{"id":46416,"date":"2010-07-19T13:45:56","date_gmt":"2010-07-19T13:45:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/07\/19\/esperanca-e-criterios-de-vida\/"},"modified":"2010-07-19T13:45:56","modified_gmt":"2010-07-19T13:45:56","slug":"esperanca-e-criterios-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/esperanca-e-criterios-de-vida\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a e Crit\u00e9rios de Vida"},"content":{"rendered":"<p>Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz de Coimbra <!--more--> <\/p>\n<p>1. Vivemos dias marcados pela d&uacute;vida e pela incerteza, que afectam os indiv&iacute;duos e as institui&ccedil;&otilde;es e perturbam sobremaneira as rela&ccedil;&otilde;es sociais e econ&oacute;micas e as decis&otilde;es pol&iacute;ticas. Em face deste espectro<strong>,<\/strong> que amarga a exist&ecirc;ncia e tolhe a raz&atilde;o, a CDJP (Comiss&atilde;o Diocesana Justi&ccedil;a e Paz) de Coimbra julga oportuna uma palavra de esperan&ccedil;a, fundamentada na f&eacute; em Jesus de Nazar&eacute;, que centrou a sua mensagem no <em>convertei os vossos crit&eacute;rios de vida<\/em> (Mc 1,15), na capacidade de superar as <span style=\"text-decoration: underline;\">crises,<\/span> que marcaram a nossa Hist&oacute;ria colectiva, e na for&ccedil;a transformadora dos valores &eacute;ticos por que pugnamos e que tantos reclamam como essenciais &agrave; vida em sociedade.<\/p>\n<p>Reconhecemos que a presente situa&ccedil;&atilde;o mundial &eacute; complexa e grave, marcada por uma crise, mais estrutural do que conjuntural, e por uma globaliza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e financeira desregulada, que inverte a ordem dos valores, ao colocar os interesses econ&oacute;micos e a especula&ccedil;&atilde;o acima da dignidade e dos direitos das pessoas, com efeitos perversos sobre sociedades, indiv&iacute;duos e decisores pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p>As sociedades em geral &ndash; e a ocidental em particular &ndash; vivem demasiado centradas em interesses imediatos e ego&iacute;stas, com a consequente perda do sentido do bem comum e de referenciais &eacute;ticos estruturantes. Parece prevalecer o comodismo de quem desiste de construir o futuro, conformando-se, como agora nos referiu Bento XVI, com uma din&acirc;mica social que &ldquo;absolutiza o presente, isolando-o do patrim&oacute;nio cultural do passado e sem a inten&ccedil;&atilde;o de delinear um futuro&rdquo;. &Eacute; uma cultura do ef&eacute;mero, perme&aacute;vel &agrave; publicidade manipuladora, &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o sob m&uacute;ltiplas formas, ao endividamento irrespons&aacute;vel.<\/p>\n<p>Portugal, em concreto, &eacute; um pa&iacute;s que soma a esta cultura um conjunto de defici&ecirc;ncias preocupantes, entre as quais se destacam:<\/p>\n<p>&#8211; situa&ccedil;&atilde;o perif&eacute;rica e escassos recursos naturais nem sempre aproveitados da melhor forma;<\/p>\n<p>&#8211; fraco desenvolvimento econ&oacute;mico;<\/p>\n<p>&#8211; popula&ccedil;&atilde;o envelhecida e acentuada queda da natalidade;<\/p>\n<p>&#8211; d&eacute;bil vontade na procura de qualidade e excel&ecirc;ncia individual, institucional e colectiva<\/p>\n<p>&#8211; com demorada aplica&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a,<\/p>\n<p>&#8211; com n&iacute;veis preocupantes de iliteracia e insucesso na Escola,<\/p>\n<p>&#8211; com falta de equidade no acesso aos cuidados de Sa&uacute;de, apesar