{"id":47390,"date":"2010-09-28T10:54:58","date_gmt":"2010-09-28T10:54:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/09\/28\/odm-novo-folego-ate-2015\/"},"modified":"2010-09-28T10:54:58","modified_gmt":"2010-09-28T10:54:58","slug":"odm-novo-folego-ate-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/odm-novo-folego-ate-2015\/","title":{"rendered":"ODM: novo f\u00f4lego at\u00e9 2015?"},"content":{"rendered":"<p>Em 2000, os chefes de Estado e de Governo da ONU acordaram uma estrat&eacute;gia ambiciosa para at&eacute; 2015 garantir que todos os povos possam viver em maior liberdade, em dignidade erradicando a pobreza extrema e a fome, melhorando a sa&uacute;de materna e infantil, combatendo as doen&ccedil;as, empoderando as mulheres, criando um ambiente sustent&aacute;vel e uma parceria mundial para o desenvolvimento.<\/p>\n<p>Os 8 Objectivos de Desenvolvimento do Mil&eacute;nio (ODM) e a sua consecu&ccedil;&atilde;o estiveram, 10 anos depois, em an&aacute;lise em Nova Iorque na Reuni&atilde;o Plen&aacute;ria de Alto N&iacute;vel da Assembleia Geral da ONU que decorreu de 20 a 22 de Setembro deste ano.<\/p>\n<p>Nesta reuni&atilde;o, chefes de estado e de governo, l&iacute;deres de organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, funda&ccedil;&otilde;es e sector privado fizeram um balan&ccedil;o sobre os sucessos e fracassos em mat&eacute;rias de ODM e gizaram um compromisso que visa por em pr&aacute;tica um plano de ac&ccedil;&atilde;o que possibilite a realiza&ccedil;&atilde;o dos 8 ODM dentro do prazo limite.<\/p>\n<p>&#8220;O mundo possui os conhecimentos e os recursos necess&aacute;rios para realizar os ODM e n&atilde;o o fazer seria um fracasso inaceit&aacute;vel, no plano moral e pr&aacute;tico&#8221;, alerta Ban Ki-moon.<\/p>\n<p>Os temas centrais desta reuni&atilde;o foram os d&eacute;fices da Ajuda P&uacute;blica ao Desenvolvimento &ndash;APD &#8211; (e transpar&ecirc;ncia e efic&aacute;cia da mesma), a melhoraria do enquadramento do com&eacute;rcio internacional, a redu&ccedil;&atilde;o do peso da d&iacute;vida, o acesso a medicamentos e &agrave; tecnologia por parte dos pa&iacute;ses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>O balan&ccedil;o que foi feito mostra-nos um cen&aacute;rio heterog&eacute;neo: a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza em certas zonas do mundo, o avan&ccedil;o na universaliza&ccedil;&atilde;o do ensino prim&aacute;rio, o alargamento do n&uacute;mero de pessoas que teve acesso a medicamentos antiretrovirais, as crian&ccedil;as que foram salvas com campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o contra o sarampo e a var&iacute;ola, o abrandamento do ritmo de desfloresta&ccedil;&atilde;o mundial, o aumento da cobertura das novas tecnologias&hellip; Mas tamb&eacute;m os 1,4 mil milh&otilde;es de pessoas continuam a subsistir com menos de 1,25 d&oacute;lares dor dia, os 830 milh&otilde;es de pessoas que sofrem de fome, os 9 milh&otilde;es de crian&ccedil;as morrem por ano, na sua maioria de doen&ccedil;a preven&iacute;veis ou trat&aacute;veis, antes de completarem os 5 anos de idade e as 350 mil mulheres morrem todos anos por complica&ccedil;&otilde;es ligadas com a gravidez e o parto.<\/p>\n<p>O panorama &eacute; pior nos pa&iacute;ses menos avan&ccedil;ados, nos estados insulares e nos estados sem litoral, j&aacute; para n&atilde;o falar nos pa&iacute;ses em conflito.<\/p>\n<p>Do lado dos doadores, embora em 2010 os fluxos de APD tenham atingido os 120 mil milh&otilde;es de d&oacute;lares, o montante mais elevado de sempre, estes continuam aqu&eacute;m da promessa de dedicar 0,7% do seu RNB para a APD, ficando-se por uma m&eacute;dia mundial de 0,31%. Os efeitos da crise econ&oacute;mica e financeira mundial s&atilde;o usados como discurso de justifica&ccedil;&atilde;o para a contrac&ccedil;&atilde;o dos or&ccedil;amentos da ajuda.