{"id":47794,"date":"2010-10-19T13:21:26","date_gmt":"2010-10-19T13:21:26","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/10\/19\/resolucao-do-defice-publico-e-insuficiente-para-resolver-problemas-financeiros\/"},"modified":"2010-10-19T13:21:26","modified_gmt":"2010-10-19T13:21:26","slug":"resolucao-do-defice-publico-e-insuficiente-para-resolver-problemas-financeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/resolucao-do-defice-publico-e-insuficiente-para-resolver-problemas-financeiros\/","title":{"rendered":"Resolu\u00e7\u00e3o do d\u00e9fice p\u00fablico \u00e9 insuficiente para resolver problemas financeiros"},"content":{"rendered":"<p>Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz acompanha actualidade econ\u00f3mica de Portugal e do mundo atrav\u00e9s do blogue \u00abA Areia dos Dias\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>A resolu&ccedil;&atilde;o do d&eacute;fice do Estado &eacute; insuficiente para resolver os problemas do pa&iacute;s, defende um dos membros do &ldquo;Grupo Economia e Sociedade&rdquo;, estrutura pertencente &agrave; Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz, da Igreja Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>Segundo Manuel Brand&atilde;o Alves, &ldquo;n&atilde;o se compreende&rdquo; que a discuss&atilde;o do d&eacute;fice portugu&ecirc;s adopte uma &ldquo;l&oacute;gica redutora&rdquo; que a centra na discuss&atilde;o da d&iacute;vida p&uacute;blica, quando &eacute; a privada, de &ldquo;muito maior dimens&atilde;o&rdquo; e com &ldquo;conte&uacute;do de risco muito mais gravoso&rdquo;, que condiciona as boas solu&ccedil;&otilde;es para lutar contra o d&eacute;fice p&uacute;blico.<\/p>\n<p>O autor tamb&eacute;m critica o sil&ecirc;ncio que se tem verificado quanto &agrave;s Grandes Op&ccedil;&otilde;es do Plano, documento que deveria orientar o or&ccedil;amento de Estado para 2011.<\/p>\n<p>O autor tamb&eacute;m critica a aus&ecirc;ncia de uma perspectiva de futuro que enquadre as prioridades de desenvolvimento de Portugal, o que se manifesta no sil&ecirc;ncio quanto &agrave;s Grandes Op&ccedil;&otilde;es do Plano, documento que, segundo Manuel Brand&atilde;o Alves, deveria orientar o or&ccedil;amento de Estado para 2011.<\/p>\n<p>A aus&ecirc;ncia de uma perspectiva temporal pode tamb&eacute;m dificultar a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas econ&oacute;micos.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; comum identificar-se a crise com deficit p&uacute;blico, sem se procurar compreender, como as raz&otilde;es de m&eacute;dio e longo prazos o podem explicar e como o planeamento do crescimento e do desenvolvimento podem constituir a &uacute;nica via da sua supera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, escreve Manuel Brand&atilde;o Alves.<\/p>\n<p>Ainda que as medidas propostas no or&ccedil;amento sejam inevit&aacute;veis, &ldquo;&eacute; completamente diferente tom&aacute;-las sem cuidar do que se quer que se passe amanh&atilde;, ou procurando preparar e construir, j&aacute;, esse futuro&rdquo;, sublinha o autor.<\/p>\n<p>O membro do &ldquo;Grupo Economia e Sociedade&rdquo; defende ainda que a esperan&ccedil;a &eacute; &ldquo;o condimento central para a obten&ccedil;&atilde;o de qualquer solu&ccedil;&atilde;o para a crise&rdquo; e reprova os comentadores que exprimem pontos de vista segundo os quais &ldquo;estar&iacute;amos chegados ao fundo do po&ccedil;o&rdquo;.<\/p>\n<p>A opini&atilde;o de Manuel Brand&atilde;o Alves &eacute; uma dos mais de 30 publicadas no blogue <a href=\"http:\/\/areiadosdias.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">&ldquo;A Areia dos Dias&rdquo;<\/a>, que desde Julho pretende ser &ldquo;um espa&ccedil;o de reflex&atilde;o e debate&rdquo; aberto a quem quiser contribuir &ldquo;para uma nova economia ao servi&ccedil;o de um desenvolvimento humano e sustent&aacute;vel&rdquo;.<\/p>\n<p>A contribui&ccedil;&atilde;o mais recente antev&ecirc; um conflito &ldquo;dificilmente super&aacute;vel&rdquo; entre as medidas a tomar a curto prazo, condicionadas pela &ldquo;gest&atilde;o precipitada&rdquo; de uma economia nacional &ldquo;&agrave; beira do colapso&rdquo;, e as suas consequ&ecirc;ncias num horizonte temporal mais dilatado.<\/p>\n<p>Depois de advogar que o &ldquo;objectivo principal da Pol&iacute;tica Econ&oacute;mica reside no aumento da empregabilidade dos trabalhadores nacionais&rdquo;, M&aacute;rio Murteira menciona a oposi&ccedil;&atilde;o de duas prioridades de sinais contr&aacute;rios: a conten&ccedil;&atilde;o do desemprego e a melhoria da produtividade.<\/p>\n<p>O texto questiona &ldquo;a aptid&atilde;o&rdquo; do sistema educativo para aumentar a competitividade da economia portuguesa e refere que h&aacute; espa&ccedil;o para ac&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o fora do sistema educativo formal, as quais poderiam ser assumidas por novos agentes, como os sindicatos.<\/p>\n<p>Al&eacute;m das &ldquo;reformas no sistema educativo&rdquo;, M&aacute;rio Murteira salienta que &eacute; preciso fazer uma gest&atilde;o prudente do desenvolvimento dos recursos humanos nacionais&rdquo;, o que implica renovar as &ldquo;condi&ccedil;&otilde;es actuais do &lsquo;di&aacute;logo social&rsquo;&rdquo; e operar &ldquo;uma verdadeira metamorfose sindical&rdquo;.<\/p>\n<p>O blogue <a href=\"http:\/\/areiadosdias.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">&ldquo;A Areia dos Dias&rdquo;<\/a> apresenta contributos de Cl&aacute;udio Teixeira, Eduarda Ribeiro, Flam&iacute;nia Ramos, Isabel Roque de Oliveira, Manuel Brand&atilde;o Alves, Manuela Silva, Maria Em&iacute;lia Castanheira, Maria Jos&eacute; Melo Antunes e M&aacute;rio Murteira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz acompanha actualidade econ\u00f3mica de Portugal e do mundo atrav\u00e9s do blogue \u00abA Areia dos 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