{"id":47357,"date":"2010-09-24T17:47:39","date_gmt":"2010-09-24T17:47:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/09\/24\/um-escritor-e-uma-antena-da-sociedade\/"},"modified":"2010-09-24T17:47:39","modified_gmt":"2010-09-24T17:47:39","slug":"um-escritor-e-uma-antena-da-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-escritor-e-uma-antena-da-sociedade\/","title":{"rendered":"Um escritor \u00e9 uma antena da sociedade"},"content":{"rendered":"<p>Jacinto Lucas Pires regressa ao teatro para conjugar fam\u00edlia, pol\u00edtica e religi\u00e3o. \u00abSagrada Fam\u00edlia\u00bb, estreada na Culturgeste, em Lisboa, foi o pretexto para uma conversa que se cruza com ideais de bem comum. <!--more--> <\/p>\n<p><strong>A pe&ccedil;a &laquo;Sagrada Fam&iacute;lia&raquo; pretende usar a pol&iacute;tica para chegar &agrave; religi&atilde;o ou parte da religi&atilde;o para chegar &agrave; pol&iacute;tica?<br \/><\/strong>N&atilde;o pensei em usar uma para chegar &agrave; outra, mas desde logo pensei que eram duas quest&otilde;es que queria colocar na pe&ccedil;a. Queria encontrar uma forma dram&aacute;tica para chegar &agrave; pergunta de ser ou n&atilde;o poss&iacute;vel mudar o mundo. Ser&aacute; que ainda &eacute; poss&iacute;vel? Faz sentido ainda querermos mudar o mundo? Se sim, em que termos e porque &eacute; que n&atilde;o estamos a falar disso?<\/p>\n<p><strong>E encontrou uma resposta?<br \/><\/strong>Acho que o teatro n&atilde;o serve tanto para dar respostas, mas antes para colocar perguntas dif&iacute;ceis. N&atilde;o gosto da fic&ccedil;&atilde;o que quer impor mensagens ao espectador, onde a arte &eacute; apenas um meio para ilustrar as &laquo;verdades absolutas&raquo; que os autores querem vender a uma sociedade ou a um p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Considero mais interessante usar o teatro, a escrita e a literatura em geral como provoca&ccedil;&atilde;o, como mat&eacute;ria de pensamento, para, em conjunto, pensarmos ao mesmo tempo. Acho que &eacute; disso que a sociedade padece actualmente.<\/p>\n<p>Est&aacute; cada um no seu iphone ou no seu computador port&aacute;til e h&aacute; cada vez menos esse milagre de estarmos juntos numa sala, com as mesmas quest&otilde;es, alguns a discordar mas tamb&eacute;m a chegar a solu&ccedil;&otilde;es de uni&atilde;o e consenso.<\/p>\n<p>Isto est&aacute; relacionado com a religi&atilde;o e com a pol&iacute;tica tamb&eacute;m. No fundo t&ecirc;m momentos de comunh&atilde;o de tentar em conjunto pensar e solucionar o mundo ou, pelo menos, transform&aacute;-lo para melhor.<\/p>\n<p><strong>Religi&atilde;o e pol&iacute;tica t&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima?<br \/><\/strong>N&atilde;o diria tanto, mas se em vez de religi&atilde;o dissermos espiritualidade ou moral, ou at&eacute; &eacute;tica, acho que se sim.<\/p>\n<p><strong>Porque querem ambas passar uma mensagem?<br \/><\/strong>N&atilde;o, porque ambas t&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o com a vida em comum. S&atilde;o campos diferentes, mas h&aacute; v&aacute;rios pontos em que as duas se tocam.<\/p>\n<p><strong>N&atilde;o querendo usar a escrita e, neste caso, o teatro, como ve&iacute;culo para uma mensagem, esta pe&ccedil;a questiona a moral&hellip;<br \/><\/strong>Espero que questione as pessoas. Espero at&eacute; que o p&uacute;blico possa sair do teatro um pouco abalado, ao ponto de questionar sobre a sua vida e sobre o que fazer. Mas n&atilde;o quis passar uma moral no fim da pe&ccedil;a.