{"id":47777,"date":"2010-10-18T17:04:49","date_gmt":"2010-10-18T17:04:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/10\/18\/aumenta-trafico-de-pessoas-em-portugal\/"},"modified":"2010-10-18T17:04:49","modified_gmt":"2010-10-18T17:04:49","slug":"aumenta-trafico-de-pessoas-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/aumenta-trafico-de-pessoas-em-portugal\/","title":{"rendered":"Aumenta tr\u00e1fico de pessoas em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>J\u00falia Bacelar, religiosa dedicada ao apoio das v\u00edtimas, quer mais envolvimento da Igreja Cat\u00f3lica <!--more--> <\/p>\n<p>A sensibilidade ao tr&aacute;fico de pessoas em Portugal, habitualmente conotada com a prostitui&ccedil;&atilde;o feminina, menospreza os abusos cometidos na agricultura, constru&ccedil;&atilde;o civil e servi&ccedil;o dom&eacute;stico.<\/p>\n<p>Segundo J&uacute;lia Bacelar, da congrega&ccedil;&atilde;o das Irm&atilde;s Adoradoras, cresce o n&uacute;mero de casos de explora&ccedil;&atilde;o laboral: &ldquo;&Eacute; um problema oculto porque se passa de portas para dentro&rdquo;.<\/p>\n<p>No Dia Europeu de Combate ao Tr&aacute;fico de Seres Humanos, que se assinala esta Segunda-feira, 18 de Outubro, a religiosa de 60 anos afirmou &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que a priva&ccedil;&atilde;o dos direitos dos trabalhadores &ldquo;&eacute; muito bem aceite&rdquo;, especialmente no actual contexto econ&oacute;mico.<\/p>\n<p>&ldquo;Quanto se trata de uma mulher prostitu&iacute;da, toda a gente levanta o dedo. Mas se for uma empregada que recebe pouco e sem regalias, ou um trabalhador na constru&ccedil;&atilde;o civil e na agricultura, at&eacute; calha bem&rdquo;, denuncia.<\/p>\n<p>A congrega&ccedil;&atilde;o de J&uacute;lia Bacelar, fundada h&aacute; 150 anos em It&aacute;lia, dedica-se ao tratamento de todas as causas de sofrimento das mulheres, mas em Portugal, onde est&aacute; presente desde 1943, o seu aux&iacute;lio est&aacute; limitado por lei.<\/p>\n<p>&ldquo;Sobretudo a partir de 2008 come&ccedil;aram a aparecer muitas mulheres estrangeiras, que tudo leva a crer tratarem-se de v&iacute;timas de tr&aacute;fico. Al&eacute;m disso, trazem muitos outros problemas. Mas s&oacute; as podemos receber como v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica&rdquo;, indica a religiosa.<\/p>\n<p>A impossibilidade legal, constantemente contornada, de aux&iacute;lio &agrave;s mulheres presas nas redes de com&eacute;rcio de pessoas constitui um dos aspectos negativos que as Irm&atilde;s Adoradoras encontram no 1.&ordm; Plano Nacional Contra o Tr&aacute;fico de Seres Humanos, que hoje d&aacute; lugar ao seu sucessor.<\/p>\n<p>&ldquo;O Governo tem dado o seu melhor, verdade seja dita. O documento foi dos mais completos a n&iacute;vel europeu. A cr&iacute;tica que lhe fa&ccedil;o &eacute; n&atilde;o ter dado oportunidades &agrave; sociedade civil&rdquo;, real&ccedil;a J&uacute;lia Bacelar, que reclama &ldquo;um papel mais interventivo&rdquo; das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais.<\/p>\n<p>A sess&atilde;o de apresenta&ccedil;&atilde;o do 2.&ordm; Plano, presidida pelo ministro da Administra&ccedil;&atilde;o Interna, Rui Pereira, e pela secret&aacute;ria de Estado da Igualdade, Elza Pais, realiza-se &agrave;s 19h00, em Lisboa.<\/p>\n<p>As Irm&atilde;s Adoradoras pretendem que o novo texto, dispon&iacute;vel para consulta p&uacute;blica depois do lan&ccedil;amento desta tarde, reflicta uma abordagem multi-disciplinar: &ldquo;O tr&aacute;fico de pessoas n&atilde;o se faz com regra e esquadro. &Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o que traz consigo muitos problemas, como maus-tratos, alcoolismo, viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e sequestro, entre outros&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Leigos passam ao lado do tr&aacute;fico de pessoas<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho realizado pela congrega&ccedil;&atilde;o inclui o acolhimento de mulheres numa casa-abrigo inaugurada h&aacute; 15 anos, em &Eacute;vora: &ldquo;Uma das &uacute;ltimas pessoas que tivemos foi uma senhora ucraniana, que veio com o filho para Portugal&rdquo;, recorda J&uacute;lia Bacelar.<\/p>\n<p>&ldquo;Foi parar a uma quinta no Alentejo &ndash; prossegue. O que lhe aconteceu n&atilde;o d&aacute; para contar por telefone. Depois de libertada, com a interven&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia, esteve connosco quase um ano e hoje em dia est&aacute; muito bem integrada, com todos os seus direitos garantidos.&rdquo;<\/p>\n<p>A prioridade da congrega&ccedil;&atilde;o volta-se actualmente para quatro equipas compostas maioritariamente por leigos, que em diversos pontos do pa&iacute;s, e de forma confidencial, trabalham com mulheres, especialmente na estrada e em clubes nocturnos.<\/p>\n<p>A aten&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica ao com&eacute;rcio de seres humanos manifesta-se em plataformas como a Comiss&atilde;o de Apoio &agrave;s V&iacute;timas de Tr&aacute;fico de Pessoas, composta por oito congrega&ccedil;&otilde;es religiosas femininas, entre as quais as Irm&atilde;s Adoradoras.<\/p>\n<p>A religiosa diz sentir &ldquo;muito incentivo&rdquo; por parte de &ldquo;alguns bispos&rdquo; mas lamenta a insensibilidade dos leigos e o seu distanciamento em rela&ccedil;&atilde;o aos abusos cometidos contra os direitos humanos.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; um problema que lhes passa muito ao lado. N&atilde;o sei onde est&aacute; a culpa. Provavelmente &eacute; por se tratar de um problema que, aparentemente, s&oacute; atinge os outros, as mulheres e os estrangeiros&rdquo;, diz a religiosa, que quer envolver outros organismos eclesiais, &ldquo;sobretudo da &aacute;rea masculina&rdquo;, na abordagem ao problema.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; um fen&oacute;meno que est&aacute; t&atilde;o presente na nossa sociedade que at&eacute; faz impress&atilde;o&rdquo;, salienta J&uacute;lia Bacelar, acrescentando: &ldquo;&Eacute; um trabalho que est&aacute; todo por fazer. Temos que avan&ccedil;ar muito&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00falia Bacelar, religiosa dedicada ao apoio das v\u00edtimas, quer mais envolvimento da Igreja Cat\u00f3lica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[189],"class_list":["post-47777","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-direitos-humanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47777"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47777\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}