{"id":46258,"date":"2010-07-09T11:15:58","date_gmt":"2010-07-09T11:15:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/07\/09\/saudacao-a-rainha-santa-em-nome-do-povo-de-coimbra\/"},"modified":"2010-07-09T11:15:58","modified_gmt":"2010-07-09T11:15:58","slug":"saudacao-a-rainha-santa-em-nome-do-povo-de-coimbra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saudacao-a-rainha-santa-em-nome-do-povo-de-coimbra\/","title":{"rendered":"Sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 Rainha Santa em nome do Povo de Coimbra"},"content":{"rendered":"<p><strong>D. Isabel de Portugal, Rainha Santa!<br \/><\/strong><br \/>&Eacute; com a alma em festa que o vosso Povo de Coimbra, acompanhado de incont&aacute;vel n&uacute;mero de forasteiros, vindos dos quatro cantos de Portugal e de al&eacute;m-fronteiras, aqui se re&uacute;ne, nesta que, durante s&eacute;culos, foi a pra&ccedil;a de entrada na cidade, para saudar a Mulher coroada com o diadema de Soberana, para aclamar a Mulher que, distribuindo rosas que se transformam em p&atilde;o, obteve por aclama&ccedil;&atilde;o o estatuto de excelsa Padroeira, para venerar a Mulher em cuja fronte refulge a aur&eacute;ola luminosa que vos d&aacute; o mais glorioso de todos os t&iacute;tulos &ndash; o nome de Rainha Santa!<\/p>\n<p>Vieram tantos, Senhora! Na grande pra&ccedil;a, alguns de m&atilde;os erguidas, muitos com uma prece nos l&aacute;bios, e todos de olhos postos na vossa imagem veneranda, est&atilde;o crian&ccedil;as e jovens, adultos e idosos, homens e mulheres de todas as condi&ccedil;&otilde;es sociais, de todos os quadrantes do pensamento e dos mais variados campos da actividade humana. Entre tantos outros muitos, est&atilde;o aqui milhares de jovens estudantes que, em escolas p&uacute;blicas e privadas, em institutos e em faculdades universit&aacute;rias, se preparam para enfrentar as dificuldades de um futuro que se apresenta num horizonte semeado de preocupantes obst&aacute;culos e de inquietantes apreens&otilde;es. Entre tantos outros muitos, est&atilde;o aqui milhares de homens e mulheres que, depois de anos seguidos de actividade &aacute;rdua e competente, se viram, de um momento para o outro, atirados para as filas intermin&aacute;veis dos que procuram, quase desesperadamente, uma oportunidade de trabalho que lhes permita viverem de cabe&ccedil;a levantada e os realize na sua dignidade de seres humanos. Entre tantos outros muitos, est&atilde;o aqui milhares de homens e mulheres que, terminado o tempo da sua actividade laboriosa, em vez de esperarem uma &uacute;ltima etapa de deleitosa bonan&ccedil;a, se v&ecirc;em colocados perante a penalizante incerteza do dia de amanh&atilde;. Entre tantos outros muitos, est&atilde;o tamb&eacute;m aqui os que, pelos caminhos desencontrados da vida, levam j&aacute; consumida a pequena chama da esperan&ccedil;a, os que nos contam uma hist&oacute;ria repetida (o desamparo, as doen&ccedil;as, as coisas da vida) e, de olhos tristes e magoados de cansa&ccedil;o, estendem a m&atilde;o.<\/p>\n<p>O Povo de Coimbra e os seus visitantes est&atilde;o hoje &agrave; espera que a sua Rainha, exercendo aqui o minist&eacute;rio prof&eacute;tico que lhe cabe pelo seu reconhecido estatuto de santidade, lhes fa&ccedil;a ecoar, mais no cora&ccedil;&atilde;o que nos ouvidos, uma mensagem que sirva, ao mesmo tempo, de alento aos que v&atilde;o tendo dificuldades em desamarrar o seu barco da margem escarpada e &iacute;ngreme da sua penosa condi&ccedil;&atilde;o, e de est&iacute;mulo aos que, remando, tantas vezes contra a corrente, aceitam, com coragem, o desafio de quererem assumir-se, neste mundo e neste tempo, como sinais vivos do amor, do perd&atilde;o, da justi&ccedil;a e da paz.