{"id":46575,"date":"2010-07-28T16:42:52","date_gmt":"2010-07-28T16:42:52","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/07\/28\/reitor-do-santuario-de-fatima-questiona-porque-se-reza-menos\/"},"modified":"2010-07-28T16:42:52","modified_gmt":"2010-07-28T16:42:52","slug":"reitor-do-santuario-de-fatima-questiona-porque-se-reza-menos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/reitor-do-santuario-de-fatima-questiona-porque-se-reza-menos\/","title":{"rendered":"Reitor do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima questiona porque se reza menos"},"content":{"rendered":"<p>&Eacute; de f&eacute; a raz&atilde;o principal pela qual os crist&atilde;os n&atilde;o rezam ou rezam pouco, afirma o Reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.<\/p>\n<p>&ldquo;Quando se n&atilde;o tem f&eacute; ou se tem uma f&eacute; muito fraca pode-se, de vez em quando, pedir a Deus para ter sorte, ou para n&atilde;o ter azar, pode-se pedir, porventura, por medo, mas, seguramente, por motivos que n&atilde;o s&atilde;o centrais dentro daquilo que &eacute; a compreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre Deus e o seu povo&rdquo;, afirmou o Padre Virg&iacute;lio Antunes, durante a homilia da missa dominical de 25 de Julho, no Santu&aacute;rio.<\/p>\n<p>O Reitor considera que &ldquo;de facto, &eacute; dif&iacute;cil entender que rezamos para pedir ou para agradecer se, n&atilde;o temos f&eacute;, ou se n&atilde;o temos uma f&eacute; forte na presen&ccedil;a de Deus na nossa vida. N&atilde;o se entende porqu&ecirc; e para qu&ecirc; rezar se n&atilde;o acreditamos que estamos na presen&ccedil;a de Deus, se n&atilde;o acreditamos que ele &eacute; o criador e senhor de tudo o que existe&rdquo;.<\/p>\n<p>O sacerdote reconhece que &ldquo;muita gente deixou de rezar&rdquo;. &ldquo;De tal modo, que a ora&ccedil;&atilde;o &eacute; hoje um privil&eacute;gio, ou uma prerrogativa, de pequenos grupos humanos, o caso dos sacerdotes, dos religiosos, ou de alguns leigos que t&ecirc;m uma forma&ccedil;&atilde;o e uma consci&ecirc;ncia mais viva da sua f&eacute;&rdquo;, considera.<\/p>\n<p>&ldquo;Grande parte dos crist&atilde;os de hoje reduz a sua ora&ccedil;&atilde;o a uma ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as ocasional, alguns muito raramente, outros reduzem a sua ora&ccedil;&atilde;o &agrave; recita&ccedil;&atilde;o de uma ou outra f&oacute;rmula breve que apreenderam na catequese, outros, porventura, &agrave; participa&ccedil;&atilde;o numa missa festiva num ou noutro momento especial da sua vida pessoal ou da sua vida familiar&rdquo;.<\/p>\n<p>A falta de tempo, a falta de ambiente familiar e mesmo o cansa&ccedil;o s&atilde;o alguns motivos apresentados pelos crist&atilde;os como causas para a redu&ccedil;&atilde;o da ora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em todo o caso, para o Padre Virg&iacute;lio Antunes outro motivo existe: &ldquo;A raz&atilde;o mais profunda pela qual os crist&atilde;os de hoje rezam pouco parece ter a ver com a falta de uma seguran&ccedil;a e de uma certeza acerca do lugar de Deus na sua vida, falta de certeza acerca da rela&ccedil;&atilde;o que existe entre Deus e n&oacute;s, entre Deus e o mundo. &Eacute; que n&oacute;s tendemos hoje a desligar Deus do mundo e o mundo de Deus, tendemos a desligar Deus da pr&oacute;pria cria&ccedil;&atilde;o, da pr&oacute;pria humanidade. Alguns continuam a acreditar que ele existe, mas n&atilde;o sentem que a sua vida esteja nas Suas m&atilde;os, acreditam porventura que ele &eacute; todo-poderoso mas n&atilde;o acreditam que o curso dos acontecimentos e da hist&oacute;ria c&aacute; na Terra est&aacute; tamb&eacute;m nas m&atilde;os de Deus. Acreditamos porventura que ele &eacute; a salva&ccedil;&atilde;o, mas os nossos horizontes de salva&ccedil;&atilde;o, reduzem-se &agrave; vida que aqui vivemos, sobre esta Terra&rdquo;.<\/p>\n<p>O Reitor conclui que a ora&ccedil;&atilde;o faz falta &agrave;s fam&iacute;lias e &agrave; sociedade de hoje, &ldquo;como p&atilde;o para a boca&rdquo;. &ldquo;Quem reza ao Deus Vivo insere-se sempre num dinamismo de convers&atilde;o que o coloca numa tens&atilde;o para o bem, para o amor e para a verdade, que v&ecirc;m somente de Deus. Porque quem reza examina sempre a sua consci&ecirc;ncia &agrave; luz da sua f&eacute; e da Palavra de Deus, porque quem reza tem no&ccedil;&atilde;o do bem e do mal, da justi&ccedil;a e da injusti&ccedil;a, sente os apelos de paz familiar e de paz social. De facto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel conviver diariamente com Deus sem sentir os seus apelos de amor, que s&atilde;o a &uacute;nica realidade que pode mudar a vida de qualquer pessoa&rdquo;.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m a mensagem de F&aacute;tima, exortou o Reitor, &eacute; um apelo &agrave; ora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;A nossa vinda a F&aacute;tima neste domingo h&aacute;-de levar-nos, por isso, a intensificar a nossa f&eacute; e tamb&eacute;m a nossa ora&ccedil;&atilde;o. Recordamos que Nossa Senhora aqui pediu insistentemente aos Pastorinhos que rezassem o ter&ccedil;o todos os dias, pela paz no mundo, pelo Santo Padre, pela convers&atilde;o dos pecadores. Este pedido de Nossa Senhora tem de estar presente na nossa vida, como uma caracter&iacute;stica fundamental da nossa condi&ccedil;&atilde;o de crist&atilde;os&rdquo;.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>LeopolDina Sim&otilde;es, Sala de Imprensa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&Eacute; de f&eacute; a raz&atilde;o principal pela qual os crist&atilde;os n&atilde;o rezam ou rezam pouco, afirma o Reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. &ldquo;Quando se n&atilde;o tem f&eacute; ou se tem uma f&eacute; muito fraca pode-se, de vez em quando, pedir a Deus para ter sorte, ou para n&atilde;o ter azar, pode-se pedir, porventura, por medo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[127,207],"class_list":["post-46575","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-catequese","tag-fatima"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46575","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46575"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46575\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}