<\/p>\n<p>Inclusivamente, na fase dos ensaios, algumas pessoas faziam uma leitura c&iacute;nica do final, outras concentravam-se na proposta inicial e acreditavam que seria poss&iacute;vel (mudar o mundo, ndr), as vias &eacute; que teriam sido erradas. A leitura depende de cada um, at&eacute; do estado de esp&iacute;rito em que se v&ecirc; a pe&ccedil;a.<\/p>\n<p>N&atilde;o quero fechar a pe&ccedil;a numa moral, capaz de identificar os bons ou os maus. N&atilde;o tenho essa ilus&atilde;o nem essa resposta, mas quero fazer e acho que &eacute; preciso fazer a pergunta com honestidade.<\/p>\n<p><strong>&Eacute; preciso ser-se crian&ccedil;a para perceber os problemas do mundo?<br \/><\/strong>N&atilde;o sei bem como me apareceu essa ideia do filho &ndash; que ali&aacute;s &eacute; tamb&eacute;m um tema religioso, o filho que aparece para revolucionar a lei antiga e a velha ordem.<\/p>\n<p>Eu como pai sinto isso em rela&ccedil;&atilde;o aos meus filhos, uma inoc&ecirc;ncia que verbaliza coisas que damos por adquiridas e por isso silenciamos, ou queremos esconder.<\/p>\n<p>As crian&ccedil;as, felizmente, ainda nascem a ver as coisas tal como elas s&atilde;o e verbalizam-nas. Porque &eacute; que isto est&aacute; assim? Porque &eacute; que o mundo est&aacute; todo partido? Como &eacute; que &eacute; poss&iacute;vel olhar para as pessoas que s&atilde;o diferentes e dizer que elas n&atilde;o merecem determinada coisa? Esquecemos que s&atilde;o perguntas elementares que deveriam estar sempre na nossa cabe&ccedil;a.<\/p>\n<p><strong>Mas posta a quest&atilde;o por parte dos filhos, h&aacute; depois a compreens&atilde;o por parte dos pais?<br \/><\/strong>Falta muito para darmos respostas a estas quest&otilde;es. E parece-me especialmente dram&aacute;tico que, num tempo em que conseguimos inventar coisas magn&iacute;ficas que fascinam os nossos filhos, num tempo em que temos a possibilidade de criar coisas incr&iacute;veis quando se juntam empresas, dinheiro, universidades e talento, n&atilde;o consigamos resolver problemas essenciais.<\/p>\n<p>H&aacute; um fil&oacute;sofo que diz que a pol&iacute;tica come&ccedil;ou na antiga Gr&eacute;cia, quando os marginalizados falaram em p&uacute;blico e, n&atilde;o s&oacute; falaram, mas fizeram-no em nome do todo. Eles que eram desempregados e sem abrigo, quando tomaram a palavra n&atilde;o o fizeram para reivindicar direitos seus, mas direitos de todos.<\/p>\n<p>Acho que falta isso. Pensarmos n&atilde;o apenas no nosso quintal, na nossa cidade ou pa&iacute;s, mas em nome de todos. Falta abertura de esp&iacute;rito e de vistas.<\/p>\n<p><strong>Podemos ver o Jacinto Lucas Pires no lugar da crian&ccedil;a da &laquo;Sagrada Fam&iacute;lia&raquo;?<br \/><\/strong>Espero bem que n&atilde;o&hellip;. (risos)<\/p>\n<p><strong>A crian&ccedil;a que, na sua ingenuidade, percebe v&aacute;rios problemas no mundo, nunca pede ao pai que crie uma religi&atilde;o ou uma micro-empresa, mas &eacute; sens&iacute;vel aos problemas&#8230;<br \/><\/strong>&Eacute; a antena. &Eacute; verdade que os escritores t&ecirc;m de ser um pouco antenas da sociedade. N&atilde;o t&ecirc;m de dar as respostas, como talvez alguns consideram que as podem dar. Eu acho que o escritor deve ser antena. Deve captar os desequil&iacute;brios e encontrar formas de o evidenciar.<\/p>\n<p>O filho verbaliza o que n&atilde;o entende. &laquo;Seis tipos a cuspir em cima de algu&eacute;m &eacute; uma agress&atilde;o? &Eacute; que eu fiquei na d&uacute;vida e isso tramou-se&hellip; Como &eacute; que h&aacute; pessoas que vivem debaixo de uma ponte e n&oacute;s temos uma casa? Como &eacute; que algumas pessoas t&ecirc;m mais do que uma casa com muitos comandos &agrave; dist&acirc;ncia? Que mundo &eacute; este?