{"id":47783,"date":"2010-10-19T11:55:20","date_gmt":"2010-10-19T11:55:20","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/10\/19\/nucleo-algarvio-da-acege-promoveu-conferencia-onde-se-apelou-a-cultura-de-exigencia\/"},"modified":"2010-10-19T11:55:20","modified_gmt":"2010-10-19T11:55:20","slug":"nucleo-algarvio-da-acege-promoveu-conferencia-onde-se-apelou-a-cultura-de-exigencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nucleo-algarvio-da-acege-promoveu-conferencia-onde-se-apelou-a-cultura-de-exigencia\/","title":{"rendered":"N\u00facleo algarvio da ACEGE promoveu confer\u00eancia onde se apelou \u00e0 \u00abcultura de exig\u00eancia\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>O n&uacute;cleo do Algarve da ACEGE &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; de Empres&aacute;rios e Gestores &#8211; retomou as suas actividades no presente ano pastoral 2010-2011 com a promo&ccedil;&atilde;o de um jantar\/confer&ecirc;ncia, subordinado ao tema &ldquo;Portugal tem Futuro: A miss&atilde;o dos Lideres empresariais Crist&atilde;os&rdquo;, que decorreu na passada quinta-feira, dia 14 de Outubro, no Hotel Eva, em Faro.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s a Eucaristia na capela do Semin&aacute;rio de Faro e o jantar que se seguiu na unidade hoteleira, a noite teve continuidade com a confer&ecirc;ncia de Nuno Fernandes Thomaz, vice-presidente da ACEGE e membro do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o da Nutrinveste, a segunda maior empresa do mundo no sector do azeite.<\/p>\n<p>Nuno Thomaz veio ao Algarve deixar uma mensagem de esperan&ccedil;a, mostrando-se confiante quanto &agrave; capacidade do povo portugu&ecirc;s para ultrapassar as actuais dificuldades. Aquele empres&aacute;rio defendeu por isso uma &ldquo;cultura de exig&ecirc;ncia&rdquo; &ldquo;sem contemporiza&ccedil;&atilde;o com o facilitismo que grassa por a&iacute;&rdquo;. &ldquo;E &eacute; nesta cultura de exig&ecirc;ncia que tem de ser compreendido o nosso dever de responsabilidade&rdquo;, disse, acrescentando que &ldquo;Portugal tem futuro com uma condi&ccedil;&atilde;o: se n&oacute;s todos formos capazes&rdquo;. &ldquo;E se olharmos para a nossa hist&oacute;ria, ao longo dela, em per&iacute;odos t&atilde;o ou mais dif&iacute;ceis do que este, fomos capazes. Houve sempre uma reserva de responsabilidade e coragem que permitiu aos portugueses reinventar-se e refazer o seu destino. &Eacute; por este desafio que seremos julgados, n&atilde;o apenas como empres&aacute;rios mas como crist&atilde;os. Estou muito confiante que iremos ultrapassar isto tudo&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Como solu&ccedil;&atilde;o para se ultrapassar a crise defendeu que esta dever&aacute; basear-se na &ldquo;verdade, seriedade, responsabilidade e vontade&rdquo;. &ldquo;O dever de participa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significa ser ministro, mas tomar posi&ccedil;&otilde;es e tra&ccedil;&aacute;-las na vida da comunidade. N&atilde;o &eacute; o Estado que tem de resolver a pobreza, somos n&oacute;s&rdquo;, defendeu.<\/p>\n<p>Nuno Thomaz defendeu ser preciso &ldquo;saber agarrar os quadros p&oacute;s-graduados&rdquo;, &ldquo;melhorar a gest&atilde;o do ensino&rdquo;, e &ldquo;alargar a base da qualifica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. &ldquo;A organiza&ccedil;&atilde;o falta, mas n&atilde;o a entreguemos s&oacute; ao Estado, pois esta cultura come&ccedil;a nas nossas casas e empresas&rdquo;, advertiu, considerando tamb&eacute;m que &ldquo;a sociedade tem registado uma perda de valores &eacute;ticos grav&iacute;ssima&rdquo;. &ldquo;Induziram nas pessoas um facilitismo e um consumismo que o pa&iacute;s n&atilde;o suportava e que n&atilde;o &eacute; o melhor alfobre de forma&ccedil;&atilde;o&rdquo;, denunciou.<\/p>\n<p>Nuno Thomaz criticou ainda as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de combate ao desemprego que &ldquo;t&ecirc;m falhado sistematicamente&rdquo; e um Estado que &ldquo;consome e delapida recursos imensos sem contrapartidas que justifiquem isso&rdquo;, &ldquo;onde s&oacute; t&ecirc;m voz os grupos que t&ecirc;m poder&rdquo;. Com base neste contexto apelou para as &ldquo;obriga&ccedil;&otilde;es&rdquo; de cada portugu&ecirc;s para &ldquo;contribuir para atenuar esse estado de sofrimento social&rdquo;.