{"id":47899,"date":"2010-10-25T16:06:58","date_gmt":"2010-10-25T16:06:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/10\/25\/homilia-de-d-manuel-clemente-no-dia-mundial-das-missoes-congresso-missionario-do-porto\/"},"modified":"2010-10-25T16:06:58","modified_gmt":"2010-10-25T16:06:58","slug":"homilia-de-d-manuel-clemente-no-dia-mundial-das-missoes-congresso-missionario-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-manuel-clemente-no-dia-mundial-das-missoes-congresso-missionario-do-porto\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Manuel Clemente no Dia Mundial das Miss\u00f5es &#8211; Congresso Mission\u00e1rio do Porto"},"content":{"rendered":"<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, mission&aacute;rios que todos nos queremos, mission&aacute;rios que o mundo aguarda:<\/p>\n<p>A miss&atilde;o &eacute; muito mais do que o of&iacute;cio de alguns. &Eacute; o mandato vivo do Pai, que tem Cristo como opera&ccedil;&atilde;o, conte&uacute;do e companhia. Cristo alargado na Igreja, pela for&ccedil;a do Esp&iacute;rito, para a feliz realiza&ccedil;&atilde;o de todas as coisas (cf. Ef 1,9-10).<\/p>\n<p>Das v&aacute;rias Leituras que acab&aacute;mos de ouvir, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, neste Dia Mundial das Miss&otilde;es, uma nos ter&aacute; ficado particularmente gravada, pela for&ccedil;a da frase e a intensidade do sentimento. &Eacute; de Paulo a Tim&oacute;teo e ressoa assim: &ldquo;O Senhor esteve a meu lado e deu-me for&ccedil;a, para que, por meu interm&eacute;dio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todas as na&ccedil;&otilde;es a ouvissem&rdquo;.<\/p>\n<p>Falando da miss&atilde;o, dificilmente seria mais pleno e mais certeiro. Na verdade, incluiu praticamente os seus elementos todos: a preval&ecirc;ncia divina, o conte&uacute;do levado e o destino universal que contempla.<\/p>\n<p>A preval&ecirc;ncia divina, como era clara para Paulo, pois Cristo o fizera mission&aacute;rio e Cristo lhe possibilitara a miss&atilde;o: &ldquo;O Senhor esteve a meu lado e deu-me for&ccedil;a&rdquo;. &Eacute; na intimidade com Cristo que o ap&oacute;stolo encontra a urg&ecirc;ncia e a for&ccedil;a de O anunciar. A estrada de Damasco em que Cristo o chamara a si, prolongara-se depois nas muitas estradas que o mesmo Cristo calcorreou com ele: &ldquo;O Senhor esteve a meu lado&rdquo;.<\/p>\n<p>Sabem-no muito bem, todos os mission&aacute;rios de longe ou de perto. Sabem-no e dizem-no, dum modo ou doutro, s&oacute; assim explicando a persist&ecirc;ncia, nas diversas circunst&acirc;ncias e at&eacute; apesar delas: o Senhor est&aacute; com eles, e sentem-no porventura ainda mais quando faltam outros apoios e, ainda assim, continuam. Ali&aacute;s, fazem desta convic&ccedil;&atilde;o &ndash; de que o Senhor est&aacute; com eles &ndash; o conte&uacute;do vivo daquilo que anunciam: Cristo est&aacute; vivo e faz-nos viver em plenitude, seja aonde for e venha o que vier.<\/p>\n<p>O conte&uacute;do vivo e transportado, como Evangelho certo nas incertezas do mundo. &ndash; Que &eacute; hoje a miss&atilde;o, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, deste Portugal incerto e inseguro at&eacute; aos mais rec&ocirc;nditos lugares onde o preg&atilde;o evang&eacute;lico n&atilde;o tenha chegado ainda, que &eacute; hoje a miss&atilde;o, sen&atilde;o isso mesmo de garantir a presen&ccedil;a dum Deus incarnado para nos encontrar e ressuscitado para &ldquo;estar connosco todos os dias at&eacute; ao fim dos tempos&rdquo; (cf. Mt 28, 20)?!