{"id":46315,"date":"2010-07-13T11:41:57","date_gmt":"2010-07-13T11:41:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/07\/13\/regresso-as-hortas-na-guarda\/"},"modified":"2010-07-13T11:41:57","modified_gmt":"2010-07-13T11:41:57","slug":"regresso-as-hortas-na-guarda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/regresso-as-hortas-na-guarda\/","title":{"rendered":"Regresso \u00e0s hortas na Guarda"},"content":{"rendered":"<p>Centro Apost\u00f3lico D. Jo\u00e3o de Oliveira Matos disponibilizou terrenos agr\u00edcolas <!--more--> <\/p>\n<p>As hortas voltam a estar na moda na cidade da Guarda e quem trabalha a terra diz que o faz para &ldquo;passar o tempo&rdquo; e para assegurar &ldquo;a qualidade&rdquo; daquilo que consome. Em tempo de crise econ&oacute;mica, as pequenas hortas urbanas tamb&eacute;m acabam por ser uma boa ajuda para as fam&iacute;lias que dedicam algum do seu tempo ao cultivo da terra.<\/p>\n<p>Um dos exemplos do &ldquo;regresso&rdquo; ao cultivo da terra verifica-se no Centro Apost&oacute;lico D. Jo&atilde;o de Oliveira Matos, na zona da P&oacute;voa do Mileu, onde os terrenos que durante anos e anos estiveram abandonados e cheios de silvas est&atilde;o agora cultivados.<\/p>\n<p>A direc&ccedil;&atilde;o do Centro disponibilizou terrenos a duas fam&iacute;lias e a pessoas necessitadas apoiadas pela Caritas Diocesana e pela Par&oacute;quia da S&eacute;.<\/p>\n<p>Jos&eacute; dos Reis, reformado, 64 anos, ex-emigrante em Fran&ccedil;a cultiva desde o ano passado, uma parcela de terreno &ldquo;para passar o tempo&rdquo;. Contou ao Jornal A Guarda que no terreno que lhe foi disponibilizado plantou e semeou feij&otilde;es, ab&oacute;boras, couves, pimentos, cebolas, tomates, alfaces, ervas arom&aacute;ticas e flores. Disse que para al&eacute;m de ter o tempo ocupado sempre vai &ldquo;comendo a hortali&ccedil;a que daqui levo e j&aacute; n&atilde;o tenho necessidade de comprar no mercado&rdquo;. &ldquo;Passo um bocado de tempo, distraio-me e sei aquilo que como&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>O reformado lembrou que antes de se &ldquo;agarrar &agrave; terra e &agrave; enxada&rdquo; n&atilde;o fazia nada, mas agora tem o tempo ocupado e s&oacute; n&atilde;o cultiva batatas &ldquo;porque n&atilde;o vale a pena cultiv&aacute;-las porque s&atilde;o baratas e s&atilde;o todas iguais, quer sejam daqui ou cultivadas em outro lugar qualquer&rdquo;.<\/p>\n<p>Maria Augusta, desempregada, 59 anos, vive nas proximidades do Centro Apost&oacute;lico, onde ajuda o marido no cultivo de um bocado de terreno. &ldquo;Isto j&aacute; n&atilde;o era semeado h&aacute; mais de 20 anos&rdquo;, lembrou, apontando que este ano, o marido &ldquo;esticou-se mais porque gosta de ver tudo arranjadinho&rdquo;. A fam&iacute;lia cultiva batatas, ervilhas, cebolas, alhos, feij&otilde;es, cenouras, nabi&ccedil;as, alfaces, couves, beterrabas, etc. &ldquo;O meu marido est&aacute; reformado e passa aqui o tempo&rdquo;, disse, explicando que quando a produ&ccedil;&atilde;o &eacute; maior &ldquo;damos aquilo que n&atilde;o se come&rdquo; &agrave;s filhas e tamb&eacute;m &agrave;s irm&atilde;s que est&atilde;o no Centro Apost&oacute;lico D. Jo&atilde;o de Oliveira Matos.<\/p>\n<p>&ldquo;O meu marido &eacute; que gosta muito disto, porque com o dinheiro de dois sacos de semente de batata compr&aacute;vamos batatas para todo o ano&rdquo;, referiu Maria Augusta, que o Jornal A Guarda encontrou na horta na companhia do neto. No entanto, a mulher sempre disse que os produtos cultivados na horta &ldquo;t&ecirc;m outro sabor e sabemos que s&atilde;o de qualidade e sabemos aquilo que comemos&rdquo;. No terreno tamb&eacute;m tem muitas flores que utiliza para enfeitar a capela da P&oacute;voa do Mileu.<\/p>\n<p><strong>Irm&atilde;s valorizam produtos da terra<\/strong><\/p>\n<p>A irm&atilde; Gracinda Antunes, que reside no Centro Apost&oacute;lico D. Jo&atilde;o de Oliveira Matos com mais duas servas, lembrou ao Jornal &ldquo;A Guarda&rdquo; que os terrenos que agora s&atilde;o cultivados &ldquo;estiveram abandonados durante muitos anos, com mato e silvas&rdquo;. &ldquo;Aqui h&aacute; tr&ecirc;s anos, uns casais amigos cortaram o maior e limparam. Depois, mandei lavrar. Como um vizinho j&aacute; me tinha pedido um bocadinho de terreno para fazer uma horta, acabei por ceder-lhe um pouco de terreno e tamb&eacute;m a outro senhor&rdquo;, relatou.<\/p>\n<p>Gracinda Antunes considera que com a ced&ecirc;ncia do terreno &ldquo;para al&eacute;m de ajudar as pessoas, tamb&eacute;m &eacute; um bem para o Centro Apost&oacute;lico, porque o terreno est&aacute; limpo e, como nos d&atilde;o as coisas, raramente compramos hortali&ccedil;as&rdquo;. &ldquo;Tamb&eacute;m temos a nossa horta&rdquo;, indicou, salientando que &ldquo;s&oacute; compramos hortali&ccedil;as, &agrave;s vezes, quando vem muita gente, mas isso &eacute; muito raro&rdquo;.<\/p>\n<p>As tr&ecirc;s irm&atilde;s tamb&eacute;m t&ecirc;m galinhas, patos, gansos e dois borregos. No seu dia-a-dia, para al&eacute;m das ora&ccedil;&otilde;es e do assegurar do funcionamento da institui&ccedil;&atilde;o, onde d&atilde;o trabalho a tr&ecirc;s pessoas, tamb&eacute;m dedicam algum do seu tempo &ldquo;a tratar da horta e dos bichos&rdquo;.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Diocese da Guarda<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Centro Apost\u00f3lico D. 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