{"id":4646,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-milagre-da-broteria\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-milagre-da-broteria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-milagre-da-broteria\/","title":{"rendered":"O milagre da Brot\u00e9ria"},"content":{"rendered":"<p>Figuras de todos os quadrantes da sociedade portuguesa prestaram o seu tributo \u00e0 revista BROT\u00c9RIA &#8211; cultura e informa\u00e7\u00e3o. Os seus depoimentos est\u00e3o recolhidos no volume \u201cF\u00e9, Ci\u00eancia, Cultura: Brot\u00e9ria \u2013 100 Anos\u201d, coordenado por Herm\u00ednio Rico e Jos\u00e9 Eduardo Franco, apresentado no dia 14 de Fevereiro pelo ensa\u00edsta Eduardo Louren\u00e7o, autor do pref\u00e1cio da obra. A edi\u00e7\u00e3o \u00e9 da Gradiva e o volume comemorativo engloba ainda um conjunto de estudos, sobre a revista coordenada pelos Jesu\u00edtas Herm\u00ednio Rico assegura \u00e0 ECCLESIA que o facto de existir h\u00e1 100 anos \u00e9 a melhor prova do sucesso da \u201cBrot\u00e9ria\u201d. \u201cH\u00e1 altos e baixos, mas \u00e9 uma hist\u00f3ria de sucesso, com pessoas que, em diferentes \u00e9pocas, foram muito marcantes a partir da Brot\u00e9ria\u201d, afirma. \u201cA revista nunca se envolveu em grandes pol\u00e9micas, a sua marca fica por causa das figuras que por ela passaram\u201d, refere Herm\u00ednio Rico. Eduardo Louren\u00e7o lembra os tempos de \u201cuma revista quase clandestina\u201d, que se ocupava apenas com quest\u00f5es cient\u00edficas, para apontar o desenvolvimento da Brot\u00e9ria enquanto \u201cuma das revistas mais importantes do pa\u00eds\u201d. \u201cPela sua pr\u00f3pria qualidade e exig\u00eancia cultural, n\u00e3o \u00e9 acess\u00edvel a todos, mas tentou passar a cultura de que a Companhia de Jesus \u00e9 um ve\u00edculo h\u00e1 j\u00e1 v\u00e1rios s\u00e9culos\u201d, refere \u00e0 ECCLESIA. As celebra\u00e7\u00f5es, no Grande Audit\u00f3rio do Col\u00e9gio de S. Jo\u00e3o de Brito, em Lisboa, inclu\u00edram o Col\u00f3quio \u201cF\u00e9, Ci\u00eancia, Cultura: Desafios de Futuro\u201d, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de Peter Stilwell, Jo\u00e3o Resina e Guilherme d&#8217;Oliveira Martins. Para o antigo ministro e actual director do Centro de Reflex\u00e3o Crist\u00e3, \u201ca Brot\u00e9ria constitui um exemplo \u00fanico na nossa vida cultural, uma vez que temos duas vias: a cient\u00edfica e a da reflex\u00e3o cultural\/filos\u00f3fica\u201d. \u201cA sociedade contempor\u00e2nea est\u00e1 \u00e1vida de valores, mas vive numa situa\u00e7\u00e3o de grande pobreza de valores espirituais. \u00c9 indispens\u00e1vel apostar em iniciativas como esta, para enriquecer a sociedade\u201d, acrescentou. \u201cA Brot\u00e9ria \u00e9 uma esp\u00e9cie de milagre, n\u00e3o h\u00e1 outro caso de uma revista cultural em Portugal que viva h\u00e1 quase um s\u00e9culo. Al\u00e9m disso, tem um papel fundamental para o di\u00e1logo entre a f\u00e9 e a cultura\u201d, referiu \u00e0 ECCLESIA Francisco Sarsfield Cabral. J\u00e1 para Daniel Serr\u00e3o, a revista representa \u201cum papel formid\u00e1vel, que ainda hoje \u00e9 v\u00e1lido\u201d. \u201cA Brot\u00e9ria faz opini\u00e3o em Portugal, mesmo quando n\u00e3o a citam, porque os seus leitores constituem a nossa principal classe intelectual\u201d, assevera. A revista afirmou-se pela sua capacidade de ser dialogante e de evitar qualquer tenta\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica, de um saber imposto. Acabou por ser um s\u00edmbolo da discuss\u00e3o da f\u00e9, em contacto com o mundo. Entre os depoimentos recolhidos, contam-se personalidades como Jorge Sampaio, o cardeal D. Jos\u00e9 Policarpo, Francisco Sarsfield Cabral, Ramalho Eanes, D. Janu\u00e1rio Torgal Ferreira, Medina de Gouveia, Joseph Abraham Levi, D. Ant\u00f3nio Marcelino, Jorge Miranda, Jos\u00e9 Barata-Moura, Daniel Serr\u00e3o, Manuela Silva, Marcelo Rebelo de Sousa e Jos\u00e9 Augusto Mour\u00e3o, entre outros. Para o presidente da Rep\u00fablica, \u201ca Brot\u00e9ria constitui um caso raro entre n\u00f3s \u2013 o de uma publica\u00e7\u00e3o de car\u00e1cter cultural que perdura h\u00e1 cem anos. S\u00f3 essa longevidade merece ser sublinhada e saudada. Acontece, por\u00e9m, que a essa longevidade junta-se uma qualidade \u00edmpar e constante, que a tornou numa refer\u00eancia e num marco\u201d. O cardeal Patriarca de Lisboa afirma que \u201ca Brot\u00e9ria marcou o ritmo de uma leitura dos acontecimentos e de uma interpreta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, conduzidos pelo pensamento crist\u00e3o. Foi reflex\u00e3o filos\u00f3fica, intui\u00e7\u00e3o \u00e9tica, proposta est\u00e9tica, an\u00e1lise liter\u00e1ria, n\u00e3o fugindo \u00e0 interpela\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Foi espa\u00e7o de criatividade e de liberdade, evidenciando a import\u00e2ncia e a nobreza do pensamento na constru\u00e7\u00e3o da cidade\u201d. Outra homenagem, a de Jos\u00e9 Augusto Mour\u00e3o, fala numa revista que \u00e9 \u201cum arquivo imprescind\u00edvel da mem\u00f3ria cultural do per\u00edodo hist\u00f3rico em que se faz\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Figuras de todos os quadrantes da sociedade portuguesa prestaram o seu tributo \u00e0 revista BROT\u00c9RIA &#8211; cultura e informa\u00e7\u00e3o. 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