{"id":4719,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/publicacao-missionaria-revela-vidas-despedacadas-pela-corrida-ao-armamento\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"publicacao-missionaria-revela-vidas-despedacadas-pela-corrida-ao-armamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/publicacao-missionaria-revela-vidas-despedacadas-pela-corrida-ao-armamento\/","title":{"rendered":"Publica\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria revela \u00abVidas despeda\u00e7adas\u00bb pela corrida ao armamento"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" border=\"1\" src=\"\/pub\/1\/img\/amfev2004.jpg\" align=\"right\"> A cada minuto que passa, o mau uso do armamento convencional provoca uma morte violenta, enquanto muitas outras pessoas s\u00e3o mutiladas, torturadas, violadas ou for\u00e7adas a fugir.  Esta constata\u00e7\u00e3o d\u00e1 o mote ao artigo \u201cVidas despeda\u00e7adas\u201d, que revista \u201cAl\u00e9m-Mar\u201d dos Mission\u00e1rios Combonianos apresenta na sua \u00faltima edi\u00e7\u00e3o. Um pouco por todo o mundo os arsenais continuam a aumentar desenfreadamente, tanto a n\u00edvel do armamento convencional como das armas ligeiras, constituindo uma amea\u00e7a cada vez maior \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 paz mundial.  As armas est\u00e3o fora de controlo \u00e9 precisamente a t\u00f3nica da campanha \u201cVidas Despeda\u00e7adas\u201d, recentemente lan\u00e7ada por organiza\u00e7\u00f5es t\u00e3o prestigiadas quanto a Amnistia Internacional e a Oxfam. Para Manuel Giraldes, autor do artigo, este alerta \u00e9 \u201cparticularmente oportuno numa \u00e9poca em que, a coberto da \u00abguerra contra o terrorismo\u00bb e do c\u00ednico pragmatismo que troca armamento por aliados, o neg\u00f3cio e o tr\u00e1fico n\u00e3o cessam de aumentar.\u201d O texto revela que as cinco membros permanentes do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU (Fran\u00e7a, R\u00fassia, China, Reino Unido e EUA) respondem, juntos, por 88% da exporta\u00e7\u00e3o mundial de armas convencionais. A aus\u00eancia a legisla\u00e7\u00e3o escasseia, tanto a n\u00edvel das armas convencionais ou ligeiras, quer a n\u00edvel nacional ou internacional. Nesse sentido, a campanha da Oxfam reivindica com car\u00e1cter de urg\u00eancia que, \u00e0 escala mundial, se chegue nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos a um consenso em torno de um Tratado de Com\u00e9rcio de Armas.  O artigo \u201cVidas despeda\u00e7adas\u201d procura combater \u201cuma ideia errada e antiquada do \u00abciclo de vida\u00bb das armas\u201d. Cita-se, como exemplo, a situa\u00e7\u00e3o na Guatemala, onde, quatro anos ap\u00f3s a assinatura dos tratados de paz, 75% da popula\u00e7\u00e3o se queixava de um aumento da inseguran\u00e7a e 88% notava um acentuado aumento da aquisi\u00e7\u00e3o e prolifera\u00e7\u00e3o das armas de fogo.  \u201cMinas terrestres, artefactos n\u00e3o deflagrados das bombas de fragmenta\u00e7\u00e3o e outros dispositivos continuam a causar, muito depois do final oficial dos conflitos, 15 a 20 mil v\u00edtimas por ano\u201d, explica a pe\u00e7a informativa. Falando de um \u201cneg\u00f3cio sujo e corrupto\u201d, a Al\u00e9m-Mar denuncia que, a n\u00edvel mundial, as exporta\u00e7\u00f5es autorizadas de armamento sejam apenas a \u00ednfima ponta de um gigantesco icebergue.  Segundo as estat\u00edsticas oficiais, as transac\u00e7\u00f5es legais rondam os 21 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, o que representa 0,5% de todo o com\u00e9rcio internacional e menos de metade do valor do mercado global de caf\u00e9.  O artigo em quest\u00e3o apresenta alguns n\u00fameros para dar \u201cuma ideia do que se passa nos bastidores\u201d: os gastos militares consomem, em m\u00e9dia, 2,8% dos or\u00e7amentos dos governos antes de um conflito, 5% durante e 4,5% na d\u00e9cada seguinte; s\u00f3 no ano de 1999, a \u00c1frica do Sul acordou a aquisi\u00e7\u00e3o de seis mil milh\u00f5es de d\u00f3lares de material militar; entre 1998 e 2001, os EUA, o Reino Unido e a Fran\u00e7a ganharam mais com a venda de armas aos pa\u00edses em vias de desenvolvimento do que o que gastaram nas ajudas ao desenvolvimento; os pa\u00edses da \u00c1frica, da \u00c1sia, do M\u00e9dio Oriente e da Am\u00e9rica Latina gastam, em m\u00e9dia, vinte e dois mil milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano em armas Assim se percebe, de acordo com o texto, que se a Amnistia Internacional e a Oxfam est\u00e3o a apelar \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o que, a n\u00edvel nacional e internacional, regulamente e controle o neg\u00f3cio, o tr\u00e1fico e a circula\u00e7\u00e3o de armamento de todos os tipos \u00e9 porque consideram que a situa\u00e7\u00e3o actual \u00e9 &#8220;muito grave&#8221;.  Essa gravidade, assegura a publica\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria, deve-se \u201cem larga medida \u00e0 \u00abguerra ao terrorismo\u00bb, que modificou as pol\u00edticas restritivas de diversos governos e que faz com que cada vez mais armas estejam a ser exportadas sem grande considera\u00e7\u00e3o pelo historial em mat\u00e9ria de direitos humanos dos pa\u00edses destinat\u00e1rios.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada minuto que passa, o mau uso do armamento convencional provoca uma morte violenta, enquanto muitas outras pessoas s\u00e3o mutiladas, torturadas, violadas ou for\u00e7adas a fugir. Esta constata\u00e7\u00e3o d\u00e1 o mote ao artigo \u201cVidas despeda\u00e7adas\u201d, que revista \u201cAl\u00e9m-Mar\u201d dos Mission\u00e1rios Combonianos apresenta na sua \u00faltima edi\u00e7\u00e3o. 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