{"id":47649,"date":"2010-10-12T11:15:14","date_gmt":"2010-10-12T11:15:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/10\/12\/igreja-missionaria-em-tempo-de-crise\/"},"modified":"2010-10-12T11:15:14","modified_gmt":"2010-10-12T11:15:14","slug":"igreja-missionaria-em-tempo-de-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-missionaria-em-tempo-de-crise\/","title":{"rendered":"Igreja mission\u00e1ria em tempo de crise"},"content":{"rendered":"<p>A Carta Pastoral da CEP: &ldquo;Como Eu fiz, fazei v&oacute;s tamb&eacute;m &#8211; para um Rosto Mission&aacute;rio da Igreja em Portugal&rdquo; aparece num momento crucial da sociedade hodierna e da Igreja em Portugal. Tempo de mudan&ccedil;a, de crise, de procura de sentido e de esperan&ccedil;a t&atilde;o prop&iacute;cia a uma busca de caminhos novos de implemen-ta&ccedil;&atilde;o de valores evang&eacute;licos que a humanidade tanto anseia e busca.<\/p>\n<p>Este documento coloca a miss&atilde;o no &acirc;mago do ser Igreja e apela, de forma pertinente, ao compromisso crist&atilde;o, colocando cada baptizado em confronto com a sua pr&oacute;pria identidade mais profunda: Ser crist&atilde;o &eacute; ser mission&aacute;rio, &eacute; ser testemunha do Evangelho, &eacute; viver em Cristo e com Cristo ser testemunha da ressurrei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Ir ao encontro, sair de si e dispor-se a realizar o gesto paradigm&aacute;tico de toda a dimens&atilde;o mission&aacute;ria: &ldquo;Como Eu fiz, fazei v&oacute;s tamb&eacute;m&rdquo;, &eacute; concretizar o lava-p&eacute;s, sinal do verdadeiro encontro, na gratui-dade dos gestos que se d&atilde;o, na simplicidade e na coer&ecirc;ncia entre aquilo que se anuncia e a for&ccedil;a testemunhante que s&oacute; a for&ccedil;a do Esp&iacute;rito &eacute; capaz de dinamizar.<\/p>\n<p>A miss&atilde;o evangelizadora &eacute; uma dimens&atilde;o essencial da identidade ou da raz&atilde;o de ser de toda a Igreja. Para que esta dimens&atilde;o mission&aacute;ria seja poss&iacute;vel, todos, em comunh&atilde;o, na unidade e na diversidade, somos necess&aacute;rios, agentes &ldquo;qualificados&rdquo; para transmitir o Evangelho. Somos todos participantes e colaboradores na mesma miss&atilde;o da Igreja.<\/p>\n<p>S&oacute; a partir do Amor, a partir de Cristo, &eacute; que a dimens&atilde;o mission&aacute;ria se concretiza. &Eacute; a partir de Jesus servo e servidor, em atitude de gratuidade amorosa, num sinal de entrega sem limites, num gesto de amor e de servi&ccedil;o, que se efectiva a maravilha do dom, prot&oacute;tipo de toda doa&ccedil;&atilde;o e entrega que a miss&atilde;o da Igreja &eacute; chamada a viver em cada &eacute;poca concreta na hist&oacute;ria. A imagem do Bom Pastor aparece na Carta como &iacute;cone mission&aacute;rio por excel&ecirc;ncia. Bom Pastor que leva as ovelhas a pastagens verdejantes onde h&aacute; Vida e h&aacute; futuro: &ldquo;Eu vim para que tenham Vida e Vida em abund&acirc;ncia&rdquo; (Jo10,10).<\/p>\n<p>O Documento interpela para a urg&ecirc;ncia da Evangeliza&ccedil;&atilde;o. H&aacute; uma consci&ecirc;ncia cada vez maior, de que Jesus Cristo &eacute; cada vez menos conhecido. Os crit&eacute;rios do Evangelho est&atilde;o cada vez mais distantes da vida e do actuar dos homens e mulheres da sociedade actual.<\/p>\n<p>&Eacute; urgente, &eacute; a hora prop&iacute;cia a uma &ldquo;nova cultura de evangeliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; onde todos os baptizados se sintam comprometidos no desafio de anunciar o Evangelho, com paix&atilde;o, com aud&aacute;cia evang&eacute;lica, com dinamismo e atitudes novas.<\/p>\n<p>A proclama&ccedil;&atilde;o da Boa&ndash;Nova &eacute; a primeira miss&atilde;o que a Igreja &eacute; chamada a realizar. A humanidade de hoje precisa de pessoas portadoras de esperan&ccedil;a, de sentido de vida e de liberdade. Foi o convite deixado pelo Papa em Portugal: &ldquo;Meus irm&atilde;os e irm&atilde;s, &eacute; necess&aacute;rio que vos torneis comigo testemunhas da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus.&rdquo;<\/p>\n<p>Esta Carta Pastoral ajudar&aacute; toda a Igreja Portuguesa a levar por diante a dimens&atilde;o mission&aacute;ria, na medida em for capaz de promover o esp&iacute;rito de &ldquo;Igreja &ndash; comunh&atilde;o&rdquo;, chamada a viver na sua ac&ccedil;&atilde;o\/miss&atilde;o o sentido prof&eacute;tico, denunciando tudo aquilo que &eacute; contra o projecto de Deus, mas sobretudo, envolvendo-se criativamente em SER an&uacute;ncio libertador, portadora de esperan&ccedil;a no mundo de hoje.<\/p>\n<p>O documento aponta como desafios a cria&ccedil;&atilde;o, em todas as Dioceses, de Centros Mission&aacute;rios Diocesanos &#8211; para fomentar a anima&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria e promover forma&ccedil;&atilde;o e ac&ccedil;&otilde;es concretas na linha da Miss&atilde;o. Em cada par&oacute;quia pede-se a dinamiza&ccedil;&atilde;o de grupos paroquiais mission&aacute;rios que, trabalhando em rede e em comunh&atilde;o com todos os organismos da par&oacute;quia, possam ser c&eacute;lulas vivas de anima&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria.<\/p>\n<p>A Igreja em Portugal est&aacute; a viver um momento privilegiado do Esp&iacute;rito. Comprometer-se nesta causa &eacute; acreditar que &eacute; poss&iacute;vel um novo dinamismo mission&aacute;rio em Portugal, &eacute; fazer com que a VIDA seja gerada, acolhida, anunciada e testemunhada. &Eacute; a &ldquo;Vida abundante&rdquo; que somos chamados a viver, a anunciar, a testemunhar e a animar.<\/p>\n<p>Maria de Lurdes Farinha Alves &#8211; FMM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Carta Pastoral da CEP: &ldquo;Como Eu fiz, fazei v&oacute;s tamb&eacute;m &#8211; para um Rosto Mission&aacute;rio da Igreja em Portugal&rdquo; aparece num momento crucial da sociedade hodierna e da Igreja em Portugal. 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