{"id":47727,"date":"2010-10-15T12:37:15","date_gmt":"2010-10-15T12:37:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/10\/15\/dia-internacional-para-a-erradicacao-da-pobreza-2\/"},"modified":"2010-10-15T12:37:15","modified_gmt":"2010-10-15T12:37:15","slug":"dia-internacional-para-a-erradicacao-da-pobreza-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dia-internacional-para-a-erradicacao-da-pobreza-2\/","title":{"rendered":"Dia Internacional para a Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem do Presidente da C\u00e1ritas Portuguesa <!--more--> <\/p>\n<p>No pr&oacute;ximo Domingo, dia 17, assinala-se o Dia Internacional para a Erradica&ccedil;&atilde;o da Pobreza.<\/p>\n<p>A pobreza &eacute; um flagelo que afecta uma parte significativa da popula&ccedil;&atilde;o mundial. Muitos seres humanos continuam a viver e a morrer em condi&ccedil;&otilde;es degradantes. Cerca de 1,2 mil milh&otilde;es de pessoas (20% da popula&ccedil;&atilde;o mundial), vive penosamente, muito abaixo do limiar m&iacute;nimo da pobreza (com menos de um d&oacute;lar por dia); 850 milh&otilde;es de seres humanos sofrem de fome e 30 mil morrem de causas directamente relacionadas com a pobreza.<\/p>\n<p>Apesar de a Uni&atilde;o Europeia ser uma das regi&otilde;es mais ricas do mundo, 17% da sua popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem os meios necess&aacute;rios para satisfazer as suas necessidades mais b&aacute;sicas.<\/p>\n<p>Viver na pobreza &eacute; sin&oacute;nimo de ter habita&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria ou n&atilde;o ter alojamento, ter sa&uacute;de prec&aacute;ria e n&atilde;o ter acesso ao sistema de sa&uacute;de ou t&ecirc;-lo de forma muito limitada, n&atilde;o ter acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o ter acesso &agrave; forma&ccedil;&atilde;o profissional, n&atilde;o ter acesso a actividades de lazer, ser exclu&iacute;do financeiramente ou ser sobreendividado, ter acesso limitado &agrave;s tecnologias modernas, como a internet e outras, entre outras.<\/p>\n<p>Os grupos sociais que correm mais riscos de serem pobres s&atilde;o os desempregados, os idosos e reformados, as pessoas com baixo n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o ou habilita&ccedil;&otilde;es, os trabalhadores prec&aacute;rios, os deficientes ou os doentes cr&oacute;nicos, os dependentes do &aacute;lcool, drogas ou outras subst&acirc;ncias deste tipo, as fam&iacute;lias monoparentais, os jovens adultos, as crian&ccedil;as, os imigrantes, as pessoas com problemas de sa&uacute;de mental, as mulheres e os ciganos, entre outros.<\/p>\n<p>Dada a sua natureza multi-dimensional, a estrat&eacute;gia de combate &agrave; pobreza e &agrave; exclus&atilde;o social nos pa&iacute;ses europeus e tamb&eacute;m em Portugal passa pelas seguintes ac&ccedil;&otilde;es: eliminar a pobreza infantil, eliminar a pobreza dentro das fam&iacute;lias, facilitar o acesso ao mercado de trabalho, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, &agrave; forma&ccedil;&atilde;o, ao bem-estar, vencer a discrimina&ccedil;&atilde;o em geral, procurar resolver as causas da pobreza relacionadas com o sexo e a idade, combater a exclus&atilde;o financeira e o sobreendividamento, combater a habita&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria, combater a exclus&atilde;o habitacional e promover a inclus&atilde;o social dos grupos vulner&aacute;veis.<\/p>\n<p>O primeiro Objectivo de Desenvolvimento do Mil&eacute;nio (ODM) &eacute; erradicar a pobreza extrema e a fome, reduzindo &ndash; a para metade at&eacute; 2015. Alguns progressos t&ecirc;m sido verificados nesse dom&iacute;nio embora os resultados difiram muito de uns pa&iacute;ses para outros e at&eacute; de umas regi&otilde;es para outras dentro do mesmo pa&iacute;s.<\/p>\n<p>H&aacute; pa&iacute;ses, particularmente de &Aacute;frica, cujos avan&ccedil;os na luta contra a pobreza ou n&atilde;o t&ecirc;m existido ou t&ecirc;m sido diminutos.<\/p>\n<p>Muitos est&atilde;o optimistas e acreditam que, apesar dos resultados actuais, o alcance do primeiro objectivo &eacute; uma miss&atilde;o poss&iacute;vel e com custos aceit&aacute;veis. Para isso, &eacute; preciso que os pa&iacute;ses desenvolvidos (PD) fa&ccedil;am um grande esfor&ccedil;o no dom&iacute;nio da ajuda, da redu&ccedil;&atilde;o do endividamento e das concess&otilde;es comerciais e, naturalmente, no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o. Do mesmo modo &eacute; necess&aacute;rio que os pa&iacute;ses em vias de desenvolvimento (PVD) fa&ccedil;am esfor&ccedil;os importantes para reformular os seus programas de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Mas para que isso seja poss&iacute;vel precisamos de &ldquo;governantes do mil&eacute;nio&rdquo; para o desenvolvimento. Ou seja, que promovam a cultura da educa&ccedil;&atilde;o, a forma&ccedil;&atilde;o e o trabalho digno, que permita aos pobres beneficiarem das riquezas dos seus pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>Os pobres n&atilde;o necessitam de governantes que instituam a cultura do dinheiro f&aacute;cil e a corrup&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Comprometidos com os pobres para o seu desenvolvimento, sendo humanos e justos, respeitando os compromissos de 2000, renovados na declara&ccedil;&atilde;o de Paris e no programa de Accra e reassumidos na &uacute;ltima Cimeira.<\/p>\n<p>A responsabilidade pela redu&ccedil;&atilde;o ou preven&ccedil;&atilde;o da pobreza cabe aos Governos do pa&iacute;ses, mas tamb&eacute;m a todos os cidad&atilde;os, individualmente ou integrados em organiza&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A C&aacute;ritas, alicer&ccedil;ada nos princ&iacute;pios da Doutrina Social da Igreja, tem contributos v&aacute;lidos nos dom&iacute;nios s&oacute;cio-pol&iacute;ticos. E quer assumi-los, na medida das suas possibilidades.<\/p>\n<p>Quer estar numa atitude verdadeiramente cat&oacute;lica, que o mesmo &eacute; dizer universal, atenta a todos os problemas e dispon&iacute;vel para acolher todas as pessoas. Quer investir numa interven&ccedil;&atilde;o social que n&atilde;o se fa&ccedil;a &ldquo;ao sabor dos tempos&rdquo;, mas estar desperta para os problemas novos e mais complexos, tentando descobrir solu&ccedil;&otilde;es inovadoras.<\/p>\n<p>Construamos com os pobres um caminho s&eacute;rio, transparente e respeitoso dos direitos humanos fundamentais e inviol&aacute;veis.<\/p>\n<p>Em 2015, se os ODM n&atilde;o se alcan&ccedil;arem, n&atilde;o teremos desculpas. Ser&aacute; um fracasso colectivo, lament&aacute;vel e doloroso para os pobres.<\/p>\n<p><em>14 de Outubro de 2010<br \/>Presidente da C&aacute;ritas Portuguesa<br \/>Eug&eacute;nio Jos&eacute; da Cruz Fonseca<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Presidente da C\u00e1ritas Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[125,189],"class_list":["post-47727","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-caritas","tag-direitos-humanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47727"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47727\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}