{"id":47852,"date":"2010-10-22T11:25:31","date_gmt":"2010-10-22T11:25:31","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/10\/22\/na-colombia-a-construir-paroquias\/"},"modified":"2010-10-22T11:25:31","modified_gmt":"2010-10-22T11:25:31","slug":"na-colombia-a-construir-paroquias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/na-colombia-a-construir-paroquias\/","title":{"rendered":"Na Col\u00f4mbia a construir par\u00f3quias"},"content":{"rendered":"<p><em>Aventura<\/em> e <em>desconhecido<\/em> s&atilde;o palavras que andam, muitas vezes, pr&oacute;ximas daquilo que significa ser mission&aacute;rio. A estes conceitos, o padre Manuel Dias junta ainda o verbo <em>construir<\/em>, porque de facto toda a sua voca&ccedil;&atilde;o tem girado &agrave; volta da constru&ccedil;&atilde;o de aut&ecirc;nticas pontes de f&eacute;, entre as popula&ccedil;&otilde;es que serve actualmente na Col&ocirc;mbia, e Deus.<\/p>\n<p>O sacerdote foi o primeiro portugu&ecirc;s, da Congrega&ccedil;&atilde;o dos Mission&aacute;rios da Consolata, a vir para aquele pa&iacute;s da Am&eacute;rica do Sul, em 1984, tendo contribu&iacute;do para o reavivar da f&eacute; crist&atilde; em muitas par&oacute;quias locais.<\/p>\n<p>Natural de Ferreira do Z&ecirc;zere, perto de Tomar, onde nasceu em 1937, confessa que &ldquo;sempre sentiu um desejo de fazer o bem aos outros&rdquo;, algo que o levou a entrar para o Semin&aacute;rio dos Mission&aacute;rios da Consolata, em F&aacute;tima, aos 22 anos.<\/p>\n<p>Depois de ter conclu&iacute;do os estudos em It&aacute;lia e ter trabalhado em F&aacute;tima durante 12 anos, pediu para partir para fora, &ldquo;porque era para isso que se tinha tornado mission&aacute;rio&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Enviaram-me para a Col&ocirc;mbia para fomentar o carisma internacional da congrega&ccedil;&atilde;o&rdquo;, recorda o padre Manuel Dias, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; ag&ecirc;ncia ECCLESIA<\/p>\n<p>O trabalho dos Mission&aacute;rios da Consolata naquele pa&iacute;s passa actualmente pelo trabalho com camponeses, ind&iacute;genas, afro-descendentes, nas periferias urbanas, nas comunidades paroquiais e nos centros de Anima&ccedil;&atilde;o Mission&aacute;ria e casas de Forma&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>H&aacute; 26 anos atr&aacute;s, num mundo que n&atilde;o conhecia bem, &ldquo;nem sequer a l&iacute;ngua&rdquo;, que aprendeu durante um m&ecirc;s, o sacerdote portugu&ecirc;s teve como primeira miss&atilde;o a zona conturbada de Caqueta, mais concretamente na par&oacute;quia de Cartagena del Chaira, conhecida por ser uma regi&atilde;o com muita guerrilha e entregue ao tr&aacute;fico de drogas.<\/p>\n<p>Evangeliza&ccedil;&atilde;o e media&ccedil;&atilde;o de conflitos fizeram parte do seu dia a dia durante sete anos &#8211; &ldquo;Estive em s&iacute;tios onde n&atilde;o se via um padre h&aacute; muito tempo&rdquo;, real&ccedil;a o mission&aacute;rio da Consolata, que visitou povos e aldeias perdidas no meio da selva.<\/p>\n<p>&ldquo;Foi como que uma primeira evangeliza&ccedil;&atilde;o, contactar as pessoas, com a comunidade, baptizar as crian&ccedil;as, deixar um l&iacute;der para preparar a primeira comunh&atilde;o&rdquo;, explica ainda.<\/p>\n<p>Apesar de grande parte das pessoas j&aacute; ser cat&oacute;lica, a percentagem de praticantes era muito reduzida. As cren&ccedil;as supersticiosas eram muitas vezes mais fortes, provocando um afastamento da igreja.