<\/p>\n<p>Precisamente assim: nas grandes solid&otilde;es das nossas cidades europeias ou na imensid&atilde;o indistinta doutros continentes; entre as popula&ccedil;&otilde;es perplexas, por lhes fugir um futuro que julgavam certo, ou entre muitos mais que nem julgar&atilde;o que haja futuro, t&atilde;o ancestral &eacute; a indig&ecirc;ncia e a aus&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o e fluidez social; aqui ou ali, onde ainda se mantenham viabilidades e esperan&ccedil;as de recupera&ccedil;&atilde;o, ou nos locais e sectores mais lesados pela presente crise dum sistema em que a dignidade da pessoa humana n&atilde;o era a base nem o objecto das pol&iacute;ticas gerais e dos procedimentos concretos; perto ou longe, onde a religiosidade natural ainda n&atilde;o se tenha aberto ao Esp&iacute;rito de Cristo, que nos emancipa de fatalidades e medos at&aacute;vicos, ou onde se trocaram o Dec&aacute;logo e as Bem-aventuran&ccedil;as por meras vontades de satisfazer desejos ou alimentar caprichos, t&atilde;o rapidamente decepcionantes ou entorpecentes: em todas estas e variadas situa&ccedil;&otilde;es, a miss&atilde;o consiste em proclamar plenamente a mensagem do Evangelho: Cristo est&aacute; connosco, para que &ldquo;tenhamos vida e vida em abund&acirc;ncia&rdquo; (cf. Jo 10, 10).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E, por isso mesmo, a miss&atilde;o n&atilde;o acabar&aacute; nunca, enquanto houver espa&ccedil;o e tempo a preencher e salvar, em profundidade e extens&atilde;o. Todas as na&ccedil;&otilde;es h&atilde;o-de ouvi-la, &agrave; mensagem evang&eacute;lica. Mas ouvi-la, significa assimil&aacute;-la, absorv&ecirc;-la e transformarem-se a partir dela, como massa levedada por bom fermento. Desdobrando-se a humanidade de todos e de cada um na progressiva compreens&atilde;o de si mesma, e pesquisando-se o cosmos, do infindamente grande ao infindamente pequeno. Numa geografia t&atilde;o surpreendente, clar&iacute;ssimo se torna que a miss&atilde;o vai ainda no princ&iacute;pio e que a urg&ecirc;ncia se redobra.<\/p>\n<p>Isto mesmo nos inculcam os actuais avan&ccedil;os da doutrina mission&aacute;ria. Vamo-nos afastando da concep&ccedil;&atilde;o tradicional, que pressupunha uma Europa &ldquo;crist&atilde;&rdquo;, donde sairiam mais ou menos mission&aacute;rios para terras long&iacute;nquas. &Eacute; certo que n&atilde;o podemos deixar de escutar o apelo divino para &ldquo;partir&rdquo; e levar o Evangelho at&eacute; onde n&atilde;o tenha chegado. Com isso se renovar&atilde;o as pr&oacute;prias comunidades de origem, que ser&atilde;o as primeiras a ganhar com a generosidade que gerarem. Acolheremos certamente a Mensagem de Bento XVI para este Dia Mundial das Miss&otilde;es, quando nos exorta directamente assim: &ldquo;a consci&ecirc;ncia de ser-se chamado a anunciar o Evangelho estimula n&atilde;o apenas os fi&eacute;is, mas todas as comunidades diocesanas e paroquiais a uma renova&ccedil;&atilde;o integral e a abrir-se sempre mais &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria entre as Igrejas, para promover o an&uacute;ncio do Evangelho no cora&ccedil;&atilde;o de todas as pessoas, povos, culturas, ra&ccedil;as e nacionalidades, em todas as latitudes&rdquo;.