{"id":47474,"date":"2010-09-30T20:19:11","date_gmt":"2010-09-30T20:19:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/09\/30\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-exequial-de-d-armindo-lopes-coelho\/"},"modified":"2010-09-30T20:19:11","modified_gmt":"2010-09-30T20:19:11","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-exequial-de-d-armindo-lopes-coelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-exequial-de-d-armindo-lopes-coelho\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Porto na Missa Exequial de D. Armindo Lopes Coelho"},"content":{"rendered":"<p><strong>Para o servi&ccedil;o de Deus e a paz entre os homens<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;Se algu&eacute;m estiver ao meu servi&ccedil;o, que me siga; e, onde eu estiver, a&iacute; estar&aacute; tamb&eacute;m o meu servidor&rdquo;:<\/p>\n<p>Ouvimos estas palavras de Cristo e com elas se definiu o aut&ecirc;ntico itiner&aacute;rio duma vida que se queira crist&atilde;. Nas ex&eacute;quias do Senhor D. Armindo Lopes Coelho, 67,&ordm; Bispo do Porto desde a refunda&ccedil;&atilde;o da Diocese e 2,&ordm; Bispo de Viana do Castelo, tais palavras assumem grande realismo.<\/p>\n<p>Quanto &agrave; vida crist&atilde; em geral, esta s&oacute; se entende como seguimento de Cristo. Seguimento que signifique identifica&ccedil;&atilde;o profunda, nas circunst&acirc;ncias e nos sentimentos. Circunst&acirc;ncias, isto &eacute;, em tudo o que suceda do viver ao morrer, nas &ldquo;varia&ccedil;&otilde;es do tempo e da fortuna&rdquo;, sempre imprevis&iacute;veis no imediato, mas teologalmente suportadas, em f&eacute;, esperan&ccedil;a e caridade evang&eacute;licas.<\/p>\n<p>&ldquo;Onde eu estiver, a&iacute; estar&aacute; tamb&eacute;m o meu servidor&rdquo;: Na verdade, Cristo est&aacute; &ldquo;em todo o lado&rdquo; da exist&ecirc;ncia humana, que inteiramente fez sua, experimentando tudo o que a define e rejeitando tudo o que a contradiga. Nos tempos que correm &ndash; como sucedeu nos que passaram -, a maior demonstra&ccedil;&atilde;o do cristianismo estar&aacute; precisamente aqui, no encontro ou reencontro de Cristo nas mais diversas realidades da vida pessoal e colectiva, porque Ele as fez realmente suas, para as libertar por dentro.<\/p>\n<p>Foi essa tamb&eacute;m a descoberta de Paulo, como lhe ouvimos na segunda leitura: &ldquo;Quem poder&aacute; separar-nos do amor de Cristo? A tribula&ccedil;&atilde;o, a ang&uacute;stia, a persegui&ccedil;&atilde;o, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? [&hellip;] Em tudo isto, somos n&oacute;s mais do que vencedores por Aquele que nos amou&rdquo;.<\/p>\n<p>Em tudo temos tempo e espa&ccedil;o preenchidos pelo amor de Deus, traduzido em incarna&ccedil;&atilde;o e conviv&ecirc;ncia, como definitivamente aconteceram e acontecem em Cristo. Com todo o realismo das &uacute;ltimas palavras do primeiro Evangelho, que podem ser tomadas como cerne da Boa Nova e aut&ecirc;ntico segredo das vidas crist&atilde;s: &ldquo;Eu estarei sempre convosco at&eacute; ao fim dos tempos&rdquo;.<\/p>\n<p>N&atilde;o for&ccedil;ar&iacute;amos o sentido, se diss&eacute;ssemos que Ele pr&oacute;prio, Cristo, &eacute; o fim dos tempos, para todos e para cada um. Tempo &eacute; ocasi&atilde;o de descoberta do que somos como pergunta e do que Deus &eacute; como resposta.<\/p>\n<p>Rodam anos e s&eacute;culos, quais desdobramentos progressivos &ndash; n&atilde;o isentos de avan&ccedil;os e recuos &ndash;, em que nos vamos surpreendendo com o que somos, humanamente falando, e com o que nos &eacute; possibilitado, divinamente possibilitado. Por isso e s&oacute; assim, corresponderemos em qualquer circunst&acirc;ncia &ndash; como agora o fazemos, junto dos restos mortais do Senhor D. Armindo &#8211; &agrave; exorta&ccedil;&atilde;o paulina: &ldquo;&Agrave;quele que pode fazer imensamente mais do que pedimos ou imaginamos, de acordo com o poder que eficazmente exerce em n&oacute;s, a Ele a gl&oacute;ria, na Igreja e em Cristo Jesus, em todas as gera&ccedil;&otilde;es, pelos s&eacute;culos dos s&eacute;culos! &Aacute;men&rdquo; (Ef 3, 20-21).