{"id":47634,"date":"2010-10-11T11:27:12","date_gmt":"2010-10-11T11:27:12","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/10\/11\/comunicado-da-presidencia-da-conferencia-episcopal-sobre-as-misericordias\/"},"modified":"2010-10-11T11:27:12","modified_gmt":"2010-10-11T11:27:12","slug":"comunicado-da-presidencia-da-conferencia-episcopal-sobre-as-misericordias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/comunicado-da-presidencia-da-conferencia-episcopal-sobre-as-misericordias\/","title":{"rendered":"Comunicado da Presid\u00eancia da Confer\u00eancia Episcopal sobre as Miseric\u00f3rdias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">A revista <em>Lumen, <\/em>&oacute;rg&atilde;o oficial da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), na sua edi&ccedil;&atilde;o de Julho\/Agosto, publicou <strong>o Decreto Geral para as Miseric&oacute;rdias, <\/strong>de 23.04.2009, acompanhado do Decreto da Santa S&eacute;, de 17.06.2010, que o reconheceu e aprovou. Nesse Decreto Geral, as Miseric&oacute;rdias portuguesas s&atilde;o definidas como <strong>associa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de fi&eacute;is <\/strong>e os seus bens s&atilde;o definidos como <strong>bens eclesi&aacute;sticos, <\/strong>nos termos do Direito Can&oacute;nico.<\/p>\n<p>Na qualidade de Presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, que representa a Igreja Cat&oacute;lica em Portugal, e nos termos do artigo 30&ordm;, n&ordm; 2, als. a), d) e e), dos Estatutos da CEP, cumpre-me velar pela observ&acirc;ncia do Decreto Geral e pelas delibera&ccedil;&otilde;es da CEP, o que fa&ccedil;o por meio deste esclarecimento, o qual &eacute; devido a todos os Provedores das Santas Casas.<\/p>\n<p>As Miseric&oacute;rdias ou Santas Casas da Miseric&oacute;rdia ou, simplesmente, Santas Casas, s&atilde;o associa&ccedil;&otilde;es de fi&eacute;is crist&atilde;os, fundadas h&aacute; cerca de 500 anos, com a finalidade espec&iacute;fica de praticar as catorze obras de Miseric&oacute;rdia da Igreja Cat&oacute;lica e de promover o culto p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Tendo passado por um longo per&iacute;odo de seculariza&ccedil;&atilde;o, com a entrada em vigor do C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico de 1983, chegou a altura de proceder &agrave; clarifica&ccedil;&atilde;o da sua natureza jur&iacute;dica como institui&ccedil;&otilde;es da Igreja Cat&oacute;lica regidas pelo Direito Can&oacute;nico.<\/p>\n<p>Como Irmandades ou Confrarias erectas antes da entrada em vigor do C&oacute;digo, em 27 de Novembro de 1983, a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa qualificou-as de <strong>associa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de fi&eacute;is <\/strong>no artigo 116&ordm;, &sect; 4&ordm;, n&ordm; 1&ordm;, das <strong><em>Normas Gerais para Regulamenta&ccedil;&atilde;o <\/em><\/strong><em>das <strong>Associa&ccedil;&otilde;es de fi&eacute;is, <\/strong><\/em>de 15 de Mar&ccedil;o de 1988.<\/p>\n<p>Posteriormente, a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, em 15 de Novembro de 1989, na <strong><em>Declara&ccedil;&atilde;o conjunta dos Bispos sobre a dimens&atilde;o pastoral e can&oacute;nica das Miseric&oacute;rdias portuguesas, <\/em><\/strong>reafirmou a sua natureza de <strong>associa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de fi&eacute;is.<\/strong><\/p>\n<p>Tendo-se suscitado d&uacute;vidas sobre esta qualifica&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dico-can&oacute;nica, foi a Santa S&eacute; chamada a intervir para dirimir alguns lit&iacute;gios entretanto surgidos. Assim, <strong>a praxe da C&uacute;ria Romana firmou-se na natureza p&uacute;blica das Miseric&oacute;rdias portuguesas pelos Decretos do Pontif&iacute;cio Conselho para os Leigos de 30.11.1992 e de 13.5.2003. <\/strong>No mesmo sentido seguiu a <strong>jurisprud&ecirc;ncia da C&uacute;ria Romana, <\/strong>atrav&eacute;s das <strong>senten&ccedil;as de 24.4.1999 e de 30.04.2005, do Supremo Tribunal da Igreja Cat&oacute;lica (<em>Assinatura Apost&oacute;lica<\/em>). <\/strong>Mediante esta interpreta&ccedil;&atilde;o &#8220;aut&ecirc;ntica&#8221; do Direito Can&oacute;nico, feita pelo <strong>mais alto Tribunal da Igreja