dos padr&otilde;es de qualidade reconhecidos internacionalmente;<\/p>\n<p>&#8211; assimetria econ&oacute;mica (a maior da Uni&atilde;o Europeia) em que quase dois milh&otilde;es de pobres contrastam com titulares de remunera&ccedil;&otilde;es ou pr&eacute;mios exorbitantes, sem rela&ccedil;&atilde;o com resultados das empresas, reformas escandalosas, com curt&iacute;ssimas carreiras contributivas, e outras mordomias e benef&iacute;cios, fruto, em grande parte dos casos, de clientelismo pol&iacute;tico-partid&aacute;rio;<\/p>\n<p>&#8211; problemas graves, persistentes e estruturais, ao n&iacute;vel do emprego e das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, que remetem um n&uacute;mero preocupante de concidad&atilde;os para a <span style=\"text-decoration: underline;\">exclus&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na g&eacute;nese desta situa&ccedil;&atilde;o encontram-se diversas raz&otilde;es, tais como:<\/p>\n<p>&#8211; a inexist&ecirc;ncia de um projecto, ambicioso e inovador, para o desenvolvimento do pa&iacute;s, que seja cred&iacute;vel e mobilizador dos cidad&atilde;os na constru&ccedil;&atilde;o de novos paradigmas;<\/p>\n<p>&#8211; a falta de lideran&ccedil;as cred&iacute;veis empenhadas na prossecu&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios do Estado de Direito Social, sem submiss&atilde;o a conveni&ecirc;ncias eleitoralistas ou promo&ccedil;&otilde;es pessoais;<\/p>\n<p>&#8211; a exist&ecirc;ncia de uma d&eacute;bil sociedade civil, demasiado acomodada nos seus &ldquo;direitos&rdquo; e reticente &agrave;s mudan&ccedil;as;<\/p>\n<p>&#8211; a incapacidade para alcan&ccedil;ar consensos pol&iacute;tico-sociais suficientemente alargados, que possibilitem o empreendimento de reformas h&aacute; muito diagnosticadas como essenciais para o desenvolvimento sustentado do pa&iacute;s;<\/p>\n<p>&#8211; o aproveitamento ineficiente dos fundos europeus e das comparticipa&ccedil;&otilde;es estatais e das oportunidades hist&oacute;ricas que os mesmos constitu&iacute;ram;<\/p>\n<p>&#8211; a coniv&ecirc;ncia das elites financeiras que, displicentemente e escondendo a realidade, aliciaram os cidad&atilde;os com propostas de empr&eacute;stimos ao consumo e nunca de poupan&ccedil;as,<\/p>\n<p>&#8211; o desenvolvimento de uma economia paralela alimentada, por exemplo, por pequenos e grandes neg&oacute;cios que n&atilde;o pagam impostos ou pela coniv&ecirc;ncia de quem n&atilde;o pede factura dos bens e servi&ccedil;os que compra,<\/p>\n<p>&#8211; sintomas de uma corrup&ccedil;&atilde;o sist&eacute;mica que se estende desde os patamares mais elevados da administra&ccedil;&atilde;o at&eacute; ao cidad&atilde;o comum.<\/p>\n<p>Acresce que a actual situa&ccedil;&atilde;o or&ccedil;amental e o n&iacute;vel de endividamento ao estrangeiro s&atilde;o terreno f&eacute;rtil para crescente especula&ccedil;&atilde;o financeira, o que coloca Portugal &ndash; a par com outros pa&iacute;ses &ndash; em graves dificuldades para alcan&ccedil;ar maior credibilidade no concerto das na&ccedil;&otilde;es e para conseguir empr&eacute;stimos internacionais, a fim de fazer face ao pagamento da d&iacute;vida e das despesas n&atilde;o cobertas pelas receitas fiscais. Basta lembrar que no Or&ccedil;amento de Estado para 2010 as despesas dos juros eram j&aacute; superiores a cinco mil milh&otilde;es de euros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. A situa&ccedil;&atilde;o acima referida condicionou as medidas pol&iacute;ticas, necess&aacute;rias e urgentes, que s&atilde;o do conhecimento p&uacute;blico. Reconhecemos que, num contexto de interdepend&ecirc;ncia e de globaliza&ccedil;&atilde;o, controlado pela especula&ccedil;&atilde;o financeira, essas decis&otilde;es se tornam cada vez mais dif&iacute;ceis e complexas, parecendo-nos indispens&aacute;vel que sejam acompanhadas de uma procura activa de consensos.