{"id":46972,"date":"2010-08-31T14:27:35","date_gmt":"2010-08-31T14:27:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/08\/31\/espirito-de-missao-e-o-futuro-da-igreja\/"},"modified":"2010-08-31T14:27:35","modified_gmt":"2010-08-31T14:27:35","slug":"espirito-de-missao-e-o-futuro-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/espirito-de-missao-e-o-futuro-da-igreja\/","title":{"rendered":"Esp\u00edrito de miss\u00e3o \u00e9 o futuro da Igreja"},"content":{"rendered":"<p>Para j\u00e1, o desafio passa por aplicar de forma eficaz as ideias da carta pastoral \u00abPara um rosto mission\u00e1rio da Igreja em Portugal\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Dois anos depois de ter sido pedida no Congresso Mission&aacute;rio de 2008, a carta pastoral &ldquo;Para um rosto mission&aacute;rio da Igreja em Portugal&rdquo;, tem vindo a ser progressivamente lan&ccedil;ada nas dioceses, ainda que n&atilde;o &agrave; velocidade desejada.<\/p>\n<p>O padre Tony Neves, director das obras mission&aacute;rias da diocese de Lisboa, defende que este esp&iacute;rito mission&aacute;rio que se est&aacute; a criar &eacute; &ldquo;um sinal de futuro&rdquo; e uma &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o silenciosa&rdquo;, que pode, a curto prazo, &ldquo;criar uma Igreja mais aberta e universal&rdquo;.<\/p>\n<p>Por isso, aponta aquele respons&aacute;vel, &ldquo;este &eacute; um desafio que a Igreja tem de responder com alguma velocidade&rdquo;.<\/p>\n<p>O documento real&ccedil;a a import&acirc;ncia de viver o esp&iacute;rito de miss&atilde;o tamb&eacute;m em territ&oacute;rio pr&oacute;prio, pondo de lado a ideia de que o projecto mission&aacute;rio s&oacute; consiste em ir para fora, para junto dos povos mais desfavorecidos.<\/p>\n<p>&ldquo;Trata-se de uma evolu&ccedil;&atilde;o na teologia da miss&atilde;o&rdquo;, garante o mission&aacute;rio espiritano, explicando que hoje em dia, &ldquo;existem terras que outrora se chamavam crist&atilde;s, onde Cristo n&atilde;o &eacute; conhecido, onde o evangelho j&aacute; n&atilde;o &eacute; anunciado e onde a viv&ecirc;ncia dos valores evang&eacute;licos deixa muito a desejar&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Portugal &eacute; neste momento uma terra de miss&atilde;o igual a &Aacute;frica, por exemplo&rdquo;, acrescentando o mesmo respons&aacute;vel.<\/p>\n<p>O fen&oacute;meno do voluntariado mission&aacute;rio surge aqui como um p&oacute;lo fulcral de dinamiza&ccedil;&atilde;o deste conceito, sobretudo com a colabora&ccedil;&atilde;o dos jovens.<\/p>\n<p>De acordo com a Funda&ccedil;&atilde;o Evangeliza&ccedil;&atilde;o e Culturas, cerca de 400 jovens j&aacute; receberam forma&ccedil;&atilde;o este ano, para participarem em iniciativas mission&aacute;rias, em Portugal e al&eacute;m fronteiras.<\/p>\n<p>Segundo o director das obras mission&aacute;rias da diocese de Lisboa, &ldquo;em 20 anos j&aacute; apareceram 55 institui&ccedil;&otilde;es, que de uma forma organizada, j&aacute; preparam, enviam e acolhem, no seu regresso, leigos, jovens e menos jovens, que partem para experi&ecirc;ncias de um m&ecirc;s a meia d&uacute;zia de anos&rdquo;.<\/p>\n<p>Este &eacute; um dado positivo, mas representa muito pouco, &ldquo;para uma Igreja com 2 mil anos de exist&ecirc;ncia&rdquo;, sublinha o mesmo respons&aacute;vel, j&aacute; que &ldquo;ainda se anda um pouco &agrave;s apalpadelas, em termos do que fazer com a miss&atilde;o dos leigos, sobretudo os jovens&rdquo;.<\/p>\n<p>N&atilde;o deixa de ser, ainda assim, &ldquo;uma for&ccedil;a enorme, porque esses jovens, ao partirem, levam um pouco do que &eacute; ser Igreja, e quando voltam trazem uma riqueza muito grande, que podem partilhar nos meios onde pertencem&rdquo;, sublinha o padre Tony Neves.<\/p>\n<p>In&ecirc;s Souta e Nuno Fidalgo s&atilde;o dois jovens que fazem do esp&iacute;rito mission&aacute;rio uma parte integrante do seu dia a dia. Ambos integram o movimento dos Jovens sem Fronteiras (JSF), pertencente &agrave; congrega&ccedil;&atilde;o dos Mission&aacute;rios Espiritanos.