{"id":47181,"date":"2010-09-15T13:22:17","date_gmt":"2010-09-15T13:22:17","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/09\/15\/notas-sinteticas-das-jornadas-pastorais-do-episcopado\/"},"modified":"2010-09-15T13:22:17","modified_gmt":"2010-09-15T13:22:17","slug":"notas-sinteticas-das-jornadas-pastorais-do-episcopado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/notas-sinteticas-das-jornadas-pastorais-do-episcopado\/","title":{"rendered":"Notas sint\u00e9ticas das Jornadas Pastorais do Episcopado"},"content":{"rendered":"<p style=\"TEXT-ALIGN: left\"><strong>Notas sint&eacute;ticas das Jornadas Pastorais do Episcopado<\/strong><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: left\"><strong><em>F&aacute;tima, Junho de 2010<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: left\"><strong>&ldquo;Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal: <\/strong><strong>Interpela&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-culturais<\/strong><strong>&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>1. A identidade crist&atilde;, na sua novidade e diferen&ccedil;a, &eacute; hoje posta &agrave; prova e chamada a manifestar-se em condi&ccedil;&otilde;es novas, dif&iacute;ceis e fatigantes. Humanamente temos a sensa&ccedil;&atilde;o de sermos uma Igreja fr&aacute;gil numa sociedade tamb&eacute;m ela fr&aacute;gil. A Igreja encontra-se muitas vezes mergulhada nas mesmas incertezas que caracterizam toda a nossa sociedade. N&atilde;o pode conceber e exercer a sua miss&atilde;o fora deste contexto geral. &Eacute; chamada a permanecer com a sua identidade espec&iacute;fica no meio das fracturas da sociedade. &Eacute; precisamente nesta situa&ccedil;&atilde;o que somos interpelados a viver a experi&ecirc;ncia do <em>&ldquo;paradoxo crist&atilde;o&rdquo;:<\/em> o poder de Deus actua na Igreja, como actuou na vida dos ap&oacute;stolos, dentro e atrav&eacute;s da sua fragilidade &ldquo;Basta-te a minha gra&ccedil;a, porque a minha for&ccedil;a manifesta-se na fraqueza&rdquo; (<em>2Cor<\/em> 12,9).<\/p>\n<p>2. Da express&atilde;o das inquieta&ccedil;&otilde;es e interpela&ccedil;&otilde;es &agrave; necessidade de um discernimento espiritual: inspirado e guiado pelo Esp&iacute;rito Santo e n&atilde;o meramente sociol&oacute;gico, que nos permita ver o que Jesus Cristo espera de n&oacute;s atrav&eacute;s destas inquieta&ccedil;&otilde;es e prova&ccedil;&otilde;es. Como compreender e avaliar as resist&ecirc;ncias da cultura ambiente &agrave; Tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;? O que fazer para fazer face a um crescimento da indiferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; f&eacute; e do desafecto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Igreja?<\/p>\n<p>3. Enfrentar as provas da miss&atilde;o a partir da f&eacute; e da sua din&acirc;mica interna, da identidade crist&atilde; e da novidade da Gra&ccedil;a em vez de procurar e denunciar obst&aacute;culos externos aos quais responder com crit&eacute;rios e estrat&eacute;gias pontuais de defesa ou contra-ataque.<\/p>\n<p>4. Campos de prova mais urgentes em ordem &agrave; miss&atilde;o:<\/p>\n<p>4.1. Campo da transmiss&atilde;o da f&eacute; na sociedade secularizada, a pedir: uma aten&ccedil;&atilde;o aos &ldquo;<em>preambula fidei&rdquo;,<\/em> &agrave;s janelas abertas para a f&eacute; desde o pedido de baptismo para o filho, a possibilidade dos pais despertarem para a f&eacute; atrav&eacute;s da catequese dos filhos at&eacute; ao dialogo cultural; uma <em>revis&atilde;o da inicia&ccedil;&atilde;o e da forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde;s <\/em>que levem a uma verdadeira experi&ecirc;ncia de encontro com Cristo; uma <em>resposta &agrave; sede e &agrave; necessidade de espiritualidade<\/em>, que por sua vez alimenta a comunh&atilde;o e a miss&atilde;o da Igreja.