&raquo;<\/p>\n<p>N&atilde;o acho que a solu&ccedil;&atilde;o seja ficarmos deprimidos, mas precisamente o contr&aacute;rio. Sermos positivos e transformadores.<\/p>\n<p><strong>Uma das interpreta&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis da pe&ccedil;a &laquo;Sagrada Fam&iacute;lia&raquo; &eacute; a inevitabilidade de n&atilde;o se sobreviver aos problemas do mundo. Inventar uma religi&atilde;o pode ser a solu&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong>Francamente acho que n&atilde;o, mas agora sou espectador da minha pe&ccedil;a. A minha opini&atilde;o, neste momento, vale tanto como a de qualquer outro espectador.<\/p>\n<p>Acho que inventar uma religi&atilde;o n&atilde;o &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o, mas a verdade &eacute; que o mundo parece sabotado e armadilhado. Basta olhar para os partidos.<\/p>\n<p>Imaginando que algu&eacute;m sente um talento especial ou voca&ccedil;&atilde;o para ajudar o pa&iacute;s, possivelmente inscreve-se num partido qualquer que existe em Portugal mas, passado pouco tempo, sai desiludido. Parecem-me m&aacute;quinas de pequeno poder para ver quem vai ser o terceiro da lista ou o presidente da Junta, em vez de se pensar como se pode mudar, ou contribuir para o bem comum.<\/p>\n<p>O mundo est&aacute; realmente dif&iacute;cil. Acho que precisamos usar formas ousadas e imaginativas &#8211; n&atilde;o que eu saiba quais s&atilde;o, mas acredito que podemos pens&aacute;-las em conjunto &#8211; para sabotar a sabotagem e subverter esta armadilha.<\/p>\n<p>Se queremos transformar o mundo temos de ultrapassar isto de alguma maneira.<\/p>\n<p><strong>Precisamos de pessoas mobilizadoras? Com orat&oacute;ria, mesmo sendo normais? O Pedro (protagonista da pe&ccedil;a) no final admite que &eacute; apenas um tipo normal, mas uma normalidade que entusiasmava as pessoas&hellip; &eacute; isso que &eacute; preciso?<br \/><\/strong>Orat&oacute;ria n&atilde;o, mas uma palavra no momento certo tem um poder transformador. Precisamos de pessoas com boa f&eacute;, interessadas no bem comum, n&atilde;o no seu interesse pr&oacute;prio, do seu cl&atilde; ou do seu partido, e mais nas solu&ccedil;&otilde;es dos problemas.<\/p>\n<p><strong>Consegue resistir a uma boa ideia para escrever um livro?<br \/><\/strong>Primeiro h&aacute; o drama de n&atilde;o sabermos se &eacute; uma boa ideia. Mas a quest&atilde;o &eacute; essa mesma &ndash; resistir-lhe. Resisto durante um tempo. Se ela desaparecer, ent&atilde;o era uma m&aacute; ideia. Mas pode voltar, at&eacute; por outras vias, transformada.<\/p>\n<p>Tenho aprendido, &agrave; minha custa, a n&atilde;o come&ccedil;ar logo a atacar uma ideia que surge. H&aacute; qualquer coisa que vai crescendo, num vai e vem. Quando estamos empenhados em come&ccedil;ar, &eacute; fascinante. N&atilde;o sabemos bem o que &eacute;, h&aacute; uma aproxima&ccedil;&atilde;o ao mist&eacute;rio. O vocabul&aacute;rio para o qualificar &eacute; quase religioso. Procurar encontrar a revela&ccedil;&atilde;o daquele n&oacute; que n&oacute;s n&atilde;o controlamos. Dar clareza ao mist&eacute;rio.<\/p>\n<p><strong>Quando escreve, aborda as personagens por ant&iacute;tese ou aproxima&ccedil;&atilde;o a si?