<\/p>\n<p>De facto, o esfor&ccedil;o de equil&iacute;brio das finan&ccedil;as p&uacute;blicas deve manter-se associado &agrave; correc&ccedil;&atilde;o das grandes desigualdades na reparti&ccedil;&atilde;o da riqueza e do rendimento. Assim, &eacute; fundamental que o Estado cumpra o seu papel na regula&ccedil;&atilde;o social, em particular no combate &agrave; pobreza e na protec&ccedil;&atilde;o dos desempregados. Al&eacute;m disso, na reorganiza&ccedil;&atilde;o das empresas e das institui&ccedil;&otilde;es, do sector p&uacute;blico e do sector privado, importa promover maior rendibilidade dos bens e servi&ccedil;os e melhorar o grau de efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia humana, econ&oacute;mica e energ&eacute;tica.<\/p>\n<p>Por exig&ecirc;ncia do bem comum, compete ainda aos que mais ganham, podem e sabem estar &agrave; altura da solidariedade e das responsabilidades que podem e devem assumir.<\/p>\n<p>Portanto, exige-se que, em todas as medidas, o direito do pobre seja sempre o primeiro a ser salvaguardado, evitando a deteriora&ccedil;&atilde;o da j&aacute; dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o em que se encontram os mais fragilizados.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>3. A CDJP deseja, neste momento de desalento e de d&uacute;vidas, trazer uma palavra de esperan&ccedil;a, pois acredita que os portugueses, tal como t&ecirc;m feito ao longo da sua Hist&oacute;ria, saber&atilde;o superar as dificuldades e assumir os sacrif&iacute;cios, fazendo valer as suas energias e potencialidades.<\/p>\n<p>Em nome da esperan&ccedil;a, somos chamados hoje a um novo esfor&ccedil;o que imp&otilde;e mudan&ccedil;as radicais, a n&iacute;vel pessoal e colectivo. O futuro est&aacute; tamb&eacute;m nas nossas m&atilde;os, e isso exige a generaliza&ccedil;&atilde;o de um ambiente social de comportamentos &eacute;ticos, que deve assentar:<\/p>\n<p>&#8211; numa forte consci&ecirc;ncia de que todos temos alguma responsabilidade na actual situa&ccedil;&atilde;o, pois, &ldquo;&eacute; por demais f&aacute;cil alijar sobre os outros a responsabilidade das injusti&ccedil;as se se n&atilde;o d&aacute; conta ao mesmo tempo de como se tem parte nelas e de como a convers&atilde;o pessoal &eacute; algo necess&aacute;rio, primeiro que tudo o mais&rdquo; (OA 48);<\/p>\n<p>&#8211; em novos estilos de vida, que alterem h&aacute;bitos consolidados de consumismo, de falta de cidadania, de degrada&ccedil;&atilde;o da Natureza, de modo a garantir um desenvolvimento sustent&aacute;vel e a manuten&ccedil;&atilde;o da Terra habit&aacute;vel pelas gera&ccedil;&otilde;es futuras;<\/p>\n<p>&#8211; &ldquo;numa justa liberdade perante os bens materiais&rdquo; (FC 37), nomeadamente perante o dinheiro, um instrumento para a nossa qualidade de vida e n&atilde;o um deus que nos escraviza e aliena;<\/p>\n<p>&#8211; na disponibilidade para acolher o outro como companheiro na constru&ccedil;&atilde;o da sociedade, sem o hostilizar ou recear como um concorrente, enriquecendo-nos mutuamente com as diversidades individuais e grupais;<\/p>\n<p>&#8211; numa