<\/p>\n<p>Nuno Fidalgo esteve em Izeda, na regi&atilde;o de Bragan&ccedil;a, com um grupo de cerca de 20 jovens, para fazer anima&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria junto daquela comunidade mais isolada, durante 10 dias.<\/p>\n<p>&ldquo;O contacto com as pessoas &eacute; muito importante e a mensagem que conseguimos deixar e passar marca-nos muito. Porque apesar de estarmos dentro de Portugal, s&atilde;o realidades e culturas um pouco diferentes&rdquo;, refere o jovem.<\/p>\n<p>O trabalho passa muito pelo contacto com crian&ccedil;as jovens e idosos, acompanhando aqueles que est&atilde;o um pouco abandonados e, atrav&eacute;s de actividades l&uacute;dicas e educativas, ir introduzindo um pouco esta realidade mission&aacute;ria, transmitindo a Palavra de Deus &agrave;s pessoas.<\/p>\n<p>O trabalho da JSF n&atilde;o se circunscreve apenas ao territ&oacute;rio nacional, saindo tamb&eacute;m al&eacute;m fronteiras, atrav&eacute;s do projecto &ldquo;Ponte&rdquo;, que d&aacute; a oportunidade aos volunt&aacute;rios mission&aacute;rios de seguirem para um pa&iacute;s diferente, e fazerem miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Para In&ecirc;s Souta, &ldquo;tanto uma realidade como a outra s&atilde;o experi&ecirc;ncias que fazem todo o sentido, para um jovem crist&atilde;o. A viv&ecirc;ncia verdadeira do servi&ccedil;o, o estar dispon&iacute;vel para o outro, o sair da casquinha de noz em que se vive para conhecer outras realidades, outras comunidades, outra forma de ser Igreja, dentro ou fora de Portugal&rdquo;.<\/p>\n<p>A jovem refor&ccedil;a que &ldquo;esta vontade de partir e de ser servi&ccedil;o, partilhar e viver com o outro &eacute; o que faz procurar sempre estas experi&ecirc;ncias de miss&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>A procura desse esp&iacute;rito mission&aacute;rio come&ccedil;a pela realidade concreta de cada pessoa, ao n&iacute;vel das par&oacute;quias. Para responder a esse desafio, a carta pastoral &ldquo;Para um rosto mission&aacute;rio da Igreja em Portugal&rdquo; defende tamb&eacute;m a cria&ccedil;&atilde;o de grupos mission&aacute;rios, a n&iacute;vel paroquial e diocesano.<\/p>\n<p>&ldquo;Uma ousadia &agrave; qual, neste momento, apenas uma ou outra diocese est&aacute; a querer responder&rdquo;, revela o padre Tony Neves, &ldquo;mas que se espera ver criados, nos pr&oacute;ximos tempos&rdquo;.<\/p>\n<p>Primeiro, &eacute; importante que a Igreja se consiga libertar da ideia de que a miss&atilde;o &eacute; uma compet&ecirc;ncia exclusiva dos institutos e movimentos mission&aacute;rios, e procurar colaborar com eles.<\/p>\n<p>Algo que &ldquo;depende dos p&aacute;rocos e dos movimentos que cada diocese tem&rdquo;, afirma o mission&aacute;rio espiritano.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o faz sentido fazer dinamismo mission&aacute;rio nas par&oacute;quias e dioceses sem convidar para isso aqueles que t&ecirc;m essa miss&atilde;o l&aacute; fora e capacidade para faz&ecirc;-lo c&aacute; dentro&rdquo; defende ainda aquele respons&aacute;vel, considerando que o rumo a seguir ser&aacute; a comunh&atilde;o de ideias entre os movimentos mission&aacute;rios e a pr&oacute;pria pastoral paroquial e diocesana, envolvendo toda a comunidade.<\/p>\n<p>O testemunho de quem participa activamente nas actividades mission&aacute;rias, em Portugal e l&aacute; fora, &eacute; visto assim como uma ferramenta vital, para que o esp&iacute;rito de miss&atilde;o possa chegar ao cora&ccedil;&atilde;o de mais pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para j\u00e1, o desafio passa por aplicar de forma eficaz as ideias da carta pastoral \u00abPara um rosto mission\u00e1rio da Igreja em Portugal\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[172,197,241,329],"class_list":["post-46972","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-diocese-de-braga","tag-espiritanos","tag-jsf","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46972","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46972"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46972\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}