<\/p>\n<p>Para o ilustre prelado portucalense, soam com absoluto realismo as belas palavras dum hino da Liturgia das Horas, que certamente repetiu: &ldquo;Passa o tempo, corre a vida, \/ Hora a hora o dia foge; \/ Mas a f&eacute; nos anuncia \/ Que vem perto o grande encontro&rdquo;.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, a presente celebra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; nost&aacute;lgica, mas de ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as e compromisso evang&eacute;lico. Ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as pela vida e minist&eacute;rio pastoral do Senhor D. Armindo. Na sua incans&aacute;vel aplica&ccedil;&atilde;o, pulsou forte o cora&ccedil;&atilde;o de Cristo, de quem foi dign&iacute;ssimo sacramento pastoral, em favor do seu povo.<\/p>\n<p>Agradecemos a Deus o dom que concedeu &agrave;s Igrejas que D. Armindo serviu &ldquo;at&eacute; ao fim&rdquo;. E, se este &ldquo;fim&rdquo; de algum modo come&ccedil;ou vai para quatro anos, quando a doen&ccedil;a interrompeu abruptamente o curso da sua exist&ecirc;ncia habitual e expect&aacute;vel, tal n&atilde;o o excluiu do seguimento de Cristo, antes o radicalizou a&iacute; mesmo, na P&aacute;scoa existencial e eterna do Senhor da sua vida. Nos &uacute;ltimos tempos, mesmo quando as figuras e os nomes lhe escapavam, mesmo dos que lhe tinham sido mais pr&oacute;ximos, aflorava-lhe facilmente um sorriso de grande acolhimento e serenidade. Essencial, digamos, e por isso pascal. E assim partiu em Cristo; e assim entrou na paz.<\/p>\n<p>Celebra&ccedil;&atilde;o de ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as e compromisso evang&eacute;lico. Julguei oportuno trazer aqui tr&ecirc;s breves cita&ccedil;&otilde;es das &uacute;ltimas homilias do Senhor D. Armindo, quase os seus &ldquo;discursos de despedida&rdquo;. &Eacute; bom que ressoem nas naves desta catedral que foi sua, com uma actualidade que quatro anos n&atilde;o diminu&iacute;ram, muito pelo contr&aacute;rio. Resumir&atilde;o o seu legado, refor&ccedil;ando-nos o compromisso. Concretamente em torno de tr&ecirc;s t&oacute;picos maiores, que o eram e continuam a ser, porventura com maior pertin&ecirc;ncia ainda: a juventude e o seu futuro; a fam&iacute;lia e a sua preval&ecirc;ncia; o sacerd&oacute;cio e a sua verdadeira grandeza.<\/p>\n<p>A 7 de Maio de 2006 falou aos finalistas universit&aacute;rios. Falou-lhes de Cristo e da vida eclesial, como refer&ecirc;ncias permanentes da vida com os outros e para os outros, onde o futuro pessoal e profissional pode e deve acontecer, afastando ego&iacute;smos e exclus&otilde;es. H&aacute; quatro anos, de facto, ainda n&atilde;o seriam t&atilde;o evidentes as consequ&ecirc;ncias tr&aacute;gicas da contracultura individualista, como a actual &ldquo;crise&rdquo; as manifesta. Mas D. Armindo j&aacute; alertava os finalistas, para que o termo dos seus cursos n&atilde;o significasse o fim da amizade e da conviv&ecirc;ncia, antes as alargasse em vidas solid&aacute;rias. E isto mesmo a bem do futuro, s&oacute; assim vi&aacute;vel: &ldquo;Cristo, o Bom Pastor, e a Igreja, s&atilde;o a defesa contra o isolamento perigoso, contra o individualismo e o ego&iacute;smo que amea&ccedil;am. Contra a solid&atilde;o presun&ccedil;osa e enganadora, contra a competitividade e a competi&ccedil;&atilde;o que sepultam a solidariedade e a amizade. De facto, estes sinais negativos da sociedade que constru&iacute;mos levam &agrave; exclus&atilde;o social, que a todos afecta porque todos somos v&iacute;timas, praticando, sofrendo ou sendo testemunhas. Estamos convosco nas preocupa&ccedil;&otilde;es pelo futuro: pelo emprego, pelas condi&ccedil;&otilde;es de vida e de trabalho, pela seguran&ccedil;a, pela fam&iacute;lia, pela alegria transparente e justificada, pelo optimismo, pela esperan&ccedil;a&rdquo; (Homilia na B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o das Pastas, 7 de Maio de 2006. Igreja Portucalense, n&ordm; 11, p. 31).