{"id":47907,"date":"2010-10-26T11:45:23","date_gmt":"2010-10-26T11:45:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/10\/26\/mensagem-de-bento-xvi-para-o-dia-mundial-do-migrante-e-do-refugiado-2011\/"},"modified":"2010-10-26T11:45:23","modified_gmt":"2010-10-26T11:45:23","slug":"mensagem-de-bento-xvi-para-o-dia-mundial-do-migrante-e-do-refugiado-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-bento-xvi-para-o-dia-mundial-do-migrante-e-do-refugiado-2011\/","title":{"rendered":"Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2011"},"content":{"rendered":"<p>Queridos Irm&atilde;os e Irm&atilde;s!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado oferece a oportunidade, a toda a Igreja, para reflectir sobre o tema relacionado com o crescente fen&oacute;meno da migra&ccedil;&atilde;o, para rezar a fim de que os cora&ccedil;&otilde;es se abram ao acolhimento crist&atilde;o e trabalhem para que cres&ccedil;am no mundo a justi&ccedil;a e a caridade, colunas para a constru&ccedil;&atilde;o de uma paz aut&ecirc;ntica e duradoura. &laquo;Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei&raquo; (Jo 13, 34) &eacute; o convite que o Senhor nos dirige com vigor e nos renova constantemente: se o Pai nos chama para sermos filhos amados no seu Filho predilecto, chama-nos tamb&eacute;m para nos reconhecermos a todos como irm&atilde;os em Cristo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Deste v&iacute;nculo profundo entre todos os seres humanos surge o tema que escolhi este ano para a nossa reflex&atilde;o: &laquo;Uma s&oacute; fam&iacute;lia humana&raquo;, uma s&oacute; fam&iacute;lia de irm&atilde;os e irm&atilde;s em sociedades que se tornam cada vez mais multi-&eacute;tnicas e intra-culturais, onde tamb&eacute;m as pessoas de v&aacute;rias religi&otilde;es s&atilde;o estimuladas ao di&aacute;logo, para que se possa encontrar uma serena e frutuosa conviv&ecirc;ncia no respeito das leg&iacute;timas diferen&ccedil;as. O Conc&iacute;lio Vaticano II afirma que &laquo;os homens constituem todos uma s&oacute; comunidade; todos t&ecirc;m a mesma origem, pois foi Deus quem fez habitar em toda a terra o inteiro g&eacute;nero humano (cf. Act 17, 26); t&ecirc;m, al&eacute;m disso, o mesmo fim &uacute;ltimo, Deus, cuja provid&ecirc;ncia, testemunho de bondade e des&iacute;gnios de salva&ccedil;&atilde;o se estendem a todos&raquo; (Decl. Nostra aetate,1). Assim, n&oacute;s &laquo;n&atilde;o vivemos uns ao lado dos outros por acaso; estamos percorrendo todos um mesmo caminho como homens e por isso como irm&atilde;os e irm&atilde;s&raquo; (Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2008, 6).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O caminho &eacute; o mesmo, o da vida, mas as situa&ccedil;&otilde;es por que passamos neste percurso s&atilde;o diversas: muitos devem enfrentar a dif&iacute;cil experi&ecirc;ncia da migra&ccedil;&atilde;o, nas suas diversas express&otilde;es: internas ou internacionais, permanentes ou peri&oacute;dicas, econ&oacute;micas ou pol&iacute;ticas, volunt&aacute;rias ou for&ccedil;adas. Em v&aacute;rios casos a partida do pr&oacute;prio pa&iacute;s &eacute; estimulada por diversas formas de persegui&ccedil;&atilde;o, de modo que a fuga se torna necess&aacute;ria. Depois, o pr&oacute;prio fen&oacute;meno da globaliza&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;stico da nossa &eacute;poca, n&atilde;o &eacute; s&oacute; um processo socioecon&oacute;mico, mas comporta tamb&eacute;m &laquo;uma humanidade que se torna mais inter-relacionada&raquo;, superando confins geogr&aacute;ficos e culturais. A este prop&oacute;sito, a Igreja n&atilde;o cessa de recordar que o sentido profundo deste processo sazonal e o seu crit&eacute;rio &eacute;tico fundamental s&atilde;o dados precisamente pela unidade da fam&iacute;lia humana e pelo seu desenvolvimento no bem (cf. Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 42). Portanto, todos pertencem a uma s&oacute; fam&iacute;lia, migrantes e popula&ccedil;&otilde;es locais que os recebem, e todos t&ecirc;m o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino &eacute; universal, como ensina a doutrina social da Igreja. Aqui encontram fundamento a solidariedade e a partilha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&laquo;Numa sociedade em vias de globaliza&ccedil;&atilde;o, o bem comum e o empenho em seu favor n&atilde;o podem deixar de assumir as dimens&otilde;es da fam&iacute;lia humana inteira, ou seja, da comunidade dos povos e das na&ccedil;&otilde;es, para dar forma de unidade e paz &agrave; cidade do homem e torn&aacute;-la em certa medida antecipa&ccedil;&atilde;o que prefigura a cidade de Deus sem barreiras.