{"id":47286,"date":"2010-09-20T15:14:54","date_gmt":"2010-09-20T15:14:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/09\/20\/tradicao-secular-honra-nossa-senhora-da-nazare\/"},"modified":"2010-09-20T15:14:54","modified_gmt":"2010-09-20T15:14:54","slug":"tradicao-secular-honra-nossa-senhora-da-nazare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/tradicao-secular-honra-nossa-senhora-da-nazare\/","title":{"rendered":"Tradi\u00e7\u00e3o secular honra Nossa Senhora da Nazar\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>Confraria de Nossa Senhora da Pederneira &#8211; C\u00edrio da Prata Grande \u00e9 um movimento que engloba actualmente 17 freguesias <!--more--> <\/p>\n<p>A freguesia de Mafra, no distrito de Lisboa, est&aacute; a acolher a imagem de Nossa Senhora da Nazar&eacute;. O &ldquo;C&iacute;rio da Prata Grande&rdquo;, como &eacute; apelidada esta iniciativa, &eacute; uma tradi&ccedil;&atilde;o que remonta ao s&eacute;culo XVII, mas cujas ra&iacute;zes foram estabelecidas v&aacute;rios s&eacute;culos antes, com o nascimento de uma grande devo&ccedil;&atilde;o a Nossa Senhora da Nazar&eacute;.<\/p>\n<p>Segundo dados veiculados pelo site da Confraria da Nossa Senhora da Nazar&eacute; (CNSN), este culto mariano, espalhado pela regi&atilde;o do litoral oeste de Portugal, assume-se como um dos mais antigos do pa&iacute;s, remontando pelo menos ao s&eacute;culo XII.<\/p>\n<p>Diz a lenda que a 14 de Setembro de 1182, o alcaide de Porto de M&oacute;s, D. Fuas Roupinho, andava a ca&ccedil;ar nas suas terras junto ao litoral, quando viu um veado e come&ccedil;ou a persegui-lo. De repente, levantou-se um nevoeiro muito denso, a partir do mar, enquanto que o veado escapava para junto de uma fal&eacute;sia.<\/p>\n<p>O cavaleiro continuou a persegui-lo e s&oacute; se deu conta de que estava &agrave; beira do precip&iacute;cio quando j&aacute; era quase tarde demais. Ent&atilde;o, lembrou-se que havia ali uma gruta onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora com o Menino.<\/p>\n<p>Assim, segunda a tradi&ccedil;&atilde;o religiosa, D. Fuas Roupinho rogou a Maria que ela o salvasse da morte, e o cavalo travou miraculosamente a sua marcha.<\/p>\n<p>Esta lenda foi divulgada pela obra de Frei Bernardo de Brito, um monge cisterciense que, no seu livro &ldquo;Monarquia Lusit&acirc;nia&rdquo; associa o culto medieval a Nossa Senhora da Nazar&eacute; com o milagre feito a D. Fuas Roupinho.<\/p>\n<p>Segundo o mesmo autor, a imagem da gruta ter&aacute; vindo de Nazar&eacute; da Galileia, desde os prim&oacute;rdios do cristianismo. Representa uma Virgem, sentada a amamentar o Menino Jesus.<\/p>\n<p>No s&eacute;culo V, durante o per&iacute;odo dos movimentos iconoclastas, ela ter&aacute; sido salva da destrui&ccedil;&atilde;o pelo monge grego Cir&iacute;aco, que a retirou da Galileia.<\/p>\n<p>Depois de uma passagem pelo mosteiro de Cauliniana, perto de M&eacute;rida, o s&iacute;mbolo foi trazido para o litoral atl&acirc;ntico no ano de 711, por Frei Romano, depois das for&ccedil;as crist&atilde;s terem sido vencidas pelos mu&ccedil;ulmanos.<\/p>\n<p>A Virgem com o Menino foi instalada numa pequena gruta, em cima de um altar, onde mais tarde D. Fuas Roupinho mandaria construir a Capela da Mem&oacute;ria, para que a imagem pudesse ser exposta &agrave; adora&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is.<\/p>\n<p>Ao longo dos s&eacute;culos esta devo&ccedil;&atilde;o mariana foi crescendo, tendo o rei D. Fernando mandado construir um santu&aacute;rio em sua honra, em 1377, num local que seria sucessivamente reconstru&iacute;do e aumentado, entre os s&eacute;culos XVII e XIX, na regi&atilde;o que ficou conhecida como Nazar&eacute;.<\/p>\n<p>Ao longo dos s&eacute;culos, t&ecirc;m sido organizadas v&aacute;rias festas e c&iacute;rios dedicados a Nossa Senhora da Nazar&eacute;, sobretudo a partir de diversas confrarias que se formaram.<\/p>\n<p>Segundo a CNSN, o C&iacute;rio da Prata Grande, um dos mais representativos do pa&iacute;s, teve origem na par&oacute;quia de Igreja Nova, concelho de Mafra, &ldquo;quando um morador do Penedo da Arrifana, Jo&atilde;o Manuel, j&aacute; idoso, resolveu ir em romagem &agrave; Nazar&eacute;&rdquo;.<\/p>\n<p>Com o decorrer dos anos, esta peregrina&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a ter cada vez mais participantes, n&atilde;o s&oacute; da Igreja Nova como de outros pontos da regi&atilde;o Oeste do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Em 1741, foi aprovada a Confraria de Nossa Senhora da Pederneira &ndash; C&iacute;rio da Prata Grande, um movimento que engloba actualmente 17 freguesias, 13 do concelho de Mafra, 3 de Sintra e uma de Torres Vedras.<\/p>\n<p>Cada freguesia que recebe a imagem fica respons&aacute;vel pela organiza&ccedil;&atilde;o da peregrina&ccedil;&atilde;o anual ao Santu&aacute;rio da Nazar&eacute;, antes de a entregar &agrave; Freguesia seguinte. Um compromisso que ficou consagrado por uma Provis&atilde;o do Cardeal Patriarca D. Tomaz de Almeida.<\/p>\n<p>Esta peregrina&ccedil;&atilde;o recebe o nome de C&iacute;rio, devido ao facto de se deixar no Santu&aacute;rio da Nazar&eacute; uma vela &ndash; um c&iacute;rio &#8211; que fica a arder at&eacute; ao pr&oacute;ximo ano.<\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.senhoranazaremafra.com\/index.php?page=programa\">programa<\/a> das festas em honra de Nossa Senhora da Nazar&eacute;, em Mafra, prolonga-se at&eacute; dia 26 de Setembro.<\/p>\n<p>No entanto, as celebra&ccedil;&otilde;es n&atilde;o ficam por aqui, sobretudo ao n&iacute;vel lit&uacute;rgico, j&aacute; que ao longo deste ano ser&atilde;o muitos os momentos de ora&ccedil;&atilde;o que a comunidade local ir&aacute; realizar, dedicados ao culto mariano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confraria de Nossa Senhora da Pederneira &#8211; C\u00edrio da Prata Grande \u00e9 um movimento que engloba actualmente 17 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