{"id":46892,"date":"2010-08-24T15:14:23","date_gmt":"2010-08-24T15:14:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/08\/24\/um-milhao-de-euros-para-sri-lanka-e-india\/"},"modified":"2010-08-24T15:14:23","modified_gmt":"2010-08-24T15:14:23","slug":"um-milhao-de-euros-para-sri-lanka-e-india","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-milhao-de-euros-para-sri-lanka-e-india\/","title":{"rendered":"Um milh\u00e3o de euros para Sri Lanka e \u00cdndia"},"content":{"rendered":"<p>C\u00e1ritas Portuguesa prossegue ajuda humanit\u00e1ria a pa\u00edses atingidos pelo tsunami de 2004 <!--more--> <\/p>\n<p>A C&aacute;ritas Portuguesa vai investir cerca de milh&atilde;o de euros em projectos no Sudeste asi&aacute;tico, verba que se destina a projectos de desenvolvimento e integra a segunda fase da ajuda humanit&aacute;ria que a organiza&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica desencadeou para auxiliar os pa&iacute;ses atingidos pelo tsunami de 2004, que tirou a vida a 230 mil pessoas.<\/p>\n<p>Tail&acirc;ndia, Indon&eacute;sia, Sri Lanka e &Iacute;ndia foram os pa&iacute;ses que a C&aacute;ritas Portuguesa auxiliou atrav&eacute;s da campanha &laquo;C&aacute;ritas Ajuda as v&iacute;timas do Sudeste Asi&aacute;tico&raquo; que at&eacute; Mar&ccedil;o de 2005, angariou quatro milh&otilde;es e novecentos mil euros.<\/p>\n<p>Recentemente uma delega&ccedil;&atilde;o da C&aacute;ritas Portuguesa visitou a &Iacute;ndia e o Sri Lanka para avaliar os projectos desenvolvidos e Jo&atilde;o Pereira, t&eacute;cnico no departamento de coopera&ccedil;&atilde;o internacional e emerg&ecirc;ncias da C&aacute;ritas Portuguesa, d&aacute; conta &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que a ajuda a estes pa&iacute;ses vai continuar.<\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o de guerra civil dificultou a concretiza&ccedil;&atilde;o de respostas no Sri Lanka. Findo o conflito em Maio de 2009, as organiza&ccedil;&otilde;es internacionais t&ecirc;m o caminho aberto para ajudar as popula&ccedil;&otilde;es. Assim, a C&aacute;ritas Portuguesa vai ainda canalizar cerca de 650 mil euros para a constru&ccedil;&atilde;o de habita&ccedil;&otilde;es e forma&ccedil;&atilde;o profissional neste pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Segundo Jo&atilde;o Pereira v&atilde;o ser constru&iacute;das 88 casas. As verbas angariadas destinam-se ainda a adquirir 80 barcos para cria&ccedil;&atilde;o ou continua&ccedil;&atilde;o de emprego, e ainda o financiamento de 182 actividades de forma&ccedil;&atilde;o profissional, nomeadamente em microcr&eacute;dito.&nbsp;<\/p>\n<p>Em Julho de 2011 a C&aacute;ritas Portuguesa perspectiva nova desloca&ccedil;&atilde;o ao Sri Lanka para avaliar os projectos desenvolvidos ao longo deste ano.<\/p>\n<p>Na &Iacute;ndia, &ldquo;as respostas est&atilde;o mais aceleradas&rdquo;. No entanto, a C&aacute;ritas Portuguesa perspectiva ainda o investimento de 234 mil euros, ao longo dos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos, beneficiando cerca de 18 mil pessoas, distribu&iacute;das por tr&ecirc;s locais &#8211; Chennai, capital do estado de Tamil Nadu, Chengalpattu, diocese no mesmo Estado e Pondicherry.<\/p>\n<p>Neste pa&iacute;s asi&aacute;tico, os projectos incidem sobre a preven&ccedil;&atilde;o do risco e capacita&ccedil;&atilde;o das comunidades para situa&ccedil;&otilde;es futuras.