Cat&oacute;lica, <\/strong>d&uacute;vidas n&atilde;o restam de que as Miseric&oacute;rdias portuguesas s&atilde;o associa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de fi&eacute;is<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Ora, as <strong>Miseric&oacute;rdias s&atilde;o associa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, <\/strong>por serem Irmandades da Igreja Cat&oacute;lica, estarem canonicamente erectas na ordem jur&iacute;dica can&oacute;nica e promoverem o culto divino p&uacute;blico (c&acirc;none 301). As associa&ccedil;&otilde;es privadas nem s&atilde;o canonicamente erectas nem promovem o culto divino p&uacute;blico nem se chamam de Irmandades. N&atilde;o se conhece nenhum <span style=\"text-decoration: underline;\">conv&eacute;nio privado<\/span> a constituir Miseric&oacute;rdias em Portugal, pois, at&eacute; hoje, ningu&eacute;m o apresentou.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, ao longo da pentassecular hist&oacute;ria das Miseric&oacute;rdias portuguesas, sempre elas tiveram, como institui&ccedil;&otilde;es da Igreja Cat&oacute;lica, um <strong>regime especial <\/strong>relativamente &agrave;s restantes Irmandades ou Confrarias reguladas pelo Direito Can&oacute;nico latino e universal. Com efeito, as Miseric&oacute;rdias portuguesas sempre gozaram de privil&eacute;gios e de dispensas concedidas pela autoridade eclesi&aacute;stica dos Bispos diocesanos, no sentido de refor&ccedil;ar a sua <strong>autonomia e autogoverno dentro da Igreja Cat&oacute;lica, <\/strong>sem preju&iacute;zo dos poderes de tutela atribu&iacute;dos pelo Direito Can&oacute;nico &agrave; autoridade eclesi&aacute;stica. Todavia, essa autonomia em caso algum pode p&ocirc;r em causa os <strong>&#8220;elementos constitutivos essenciais&#8221; <\/strong>das associa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de fi&eacute;is (c&acirc;none 86), que n&atilde;o podem ser transformadas, sub-repticiamente, em associa&ccedil;&otilde;es privadas de fi&eacute;is. Esse <strong>regime especial <\/strong>pode chegar ao ponto de aproximar as Miseric&oacute;rdias de um <strong>&#8220;regime misto&#8221;, <\/strong>mas que nunca as atire para o &acirc;mbito das associa&ccedil;&otilde;es privadas de fi&eacute;is.<\/p>\n<p><strong>Os elementos constitutivos essenciais das Miseric&oacute;rdias, <\/strong>como associa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de fi&eacute;is, podem sintetizar-se na seguinte defini&ccedil;&atilde;o: as Miseric&oacute;rdias ou Santas Casas da Miseric&oacute;rdia ou, simplesmente, Santas Casas, s&atilde;o associa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de fi&eacute;is crist&atilde;os com personalidade jur&iacute;dica can&oacute;nica, que se regem pelos seus estatutos ou &#8220;compromissos&#8221;, tendo por finalidade espec&iacute;fica praticar as catorze obras de Miseric&oacute;rdia, sete corporais e sete espirituais, e promover o culto p&uacute;blico a Deus, erectas pela autoridade eclesi&aacute;stica competente, constitu&iacute;das em pessoa jur&iacute;dica pelo decreto que as erige, que recebem a miss&atilde;o para, dentro dos seus fins, agirem visando o bem p&uacute;blico sob a tutela da autoridade eclesi&aacute;stica.<\/p>\n<p>Nesta defini&ccedil;&atilde;o de Miseric&oacute;rdia est&aacute; contida a <strong>autonomia das Miseric&oacute;rdias <\/strong>em rela&ccedil;&atilde;o aos Bispos diocesanos, pois elas administram os bens que possuem <strong>&#8220;em conformidade com os estatutos&#8221; (compromissos), nos termos do <\/strong>c&acirc;none <strong>319. <\/strong>Que fique claro: as Miseric&oacute;rdias s&atilde;o aut&oacute;nomas das dioceses. E o facto de os seus bens serem definidos como <strong>&#8220;bens eclesi&aacute;sticos&#8221; <\/strong>&eacute; um imperativo da sua natureza p&uacute;blica (c&acirc;none 1257): os bens das associa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas s&atilde;o, <strong>necessariamente, <\/strong>eclesi&aacute;sticos. <strong>Como diz o Decreto Geral, as Miseric&oacute;rdias &#8220;autogovernam-se livremente&#8221;. <\/strong>Mais autonomia que o autogoverno n&atilde;o h&aacute;.