confian&ccedil;a respons&aacute;vel na solidariedade, cimento estruturante da coes&atilde;o social, inerente a uma cidadania comprometida e interventiva;<\/p>\n<p>&#8211; em formas novas de organizar a sociedade, fundadas no servi&ccedil;o ao bem comum, a&nbsp; come&ccedil;ar pelas institui&ccedil;&otilde;es, nacionais e internacionais, reguladoras dos mercados financeiros;<\/p>\n<p>&#8211; na multiplica&ccedil;&atilde;o de iniciativas inovadoras de quem acredita na nossa capacidade para encontrar solu&ccedil;&otilde;es para grande parte das dificuldades que nos atingem;<\/p>\n<p>&#8211; uma aten&ccedil;&atilde;o s&eacute;ria para que os principais respons&aacute;veis da crise em que vivemos n&atilde;o sejam os primeiros benefici&aacute;rios da mesma;<\/p>\n<p>&#8211; na procura de um &ldquo;desenvolvimento econ&oacute;mico, social e pol&iacute;tico, autenticamente humano&rdquo;, baseado no &ldquo;<em>princ&iacute;pio da gratuitidade como express&atilde;o de fraternidade<\/em>&rdquo; (CV 34).<\/p>\n<p>Em nome da mesma esperan&ccedil;a, decorrendo o Ano Europeu da Luta contra a Pobreza e a Exclus&atilde;o Social e vivendo o &uacute;nico tempo da Hist&oacute;ria em que temos recursos mais do que suficientes, &eacute; imperativo combater estere&oacute;tipos e preconceitos colectivos sobre a pobreza e cuidar de todos os habitantes da Terra &ldquo;sem privilegiar nem excluir ningu&eacute;m&rdquo; (CA 31), por exig&ecirc;ncia<\/p>\n<p>&#8211; da promo&ccedil;&atilde;o da dignidade inviol&aacute;vel de cada pessoa,<\/p>\n<p>&#8211; do destino universal dos bens, que &ldquo;Deus criou para uso de todos&rdquo; (GS 69) e<\/p>\n<p>&#8211; da indispens&aacute;vel coes&atilde;o social, pacificadora e geradora de uma justa equidade.<\/p>\n<p>Sabemos que uma das principais causas da pobreza &eacute; o desemprego. Por isso, urge tomar medidas adequadas para que o emprego se torne, como &eacute; de facto, o factor mais decisivo na inclus&atilde;o. Efectivamente, como diz Bento XVI, &ldquo;a exclus&atilde;o do trabalho por muito tempo ou ent&atilde;o uma prolongada depend&ecirc;ncia da assist&ecirc;ncia p&uacute;blica ou privada corroem a liberdade e a criatividade da pessoa e as suas rela&ccedil;&otilde;es familiares e sociais, causando enormes sofrimentos a n&iacute;vel psicol&oacute;gico e espiritual&rdquo;. E continua, recordando &ldquo;a todos, sobretudo aos governantes que est&atilde;o empenhados a dar um perfil renovado aos sistemas econ&oacute;micos e sociais do mundo, que o <em>primeiro capital a preservar e valorizar &eacute; o homem, a pessoa, na sua integridade<\/em>: com efeito, o homem &eacute; o protagonista, o centro e o fim de toda a vida econ&oacute;mico-social&rdquo; (CV 25).<\/p>\n<p>Neste contexto, &eacute; de condenar tanto quem contrata a recibo verde, com sal&aacute;rios indignos, ou ilegalmente, como quem recusa propostas de emprego e continua a receber apoios sociais, bem como quem permanece &ldquo;de baixa&rdquo; sem estar doente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. A Comiss&atilde;o est&aacute; convicta de que a crise, tendo sempre uma gravosa carga negativa, &eacute; ou pode ser uma oportunidade estimuladora de um mundo diferente, at&eacute; porque na sociedade portuguesa h&aacute; muitas pessoas e organiza&ccedil;&otilde;es que d&atilde;o um testemunho de vida nesse sentido:<\/p>\n<p>&#8211; cuidam fraternalmente dos outros, sobretudo dos mais fr&aacute;geis, contribuindo activamente para