{"id":46760,"date":"2010-08-13T10:22:36","date_gmt":"2010-08-13T10:22:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/08\/13\/homilia-de-d-antonio-vitalino-na-missa-da-vigilia-da-peregrinacao-internacional-dos-migrantes-a-fatima\/"},"modified":"2010-08-13T10:22:36","modified_gmt":"2010-08-13T10:22:36","slug":"homilia-de-d-antonio-vitalino-na-missa-da-vigilia-da-peregrinacao-internacional-dos-migrantes-a-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-antonio-vitalino-na-missa-da-vigilia-da-peregrinacao-internacional-dos-migrantes-a-fatima\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Ant\u00f3nio Vitalino, na Missa da Vig\u00edlia da Peregrina\u00e7\u00e3o internacional dos Migrantes a F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>1. Amados peregrinos, estamos aqui neste lugar sagrado da Cova da Iria, vindos de muitos pontos da terra, formando uma assembleia orante, convocada pela f&eacute; e pela devo&ccedil;&atilde;o a Maria, a Senhora de F&aacute;tima, a M&atilde;e de Jesus e nossa M&atilde;e tamb&eacute;m. Somos um povo em mobilidade, peregrino, &agrave; procura da felicidade, de melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida para n&oacute;s e a nossa fam&iacute;lia, um povo que n&atilde;o resigna perante as dificuldades e a aridez de muitos ambientes, o desemprego e a falta de perspectiva de inser&ccedil;&atilde;o no mundo do trabalho.<\/p>\n<p>Viemos aqui agradecer, louvar e tamb&eacute;m pedir com toda a confian&ccedil;a, por intercess&atilde;o de Maria, a M&atilde;e de Jesus e nossa M&atilde;e, aquela mesma que h&aacute; 93 anos aqui apareceu aos 3 pastorinhos, em tempos bem dif&iacute;ceis e de maior pobreza que hoje. &Eacute;poca de grandes conflitos na Europa, grassava precisamente no seu centro aquela que viria a denominar-se primeira grande guerra mundial. Nossa Senhora confiou &agrave;s crian&ccedil;as a receita da paz e de um mundo melhor: rezai, rezai o ros&aacute;rio pela paz e pela convers&atilde;o dos pecadores, para que deixem de ofender a Deus, que sofre com o pecado dos seus filhos.<\/p>\n<p>Viemos aqui confiantes na palavra de Deus, que acab&aacute;mos de escutar atrav&eacute;s das leituras da Missa Votiva do Esp&iacute;rito Santo. Acreditamos que Deus nos ama e por isso quer infundir em n&oacute;s o seu Esp&iacute;rito, para que tenhamos a vida em abund&acirc;ncia, para que ressuscitemos duma vida segundo a carne, que nos leva &agrave; ruina, nos transforma em esqueletos ressequidos, sem alma, sem amor, para uma vida segundo o Evangelho de Jesus Cristo, Boa Nova para um mundo novo. Estamos conscientes de que sem o Esp&iacute;rito de Deus, entregues a n&oacute;s mesmos, &agrave;s nossas ideologias, ao ego&iacute;smo de grupos sem escr&uacute;pulos e sem moral, n&atilde;o conseguiremos superar as crises do nosso tempo, cujas causas profundas come&ccedil;am a ser cada vez mais conhecidas: por um lado a ingenuidade de nos fazerem acreditar num progresso material ilimitado, empurrando-nos para um consumo desenfreado, e, por outro, a avidez do lucro sem &eacute;tica por parte dos grandes grupos econ&oacute;micos. Precisamos de nos deixar curar pelo Esp&iacute;rito de Deus, elemento essencial da Boa Nova de Jesus e bem presente na Mensagem de F&aacute;tima: convers&atilde;o, ora&ccedil;&atilde;o e penit&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Car&iacute;ssimos peregrinos, hoje o Esp&iacute;rito Santo fala-nos e actua na vida da Igreja na pessoa daqueles que s&atilde;o chamados a ser seus pastores. Nesta peregrina&ccedil;&atilde;o dos migrantes e dos refugiados fala-nos atrav&eacute;s do sucessor de Pedro, o Santo Padre, que escreveu uma mensagem muito oportuna para a celebra&ccedil;&atilde;o deste ano, na qual chama a aten&ccedil;&atilde;o para os menores envolvidos no fen&oacute;meno das migra&ccedil;&otilde;es e tantas vezes v&iacute;timas da explora&ccedil;&atilde;o de pessoas sem escr&uacute;pulos, seja a n&iacute;vel sexual, laboral, tr&aacute;fico de &oacute;rg&atilde;os, etc.