{"id":46211,"date":"2010-07-06T12:38:43","date_gmt":"2010-07-06T12:38:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/07\/06\/timor-leste-pais-de-missao\/"},"modified":"2010-07-06T12:38:43","modified_gmt":"2010-07-06T12:38:43","slug":"timor-leste-pais-de-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/timor-leste-pais-de-missao\/","title":{"rendered":"Timor-Leste, pa\u00eds de miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Politicamente, Timor optou pela independ&ecirc;ncia no referendo de 1999, essa op&ccedil;&atilde;o causou uma enorme devasta&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s e a perda de milhares de vidas humanas. O pa&iacute;s viveu depois sob uma administra&ccedil;&atilde;o transit&oacute;ria da ONU, tendo sido proclamada a sua independ&ecirc;ncia a 22 de Maio de 2002.<\/p>\n<p>Desde ent&atilde;o, Timor-Leste tem vivido algum progresso e estabilidade pol&iacute;tica, apesar de algumas crises que vai enfrentando, umas mais graves que outras, como contesta&ccedil;&otilde;es, crises pol&iacute;ticas e sociais e atentados.<\/p>\n<p>Economicamente, os recursos de Timor est&atilde;o muito centrados no petr&oacute;leo e no g&aacute;s natural, que ainda n&atilde;o atenuaram a pobreza que marca a sua popula&ccedil;&atilde;o, principalmente nas zonas rurais, onde se pratica uma agricultura de subsist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Nos primeiros anos da independ&ecirc;ncia, a economia nacional foi muito marcada pela presen&ccedil;a de um elevado n&uacute;mero de funcion&aacute;rios e agentes internacionais, fazendo que com a sua diminui&ccedil;&atilde;o a partir de 2003 se notasse uma contrac&ccedil;&atilde;o na economia.<\/p>\n<p>A partir de 2004, conseguiu efectuar-se uma recupera&ccedil;&atilde;o sendo um factor determinante o crescimento substancial dos empr&eacute;stimos banc&aacute;rios ao sector privado. Contudo, continua a assistir-se a um desequil&iacute;brio consider&aacute;vel nas trocas comerciais, com as importa&ccedil;&otilde;es a ultrapassar em larga escala as exporta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o social, Timor-Leste tinha em 2004 923.200 habitantes, registando um elevado crescimento populacional, a par de um forte &ecirc;xodo rural. Nessa altura, a taxa de alfabetiza&ccedil;&atilde;o era de 50,1%, os baixos n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o e de experi&ecirc;ncia profissional dificultam o bom funcionamento dos sectores p&uacute;blico e privado. Cerca de 50% da popula&ccedil;&atilde;o tem menos de 18 anos e a taxa de desemprego &eacute; muito elevada. 64% dos timorenses sofrem de inseguran&ccedil;a alimentar, resultado dos baixos n&iacute;veis de produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de alimentos. Do mesmo modo, &eacute; particularmente grave uma m&aacute; nutri&ccedil;&atilde;o materna e infantil potenciadas pela falta de iodo e de Vitamina A.<\/p>\n<p>A pobreza &eacute; um fen&oacute;meno multidimensional, que vai desde a economia, at&eacute; &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, nutri&ccedil;&atilde;o, etc. Cerca de 40% dos timorenses vivem nesta situa&ccedil;&atilde;o, sendo que mais de metade destes enfrentam uma situa&ccedil;&atilde;o de pobreza extrema, atingindo principalmente crian&ccedil;as, mulheres, idosos, doentes, entre outros.<\/p>\n<p>&Egrave; tendo em conta todos estes factores que as actua&ccedil;&otilde;es externas de entidades governamentais, &nbsp;ONG&rsquo;s, Associa&ccedil;&otilde;es, Congrega&ccedil;&otilde;es e outras institui&ccedil;&otilde;es internacionais que a&iacute; desenvolvem trabalho volunt&aacute;rio orientam a sua interven&ccedil;&atilde;o. Enquanto as entidades p&uacute;blicas dirigem a sua actua&ccedil;&atilde;o principalmente para o fortalecimento do Estado, nomeadamente cooperando em termos de seguran&ccedil;a, justi&ccedil;a, administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, Educa&ccedil;&atilde;o, entre outros; as entidades do sector social est&atilde;o mais viradas para a Sa&uacute;de, combate &agrave; fome, apoio &agrave; economia local e Educa&ccedil;&atilde;o. A presen&ccedil;a destes organismos est&aacute; distribu&iacute;da um pouco por todo o territ&oacute;rio de Timor-Leste, chegando mesmo a &aacute;reas mais rec&ocirc;nditas e de mais dif&iacute;cil acesso, embora a sua presen&ccedil;a seja mais vis&iacute;vel, por raz&otilde;es &oacute;bvias, na capital Dili.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Fonte: Programa Indicativo de Coopera&ccedil;&atilde;o Portugal: Timor 2007-2010 (2008), Instituto Portugu&ecirc;s de Apoio ao Desenvolvimento<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Politicamente, Timor optou pela independ&ecirc;ncia no referendo de 1999, essa op&ccedil;&atilde;o causou uma enorme devasta&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s e a perda de milhares de vidas humanas. O pa&iacute;s viveu depois sob uma administra&ccedil;&atilde;o transit&oacute;ria da ONU, tendo sido proclamada a sua independ&ecirc;ncia a 22 de Maio de 2002. 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