<\/p>\n<p>De que outra mensagem poder&iacute;eis ser portadora, que n&atilde;o desta, Rainha Santa? Quem, como v&oacute;s, abriu a sua vida por inteiro ao sopro renovador do Esp&iacute;rito que vem do Alto, n&atilde;o pode ser portadora de outra mensagem que n&atilde;o seja a que se fundamenta nos valores perenes que, na plenitude dos tempos, nos foram transmitidos pelo Verbo feito carne, Aquele cujo nome est&aacute; acima de todos os nomes, o &uacute;nico que tem palavras de vida eterna. &Eacute; na vossa vida, Senhora, alimentada sempre no desejo de cumprir a inspira&ccedil;&atilde;o renovadora do Esp&iacute;rito, que podemos ler a mensagem que pretendeis fazer ecoar nesta hora e neste lugar. E, com a necess&aacute;ria permiss&atilde;o da vossa majestade de Rainha, eu atrever-me-ia a relevar apenas um dos muitos aspectos da vossa presen&ccedil;a como mulher e como soberana que pode servir de sinal luminoso para quantos, neste tempo de conturbada mudan&ccedil;a, pretendam seguir as vossas pegadas de anunciadora da harmonia, da verdade sem disfarces e do bem sem fronteiras.<\/p>\n<p>Todas as cr&oacute;nicas que at&eacute; n&oacute;s chegaram, a come&ccedil;ar pela mais antiga, mandada lavrar por D. Salvado Martins, vosso valido e confidente espiritual, s&atilde;o un&acirc;nimes em registar o subido conceito em que t&iacute;nheis a institui&ccedil;&atilde;o familiar, como comunidade que respeita e promove o amor humano, como lugar prop&iacute;cio para o crescimento equilibrado da vida, como meio onde se faz a aprendizagem da partilha e da toler&acirc;ncia como regra de comportamento social, e at&eacute; mesmo como espa&ccedil;o onde se aprende e se pratica o evang&eacute;lico preceito do perd&atilde;o.<\/p>\n<p>Que mensagem poderia ser mais actual do que esta que hoje nos trazeis, Rainha Santa? Num tempo em que, perversamente, s&atilde;o postos em quest&atilde;o os pr&oacute;prios fundamentos naturais da fam&iacute;lia, em todas as &eacute;pocas estruturada na base da rela&ccedil;&atilde;o duradoira de um homem e de uma mulher que se amam, que se respeitam, que se complementam e que se entreajudam na fatigante caminhada da vida, que mais adequada proposta de reflex&atilde;o poder&iacute;es fazer a todos, mas de modo particular a quantos t&ecirc;m agora a responsabilidade de fazer leis justas, leis que, tamb&eacute;m neste campo fundamental da organiza&ccedil;&atilde;o estrutural da sociedade, promovam, sem enviesamentos nem disfarces de falsa toler&acirc;ncia, a dignidade natural do ser humano, criado, complementar mas distintamente, homem e mulher? &Eacute; que, invertidos os valores, incluindo o valor sagrado da iviolabilidade da vida humana, e prevertidos os princ&iacute;pios fundamentais da organiza&ccedil;&atilde;o familiar e social atrav&eacute;s de leis ultrajantes e in&iacute;quas, feitas &agrave; revelia da consci&ecirc;ncia e baseadas num falso conceito de liberdade &ndash; porque s&oacute; h&aacute; liberdade de facto quando se busca ardentemente a verdade &ndash; , &eacute; de temer que estejamos perante os sinais n&atilde;o apenas de uma saud&aacute;vel mudan&ccedil;a nas linhas de rumo de um Pa&iacute;s ou de um Continente, mas, como aconteceu em semelhantes circunst&acirc;ncias de outras &eacute;pocas da hist&oacute;ria, diante da iminente derrocada de uma inteira civiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Rainha e Senhora! A mensagem da vossa vida, do vosso exemplo de esposa dedicada, de m&atilde;e e av&oacute; extremosa e atenta, de mulher que soube desempenhar a sua nobre miss&atilde;o de rainha sem deixar de estar perto do povo, de se interessar pelos que mais sofrem e pelos que mais precisam, &eacute; uma mensagem que pode e deve iluminar (e oxal&aacute; iluminasse!) todos aqueles que neste tempo e neste espa&ccedil;o que partilhamos, se assumem como homens e mulheres de boa vontade.<\/p>\n<p>&Eacute; em nome de todos eles, em nome de todos n&oacute;s, em nome deste Povo de Coimbra e de Portugal, que vos aclama como Rainha, que vos admira como Mulher e como M&atilde;e, que vos venera como Padroeira e como Santa &ndash; &eacute;&nbsp; em nome de todos que o mais humilde e desvalido dos vossos vassalos, efusiva e calorosamente, vos sa&uacute;da. Sede bem-vinda, celeste mensageira! Salv&eacute;, Rainha Santa!<\/p>\n<p><em>Largo da Portagem, 8 de Julho de 2010<br \/>A. Jesus Ramos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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