{"id":46198,"date":"2010-07-06T11:23:18","date_gmt":"2010-07-06T11:23:18","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/07\/06\/centro-missionario-esta-a-nascer-em-braga\/"},"modified":"2010-07-06T11:23:18","modified_gmt":"2010-07-06T11:23:18","slug":"centro-missionario-esta-a-nascer-em-braga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/centro-missionario-esta-a-nascer-em-braga\/","title":{"rendered":"Centro Mission\u00e1rio est\u00e1 a nascer em Braga"},"content":{"rendered":"<p>At&eacute; agora, a sensibiliza&ccedil;&atilde;o das comunidades cat&oacute;licas para a import&acirc;ncia da transmiss&atilde;o da mensagem evang&eacute;lica em territ&oacute;rios que a desconheciam ou onde estava pouco enraizada &ndash; a chamada &ldquo;Miss&atilde;o&rdquo; &ndash; era promovida por congrega&ccedil;&otilde;es mission&aacute;rias.<\/p>\n<p>A estrat&eacute;gia, que vigorou na Igreja portuguesa durante muitos anos, est&aacute; prestes a mudar. Em Braga, o Arcebispo D. Jorge Ortiga quer que a abordagem ao trabalho mission&aacute;rio parta das estruturas diocesanas, sem deixar de contar com o apoio dos institutos religiosos.<\/p>\n<p>Os Animadores Mission&aacute;rios <em>Ad Gentes<\/em> (ANIMAG), organismo constitu&iacute;do por congrega&ccedil;&otilde;es masculinas e femininas dedicadas ao an&uacute;ncio do cristianismo, propuseram ao prelado uma parceria para a dinamiza&ccedil;&atilde;o da actividade mission&aacute;ria na arquidiocese.<\/p>\n<p>D. Jorge Ortiga aceitou a colabora&ccedil;&atilde;o mas decidiu que deve ser a diocese a assumir a &ldquo;Miss&atilde;o&rdquo;, uma mudan&ccedil;a de perspectiva que foi bem acolhida pelos religiosos.<\/p>\n<p>&ldquo;Antes, os mission&aacute;rios deixavam a semente na diocese. Mas ela &eacute; que tem que ter a iniciativa, ela &eacute; que tem de ser o ponto de partida&rdquo;, salientou &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA Fr. Jos&eacute; Dias de Lima.<\/p>\n<p>O trabalho que os membros do ANIMAG t&ecirc;m realizado atrav&eacute;s de encontros com par&oacute;quias e grupos em todo o pa&iacute;s &ldquo;podia dar a ideia de ser desgarrado das dioceses, embora tudo o que fazemos seja em comunh&atilde;o com os bispos&rdquo;, disse o religioso franciscano, que &eacute; respons&aacute;vel pelo memorando da cria&ccedil;&atilde;o do Centro Mission&aacute;rio Diocesano Bracarense.<\/p>\n<p>No entender de Fr. Jos&eacute; Lima, um dos religiosos empenhados na cria&ccedil;&atilde;o deste novo organismo, a diocese &ldquo;&eacute; que tem que ser mission&aacute;ria de si pr&oacute;pria&rdquo;, pelo que esta estrutura &ldquo;&eacute; para que o bispo seja o primeiro mission&aacute;rio de todos os diocesanos&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resposta &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es dos bispos<\/strong><\/p>\n<p>A ideia come&ccedil;ou a germinar em Janeiro de 2010, durante um encontro que reuniu o arcebispo de Braga e delegados de Institutos Mission&aacute;rios masculinos e femininos presentes naquela circunscri&ccedil;&atilde;o eclesi&aacute;stica.<\/p>\n<p>Os prop&oacute;sitos do Centro foram confirmados pela Carta Pastoral subscrita pelos bispos de Portugal a 17 de Junho &uacute;ltimo.<\/p>\n<p>O documento, intitulado <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/cgi-bin\/noticia.pl?id=80195\" target=\"_blank\">&ldquo;Para um rosto mission&aacute;rio da Igreja em Portugal&rdquo;<\/a>, determina a constitui&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Grupos Mission&aacute;rios Paroquiais&rdquo; que trabalhem com as Obras Mission&aacute;rias Pontif&iacute;cias e os Institutos Mission&aacute;rios&rdquo;, com o objectivo de &ldquo;fazer com que a miss&atilde;o universal ganhe corpo em todos os &acirc;mbitos da pastoral e da vida crist&atilde;&rdquo;.<\/p>\n<p>De acordo com Fr. Jos&eacute; Lima, o Departamento pretende que os fi&eacute;is da arquidiocese tomem consci&ecirc;ncia de que &ldquo;todo o crist&atilde;o &eacute; mission&aacute;rio&rdquo; e que esta dimens&atilde;o, adquirida no sacramento do Crisma, n&atilde;o pertence apenas &ldquo;aos padres e freiras&rdquo;.<\/p>\n<p>A nova estrutura quer tamb&eacute;m que os fi&eacute;is ganhem consci&ecirc;ncia de que &ldquo;a terra de miss&atilde;o n&atilde;o &eacute; somente fora de fronteiras. Portugal e a diocese de Braga tamb&eacute;m s&atilde;o territ&oacute;rios de miss&atilde;o por causa da desertifica&ccedil;&atilde;o das aldeias e a falta de voca&ccedil;&otilde;es&rdquo;, afirmou o religioso.