&raquo; (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate,7). &Eacute; esta a perspectiva com a qual olhar tamb&eacute;m para a realidade das migra&ccedil;&otilde;es. De facto, como j&aacute; fazia notar o Servo de Deus Paulo VI, &laquo;a falta de fraternidade entre os homens e entre os povos&raquo; &eacute; causa profunda de subdesenvolvimento (Enc. Populorum progressio, 66) e &ndash; podemos acrescentar &ndash; incide em grande medida sobre o fen&oacute;meno migrat&oacute;rio. A fraternidade humana &eacute; a experi&ecirc;ncia, por vezes surpreendente, de uma rela&ccedil;&atilde;o que irmana, de uma liga&ccedil;&atilde;o profunda com o pr&oacute;ximo, diferente de mim, baseado no simples facto de sermos homens. Assumida e vivida responsavelmente ela alimenta uma vida de comunh&atilde;o e de partilha com todos, sobretudo com os migrantes; apoia a doa&ccedil;&atilde;o de si aos demais, ao seu bem, ao bem de todos, na comunidade pol&iacute;tica local, nacional e mundial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Vener&aacute;vel Jo&atilde;o Paulo II, por ocasi&atilde;o deste mesmo Dia celebrado em 2001, ressaltou que &laquo;(o bem comum universal) abrange toda a fam&iacute;lia dos povos, acima de todo o ego&iacute;smo nacionalista. &Eacute; neste contexto que se considera o direito de emigrar. A Igreja reconhece-o a cada homem no duplo aspecto da possibilidade de sair do pr&oacute;prio Pa&iacute;s e a possibilidade de entrar num outro &agrave; procura de melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida. &raquo; (Mensagem para o Dia Mundial das Migra&ccedil;&otilde;es 2001,3; cf. Jo&atilde;o XXIII, Enc. Mater et Magistra,30: Paulo VI, Octogesima Adveniens,17). Ao mesmo tempo, os Estados t&ecirc;m o direito de regular os fluxos migrat&oacute;rios e de defender as pr&oacute;prias fronteiras, garantindo sempre o respeito devido &agrave; dignidade de cada pessoa humana. Al&eacute;m disso, os imigrantes t&ecirc;m o dever de se integrarem no pa&iacute;s que os recebe, respeitando as suas leis e a identidade nacional. &laquo;Procurar-se-&aacute; ent&atilde;o conjugar o acolhimento devido a todo o ser humano, sobretudo no caso de pobres, com a avalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es indispens&aacute;veis para uma vida decorosa e pac&iacute;fica tanto dos habitantes origin&aacute;rios como dos advent&iacute;cios&raquo; (Jo&atilde;o Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2001, 13).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste contexto, a presen&ccedil;a da Igreja, como povo de Deus a caminho na hist&oacute;ria no meio de todos os outros povos, &eacute; fonte de confian&ccedil;a e esperan&ccedil;a. De facto, a Igreja &eacute; &laquo;em Cristo, &eacute; como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da &iacute;ntima uni&atilde;o com Deus e da unidade de todo o g&eacute;nero humano&raquo; (Conc. Ec. Vat. II, Const. Dog. Lumen gentium,1); e, gra&ccedil;as &agrave; ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo nela, &laquo;o esfor&ccedil;o por estabelecer a universal fraternidade n&atilde;o &eacute; v&atilde;o&raquo; (Ibid, Const. Past. Gaudium et spes, 38). De modo particular &eacute; a Sagrada Eucaristia que constitui, no cora&ccedil;&atilde;o da Igreja, uma fonte inexaur&iacute;vel de comunh&atilde;o para toda a humanidade. Gra&ccedil;as a ela, o Povo de Deus abra&ccedil;a &laquo;todas as na&ccedil;&otilde;es, tribos, povos e l&iacute;nguas&raquo; (Ap 7, 9) n&atilde;o com uma esp&eacute;cie de poder sagrado, mas com o servi&ccedil;o superior da caridade. Com efeito, a pr&aacute;tica da caridade, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o aos mais pobres e d&eacute;beis, &eacute; crit&eacute;rio que prova a autenticidade das celebra&ccedil;&otilde;es eucar&iacute;sticas (cf. Jo&atilde;o Paulo II, Carta apost. Mane nobiscum Domine, 28).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Agrave; luz do tema &laquo;Uma s&oacute; fam&iacute;lia humana&raquo;, deve ser considerada especificamente a situa&ccedil;&atilde;o dos refugiados e dos outros migrantes for&ccedil;ados, que s&atilde;o uma parte relevante do fen&oacute;meno migrat&oacute;rio. Em rela&ccedil;&atilde;o a estas pessoas, que fogem de viol&ecirc;ncias e de persegui&ccedil;&otilde;es, a Comunidade internacional assumiu compromissos bem determinados. O respeito dos seus direitos, assim como das justas preocupa&ccedil;&otilde;es pela seguran&ccedil;a e pela unidade social, favorecem uma conviv&ecirc;ncia est&aacute;vel e harmoniosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m no caso dos migrantes for&ccedil;ados a solidariedade alimenta-se na &laquo;reserva&raquo; de amor que nasce do considerar-se uma s&oacute; fam&iacute;lia humana e, para os fi&eacute;is cat&oacute;licos, membros do Corpo M&iacute;stico de Cristo: somos de facto dependentes uns dos outros, todos respons&aacute;veis dos irm&atilde;os e das irm&atilde;s