{"id":47857,"date":"2010-10-22T12:13:45","date_gmt":"2010-10-22T12:13:45","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/10\/22\/caritas-de-braga-critica-corte-de-prestacoes-sociais\/"},"modified":"2010-10-22T12:13:45","modified_gmt":"2010-10-22T12:13:45","slug":"caritas-de-braga-critica-corte-de-prestacoes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/caritas-de-braga-critica-corte-de-prestacoes-sociais\/","title":{"rendered":"C\u00e1ritas de Braga critica corte de presta\u00e7\u00f5es sociais"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o h\u00e1 dinheiro para comida nem medicamentos. Desemprego, doen\u00e7a e aus\u00eancia de retaguarda familiar aumentam n\u00famero de pedidos de ajuda <!--more--> <\/p>\n<p>A C&aacute;ritas diocesana de Braga critica o corte das presta&ccedil;&otilde;es sociais previsto na proposta do Governo para o Or&ccedil;amento do Estado, numa altura em que aumenta diariamente o n&uacute;mero de pedidos de ajuda.<\/p>\n<p>&ldquo;As pessoas nem dinheiro t&ecirc;m para o pagamento das despesas b&aacute;sicas &ndash; renda de casa, &aacute;gua, luz &ndash;, quanto mais para a compra de medica&ccedil;&atilde;o, que &eacute; fundamental quando estamos a falar de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas graves como o cancro&rdquo;, refere &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA a secret&aacute;ria de direc&ccedil;&atilde;o da C&aacute;ritas bracarense, Eva Ferreira.<\/p>\n<p>A proposta do Or&ccedil;amento do Estado para 2011 apresentada pelo Governo assegura que uma das prioridades &eacute; &ldquo;manter o apoio aos cidad&atilde;os e fam&iacute;lias mais carenciados&rdquo;, ao mesmo tempo que reduz as presta&ccedil;&otilde;es sociais em 0,6% do Produto Interno Bruto.<\/p>\n<p>&ldquo;Parecem-me medidas incoerentes&rdquo;, afirma a respons&aacute;vel, que tamb&eacute;m critica o corte da comparticipa&ccedil;&atilde;o em alguns medicamentos e a elimina&ccedil;&atilde;o da verba anual, em complemento &agrave; presta&ccedil;&atilde;o mensal, atribu&iacute;da aos benefici&aacute;rios do Rendimento Social de Inser&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Havendo alguma despesa extra, est&aacute; fora de quest&atilde;o pag&aacute;-la&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Nas &uacute;ltimas semanas, o n&uacute;mero de casos encaminhados pelas equipas da Seguran&ccedil;a Social para a C&aacute;ritas quase que duplicou, e vai aumentar ainda mais&rdquo;, assinala Eva Ferreira, para quem os tempos mais dif&iacute;ceis ainda est&atilde;o para vir: &ldquo;Isto &eacute; s&oacute; o princ&iacute;pio. Temos a consci&ecirc;ncia que n&atilde;o vai ser f&aacute;cil&rdquo;.<\/p>\n<p>As situa&ccedil;&otilde;es mais graves verificam-se quando ao desemprego se juntam necessidades relacionadas com a sa&uacute;de, especialmente em pessoas sem retaguarda familiar, explica a psic&oacute;loga de 30 anos, que &eacute; especialmente sens&iacute;vel &agrave;s m&atilde;es sem recursos para alimentar os filhos: &ldquo;N&atilde;o ter sequer dinheiro para comprar leite para um beb&eacute; &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o que, para n&oacute;s, &eacute; dif&iacute;cil de gerir em termos emocionais&rdquo;.<\/p>\n<p>Acompanhamento social, balne&aacute;rio, refeit&oacute;rio, roupeiro, apoio a v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, banco de equipamento m&eacute;dico-hospitalar e gest&atilde;o de uma resid&ecirc;ncia partilhada, resultante de um protocolo com a empresa municipal de habita&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o alguns dos servi&ccedil;os disponibilizados pela C&aacute;ritas.<\/p>\n<p>O total de atendimentos nos primeiros dez meses deste ano aproxima-se do registo atingido em 2009, e &ldquo;n&atilde;o &eacute; s&oacute; o n&uacute;mero que cresce, &eacute; tamb&eacute;m a gravidade das situa&ccedil;&otilde;es&rdquo;, real&ccedil;a Eva Ferreira.<\/p>\n<p>O acr&eacute;scimo na procura de g&eacute;neros alimentares vai obrigar &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de uma campanha de recolha a 30 e 31 de Outubro, no hipermercado Continente de Braga, dado que &ldquo;o apoio do Banco contra a Fome n&atilde;o tem sido suficiente, nem de perto nem de longe, para dar resposta aos pedidos&rdquo;, explica a respons&aacute;vel.<\/p>\n<p>A ac&ccedil;&atilde;o da C&aacute;ritas centra-se igualmente na reformula&ccedil;&atilde;o dos projectos de vida e no tratamento dos sintomas depressivos: &ldquo;Muitas vezes as pessoas n&atilde;o acreditam que seja poss&iacute;vel arranjar um emprego e mudar a sua situa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, constata a t&eacute;cnica.<\/p>\n<p>Depois de trabalhar a estabilidade emocional, &eacute; preciso resolver o &ldquo;d&eacute;fice de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais&rdquo;, dado que, no entender da psic&oacute;loga, &ldquo;n&atilde;o adianta inserir as pessoas em cursos profissionais quando lhes faltam capacidades mais b&aacute;sicas&rdquo;.<\/p>\n<p>O apoio concedido aos mais de cinco mil utentes &eacute; garantido por tr&ecirc;s funcion&aacute;rios, al&eacute;m de um corpo t&eacute;cnico afecto a projectos financiados pelo Estado, composto por sete pessoas, embora apenas duas a tempo inteiro.<\/p>\n<p>A ac&ccedil;&atilde;o da C&aacute;ritas seria menos abrangente se n&atilde;o fossem os 25 volunt&aacute;rios que semanalmente oferecem parte do seu tempo: &ldquo;Sem eles, seria quase imposs&iacute;vel manter algumas das val&ecirc;ncias. O seu contributo &eacute; fundamental&rdquo;, garante a respons&aacute;vel.<\/p>\n<p>Igualmente essenciais s&atilde;o os donativos, com os quais a C&aacute;ritas d&aacute; a m&atilde;o a quem precisa: &ldquo;As pessoas, empresas e escolas t&ecirc;m sido muito generosas com a nossa institui&ccedil;&atilde;o&rdquo;, reconhece Eva Ferreira, que no entanto teme a diminui&ccedil;&atilde;o das doa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&ldquo;Temos consci&ecirc;ncia que, nesta fase, as pessoas v&atilde;o cortar todas as despesas. Por mais solid&aacute;rias que sejam, o seu apoio vai diminuir, o que vai dificultar ainda mais a nossa ac&ccedil;&atilde;o&rdquo;, conclui.<\/p>\n<p>As altera&ccedil;&otilde;es ao abono de fam&iacute;lia no &acirc;mbito das novas medidas de austeridade  foram hoje publicadas em Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica. <\/p>\n<p>Segundo o decreto-lei, a  partir de 1 de Novembro, &eacute; eliminada a atribui&ccedil;&atilde;o do abono de fam&iacute;lia aos  escal&otilde;es mais elevados.&nbsp;Assim, cessa a atribui&ccedil;&atilde;o do abono correspondente aos  4.&ordm; e 5.&ordm; escal&otilde;es, que correspondem a rendimentos brutos anuais superiores a  8803,63 euros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o h\u00e1 dinheiro para comida nem medicamentos. 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