<\/p>\n<p>Reparemos que o Papa fala de &ldquo;coopera&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria entre as Igrejas&rdquo;. Assim urge, de facto, num vaiv&eacute;m que a todos faz crescer, quer em ora&ccedil;&atilde;o uns pelos outros, quer em not&iacute;cias m&uacute;tuas, quer em participa&ccedil;&atilde;o eventual ou mais duradoura nas miss&otilde;es concretas que se puderem empreender, longe ou perto. Sair, &ldquo;partir&rdquo; &#8211; pelo pensamento, pela ora&ccedil;&atilde;o, pela colabora&ccedil;&atilde;o ou pela participa&ccedil;&atilde;o directa &#8211; constr&oacute;i e define a Igreja, na circula&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito. E tamb&eacute;m nisto se verifica a palavra de Cristo, quando garantia que quem mais recebe &eacute; quem mais d&aacute;: &ldquo;A felicidade est&aacute; mais em dar do que em receber&rdquo; (Act 20, 35).<\/p>\n<p>Esta felicidade, sentiram-na certamente as antigas Igrejas da &Aacute;sia, que enviaram os primeiros mission&aacute;rios &agrave; Europa, como Paulo a Filipos ou Pedro a Roma. A mesma felicidade que sentiram e sentem tantos que da Europa partiram e partem para outros Continentes, ontem como hoje.<\/p>\n<p>Felicidade que igualmente sentir&atilde;o os que chegam agora &agrave; Europa, provindos de jovens e pujantes Igrejas da &Aacute;frica e outros Continentes, como referia h&aacute; pouco o Cardeal Turkson, natural do Gana e actual presidente do Pontif&iacute;cio Conselho Justi&ccedil;a e Paz. Interrogado sobre os muitos sacerdotes que a &Aacute;frica envia hoje para a Europa e os Estados Unidos, respondeu: &ldquo;[No Gana] temos um prov&eacute;rbio que diz: &lsquo;Se algu&eacute;m cuida de voc&ecirc; para os seus dentes crescerem, voc&ecirc; deve cuidar dele quando ele os perder&rsquo;. A Europa deu-nos a f&eacute; crist&atilde; e n&oacute;s a acolhemos. E quanto mais esta f&eacute; &eacute; viva, mais somos gratos aos que a trouxeram. Por essa gratid&atilde;o, se na Europa ou nos Estados Unidos se corre o risco de fechar uma Igreja pela falta de sacerdotes, estamos prontos para ajudar a mant&ecirc;-la aberta, esperando sempre que com a ajuda do Senhor as coisas mudem&rdquo;(30 Dias, 4 (2010) 30).<\/p>\n<p>E mudar&aacute; decerto, com um novo &iacute;mpeto mission&aacute;rio, de todos para todos e especialmente para quem mais precise, seja para fundar, seja para refundar a Igreja, como corpo vivo de Cristo, no mundo e para o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; Com que realismo, irm&atilde;os e irm&atilde;s, com que duro realismo verificamos o acerto destas palavras da Exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal Ecclesia in Europa, que Jo&atilde;o Paulo II assinou em 2003: &ldquo;Em v&aacute;rias partes da Europa, h&aacute; necessidade do primeiro an&uacute;ncio do Evangelho: aumenta o n&uacute;mero das pessoas n&atilde;o baptizadas [&hellip;]. Com efeito, a Europa faz parte j&aacute; daqueles espa&ccedil;os tradicionalmente crist&atilde;os, onde, para al&eacute;m duma nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, se requer em determinados casos a primeira evangeliza&ccedil;&atilde;o. [&hellip;] Mesmo no &lsquo;velho&rsquo; continente existem extensas &aacute;reas sociais e culturais onde se torna necess&aacute;ria uma verdadeira e pr&oacute;pria missio ad gentes&rdquo; (n&ordm; 46)!<\/p>\n<p>Falando-nos aqui no Porto, em 14 de Maio passado, Bento XVI refor&ccedil;ava a ideia: &ldquo;O campo da miss&atilde;o ad gentes apresenta-se hoje notavelmente alargado e n&atilde;o defin&iacute;vel apenas segundo considera&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas; realmente aguardam por n&oacute;s n&atilde;o apenas os povos n&atilde;o crist&atilde;os e as terras distantes, mas tamb&eacute;m os &acirc;mbitos socioculturais e sobretudo os cora&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o os verdadeiros destinat&aacute;rios da actividade mission&aacute;ria do povo de Deus&rdquo;.