<\/p>\n<p>Em Pondidherry, por exemplo, a C&aacute;ritas local desenvolveu um sistema de vigil&acirc;ncia da costa, que possibilita identificar e informar sobre o estado do mar e as condi&ccedil;&otilde;es climat&eacute;ricas. S&atilde;o casos como este que a C&aacute;ritas Portuguesa quer potenciar atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de &ldquo;metodologias participativas para que as popula&ccedil;&otilde;es possam identificar respostas locais e desenvolver a sua pr&oacute;pria ajuda&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o t&eacute;cnico da C&aacute;ritas Portuguesa, a &Iacute;ndia tem &ldquo;muita experi&ecirc;ncia a lidar com desastres naturais e muitas pessoas formadas para o efeito&rdquo;. Assim, o investimento em lideran&ccedil;as locais &eacute; priorit&aacute;ria, com excep&ccedil;&atilde;o de &ldquo;quando nos &eacute; pedido especificamente que enviemos algu&eacute;m&rdquo;.<\/p>\n<p>A indica&ccedil;&atilde;o dos parceiros locais para a ajuda &eacute; fundamental, afirma Jo&atilde;o Pereira. &ldquo;N&atilde;o s&atilde;o organiza&ccedil;&otilde;es internacionais que chegam de fora, mas organiza&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o pr&oacute;ximas das popula&ccedil;&otilde;es, identificam rapidamente as necessidades e onde se deve investir&rdquo;.<\/p>\n<p>Passados quase seis anos sobre o tsunami que atingiu os pa&iacute;ses do Sudeste asi&aacute;tico, Jo&atilde;o Pereira nota &ldquo;demora nas respostas governamentais&rdquo;.<\/p>\n<p>O melhoramento nas vias de acesso, o saneamento e recolha de &aacute;guas das chuvas s&atilde;o algumas situa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o est&atilde;o ainda resolvidas e que dificultam a ajuda de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais &ndash; ONG.<\/p>\n<p>No entanto, assinala, quem visita estes locais percebe uma &ldquo;resposta r&aacute;pida da comunidade internacional, nomeadamente de ONG&rsquo;s&rdquo;.<\/p>\n<p>Na primeira fase onde essencialmente se procura uma ajuda de emerg&ecirc;ncia, cujas respostas podem durar at&eacute; seis meses, nota-se &ldquo;uma invas&atilde;o&rdquo; de organiza&ccedil;&otilde;es e entidades governamentais. &ldquo;Na fase de reabilita&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento a ajuda escasseia&rdquo;, indica Jo&atilde;o Pereira.<\/p>\n<p>O t&eacute;cnico portugu&ecirc;s salienta ainda que as popula&ccedil;&otilde;es &ldquo;apesar de vincadas pela trag&eacute;dia&rdquo; perceberam &ldquo;uma oportunidade para reorientarem a sua vida&rdquo;.<\/p>\n<p>Jo&atilde;o Pereira recorda muitas pessoas que &ldquo;melhoraram as suas condi&ccedil;&otilde;es&rdquo;, nomeadamente na sua habita&ccedil;&atilde;o ou cria&ccedil;&atilde;o de posto de trabalho.<\/p>\n<p>Mas estas s&atilde;o pessoas que habitam na costa do Sudeste asi&aacute;tico. &ldquo;Quem vive no interior continua a passar pelas mesmas dificuldades&rdquo;, salienta o t&eacute;cnico de coopera&ccedil;&atilde;o internacional, indicando ainda &ldquo;muitas situa&ccedil;&otilde;es de pobreza entre pessoas que n&atilde;o v&atilde;o poder beneficiar de ajuda internacional&rdquo;.<\/p>\n<p>A liga&ccedil;&atilde;o&nbsp;da C&aacute;ritas Portuguesa &agrave;s cong&eacute;neres locais permite o desenvolvimento de programas que beneficiem a popula&ccedil;&atilde;o geral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00e1ritas Portuguesa prossegue ajuda humanit\u00e1ria a pa\u00edses atingidos pelo tsunami de 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