{"id":4700,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-quaresma-e-a-defesa-da-vida-e-da-dignidade-da-pessoa-humana\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-quaresma-e-a-defesa-da-vida-e-da-dignidade-da-pessoa-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-quaresma-e-a-defesa-da-vida-e-da-dignidade-da-pessoa-humana\/","title":{"rendered":"A Quaresma e a defesa da vida e da dignidade da pessoa humana"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem dos Bispos diocesanos de \u00c9vora: &#8220;Por mais doce que seja a morte dum velho considerado como trapo improdutivo e, por mais eufemista que se apresente a \u2018interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez\u2019, tudo isso \u00e9 morte&#8221; <!--more--> A Quaresma e a defesa da vida e da dignidade da pessoa humana  A Igreja de Deus, guiada pelo Esp\u00edrito, sua \u2018mem\u00f3ria viva\u2019, revive, na f\u00e9, o mist\u00e9rio dos 40 dias (Quadrag\u00e9sima) de  ora\u00e7\u00e3o e jejum de Jesus \u201clevado pelo Esp\u00edrito ao deserto\u201d (Lc 4,1) e todo o mist\u00e9rio, de prova e de consagra\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade do Pai, que se manifesta na vida p\u00fablica do Senhor, desde o baptismo de penit\u00eancia a que se sujeitou, no rio Jord\u00e3o, at\u00e9 ao \u2018baptismo\u2019 da mor- te, a que livremente se entregou por n\u00f3s em sacrif\u00edcio, salvando-nos pelo seu Mist\u00e9rio Pascal.  A Quaresma orienta para o sacrif\u00edcio da cruz e para o triunfo pascal, de modo que n\u00e3o h\u00e1 jejum, ora\u00e7\u00e3o e esmola que n\u00e3o provenham dum profundo desejo de convers\u00e3o e para esta se orientem. A P\u00e1scoa pressup\u00f5e a Quaresma, que come\u00e7a com o rito da imposi\u00e7\u00e3o das cinzas e vai at\u00e9 ao Tr\u00edduo Pascal. A Quaresma \u00e9 o tempo prop\u00edcio para a convers\u00e3o, para a reflex\u00e3o e di\u00e1logo com Deus, na ora\u00e7\u00e3o e para a partilha com os irm\u00e3os necessitados. O Papa, nesta Quaresma, convida-nos a meditar a palavra de Jesus \u201cAquele que acolher em meu nome uma crian\u00e7a como esta, acolhe-me a Mim\u201d (Mt 18,5), a qual \u00e9 evidentemente, parte da resposta \u00e0 pergunta dos disc\u00edpulos: \u201cQuem \u00e9 o maior no Reino do C\u00e9u?\u201d (Mt.18,1).  Jesus: \u201cchamou uma crian\u00e7a, colocou-a no meio deles, e disse: Em verdade vos digo: se n\u00e3o vos converterdes e n\u00e3o vos tornardes como as crian\u00e7as de modo nenhum podeis entrar no Reino do C\u00e9u.  Aquele que se tornar pequeno como esta crian\u00e7a, ser\u00e1 o maior no Reino do C\u00e9u. Aquele que acolher, em meu nome, uma crian\u00e7a como esta, acolhe-me a Mim\u201d (Mt 18,2-5 ). Jesus fala duma dupla atitude: \u2018tornar-se\u2019 pequenino e \u2018acolher\u2019 os pequeninos. A primeira condiciona a segunda: s\u00f3 quem se fizer  \u2018crian\u00e7a\u2019 \u00e9 que ser\u00e1 capaz de acolher com amor os mais pequeninos, que s\u00e3o sempre os mais indefesos.  1. AMOR E IDENTIFICA\u00c7\u00c3O DE JESUS COM OS PEQUENINOS Jesus manifesta predilec\u00e7\u00e3o, pelos humildes e pelos pequeninos e identifica-se, com eles: \u201csempre que fizestes (ou deixastes de fazer) isto a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos a mim mesmo o fizestes (ou deixastes de fazer)\u201d (Mt 25, 40. 45). O amor de identifica\u00e7\u00e3o de Jesus com os pequeninos constitui o m\u00f3vel de todo o discurso eclesial (Mt 18,2-35 ): da ap\u00f3strofe contra o esc\u00e2ndalo, que faz cair os fracos; do abandono do rebanho para salvar a ovelha tresmalhada; e da resolu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios pela correc\u00e7\u00e3o fraterna. \u00c9 ele que se expande na ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria onde o Senhor est\u00e1 presente; e \u00e9 ele que frutifica e orienta para o perd\u00e3o rec\u00edproco.  