. No exterior contrastam as partes iluminadas pelo sol com as sombreadas.<\/p>\n<p>Das duas capelas situaldas nos &acirc;ngulos do claustro, Gaud&iacute; s&oacute; elaborou a de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio. Rosas, uma refer&ecirc;ncia &agrave; Virgem Maria<\/p>\n<p>As duas &#8220;tenta&ccedil;&otilde;es&#8221; s&atilde;o dos motivos mais comentados pelos visitantes. A primeira mostra uma mulher a que um monstro diab&oacute;lico oferece uma bolsa com dinheiro. A segunda, na imagem, apresenta outro diabo, que coloca uma bomba nas m&atilde;os de um homem. Tanto a mulher como o homem superam a tenta&ccedil;&atilde;o ao encomendar-se a Maria, a quem dirigem o olhar.<\/p>\n<p>Gaud&iacute;, o prestigiado autor de grandes obras como o Pal&aacute;cio G&uuml;ell, as casas Batllo e Mil&agrave;, a cripta da Col&oacute;nia G&uuml;ell ou o Parque G&uuml;ell, tem na Sagrada Fam&iacute;lia a que pode chamar-se a obra da sua vida, dado que trabalhou nela durante 43 anos, at&eacute; &agrave; morte. Na tarde de 10 de Junho de 1926, pouco depois de sair do estaleiro, foi atropelado por um el&eacute;ctrico e morreu devido aos ferimentos.<\/p>\n<p>Nas suas m&atilde;os, o templo adquiriu dimens&otilde;es, exuber&acirc;ncia e significado de tal modo relevantes que rapidamente come&ccedil;aram a cham&aacute;-lo de catedral, embora a s&eacute; episcopal se encontre numa igreja que remonta ao s&eacute;culo II, e cujo actual edif&iacute;cio come&ccedil;ou a erguer-se no fim do s&eacute;culo XIII.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Texto e fotografias: El Templo de La Sagrada Familia, ed. triangle Postals<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>(tradu&ccedil;&atilde;o: SNPC)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Fachada da Paix&atilde;o: <a href=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/tvb_sagrada_familia_barcelona_fachada_paixao.html\">http:\/\/www.snpcultura.org\/tvb_sagrada_familia_barcelona_fachada_paixao.html<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Fachada do Nascimento: <a href=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/tvb_sagrada_familia_barcelona_fachada_nascimento.html\">http:\/\/www.snpcultura.org\/tvb_sagrada_familia_barcelona_fachada_nascimento.html<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Fachada da Gl&oacute;ria, torres e interior: <a href=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/tvb_sagrada_familia_barcelona_fachada_gloria_torres_interior.html\">ttp:\/\/www.snpcultura.org\/tvb_sagrada_familia_barcelona_fachada_gloria_torres_interior.html<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obra de uma vida do arquitecto Antoni Gaud\u00ed<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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