<\/p>\n<p>Neste sentido, prosseguiu, &ldquo;o primeiro objectivo do Centro Mission&aacute;rio n&atilde;o &eacute; tratar das miss&otilde;es <em>ad extra<\/em> [noutros pa&iacute;ses ou regi&otilde;es], porque para isso existem os institutos mission&aacute;rios. A prioridade &eacute; come&ccedil;ar por evangelizar a pr&oacute;pria diocese. S&oacute; depois &eacute; que &eacute; poss&iacute;vel come&ccedil;ar a enviar padres, religiosos e leigos para outros territ&oacute;rios, porque ningu&eacute;m pode dar o que n&atilde;o tem&rdquo;.<\/p>\n<p>O Centro Mission&aacute;rio vai incluir representantes de Institutos e Congrega&ccedil;&otilde;es religiosas de todos os carismas, clero diocesano e leigos &ndash; quatro membros por cada um destes grupos &ndash;, devendo ter um m&aacute;ximo de 15 pessoas.<\/p>\n<p>Para Fr. Jos&eacute; Dias de Lima, o novo organismo, &ldquo;mais do que estar fechado em si pr&oacute;prio&rdquo;, deve partilhar ideias com as estruturas an&aacute;logas das outras dioceses, de forma a respeitar as prioridades que se imp&otilde;em na realidade local e, ao mesmo tempo, ser capaz de manifestar &ldquo;a unidade como Igreja, a n&iacute;vel do episcopado portugu&ecirc;s&rdquo;.<\/p>\n<p>A escolha dos membros que v&atilde;o integrar o Centro e a redac&ccedil;&atilde;o dos estatutos ser&atilde;o as etapas seguintes na constitui&ccedil;&atilde;o desta estrutura diocesana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Europa a morrer em termos vocacionais<\/strong><\/p>\n<p>O conceito de &ldquo;terra de miss&atilde;o&rdquo;, tradicionalmente ligado &agrave; difus&atilde;o do cristianismo fora da Europa, acabou por se alargar a este territ&oacute;rio.<\/p>\n<p>Fr. Jos&eacute; Lima considera que o Velho Continente &ldquo;est&aacute; a morrer vocacionalmente&rdquo; e confessa a sua &ldquo;tristeza&rdquo; por ver colegas seus a abandonar a consagra&ccedil;&atilde;o religiosa.<\/p>\n<p>&ldquo;Nesta crise vocacional, em que h&aacute; poucos a entrar e alguns a abandonar, a verdade &eacute; que o ar fresco da Igreja est&aacute; a vir da &Aacute;sia e de &Aacute;frica&rdquo;, constata o frade franciscano.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; urgente &ndash; acrescenta &ndash; que a diocese se torne mission&aacute;ria, para come&ccedil;armos a dar aos nossos jovens motivos para deixarem de ir tanto &agrave; discoteca e frequentarem mais a igreja; de deixarem de procurar na moda, no desporto e na m&uacute;sica os seus orientadores de vida e descubram que Cristo &eacute; o modelo dos modelos.&rdquo;<\/p>\n<p>Voltando o seu olhar para a realidade portuguesa, o Franciscano mostra-se convicto de que &ldquo;parte das nossas dioceses est&aacute; morta&rdquo;: &ldquo;A vida de muitas delas &eacute; vegetativa. N&atilde;o &eacute; uma vida crist&atilde; activa e comprometida&rdquo;.<\/p>\n<p>Este religioso considera que as estruturas diocesanas t&ecirc;m sido, quase sempre, espectadoras passivas do trabalho de sensibiliza&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria realizado pelas congrega&ccedil;&otilde;es religiosas, limitando o seu envolvimento &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o do Dia Mundial das Miss&otilde;es, em Outubro.<\/p>\n<p>E se &eacute; verdade que os bispos &ldquo;n&atilde;o assumem muito a tarefa mission&aacute;ria&rdquo;, tamb&eacute;m &eacute; certo que &ldquo;nunca nos negaram o apoio, confiaram sempre em n&oacute;s e deixaram-nos abrir as suas par&oacute;quias &agrave; miss&atilde;o&rdquo;, reconheceu Fr. Jos&eacute; Lima.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o houve um compromisso directo&rdquo; por parte dos prelados, mas indirectamente, no apoio dado aos institutos mission&aacute;rios os senhores bispos t&ecirc;m manifestado muito carinho pelas miss&otilde;es&rdquo;, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At&eacute; agora, a sensibiliza&ccedil;&atilde;o das comunidades cat&oacute;licas para a import&acirc;ncia da transmiss&atilde;o da mensagem evang&eacute;lica em territ&oacute;rios que a desconheciam ou onde estava pouco enraizada &ndash; a chamada &ldquo;Miss&atilde;o&rdquo; &ndash; era promovida por congrega&ccedil;&otilde;es mission&aacute;rias. A estrat&eacute;gia, que vigorou na Igreja portuguesa durante muitos anos, est&aacute; prestes a mudar. Em Braga, o Arcebispo D. 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