<\/p>\n<p>Na sua mensagem o Santo Padre alerta para fen&oacute;menos contradit&oacute;rios a este respeito: enquanto aumenta na opini&atilde;o p&uacute;blica a consci&ecirc;ncia da necessidade de uma ac&ccedil;&atilde;o pontual e incisiva em prol da protec&ccedil;&atilde;o dos menores, de facto, muitos s&atilde;o abandonados e, de v&aacute;rios modos, encontram-se em perigo de explora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Formulo votos de cora&ccedil;&atilde;o, diz o Papa, para que se reserve a justa aten&ccedil;&atilde;o aos migrantes menores, necessitados de um ambiente social que permita e favore&ccedil;a o seu desenvolvimento f&iacute;sico, cultural, espiritual e moral. Viver num pa&iacute;s estrangeiro, sem pontos de refer&ecirc;ncia efectivos, cria-lhes, especialmente &agrave;queles que est&atilde;o desprovidos do apoio da fam&iacute;lia, in&uacute;meros e por vezes graves inc&oacute;modos e dificuldades. Um aspecto t&iacute;pico da migra&ccedil;&atilde;o de menores &eacute; constitu&iacute;do pela situa&ccedil;&atilde;o dos jovens nascidos nos pa&iacute;ses receptores, ou ent&atilde;o por aqueles que n&atilde;o vivem com os pais emigrados depois do seu nascimento, mas que se re&uacute;nem a eles apenas na altura das f&eacute;rias. Estes adolescentes fazem parte de duas culturas, com as vantagens e os constrangimentos ligados &agrave; sua d&uacute;plice perten&ccedil;a, condi&ccedil;&atilde;o esta que todavia pode oferecer a oportunidade de experimentar a riqueza do encontro entre diferentes tradi&ccedil;&otilde;es culturais. &Eacute; importante que lhes seja oferecida a possibilidade da frequ&ecirc;ncia escolar com aprendizagem da l&iacute;ngua e da cultura do pa&iacute;s de origem e do pa&iacute;s de acolhimento, ao mesmo tempo que se v&atilde;o inserindo progressivamente no mundo do trabalho e integrando na corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o pelo bem comum do pa&iacute;s em que residem. Nunca nos esque&ccedil;amos que a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia s&atilde;o etapas fundamentais para a forma&ccedil;&atilde;o do ser humano e para a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade integrada e coesa. Se n&atilde;o tivermos isto em conta, poderemos ser surpreendidos pela explos&atilde;o de conflitos a partir destes jovens marginalizados.<\/p>\n<p>3. Continuamos a ser um pa&iacute;s de emigrantes e, se n&atilde;o o f&ocirc;ssemos, o n&uacute;mero de desempregados seria muito superior ao publicado nas estat&iacute;sticas. Mas somos tamb&eacute;m um pa&iacute;s de imigrantes. A Europa atrai os pobres do hemisf&eacute;rio sul, mas tamb&eacute;m de alguns pa&iacute;ses asi&aacute;ticos e da Am&eacute;rica central. Gra&ccedil;as a eles muitos europeus conseguem manter o seu bem estar. Sem eles, mais produ&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas seriam abandonadas e certos servi&ccedil;os deixariam de funcionar. Connosco eles querem contribuir para a transforma&ccedil;&atilde;o das terras desertas e secas em terras povoadas e f&eacute;rteis<strong>.<\/strong> A redu&ccedil;&atilde;o da natalidade entre n&oacute;s deixou muitas aldeias desertas e muitos sectores da vida social e laboral sem as for&ccedil;as activas necess&aacute;rias. Sofremos com os fogos que devoram as nossas matas, mas pouco fazemos para as limpar e reordenar; h&aacute; doentes &agrave; espera de uma companhia amiga, que lhes d&ecirc; consola&ccedil;&atilde;o e ajuda na sua debilidade; h&aacute; herdades por cultivar e culturas a apodrecer nos campos por falta de m&atilde;o-de-obra para esses trabalhos que os nossos jovens j&aacute; n&atilde;o procuram. Sejamos acolhedores e hospitaleiros e n&atilde;o fa&ccedil;amos aos outros aquilo que n&atilde;o gostamos que nos fizessem a n&oacute;s, mesmo que isso tenha acontecido. Mas n&atilde;o &eacute; s&oacute; por motivos de ordem econ&oacute;mica que devemos acolher os imigrantes, mas sim por que s&atilde;o pessoas humanas como n&oacute;s, com direitos e deveres, s&atilde;o o nosso pr&oacute;ximo, a quem os mandamentos de Deus nos mandam amar, como a Deus e a n&oacute;s mesmos.