<\/p>\n<p>Assim &eacute;, de facto, e at&eacute; dramaticamente, nas actuais circunst&acirc;ncias. Mas nem os Papas nem n&oacute;s quereremos dizer, com reflex&otilde;es semelhantes, que o &iacute;mpeto mission&aacute;rio e &ldquo;ultramarino&rdquo; que caracterizou a Europa doutros tempos se deva restringir agora aos desafios mais pr&oacute;ximos que todos sentimos. Nova evangeliza&ccedil;&atilde;o de cristandades antigas e trabalho generoso em latitudes outras, em tudo temos de crescer, nas complexas fronteiras da miss&atilde;o actual. Como tamb&eacute;m devemos afastar da ideia e do desejo a equa&ccedil;&atilde;o simplista de restabelecer aqui algum &ldquo;consumo religioso&rdquo; pouco evangelizado e inaugur&aacute;-lo al&eacute;m, com as mesmas debilidades que manifestou por c&aacute;. Muito pelo contr&aacute;rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que importa deveras &eacute; que todas as Igrejas locais se criem ou recriem como realidades totalmente mission&aacute;rias, onde cada um encontre a melhor maneira de testemunhar o Evangelho de Cristo, perto ou longe, longe ou perto. E que tal se consiga com o contributo duma aut&ecirc;ntica inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, o suporte vivo de comunidades evangelizadas, o est&iacute;mulo refor&ccedil;ado de antigos e modernos institutos mission&aacute;rios ad gentes, bem como de novos movimentos e iniciativas, com forte mobiliza&ccedil;&atilde;o familiar e laical.<\/p>\n<p>Sendo comunh&atilde;o de todos no amor divino, a Igreja qualifica-se no alargamento mission&aacute;rio dessa mesma comunh&atilde;o e s&oacute; assim se legitima perante Deus e o mundo. Esta &eacute; tamb&eacute;m a insist&ecirc;ncia dos Bispos portugueses, quando escrevem, na recente Carta Pastoral &ldquo;Como Eu vos fiz, fazei v&oacute;s tamb&eacute;m&rdquo;. Para um rosto mission&aacute;rio da Igreja em Portugal: &ldquo;A Igreja local &eacute; o sujeito primeiro da miss&atilde;o [&hellip;]. A miss&atilde;o est&aacute; no &acirc;mago da Igreja, deve corresponsabilizar todos os seus membros e n&atilde;o pode ser delegada apenas em alguns. N&atilde;o h&aacute; miss&atilde;o eficaz sem um estilo de comunh&atilde;o&rdquo;. E concluem, citando Jo&atilde;o Paulo II: &ldquo;a comunh&atilde;o &eacute; mission&aacute;ria e a miss&atilde;o &eacute; para a comunh&atilde;o&rdquo; (n&ordm; 16).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;Reencontremo-nos ent&atilde;o, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s. Reencontremo-nos como corpo mission&aacute;rio de Cristo para a feliz realiza&ccedil;&atilde;o do mundo. Assim nos quer Deus e assim nos esperam todos, mesmo os que o n&atilde;o saibam. Saibamo-lo n&oacute;s por eles e para eles, com o Evangelho da caridade e da paz!&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, Dia Mundial das Miss&otilde;es e Congresso Mission&aacute;rio do Porto, 24 de Outubro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, mission&aacute;rios que todos nos queremos, mission&aacute;rios que o mundo aguarda: A miss&atilde;o &eacute; muito mais do que o of&iacute;cio de alguns. &Eacute; o mandato vivo do Pai, que tem Cristo como opera&ccedil;&atilde;o, conte&uacute;do e companhia. 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