<\/p>\n<p>O conferencista lamentou ainda a actual lei laboral existente. &ldquo;A conjuga&ccedil;&atilde;o da rigidez da lei laboral com a situa&ccedil;&atilde;o actual que temos no mercado n&atilde;o nos d&aacute; condi&ccedil;&otilde;es a n&oacute;s, empres&aacute;rios ou gestores, para garantir paternalisticamente o emprego a todos&rdquo;, disse, considerando que a precariedade no trabalho &ldquo;&eacute; consequ&ecirc;ncia precariedade dos pr&oacute;prios mercados&rdquo;. <\/p>\n<p>&ldquo;Os mercados hoje s&atilde;o prec&aacute;rios. Hoje as f&aacute;bricas est&atilde;o num s&iacute;tio e amanh&atilde; est&atilde;o noutro, hoje este produto custa um pre&ccedil;o e amanh&atilde; custa outro. E tudo isto passa-se a uma velocidade instant&acirc;nea&rdquo;, constatou, acrescentando que &ldquo;a rigidez laboral sobre o funcionamento da economia mede-se entre n&oacute;s pela dificuldade de ajustamento das empresas &agrave;s conjunturas, quer para aumento de trabalhadores, quer para reduzir trabalhadores&rdquo;. <\/p>\n<p>&ldquo;Como c&aacute; n&atilde;o se pode reduzir ou aumentar, as empresas, quando t&ecirc;m problemas, fecham. Temos de combater isso&rdquo;, defendeu, consciente de que &ldquo;as formas de dispensa de pessoal s&atilde;o decis&otilde;es extremamente dif&iacute;ceis&rdquo;. <\/p>\n<p>&ldquo;Aquilo que o dever da responsabilidade nos obriga &eacute; a tomar as decis&otilde;es em consci&ecirc;ncia. Muitas vezes essas decis&otilde;es em consci&ecirc;ncia s&atilde;o tomadas para que a sobreviv&ecirc;ncia de muitos n&atilde;o seja posta em causa com uma ut&oacute;pica garantia de todos&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>A prop&oacute;sito do Fundo Bem Comum da ACEGE, um fundo de capital de risco, destinado a apoiar a projectos de quadros m&eacute;dios, com mais de 40 anos, em situa&ccedil;&atilde;o de desemprego, lembrou que o caminho passa por &ldquo;atenuar a gravidade do problema do desemprego&rdquo; com o &ldquo;incentivo &agrave; empregabilidade e empreendedorismo&rdquo;. <\/p>\n<p>A inten&ccedil;&atilde;o &eacute;, segundo Nuno Thomaz, a de &ldquo;obviar a um problema que &eacute; dos maiores paradoxos do mundo actual: quanto mais cresce a expectativa de vida, mais diminui a expectativa de vida profissional&rdquo;. &ldquo;Hoje vive-se facilmente at&eacute; aos 80 anos, mas ai de quem fique desempregado aos 40&rdquo;, denunciou, lamentando que se delapide pessoas quando est&atilde;o no &ldquo;pico da sua vitalidade&rdquo;.<\/p>\n<p>O orador denunciou tamb&eacute;m a &ldquo;cultura laxista existente entre n&oacute;s&rdquo;, em que &ldquo;o Estado &eacute; que tem de fazer tudo, o Estado &eacute; que &eacute; o culpado de tudo o que est&aacute; mal e o Estado &eacute; que tem de pagar os preju&iacute;zos&rdquo;.<\/p>\n<p>Por outro lado, lamentou que sejamos o pa&iacute;s que tem &ldquo;os prazos de pagamento mais longos dentro da Uni&atilde;o Europeia&rdquo;. &ldquo;H&aacute; munic&iacute;pios em Portugal que t&ecirc;m seis anos de atraso no pagamento de facturas. J&aacute; imaginaram o que &eacute; que isto se presta &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o e as consequ&ecirc;ncias grav&iacute;ssimas sobre tesourarias de empresas que j&aacute; est&atilde;o estranguladas&rdquo;, advertiu.<\/p>\n<p>O orador lamentou igualmente a complexa legisla&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Entre decretos-lei, leis e infra-legais s&atilde;o 550 leis por ano, fora as resolu&ccedil;&otilde;es dos conselhos de ministros, os despachos, as portarias, entre outras. Como &eacute; que querem que algu&eacute;m do estrangeiro invista aqui?&rdquo;, questionou.<\/p>\n<p>Nuno Thomaz criticou ainda que o Estado esteja a &ldquo;cortar subs&iacute;dios a uma s&eacute;rie de institui&ccedil;&otilde;es que ningu&eacute;m conhece pelo nome e que representam a continuidade da vida no acompanhamento e combate &agrave; solid&atilde;o de milhares de pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m qualquer condi&ccedil;&atilde;o de viver por si&rdquo; e lamentou a mod&eacute;stia da Igreja nesta quest&atilde;o. &ldquo;Se [a Igreja] mostrasse melhor o que isso &eacute;, certamente que algumas empresas estariam atentas&rdquo;, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n&uacute;cleo do Algarve da ACEGE &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; de Empres&aacute;rios e Gestores &#8211; retomou as suas actividades no presente ano pastoral 2010-2011 com a promo&ccedil;&atilde;o de um jantar\/confer&ecirc;ncia, subordinado ao tema &ldquo;Portugal tem Futuro: A miss&atilde;o dos Lideres empresariais Crist&atilde;os&rdquo;, que decorreu na passada quinta-feira, dia 14 de Outubro, no Hotel Eva, em Faro. 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