<em><\/em><\/p>\n<p>Manifestando a nossa solidariedade com todos os que sofrem, n&atilde;o devemos esquecer que a dignidade da pessoa humana est&aacute; acima de qualquer pre&ccedil;o. N&atilde;o se vende nem se compra. <strong>&Eacute; em tempo de crise que se demonstra aquilo que somos, ou <\/strong>amigos e irm&atilde;os, solid&aacute;rios nas alegrias e tristezas, na abund&acirc;ncia e na pen&uacute;ria, ou ent&atilde;o inimigos e advers&aacute;rios, carrascos e sem humanidade, pensando que o bem de todos impossibilita o nosso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. Amados peregrinos, a hist&oacute;ria da humanidade mostra-nos muito sofrimento causado pelo pr&oacute;prio homem, pelo pecado do homem, mas tamb&eacute;m nos aponta muitas tentativas de ajuda para mudan&ccedil;a de rumo, para que n&atilde;o aceitemos o mal como uma fatalidade. Dentro da pr&oacute;pria Igreja, nas nossas comunidades crist&atilde;s, h&aacute; desaven&ccedil;as, invejas e rupturas. Ao longo dos s&eacute;culos muitas feridas foram ficando abertas e esperam pela nossa medicina para cicatrizar.<\/p>\n<p>Olhando para Jesus Cristo e Maria, vemos neles a aurora da vit&oacute;ria do bem. Aqui em F&aacute;tima estamos mais sens&iacute;veis a esta mensagem, que Nossa Senhora repetiu de novo neste lugar h&aacute; 93 anos e nos transmitiu atrav&eacute;s da linguagem simples dos tr&ecirc;s pastorinhos: <em>convertei-vos, fazei penit&ecirc;ncia, rezai pela convers&atilde;o dos pecadores, deixem de ofender a Nosso Senhor, rezai o ros&aacute;rio&hellip; ent&atilde;o haver&aacute; paz, acabar&aacute; a guerra, a R&uacute;ssia converter-se-&aacute;&hellip;<\/em>Continua a ser urgente a escuta deste apelo. Muitos continuam a chafurdar no pecado e at&eacute; exigem a protec&ccedil;&atilde;o da lei para as suas atitudes criminosas, ego&iacute;stas, para a sua cultura do pecado e da morte. As guerras e as amea&ccedil;as de novas guerras n&atilde;o s&atilde;o apenas do passado e do presente, mas continuar&atilde;o a ser uma realidade no futuro, se n&atilde;o nos convencermos todos que o testemunho da vida de Jesus e a promessa do seu Esp&iacute;rito s&atilde;o os meios mais poderosos para encontrarmos o rumo da salva&ccedil;&atilde;o pessoal e do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. Irm&atilde;os peregrinos, Jesus Cristo chama-nos, interpela-nos, mas tamb&eacute;m nos acompanha e est&aacute; connosco aqui, agora e sempre. Nesta celebra&ccedil;&atilde;o pe&ccedil;amos-Lhe que fortale&ccedil;a a nossa esperan&ccedil;a e o nosso empenho por um mundo melhor; que envie sobre n&oacute;s o seu Esp&iacute;rito, para que dos nossos cora&ccedil;&otilde;es corram rios de &aacute;gua viva, que limpem e purifiquem as &aacute;guas chocas e conspurcadas do mundo mergulhado no pecado. Com Cristo, radicados n&rsquo;Ele e em uni&atilde;o uns com os outros, bispos, padres, consagrados, pais, filhos, jovens e adultos, seremos uma for&ccedil;a, que nenhuma dificuldade far&aacute; recuar no compromisso de seguir Jesus, como dir&aacute; S. Paulo na continua&ccedil;&atilde;o do trecho da carta aos Romanos, que foi proclamado como segunda leitura desta Missa Votiva do Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p>Abramos o cora&ccedil;&atilde;o a Maria, para partirmos daqui com o desejo de viver em profunda comunh&atilde;o de solidariedade com as crian&ccedil;as, os migrantes. Alegremo-nos com os que v&ecirc;m de f&eacute;rias &agrave;s nossas terras e partilhemos com eles um pouco do nosso tempo. Enrique&ccedil;amo-nos mutuamente, informando-nos das situa&ccedil;&otilde;es e condi&ccedil;&otilde;es de vida, c&aacute; e l&aacute;.<\/p>\n<p><strong>Aqui estamos, Senhora de F&aacute;tima. Fazei de n&oacute;s vossos mensageiros<\/strong>. De V&oacute;s queremos aprender a abertura e disponibilidade para acolher o Esp&iacute;rito Santo, que Vosso Filho nos prometeu e que fez de V&oacute;s a M&atilde;e fecunda, a cheia de gra&ccedil;a. Mais conscientes do Vosso papel de M&atilde;e da Igreja e aux&iacute;lio dos crist&atilde;os, a V&oacute;s recorremos com as palavras da ora&ccedil;&atilde;o da Igreja e parte do ros&aacute;rio, que pedistes para rezarmos todos os dias: <em>Santa Maria, M&atilde;e de Deus, rogai por n&oacute;s, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amen!<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Ant&oacute;nio Vitalino, Bispo de Beja e Presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Mobilidade Humana (CEMH)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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