<\/p>\n<p>No m&ecirc;s seguinte falou &agrave;s fam&iacute;lias, fundamentando-as na pr&oacute;pria &ldquo;familiaridade&rdquo; divina. De Deus comunh&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia comunh&atilde;o inter-pessoal, para que a sociedade em geral n&atilde;o perca fundamento e consist&ecirc;ncia. &Eacute; um trecho not&aacute;vel pela consist&ecirc;ncia teol&oacute;gica e a decorr&ecirc;ncia pr&aacute;tica e pedag&oacute;gica, que muito importa reter. No tempo dif&iacute;cil que vivemos, o fortalecimento das fam&iacute;lias, &eacute; inadi&aacute;vel para o futuro que precisamos de alcan&ccedil;ar. Assim se revelam as redes familiares, como indispens&aacute;veis para a sobreviv&ecirc;ncia &#8211; &aacute;rdua sobreviv&ecirc;ncia nalguns casos! -de tantos concidad&atilde;os nossos. Oi&ccedil;amos D. Armindo: &ldquo;A condi&ccedil;&atilde;o de Deus Trino e pessoal &eacute; a raiz da nossa condi&ccedil;&atilde;o humana de socialidade, sociabilidade e solidariedade. E &eacute; por isso que a pessoa humana egoisticamente individual e solit&aacute;ria redunda numa atitude ou condi&ccedil;&atilde;o, mesmo que inconsciente, contra a pr&oacute;pria natureza humana, radicalmente soci&aacute;vel e social. [&hellip;] &Eacute; neste esp&iacute;rito e contexto que importa reflectir sobre a Fam&iacute;lia. [&hellip;] Sendo uma comunidade natural que denota a sociabilidade humana, a fam&iacute;lia contribui de modo insubstitu&iacute;vel para o bem da sociedade, de tal modo que pode considerar-se uma garantia contra qualquer tend&ecirc;ncia individualista ou colectivista. [&hellip;] &Eacute; por isso que se afirma a prioridade da fam&iacute;lia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade e ao Estado. A fam&iacute;lia n&atilde;o &eacute; para a sociedade e para o Estado. A sociedade e o Estado &eacute; que s&atilde;o para a fam&iacute;lia&rdquo; (Homilia na Solenidade da Sant&iacute;ssima Trindade &ndash; Dia Diocesano da Fam&iacute;lia, 11 de Junho de 2006. Ibidem, p. 38-39).<\/p>\n<p>Finalmente, nas &uacute;ltimas ordena&ccedil;&otilde;es sacerdotais a que presidiu nesta S&eacute;, o Senhor D. Armindo deixou-nos palavras que certamente ouvir&atilde;o com renovado assentimento os novos presb&iacute;teros desse dia, como acolheremos n&oacute;s todos, especialmente os que compartilhamos o sacerd&oacute;cio ministerial: &nbsp;&ldquo;Agora ides v&oacute;s que sois os ap&oacute;stolos deste tempo e para este mundo. Ides na pessoa de Jesus (in persona Christi) [&hellip;], para serdes seus representantes, a sua presen&ccedil;a entre o povo. [&hellip;] Apesar de ataques, marginaliza&ccedil;&otilde;es, desconsidera&ccedil;&otilde;es e desconfortos, &eacute; preciso haver quem ensine o Evangelho e esteja dispon&iacute;vel para o minist&eacute;rio de Deus e para a paz entre os homens&rdquo; (Homilia nas Ordena&ccedil;&otilde;es Sacerdotais, 9 de Julho de 2006. Ibidem, p.28).<\/p>\n<p>&ldquo;Para o servi&ccedil;o de Deus e a paz entre os homens&rdquo;: mais ainda do que uma exorta&ccedil;&atilde;o situada, estas palavras do Senhor D. Armindo podem resumir-lhe a vida inteira: l&uacute;cida, serena e dedicada. Essa mesma vida que agora agradecemos a Deus e nos comprometemos a prosseguir na Igreja de Cristo, para bem de todos.<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 30 de Setembro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o servi&ccedil;o de Deus e a paz entre os homens &ldquo;Se algu&eacute;m estiver ao meu servi&ccedil;o, que me siga; e, onde eu estiver, a&iacute; estar&aacute; tamb&eacute;m o meu servidor&rdquo;: Ouvimos estas palavras de Cristo e com elas se definiu o aut&ecirc;ntico itiner&aacute;rio duma vida que se queira crist&atilde;. Nas ex&eacute;quias do Senhor D. 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