{"id":47392,"date":"2010-09-28T11:07:40","date_gmt":"2010-09-28T11:07:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/09\/28\/cinema-lola-ser-avo-em-manila-e-em-toda-a-parte\/"},"modified":"2010-09-28T11:07:40","modified_gmt":"2010-09-28T11:07:40","slug":"cinema-lola-ser-avo-em-manila-e-em-toda-a-parte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinema-lola-ser-avo-em-manila-e-em-toda-a-parte\/","title":{"rendered":"Cinema: Lola &#8211; ser av\u00f3 em Manila&#8230; e em toda a parte!"},"content":{"rendered":"<p>A entrar na casa dos cinquenta e al&eacute;m das oito longas-metragens cumpridas, o realizador filipino Brillante Mendoza ser&aacute; dos poucos a poder orgulhar-se de, tantas vezes e t&atilde;o cedo, ter entrado na corrida aos mais prestigiados pr&eacute;mios de cinema internacionais. Exemplos s&atilde;o o pr&eacute;mio de melhor realiza&ccedil;&atilde;o em Cannes, que efectivamente arrecadou com &ldquo;Kinatay&rdquo; ou a nomea&ccedil;&atilde;o ao Le&atilde;o de Ouro de Veneza com &ldquo;Lola&rdquo;, em 2009, precioso trof&eacute;u que n&atilde;o chegaria a fazer companhia aos trazidos de Las Palmas, Banguecoque, Dubai ou Locarno.<\/p>\n<p>N&atilde;o se creia por&eacute;m pela sua premia&ccedil;&atilde;o que Mendoza &eacute; um realizador que acolhe o f&aacute;cil e un&acirc;nime agrado da cr&iacute;tica, de cin&eacute;filos e p&uacute;blico em geral. N&atilde;o. N&atilde;o obstante os rigorosos crit&eacute;rios de qualidade por que se rege ou o reconhecido m&eacute;rito de levantar quest&otilde;es sociais, pol&iacute;ticas e morais &ndash; proveniente que &eacute; de um pa&iacute;s assolado por uma pobreza e injusti&ccedil;a extremas &#8211; o puro e por vezes demasiado duro realismo que marcam a obra de Brillante Mendonza est&aacute; longe de colher a simpatia geral.<\/p>\n<p>&ldquo;Lola&rdquo;, o seu mais recente filme em estreia, traz todo o realismo de Mendoza na hist&oacute;ria pungente de duas av&oacute;s que lutam pelo bom nome e mem&oacute;ria dos seus respectivos netos: um a v&iacute;tima, o outro o homicida de um crime que nem precisamos de presenciar. Sem posses, ambas tentam encontrar forma de financiar o enterro ou a fian&ccedil;a do seu respectivo neto.<\/p>\n<p>Sem choque nem alarido, sem a viol&ecirc;ncia que lhe &eacute; apontada, o realizador leva-nos a seguir estas duas figuras aparentemente fr&aacute;geis e com elas a descobrir uma for&ccedil;a interior maior. Percorrendo as ruelas e as &aacute;guas que inundam Manila como trilhos de dor, de extrema pobreza e mis&eacute;ria onde apesar de todas as perdas ou toda a aus&ecirc;ncia &#8211; ambas as &ldquo;lolas&rdquo; (av&oacute;, no seu dialecto) imortalizam o amor, buscam a reden&ccedil;&atilde;o, teimam, enfim, em n&atilde;o se deixar vencer pela dificuldade.<\/p>\n<p>Elogio inequ&iacute;voco ao papel de tantas e tantas av&oacute;s que em Manila como em tantos outros lugares do mundo continuam a olhar por uma fam&iacute;lia cada vez mais desagregada, apesar ainda do isolamento e abandono a que v&atilde;o sendo votadas, &ldquo;Lola&rdquo; &eacute; uma inequ&iacute;voca prova da energia que Brillante Mendoza encontrou no cinema e que o fez deixar a publicidade.<\/p>\n<p>Ainda bem!<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A entrar na casa dos cinquenta e al&eacute;m das oito longas-metragens cumpridas, o realizador filipino Brillante Mendoza ser&aacute; dos poucos a poder orgulhar-se de, tantas vezes e t&atilde;o cedo, ter entrado na corrida aos mais prestigiados pr&eacute;mios de cinema internacionais. 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