{"id":47013,"date":"2010-09-02T17:31:50","date_gmt":"2010-09-02T17:31:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/09\/02\/leigos-missionarios-retidos-em-maputo\/"},"modified":"2010-09-02T17:31:50","modified_gmt":"2010-09-02T17:31:50","slug":"leigos-missionarios-retidos-em-maputo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/leigos-missionarios-retidos-em-maputo\/","title":{"rendered":"Leigos mission\u00e1rios retidos em Maputo"},"content":{"rendered":"<p>Uma equipa de tr&ecirc;s elementos dos Leigos Mission&aacute;rios da Boa Nova (LMBN) encontra-se retida na cidade de Maputo, para se proteger dos tumultos que se est&atilde;o a desenrolar na regi&atilde;o desde ontem, dia 1.<\/p>\n<p>&nbsp;O grupo chegou no dia 29 de Agosto, vindo de Malema e est&aacute; retido em casa, no Bairro do Aeroporto.<\/p>\n<p>Diana Salgado est&aacute; a coordenar as actividades dos LMBN em Mo&ccedil;ambique, que tinha como objectivo, esta semana, perceber o tipo de trabalho que poderia ser feito em Maputo.<\/p>\n<p>&ldquo;Desde ontem que estamos aqui fechados. Temos aqui ao p&eacute; de casa uma estrada principal, mas as pessoas que aqui nos conhecem n&atilde;o nos deixam ir mais longe&rdquo; avan&ccedil;a a mission&aacute;ria.<\/p>\n<p>Hoje, dia 2, a situa&ccedil;&atilde;o parece estar mais calma, &ldquo;mas as ruas continuam cheias de gente, ningu&eacute;m foi trabalhar&rdquo;, refere ainda aquela respons&aacute;vel.<\/p>\n<p>Mesmo as escolas pertencentes aos mission&aacute;rios est&atilde;o todas fechadas. &ldquo;Com o fim-de-semana a chegar, diz a mission&aacute;ria, &ldquo;queremos acreditar que tudo se vai normalizar. N&oacute;s vamos embora na ter&ccedil;a-feira, e quer&iacute;amos ao menos perceber o tipo de trabalho que podemos desenvolver aqui&rdquo;.<\/p>\n<p>Ontem foi o dia pior, de acordo com a coordenadora dos Leigos da Boa Nova, porque &ldquo;se ouviu muitos tiros, durante todo o dia e uma parte da noite viu-se muito fumo, por causa dos pneus a arder pelas ruas&rdquo;.<\/p>\n<p>Houve uma falha de electricidade at&eacute; ao in&iacute;cio da noite, &ldquo;onde houve um aproveitamento muito grande, para a realiza&ccedil;&atilde;o de actos de vandalismo&rdquo;, lamenta a coordenadora dos LMBN.<\/p>\n<p>Por agora, o grupo vai continuar fechado em casa &ndash; &ldquo;por muito trabalho que quis&eacute;ssemos desenvolver, &eacute; praticamente imposs&iacute;vel&rdquo; conclui Diana Salgado.<\/p>\n<p>O padre Anast&aacute;cio Jorge acompanha a Sociedade Mission&aacute;ria da Boa Nova (SMBN) e est&aacute; a acompanhar este grupo.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute;ramos para ir ter ao Chibuto, para estar com colegas nossos que est&atilde;o l&aacute; a trabalhar tamb&eacute;m, mas as estradas est&atilde;o todas barricadas e os carros n&atilde;o circulam e, por raz&otilde;es de seguran&ccedil;a. A cidade est&aacute; completamente parada, parece uma cidade fantasma&rdquo; conta o sacerdote.<\/p>\n<p>O padre Anast&aacute;cio Jorge diz que &ldquo;ningu&eacute;m ficou surpreendido com isto, nem o pr&oacute;prio governo, nem a pol&iacute;cia, j&aacute; se previa, analistas pol&iacute;ticos aqui em Mo&ccedil;ambique j&aacute; diziam que isto ia acontecer&rdquo;<\/p>\n<p>Os aumentos de pre&ccedil;os em Mo&ccedil;ambique s&atilde;o vertiginosos, em &aacute;reas muito sens&iacute;veis como o p&atilde;o, a &aacute;gua e a energia. Segundo o sacerdote, &ldquo;com este &uacute;ltimo aumento, a energia em Mo&ccedil;ambique ficou altamente cara e as pessoas n&atilde;o aguentam. O sal&aacute;rio m&iacute;nimo &eacute; &agrave; volta de 50 euros mensais, mas grande parte n&atilde;o ganha esse sal&aacute;rio, e os pre&ccedil;os da &aacute;gua e da energia j&aacute; s&atilde;o compar&aacute;veis aos de Portugal, o que d&aacute; para perceber aquilo que custa &agrave;s pessoas manterem-se vivas&rdquo;.<\/p>\n<p>Daquilo que consegue descrever, da situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, o mission&aacute;rio fala dos bairros cheios de gente desempregada, fam&iacute;lias muito grandes, de 11 a 15 elementos.<\/p>\n<p>&ldquo;H&aacute; um descontentamento generalizado entre a popula&ccedil;&atilde;o, porque v&ecirc;em que h&aacute; uma classe mais rica, que vive bem, que suporta as coisas, e h&aacute; cada vez um espectro de pobreza maior, sem fim &agrave; vista&rdquo;.<\/p>\n<p>O padre Anast&aacute;cio Jorge lamenta ainda &ldquo;a viol&ecirc;ncia e o oportunismo que se gerou, e o facto de, em vez do povo protestar de forma organizada, tudo descambar em clima de caos, onde os inocentes acabam por pagar&rdquo;.<\/p>\n<p>O conselho de ministros j&aacute; anunciou uma decis&atilde;o, em que mostrou a inflexibilidade do governo face &agrave; baixa de pre&ccedil;os pretendida pela popula&ccedil;&atilde;o. O governo vai tentar manter a ordem p&uacute;blica e que os aumentos previstos v&atilde;o continuar, porque h&aacute; uma situa&ccedil;&atilde;o aflitiva para a economia do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&ldquo;Vamos ver como &eacute; que a popula&ccedil;&atilde;o vai reagir, porque come&ccedil;a a haver muitas pessoas com dificuldade para sobreviver. Depois, o governo tem ainda que lidar com uma realidade nova, que &eacute; a pobreza urbana&rdquo; explica o respons&aacute;vel pelos Mission&aacute;rios da Boa Nova.<\/p>\n<p>A institui&ccedil;&atilde;o tem actualmente 12 mission&aacute;rios leigos a colaborar nos trabalhos, divididos em grupos de 3 pelas regi&otilde;es de Maputo, Chibuto, Malema e Pemba. H&aacute; neste momento uma equipa da ARM, antigos alunos da sociedade mission&aacute;ria, que est&aacute; retida em Chiibuto.<\/p>\n<p>Os respons&aacute;veis esperam que amanh&atilde; ou S&aacute;bado consigam traz&ecirc;-los para Maputo em seguran&ccedil;a, para depois os levarem ao aeroporto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de tr&ecirc;s elementos dos Leigos Mission&aacute;rios da Boa Nova (LMBN) encontra-se retida na cidade de Maputo, para se proteger dos tumultos que se est&atilde;o a desenrolar na regi&atilde;o desde ontem, dia 1. &nbsp;O grupo chegou no dia 29 de Agosto, vindo de Malema e est&aacute; retido em casa, no Bairro do Aeroporto. 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