2. L\u00d3GICA DO MUNDO E  \u2018CONDESCEND\u00caNCIA\u2019 DE DEUS Os disc\u00edpulos movem-se na l\u00f3gica da grandeza, da impor- t\u00e2ncia e do poder, segundo os crit\u00e9rios do mundo em que vivem e onde, ontem como hoje, o que conta \u00e9 o poder, o ter, o fazer e a ostenta\u00e7\u00e3o. Jesus exorta a modificar a aprecia\u00e7\u00e3o, o pensar e o agir, de modo a podermos ver e apetecer como s\u00e1bio, como grande, como verdadeiramente valioso e digno de apre\u00e7o aquilo \u2018que \u00e9 fraco e desprez\u00edvel aos olhos do mundo\u2019. Convida a abra\u00e7ar a sabedoria da Cruz (1Cor.1,17-31) e a l\u00f3gica amorosa da \u2018condescend\u00eancia\u2019 de Filho de Deus, que \u2018se fez carne\u2019 (Jo.1,14), pequenino, pobre, submisso, dependente, \u2018em tudo igual a n\u00f3s excepto no pecado\u2019. Jesus convida a segui-LO e a imit\u00e1-LO a Ele que \u2018se aniquilou e se fez servo humilde e obediente at\u00e9 \u00e0 morte\u2019 (Fil 2,5-11 ), servindo e dando a vida em reden\u00e7\u00e3o (Mc 10,45 ). \u201c Pela sua encarna\u00e7\u00e3o, o Filho de Deus uniu-se de certo modo a cada homem\u201d  (Gaudium et spes, 22 ). Assim, manifestou o infinito amor de Deus que \u201camou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho Unig\u00e9nito\u201d (Jo 3,16) e manifestou tamb\u00e9m o \u2018valor incompar\u00e1vel de cada pessoa humana\u2019, pois: \u201co Evangelho do amor de Deus pelo homem, o Evangelho da dignidade da pessoa e o Evangelho da vida s\u00e3o um \u00fanico e indivis\u00edvel Evangelho\u201d (Jo\u00e3o Paulo II, Evangelho da vida, n. 2).  3. \u2018CULTURA DA MORTE\u2019 E \u2018CONJURA CONTRA A VIDA\u2019 \u201cSem o Criador, a criatura n\u00e3o subsiste (&#8230;). Se se esquece Deus, a pr\u00f3pria criatura se obscurece\u201d (G.S.36). Com o eclipse de Deus,  a vida dos fracos e indefesos, que mereceria mais cuidados, \u00e9 desprezada e objecto de pouca preocupa\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria, assistindo, como diz o Papa, a uma  \u2018conjura contra a vida\u2019, a uma \u2018guerra dos poderosos contra os d\u00e9beis\u2019 (cf. Ex 1,7-22), a um esbanjamento de dinheiro na luta contra a pessoa, justificando crimes contra ela, como o aborto e a eutan\u00e1sia, \u2018em nome dos direitos da liberdade individual, pretendendo n\u00e3o s\u00f3 a sua impunidade e autoriza\u00e7\u00e3o por parte do Estado, para os praticar com inteira liberdade\u2019, mas at\u00e9 que esses crimes sejam pagos pelo dinheiro dos contribuintes. A Igreja, que est\u00e1 ao servi\u00e7o da vida humana, considera seu dever, a que n\u00e3o pode de modo nenhum subtrair-se, dar voz a quem a n\u00e3o tem, defendendo os inocentes, os mais fracos, os pequeninos de todas as condi\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o sempre os preferidos de Deus e sempre aqueles com quem Jesus se identifica  ( Mt.18,1-5; 25, 40.45 ).  4. SEQUELA DAS IDEOLOGIAS DO S\u00c9CULO XX Durante o s\u00e9culo XX, as ideologias do nazismo e do comunismo cometeram crimes horrorosos, em nome dum programa \u2018cientificamente\u2019 organizado, em prol do super homem, da super ra\u00e7a e da perfeita sociedade. Eliminaram velhos e crian\u00e7as, nascidas e por nascer, gente sem voz, fracos, inocentes e sem defesa, bem como pessoas doutras ra\u00e7as e convic\u00e7\u00f5es. Aniquilaram, em nome duma cartilha pseudo-cient\u00edfica, da ra\u00e7a ou da sociedade paradis\u00edaca a promover, os que, ent\u00e3o, n\u00e3o pensavam como eles. Estejamos atentos. Olhemos para o mundo que nos rodeia. N\u00e3o podemos pensar, nem agir, segundo um ordenamento permissivo e imposto, feito \u00e0 medida do grupo ou de cada um, por uma sociedade hedonista, c\u00ednica e farisaica, sem valores e sem refer\u00eancias, assente numa \u2018exasperada e deformada ideia de subjectividade\u2019. Como diz o Papa, um crime \u00e9 sempre um crime, quer seja realizado por um tirano quer  legitimado pelo consenso popular (Evangelho da Vida, 70 ). A mentalidade abortista, a esteriliza\u00e7\u00e3o, a escravatura, o com\u00e9rcio de pessoas e \u00f3rg\u00e3os, o mau tratamento das crian\u00e7as, das mulheres, dos fracos e indefesos, a eutan\u00e1sia e outras formas de manipula\u00e7\u00e3o da pessoa humana, s\u00e3o ainda sequelas dessas estranhas ideologias a que o s\u00e9culo XX nos habituou. Por mais doce que seja a morte dum velho considerado como trapo improdutivo e, por mais eufemista que se apresente a \u2018interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez\u2019, tudo isso \u00e9 morte e atentado contra a dignidade inviol\u00e1vel e sagrada da pessoa humana. Temos que continuar a denunciar, com o profeta Isa\u00edas, a atitude daqueles que promovem a pervers\u00e3o e aniquila\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia moral: \u201cai dos que ao mal chamam bem e ao bem mal, dos que transformam as trevas em luz e a luz em trevas, dos que mudam o amargo em doce e o doce em amargo! \u201d (Is 5,20).   