<\/p>\n<p>Sendo &#8220;bens eclesi&aacute;sticos&#8221;, gozam das garantias conferidas pelo artigo 24&ordm; da Concordata. <strong>Esses bens nem s&atilde;o das dioceses nem das par&oacute;quias &#8211; s&atilde;o das Miseric&oacute;rdias. <\/strong>Mas gozam da protec&ccedil;&atilde;o dispensada pelo Direito Internacional aos bens da Igreja Cat&oacute;lica. Lendo textos recentes da comunica&ccedil;&atilde;o social, posso, em consci&ecirc;ncia, assegurar que:<\/p>\n<p>&bull; N&atilde;o &eacute; verdade que os Bispos sejam os legais representantes legais das Miseric&oacute;rdias, pois elas s&atilde;o representadas pelos seus Irm&atilde;os livremente eleitos (c&acirc;none 118);<\/p>\n<p>&bull; &Eacute; verdade que <strong>as Miseric&oacute;rdias s&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es da Igreja Cat&oacute;lica e t&ecirc;m as sujei&ccedil;&otilde;es can&oacute;nicas em primeiro lugar <\/strong>(artigos 49&ordm; e 2&ordm;, n&ordm; 1, al. e), e 69&ordm;, n&ordm; 1, do Estatuto das IPSS);<\/p>\n<p>&bull; N&atilde;o &eacute; verdade que tenha acabado a <span style=\"text-decoration: underline;\">autonomia das Miseric&oacute;rdias<\/span> (c&acirc;nones 309 e 319);<\/p>\n<p>&bull; N&atilde;o s&atilde;o os Bispos diocesanos que mandam nas Miseric&oacute;rdias, pois apenas exercem sobre elas a <strong>tutela eclesi&aacute;stica, <\/strong>sem preju&iacute;zo da <strong>tutela do Estado <\/strong>(artigo 48&ordm; do Estatuto das IPSS e artigo 12&ordm; da Concordata de 2004);<\/p>\n<p>&bull; N&atilde;o &eacute; verdade que &agrave; autoridade eclesi&aacute;stica caiba aprovar ou n&atilde;o aprovar as contas das Miseric&oacute;rdias, pois essa aprova&ccedil;&atilde;o cabe &agrave;s Assembleias Gerais (n&ordm; 6 do Decreto);<\/p>\n<p>&bull; N&atilde;o &eacute; verdade que o Direito Europeu esteja a ser violado, pois o artigo 17&ordm; do Tratado de Lisboa consagra o <strong>princ&iacute;pio da coopera&ccedil;&atilde;o entre o Estado e a Igreja, <\/strong>tal como acontece com a Concordata e a Lei de Liberdade Religiosa;<\/p>\n<p>&bull; O Decreto Geral n&atilde;o &eacute; retroactivo, pelo facto de a CEP j&aacute; assim ter decidido em 15.03.1988, em 15.11.1989 e no artigo 63&ordm; das Normas Gerais de 04.04.2008.<\/p>\n<p>Com este texto pretendi deixar algumas explica&ccedil;&otilde;es da publica&ccedil;&atilde;o dum Decreto da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, aprovado em Assembleia Plen&aacute;ria. Seguiram-se v&aacute;rios encontros com o Sr. Dr. Manuel Lemos, Presidente da Uni&atilde;o das Miseric&oacute;rdias Portuguesas. Da minha parte afirmei que n&atilde;o poder&iacute;amos negociar um Decreto, mas que estar&iacute;amos abertos a uma regulamenta&ccedil;&atilde;o, onde se sublinhe o regime especial e se esclare&ccedil;am todas as d&uacute;vidas, a elaborar por uma Comiss&atilde;o Mista. O Sr. Dr. Manuel Lemos pretendia que fosse a Comiss&atilde;o Mista a elaborar uma decis&atilde;o. Como esta j&aacute; estava tomada desde 1988, para mim, bastaria explicitar um comportamento de comunh&atilde;o e unidade eclesial sem perturbar a autonomia, o que esperamos venha a acontecer, atrav&eacute;s dum Regulamento a elaborar em breve.<\/p>\n<p>Penso que &eacute; isto que iremos ser capazes de fazer. O trabalho a realizar &eacute; imenso. N&atilde;o nos podemos perder em aspectos parciais.<\/p>\n<p>Apresento a minha permanente disponibilidade para dialogar e colaborar, facilitando que as Miseric&oacute;rdias prossigam no mesmo esp&iacute;rito que sempre manifestaram. Mais uma vez, exprimo a minha grande estima e apre&ccedil;o pelas Miseric&oacute;rdias, como sempre publicamente o tenho manifestado.<\/p>\n<p>Fico unido na urg&ecirc;ncia de unir vontades para servir os mais necessitados.<\/p>\n<p>Em Cristo Jesus que nos une,<\/p>\n<p align=\"right\"><em>&dagger; Jorge Ortiga, Presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa<\/em><\/p>\n<p align=\"right\">28 de Setembro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista Lumen, &oacute;rg&atilde;o oficial da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), na sua edi&ccedil;&atilde;o de Julho\/Agosto, publicou o Decreto Geral para as Miseric&oacute;rdias, de 23.04.2009, acompanhado do Decreto da Santa S&eacute;, de 17.06.2010, que o reconheceu e aprovou. 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