<br \/><\/strong>Instintivamente come&ccedil;o longe de mim, na apar&ecirc;ncia, na profiss&atilde;o, na vida privada. Mas &eacute; verdade que a escrita vai ganhando algumas caracter&iacute;sticas minhas, porque a pessoa escreve a partir do que sabe. &Eacute; um pouco incontrol&aacute;vel.<\/p>\n<p><strong>Os seus livros s&atilde;o marcadamente urbanos. Quando fala na inten&ccedil;&atilde;o de abordar os problemas do mundo, &eacute; essa realidade que quer reflectir?<br \/><\/strong>Sempre vivi em cidades e gosto da vida urbana. Gosto do campo como um par&ecirc;ntesis.<\/p>\n<p><strong>A inspira&ccedil;&atilde;o &eacute; urbana?<br \/><\/strong>As hist&oacute;rias que me aparecem s&atilde;o sempre em cidades, de pessoas que vivem em cidades. Mas no fundo, o interior das pessoas, a cabe&ccedil;a e o seu cora&ccedil;&atilde;o, que se mistura nas personagens e nas pessoas de carne e osso, &eacute; igual. Pode haver quest&otilde;es de ritmo, de linguagem, de contexto, mas o fundo &eacute; sempre igual.<\/p>\n<p><strong>A escrita &eacute; um processo isolado ou decorre no barulho?<br \/><\/strong>J&aacute; n&atilde;o consigo ser firme nessa quest&atilde;o, mas prefiro estar em sil&ecirc;ncio. Com filhos &eacute; mais dif&iacute;cil, mas gosto de estar no sil&ecirc;ncio, sem ningu&eacute;m.<\/p>\n<p><strong>E para escrever a &laquo;Sagrada Fam&iacute;lia&raquo; qual foi a boa ideia a que n&atilde;o conseguiu resistir?<br \/><\/strong>A pr&oacute;pria ideia de fam&iacute;lia, que para mim n&atilde;o &eacute; muito normal. N&atilde;o costumo escrever sobre fam&iacute;lias. Juntar fam&iacute;lia, religi&atilde;o e pol&iacute;tica pareceu-me uma boa ideia.<\/p>\n<p><strong>E porqu&ecirc; esta incurs&atilde;o pelo universo familiar?<br \/><\/strong>Inicialmente foi instintivo, mas depois fui percebendo porqu&ecirc;. A pr&oacute;pria ideia de sociedade e comunidade est&aacute; ligada a temas de religi&atilde;o e pol&iacute;tica. E eu, encontrava na&nbsp; fam&iacute;lia, uma transposi&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel para palco do que seria mesmo uma sociedade, uma cidade. Isso permitia-me criar um lugar de conjunto, onde as pessoas se reuniam.<\/p>\n<p>Permitia tamb&eacute;m, ter diferentes pontos de vistas, diferentes percursos, alguns at&eacute; antag&oacute;nicos, dando visibilidade a um contraste mais rapidamente.<\/p>\n<p><strong>E coloca em rela&ccedil;&atilde;o duas fam&iacute;lias que s&atilde;o muito diferentes&#8230;<br \/><\/strong>Exactamente. E quando percebi isso fiquei especialmente satisfeito porque me permitia mostrar rapidamente um contraste. No final, numa fam&iacute;lia acontece alguma coisa, e na outra h&aacute; um n&atilde;o acontecimento. H&aacute; uma nega&ccedil;&atilde;o, que faz ecoar o acontecimento principal em termos mais poderosos.<\/p>\n<p>Isto porque n&oacute;s reagimos de forma diferente ao mesmo acontecimento. Alguns atiram-se da janela, outros fingem que n&atilde;o aconteceu, outras mudam para melhor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jacinto Lucas Pires regressa ao teatro para conjugar fam\u00edlia, pol\u00edtica e religi\u00e3o. \u00abSagrada Fam\u00edlia\u00bb, estreada na Culturgeste, em Lisboa, foi o pretexto para uma conversa que se cruza com ideais de bem comum.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[199,206],"class_list":["post-47357","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-espiritualidade","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47357","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47357"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47357\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}