Como argumentava Madre Teresa de Calcut\u00e1, a santa que gastou a sua vida ao servi\u00e7o dos mais pobres, \u201cse uma m\u00e3e pode matar um  filho seu, que nos impede, a mim e a  ti, de nos matarmos um ao outro\u201d?  J\u00e1 o Conc\u00edlio Vaticano II dizia h\u00e1 40 anos: \u201cs\u00e3o infames as seguintes coisas:  tudo quanto se op\u00f5e \u00e0 vida, como seja toda a esp\u00e9cie de homic\u00eddio, genoc\u00eddio, aborto, eutan\u00e1sia e suic\u00eddio volunt\u00e1rio; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutila\u00e7\u00f5es, os tormentos corporais e mentais e as tentativas para violentar as pr\u00f3prias consci\u00eancias; tudo quanto ofende a dignidade da pessoa humana, como as condi\u00e7\u00f5es de vida infra-humanas, as pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, as deporta\u00e7\u00f5es, a escravid\u00e3o, a prostitui\u00e7\u00e3o, o com\u00e9rcio de mulheres e jovens; e tamb\u00e9m as condi\u00e7\u00f5es degradantes de trabalho, em que os oper\u00e1rios s\u00e3o tratados como meros instrumentos de lucro e n\u00e3o como pessoas livres e respons\u00e1veis. Todas estas coisas e outras semelhantes s\u00e3o infamantes; ao mesmo tempo que corrompem a civiliza\u00e7\u00e3o humana, desonram mais aqueles que assim procedem, do que os que padecem injustamente; e ofendem gravemente a honra devida ao Criador\u201d ( Gaudium et spes, 27 ). A Igreja ousa mesmo dizer, com S. Tom\u00e1s: \u201ctoda a lei constitu\u00edda pelos homens tem for\u00e7a de lei s\u00f3 na medida em que deriva da lei natural. Se, ao contr\u00e1rio, nalguma coisa est\u00e1 em contraste com a lei natural, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 lei mas  sim corrup\u00e7\u00e3o  da  lei\u201d.  5. DESTINO DA REN\u00daNCIA QUARESMAL Neste tempo prop\u00edcio que a Igreja nos prop\u00f5e como per\u00edodo de convers\u00e3o e de partilha, convidamos, uma vez mais, toda a comunidade diocesana a fazer a experi\u00eancia da ren\u00fancia e da partilha. Renunciar e privar-se de alguma coisa que nos d\u00e1 prazer, para partilhar com os outros o produto dessa priva\u00e7\u00e3o, \u00e9 sempre fonte de liberdade e de alegria. Em sintonia com a proposta do Papa Jo\u00e3o Paulo II, \u201cAquele que acolher em meu nome uma crian\u00e7a como esta, acolhe-me a Mim\u201d (Mt.18,5), ofereceremos o fruto das nossas ren\u00fancias do corrente ano \u00e0s crian\u00e7as maltratadas e carenciadas da \u00c1frica, de modo especial \u00e0s crian\u00e7as da Guin\u00e9 Conakry, juntamente com as outras dioceses portuguesas.  Ser\u00e3o igualmente contempladas as crian\u00e7as atendidas, em pa\u00edses de miss\u00e3o, por Congrega\u00e7\u00f5es Religiosas, que tamb\u00e9m trabalham nesta Arquidiocese. Este testemunho de solidariedade crist\u00e3 para com as crian\u00e7as que sofrem apontar\u00e1 caminhos novos de civiliza\u00e7\u00e3o, de paz e de promo\u00e7\u00e3o dos direitos funda- mentais a uma sociedade decadente mas ansiosa por uma vida nova. Como nos anos anteriores, confiamos esta iniciativa de amor crist\u00e3o \u00e0 C\u00e1ritas Diocesana que tem sabido p\u00f4r o maior generoso empenho na coordena\u00e7\u00e3o da ren\u00fancia quaresmal.  Aos seus respons\u00e1veis, aqui queremos deixar uma sentida palavra de apre\u00e7o e gratid\u00e3o.  \u00c9vora, 11 de Fevereiro de 2004   D. Maur\u00edlio de Gouveia, Arcebispo Metropolitano D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s, Bispo Auxiliar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem dos Bispos diocesanos de \u00c9vora: &#8220;Por mais doce que seja a morte dum velho considerado como trapo improdutivo e, por mais eufemista que se apresente a \u2018interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez\u2019, tudo isso \u00e9 morte&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[93,101,125,144,154,175,237,248,275,91,314],"class_list":["post-4700","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-aborto","tag-africa","tag-caritas","tag-concilio-vaticano-ii","tag-crianca","tag-diocese-de-evora","tag-joao-paulo-ii","tag-madre-teresa","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4700"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4700\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}