em humanidade e, para quem cr&ecirc;, na f&eacute;. Como j&aacute; tive a ocasi&atilde;o de dizer, &laquo;Acolher os refugiados e dar-lhes hospitalidade &eacute; para todos um gesto obrigat&oacute;rio de solidariedade humana, para que eles n&atilde;o se sintam isolados por causa da intoler&acirc;ncia e do desinteresse&raquo; (Audi&ecirc;ncia geral de 20 de Junho de 2007: Insegnamenti II, 1 [2007], 1158). Isto significa que todos os que s&atilde;o for&ccedil;ados a deixar as suas casas ou a sua terra ser&atilde;o ajudados a encontrar um lugar no qual viver em paz e em seguran&ccedil;a, onde trabalhar e assumir os direitos e deveres existentes no pa&iacute;s que os acolhe, contribuindo para o bem comum, sem esquecer a dimens&atilde;o religiosa da vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por fim, gostaria de dirigir um pensamento particular, sempre acompanhado da ora&ccedil;&atilde;o, aos estudantes estrangeiros e internacionais, que tamb&eacute;m s&atilde;o uma realidade em crescimento no &acirc;mbito do grande fen&oacute;meno migrat&oacute;rio. Trata-se de uma categoria tamb&eacute;m socialmente relevante na perspectiva do seu regresso, como futuros dirigentes, aos pa&iacute;ses de origem. Eles constituem &laquo;pontes&raquo; culturais e econ&oacute;micas entre estes pa&iacute;ses e os que os recebem, e tudo isto se orienta para formar &laquo;uma s&oacute; fam&iacute;lia humana&raquo;. &Eacute; esta convic&ccedil;&atilde;o que deve apoiar o compromisso a favor dos estudantes estrangeiros e acompanhar a aten&ccedil;&atilde;o pelos seus problemas concretos, como as dificuldades econ&oacute;micas ou o mal-estar de se sentirem sozinhos ao enfrentar um ambiente social e universit&aacute;rio muito diferente, assim como as dificuldades de inser&ccedil;&atilde;o. A este prop&oacute;sito, apraz-me recordar que &laquo;pertencer a uma comunidade universit&aacute;ria significa estar na encruzilhada das culturas que formaram o mundo moderno&raquo; (cf. Jo&atilde;o Paulo II, Aos Bispos dos Estados Unidos das Prov&iacute;ncias eclesi&aacute;sticas de Chicago, Indianapolis e Milwaukee em visita &laquo;ad limina&raquo;, 30 de Maio de 1998, 6: Insegnamenti XXI, 1 [1998], 1116). A cultura das novas gera&ccedil;&otilde;es forma-se na escola e na universidade: depende em grande medida destas institui&ccedil;&otilde;es a sua capacidade de olhar para a humanidade como para uma fam&iacute;lia chamada a estar unida na diversidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s, o mundo dos migrantes &eacute; vasto e diversificado. Conhece experi&ecirc;ncias maravilhosas e prometedoras, assim como, infelizmente, muitas outras dram&aacute;ticas e indignas do homem e de sociedades que se consideram civis. Para a Igreja, esta realidade constitui um sinal eloquente do nosso tempo, que d&aacute; mais realce &agrave; voca&ccedil;&atilde;o da humanidade de formar uma s&oacute; fam&iacute;lia e, ao mesmo tempo, as dificuldades que, em vez de a unir, a dividem e dilaceram. N&atilde;o percamos a esperan&ccedil;a, e rezemos juntos a Deus, Pai de todos, para que nos ajude a ser, cada um em primeira pessoa, homens e mulheres capazes de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es fraternas; e, a n&iacute;vel social, pol&iacute;tico e institucional, incrementem-se a compreens&atilde;o e a estima rec&iacute;proca entre os povos e as culturas. Com estes votos, invocando a intercess&atilde;o de Maria Sant&iacute;ssima Stella maris, envio de cora&ccedil;&atilde;o a todos a B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica, de modo especial aos migrantes e aos refugiados e a quantos trabalham neste importante &acirc;mbito.<\/p>\n<p>Castel Gandolfo, 27 de Setembro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>BENEDICTUS PP. XVI<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queridos Irm&atilde;os e Irm&atilde;s! &nbsp; O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado oferece a oportunidade, a toda a Igreja, para reflectir sobre o tema relacionado com o crescente fen&oacute;meno da migra&ccedil;&atilde;o, para rezar a fim de que os cora&ccedil;&otilde;es se abram ao acolhimento crist&atilde;o e trabalhem para que cres&ccedil;am no mundo a justi&ccedil;a e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,165,291,314],"class_list":["post-47907","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-dia-mundial-da-paz","tag-refugiados","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47907","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47907"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47907\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47907"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47907"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47907"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}