a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais justa e solid&aacute;ria,<\/p>\n<p>&#8211; partilham gratuitamente saberes e compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas e profissionais em apoio de pessoas e situa&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis,<\/p>\n<p>&#8211; acreditam na nossa capacidade de inovar e empenham-se em construir alternativas, por exemplo, reestruturando empresas ou ocupando novos nichos do mercado;<\/p>\n<p>&nbsp;&#8211; assumem o compromisso de ser agentes de uma Hist&oacute;ria comum e com o seu testemunho de vida estimulam colegas e amigos,<\/p>\n<p>&#8211; persistem mesmo perante fracassos ou falta de resultados imediatos, muitas vezes&nbsp; servindo-se das dificuldades para descobrir caminhos novos.<\/p>\n<p>O trabalho que temos pela frente come&ccedil;a no cora&ccedil;&atilde;o de cada um e concretiza-se nos v&aacute;rios espa&ccedil;os de influ&ecirc;ncia e poder de que todos dispomos. Um trabalho que exige di&aacute;logo, projectos em comum, colabora&ccedil;&atilde;o em rede. Se foi a &ldquo;rede&rdquo; que gerou esta crise &eacute; em &ldquo;rede&rdquo; que vamos venc&ecirc;-la, tendo presente a senten&ccedil;a evang&eacute;lica de que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel &ldquo;colocar vinho novo em odres velhos&rdquo;.<\/p>\n<p>As comunidades eclesiais s&atilde;o especialmente chamadas<\/p>\n<p>&#8211; a testemunhar os valores de &ldquo;um reino de verdade e de vida, de santidade e de gra&ccedil;a, de justi&ccedil;a, de amor e de paz&rdquo; (GS 39) e a convic&ccedil;&atilde;o de que &ldquo;a &laquo;cidade do homem&raquo; n&atilde;o se move apenas por rela&ccedil;&otilde;es feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por rela&ccedil;&otilde;es de gratuidade, miseric&oacute;rdia e comunh&atilde;o&rdquo; (CV 6),<\/p>\n<p>&#8211; a ser voz das v&iacute;timas de injusti&ccedil;as silenciosas e silenciadas (cf. JM 20),<\/p>\n<p>&#8211; a estimular espa&ccedil;os de debate e de consciencializa&ccedil;&atilde;o da gravidade da situa&ccedil;&atilde;o e da necessidade de uma convers&atilde;o de mentalidades e atitudes.<\/p>\n<p>Saibamos, pois, ser exigentes na &eacute;tica, connosco e com os outros, e ser solid&aacute;rios com aqueles que necessitam. Sejamos os construtores do futuro, norteados pelo sentido de justi&ccedil;a e de paz que o Verbo de Deus inscreveu em cada um de n&oacute;s.<\/p>\n<p>&ldquo;Soou a hora da ac&ccedil;&atilde;o. Est&atilde;o em jogo a sobreviv&ecirc;ncia de tantas crian&ccedil;as inocentes, o acesso a uma condi&ccedil;&atilde;o humana de tantas fam&iacute;lias infelizes, a paz do mundo e o futuro da civiliza&ccedil;&atilde;o. Que todos os homens e todos os povos assumam as suas responsabilidades&rdquo; (PP 80).<\/p>\n<p align=\"right\"><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>Coimbra, Julho de 2010 <\/em><\/p>\n<p align=\"right\">Abel da Concei&ccedil;&atilde;o dos Santos Pinto<\/p>\n<p align=\"right\">Alberto Lopes Gil<\/p>\n<p align=\"right\">Carlos Alberto das Neves Joaquim<\/p>\n<p align=\"right\">Carlos Jos&eacute; Rodrigues de Paiva<\/p>\n<p align=\"right\">Jo&atilde;o Lu&iacute;s Pereira Soeiro de Campos<\/p>\n<p align=\"right\">Jos&eacute; Ant&oacute;nio Henriques dos Santos Cabral<\/p>\n<p align=\"right\">Jos&eacute; Dias da Silva<\/p>\n<p align=\"right\">Maria Teresa dos Reis Pedroso de Lima Oliveira<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz de 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