<\/p>\n<p>&ldquo;Foi preciso reavivar essa f&eacute; e a evangeliza&ccedil;&atilde;o que faz&iacute;amos era nesse sentido&rdquo;, refere o padre mission&aacute;rio, que teve como um aut&ecirc;ntico desafio a (re)constru&ccedil;&atilde;o de comunidades crist&atilde;s, das suas par&oacute;quias, ao mesmo tempo que se procurava dar mais condi&ccedil;&otilde;es de vida &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&ldquo;Quando cheguei, tivemos que fazer um po&ccedil;o para ter &aacute;gua, reconstruir a casa paroquial e levantar uma Igreja, de raiz&rdquo;, recorda.<\/p>\n<p>Depois, havia que contar com o fen&oacute;meno da viol&ecirc;ncia, levada a cabo pelas guerrilhas espalhadas pela regi&atilde;o (especialmente as FARC &ndash; For&ccedil;as Armadas Revolucion&aacute;rias da Col&ocirc;mbia), associada ao problema do tr&aacute;fico de droga, situa&ccedil;&otilde;es que afectavam a vida daquelas popula&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&ldquo;Havia muitos sequestros e mortes e via nas pessoas a tenta&ccedil;&atilde;o de levar uma vida f&aacute;cil, produzindo e vendendo coca&iacute;na&rdquo; lamenta o sacerdote.<\/p>\n<p>&ldquo;Cheguei a encontrar-me com todos esses movimentos de guerrilha, falei com eles, s&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es em que temos antes de mais de ter cuidado com o que dizemos&rdquo; ressalva o mission&aacute;rio, que usou como &ldquo;armas&rdquo; o carinho e a amizade, para procurar resolver conflitos.<\/p>\n<p>&ldquo;Essas pessoas aceitam bem o mission&aacute;rio estrangeiro, respeitam-nos porque sabem que estamos no pa&iacute;s para ajudar os pobres&rdquo; refere o padre Manuel Dias, acrescentando que &ldquo;a pouco e pouco, elas v&atilde;o ouvindo as orienta&ccedil;&otilde;es que damos, onde procuramos fazer ver aos guerrilheiros e traficantes o mal que est&atilde;o a fazer&rdquo;.<\/p>\n<p>Depois de v&aacute;rios anos em que exerceu fun&ccedil;&otilde;es administrativas nas Casas da Comunidade Mission&aacute;ria, em Medellin, Manizalles e Bogot&aacute;, actualmente, o padre Manuel Dias encontra-se a trabalhar em Bucamaranga, como director do Centro de Anima&ccedil;&atilde;o Mission&aacute;ria, na par&oacute;quia de La Consolata.<\/p>\n<p>&ldquo;Ao mesmo tempo tenho um bairro, chamado Monte Redondo, onde estou a levantar uma comunidade j&aacute; h&aacute; quatro anos&rdquo;.<\/p>\n<p>Trata-se de um bairro bastante pobre, com cerca de 5 mil habitantes, que muito em breve vai ter a sua pr&oacute;pria Igreja &ndash; ser&aacute; mais uma par&oacute;quia a ser constru&iacute;da.<\/p>\n<p>&ldquo;As pessoas t&ecirc;m estado a colaborar muit&iacute;ssimo&rdquo;, conta o sacerdote, avan&ccedil;ando que &ldquo;aquilo que come&ccedil;ou com 17 pessoas a celebrar missa num prado, conta hoje com cerca de 500 pessoas que participam, cada domingo e duas vezes por semana, nas celebra&ccedil;&otilde;es eucar&iacute;sticas&rdquo;.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m disso, foram formados 9 grupos de ora&ccedil;&atilde;o em todo o bairro, depois os catequistas, ac&oacute;litos e cantores, &ldquo;procurando dar-lhes vida, porque isso &eacute; o mais importante numa comunidade&rdquo; defende o padre Manuel Dias.<\/p>\n<p>Com o regresso a Portugal cada vez mais no horizonte &ndash; &ldquo;j&aacute; tenho alguns anos&rdquo; brinca o sacerdote &ndash; diz que da Col&ocirc;mbia vai levar no cora&ccedil;&atilde;o &ldquo;uma gente que sempre o acompanhou e se mostrou muito aberta ao trabalho e &agrave; ora&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aventura e desconhecido s&atilde;o palavras que andam, muitas vezes, pr&oacute;ximas daquilo que significa ser mission&aacute;rio. 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