<\/p>\n<p>4.2. Campo da presen&ccedil;a da Igreja na sociedade a pedir aten&ccedil;&atilde;o <em>ao<\/em> <em>acolhimento,<\/em> <em>&agrave; cultura<\/em> enquanto <em>ethos<\/em> de um povo e express&atilde;o do desenvolvimento da pessoa nas diversas vertentes e<em> &agrave; caridade<\/em> de proximidade aos mais fr&aacute;geis e vulner&aacute;veis.<\/p>\n<p>4.3. Campo das realidades antropol&oacute;gicas a exigir uma <em>&ldquo;gram&aacute;tica<\/em> <em>elementar da exist&ecirc;ncia crist&atilde;&rdquo;,<\/em> com as quest&otilde;es sobre a vida, o amor humano, o sofrimento, a morte, a confian&ccedil;a e a esperan&ccedil;a, o sentido da vida.<\/p>\n<p>4.4. Campo da comunidade crist&atilde; a requerer uma <em>reconfigura&ccedil;&atilde;o e reorganiza&ccedil;&atilde;o da par&oacute;quia<\/em> na base da comunh&atilde;o e da co-responsabilidade dos v&aacute;rios carismas, servi&ccedil;os, minist&eacute;rios e movimentos e na base da integra&ccedil;&atilde;o numa unidade mais vasta (por ex. na vigararia) atrav&eacute;s de um trabalho em rede.<\/p>\n<p>5. Algumas atitudes espirituais a encorajar<\/p>\n<p>5.1. Acolher a situa&ccedil;&atilde;o de secularismo e de indiferen&ccedil;a como apelo ao discernimento, &agrave; forma&ccedil;&atilde;o (ir ao centro da f&eacute;) e ao testemunho crist&atilde;o;<\/p>\n<p>5.2. Praticar o di&aacute;logo <em>ad intra<\/em> e <em>ad extra<\/em>, a escuta, a proximidade, o estilo sinodal de caminhar juntos, recolher as intui&ccedil;&otilde;es pastorais que surjam;<\/p>\n<p>5.3. Cultivar um estilo de vida crist&atilde;o que possa ser interpelador (a santidade de vida no mundo);<\/p>\n<p>5.4. Dar um lugar particular &agrave; espiritualidade e &agrave; ora&ccedil;&atilde;o, concretamente &agrave; &ldquo;espiritualidade do acontecimento&rdquo; (express&atilde;o de D. Jos&eacute; Policarpo);<\/p>\n<p>5.5.&nbsp;Manifestar a visibilidade sacramental da Igreja. A visibilidade espec&iacute;fica da Igreja &eacute; de car&aacute;cter sacramental e n&atilde;o de espect&aacute;culo medi&aacute;tico. Requer pois que tudo o que a Igreja faz se torne acontecimento envolvente e deixe transparecer o que a anima na sua profundidade;<\/p>\n<p>5.6. Formar comunidades fraternas e mission&aacute;rias onde se viva a comunh&atilde;o e o impulso apost&oacute;lico;<\/p>\n<p>5.7.&nbsp;Aprender a praticar a esperan&ccedil;a crist&atilde;, com o elemento essencial que a caracteriza: a abertura ao invis&iacute;vel de Deus, &agrave; confian&ccedil;a no seu Amor que inspira a confian&ccedil;a na vida, na bondade da vida e motiva os compromissos firmes e permanentes no meio da cultura da precariedade.<\/p>\n<p>&ldquo;Concede-me, Senhor, eu Te pe&ccedil;o, uma vontade que Te busque; uma sabedoria que Te encontre; uma vida que Te agrade; uma perseveran&ccedil;a que Te espere com confian&ccedil;a e uma confian&ccedil;a de que no final possa possuir-Te&rdquo; (S. Tom&aacute;s de Aquino).<\/p>\n<p align=\"right\">+ <em>Ant&oacute;nio Marto<\/em>, Bispo de Leiria-F&aacute;tima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Notas sint&eacute;ticas das Jornadas Pastorais do Episcopado F&aacute;tima, Junho de 2010 &ldquo;Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal: Interpela&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-culturais&rdquo; &nbsp; 1. A identidade crist&atilde;, na sua novidade e diferen&ccedil;a, &eacute; hoje posta &agrave; prova e chamada a manifestar-se em condi&ccedil;&otilde;es novas, dif&iacute;ceis e fatigantes. 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