<\/p>\n<p>Da reuni&atilde;o de Nova Iorque saiu uma declara&ccedil;&atilde;o que reitera os princ&iacute;pios que sempre t&ecirc;m norteado a coopera&ccedil;&atilde;o em sede de ONU, tais como o da apropria&ccedil;&atilde;o nacional, do desenvolvimento inclusivo, das parcerias mundiais, mas que tenta ir mais longo prescrevendo uma s&eacute;rie de medidas de acelera&ccedil;&atilde;o e efectiva consecu&ccedil;&atilde;o para cada ODM. Um documento not&aacute;vel pela s&iacute;ntese que &eacute; feita e que vale a pena ler.<\/p>\n<p>Ao lado deste documento &eacute; de assinalar o lan&ccedil;amento pelo secret&aacute;rio-geral da Estrat&eacute;gia Mundial para a Sa&uacute;de Materna e Infantil: com um investimento de 40 mil milh&otilde;es de d&oacute;lares poderemos salvar 16 milh&otilde;es de vidas at&eacute; 2015. A estrat&eacute;gia mundial pretende-se um roteiro que identifique as mudan&ccedil;as de pol&iacute;ticas necess&aacute;rias e o seu financiamento e ainda as interven&ccedil;&otilde;es suscept&iacute;veis de ajudar a melhorar a vida das mulheres e das crian&ccedil;as.<\/p>\n<p>Programas como o Quadro para a Acelera&ccedil;&atilde;o dos ODM, do Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento que pretende criar um meio sistem&aacute;tico de identificar os estrangulamentos e as solu&ccedil;&otilde;es que permitem responder aos mesmos e ajudar os pa&iacute;ses a desenvolver os seus pr&oacute;prios planos de ac&ccedil;&atilde;o e que est&aacute; me fase piloto em 10 pa&iacute;ses parecem-nos promissores e o tipo de estrat&eacute;gia inteligente e de forte impacto de que nos fala o Documento Final da Cimeira.<\/p>\n<p>Um documento que deve ser lido e complementado com uma perspectiva de direitos humanos inspirada pelos in&uacute;meros tratados assinados &#8211; como o defendeu a Alta Comiss&aacute;ria da ONU para os Direitos Humanos. Esta perspectiva permitir&aacute; colmatar algumas lacunas j&aacute; identificadas.<\/p>\n<p>O esp&iacute;rito de Nova Iorque traduziu-se, assim, num esfor&ccedil;o de se mostrar o quanto foi feito, quantas vidas foram resgatadas a um destino miser&aacute;vel, quanto do planeta foi salvo. Mostrar que as crises fizeram retroceder anos de bons desempenhos e perigar conquistas que eram tidas como seguras. Mostrar que h&aacute; uma consci&ecirc;ncia mundial de que o desenvolvimento e a seguran&ccedil;a de todos est&atilde;o t&atilde;o interligados que n&atilde;o se percebe onde come&ccedil;a um e acaba o outro e, por consequ&ecirc;ncia, onde come&ccedil;a a responsabilidade de um estado e termina a de outro. Mostrar que os n&uacute;meros s&atilde;o pessoas, s&atilde;o os povos das Na&ccedil;&otilde;es Unidas que apenas querem viver em dignidade.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>M&oacute;nica Ferro, Professora ISCSP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2000, os chefes de Estado e de Governo da ONU acordaram uma estrat&eacute;gia ambiciosa para at&eacute; 2015 garantir que todos os povos possam viver em maior liberdade, em dignidade erradicando a pobreza extrema e a fome, melhorando a sa&uacute;de materna e infantil, combatendo as doen&ccedil;as, empoderando as mulheres, criando um ambiente sustent&aacute;vel e uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[189],"class_list":["post-47390","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-direitos-humanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47390","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47390"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47390\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}