{"id":47568,"date":"2010-10-07T11:00:32","date_gmt":"2010-10-07T11:00:32","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/10\/07\/fatima-reitor-do-santuario-reflecte-sobre-os-cristaos-e-a-vida-politica\/"},"modified":"2010-10-07T11:00:32","modified_gmt":"2010-10-07T11:00:32","slug":"fatima-reitor-do-santuario-reflecte-sobre-os-cristaos-e-a-vida-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fatima-reitor-do-santuario-reflecte-sobre-os-cristaos-e-a-vida-politica\/","title":{"rendered":"F\u00e1tima: Reitor do Santu\u00e1rio reflecte sobre os crist\u00e3os e a vida pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>A 5 de Outubro, dia festivo para Portugal, o dia da celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio da implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, celebraram-se no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima missas pela paz e pela justi&ccedil;a.<\/p>\n<p>A prop&oacute;sito da efem&eacute;ride, o Reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, durante a eucaristia internacional celebrada &agrave;s 11:00, reflectiu sobre aquilo que considera ser o modo correcto de agir em sociedade. Aos crist&atilde;os lembrou o dever da cidadania e aos pol&iacute;ticos a necessidade da sabedoria ao servi&ccedil;o da verdade e do bem comum. Em tempos dif&iacute;ceis, este respons&aacute;vel apelou ao fomento de &ldquo;leis justas, que protejam os mais d&eacute;beis e ajudem a uma mais equitativa distribui&ccedil;&atilde;o dos bens&rdquo; e &agrave; &ldquo;convers&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o aos valores da fraternidade&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; dia de agradecermos a Deus o facto de sermos um pa&iacute;s e um povo, com capacidade para se reger e com liberdade para agir, um povo a viver em relativa paz e relativa justi&ccedil;a. Se comparamos a nossa situa&ccedil;&atilde;o com o que ainda se vive noutras regi&otilde;es do planeta ou com o que j&aacute; vivemos noutros per&iacute;odos da hist&oacute;ria, conclu&iacute;mos que estamos num o&aacute;sis de bem-estar, que temos de agradecer ao Senhor de todo o cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, come&ccedil;ou por afirmar o Padre Virg&iacute;lio Antunes, no in&iacute;cio da homilia da missa celebrada no Recinto de Ora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Ponto assente &eacute; que o crist&atilde;o tem o direito e o dever da cidadania, responsavelmente assumida, e n&atilde;o pode ser discriminado num mundo em que se fala de liberdade religiosa e de toler&acirc;ncia, mas onde elas tantas vezes s&atilde;o atingidas. Animado pela sua f&eacute; e pela sua condi&ccedil;&atilde;o de membro da Igreja, sentindo-se irm&atilde;o de todos os homens, o crist&atilde;o sabe que n&atilde;o &eacute; uma ilha no meio do mundo, mas um membro vivo de um corpo, pelo qual tamb&eacute;m &eacute; respons&aacute;vel&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Ao reiterar a palavra do Evangelho lida naquela celebra&ccedil;&atilde;o, &ldquo;dai a C&eacute;sar o que &eacute; de C&eacute;sar e a Deus o que &eacute; de Deus&rdquo;, o Reitor sublinhou que &ldquo;de facto, a Igreja n&atilde;o tem um partido pol&iacute;tico, e os crist&atilde;os podem pertencer a qualquer partido, desde que ele lute pelos ideais crist&atilde;os de sociedade e de vida; desde que ele n&atilde;o proponha formas de viver que contrariam a verdade da f&eacute; e da moral, que se depreendem do Evangelho e da doutrina da Igreja&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Mais ainda, o facto de a Igreja n&atilde;o estar na pol&iacute;tica enquanto institui&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o significa que os crist&atilde;os n&atilde;o devam estar l&aacute; em nome da sua condi&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;os e de crist&atilde;os&rdquo;, sublinhou este respons&aacute;vel que considera que a Igreja Cat&oacute;lica e as outras confiss&otilde;es religiosas &ldquo;devem gozar de autonomia no desenvolvimento das suas ac&ccedil;&otilde;es de car&aacute;cter religioso e espiritual, mas tamb&eacute;m na sua ac&ccedil;&atilde;o assistencial, educativa e social&rdquo;.<\/p>\n<p>A quem exerce cargos pol&iacute;ticos, &ldquo;tanto nos mais altos cargos da na&ccedil;&atilde;o, como no servi&ccedil;o das autarquias, das associa&ccedil;&otilde;es e dos grupos, ou mesmo no &acirc;mbito laboral e familiar&rdquo;, o Reitor tamb&eacute;m deixou algumas advert&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>&ldquo;O Ap&oacute;stolo (S&atilde;o Paulo) fala da sabedoria e da intelig&ecirc;ncia, que se sup&otilde;e em todos os que, num regime democr&aacute;tico, s&atilde;o eleitos para servir a na&ccedil;&atilde;o. (&hellip;) Ao fazer o elogio da sabedoria que vem do alto e deve ser interiorizada por todos os homens de boa vontade, o Ap&oacute;stolo afirma que ela &eacute; &lsquo;pura, pac&iacute;fica, compreensiva e generosa, cheia de miseric&oacute;rdia e de boas obras, imparcial e sem hipocrisia&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>Na raiz do mal-estar que hoje se vive, na raiz da falta de paz existente no mundo, considera o Padre Virg&iacute;lio Antunes, est&aacute; a falta de justi&ccedil;a. &ldquo;Mesmo que as armas se calem, se n&atilde;o houver p&atilde;o para todos e condi&ccedil;&otilde;es de vida que possam chamar-se humanas, n&atilde;o h&aacute; paz sobre a terra. &Eacute; urgente criar-se um clima de justi&ccedil;a na distribui&ccedil;&atilde;o dos bens, no cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es perante o Estado e do Estado face aos cidad&atilde;os, no respeito pelas pessoas e institui&ccedil;&otilde;es, na defesa escrupulosa da verdade&rdquo;.<\/p>\n<p>A tarefa &eacute; enorme e &eacute; necess&aacute;ria a colabora&ccedil;&atilde;o de todos.<\/p>\n<p>&ldquo;As leis justas, que protejam os mais d&eacute;beis e ajudem a uma mais equitativa distribui&ccedil;&atilde;o dos bens, s&atilde;o uma parte fundamental no contexto da organiza&ccedil;&atilde;o social moderna. A iniciativa privada, do pequeno grupo, da fam&iacute;lia, da Igreja, das associa&ccedil;&otilde;es&hellip; &eacute; important&iacute;ssima, por estar mais pr&oacute;xima dos lugares e das pessoas mais desfavorecidas. Acima de tudo, a convers&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o aos valores da fraternidade, da d&aacute;diva de si mesmo, do servi&ccedil;o e do amor, s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es sem as quais se n&atilde;o alcan&ccedil;a a paz nem a justi&ccedil;a, pois elas nascem do cora&ccedil;&atilde;o e passam para a ac&ccedil;&atilde;o e para a vida&rdquo;.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>LeopolDina Sim&otilde;es, Sala de Imprensa do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 5 de Outubro, dia festivo para Portugal, o dia da celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio da implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, celebraram-se no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima missas pela paz e pela justi&ccedil;a. 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