{"id":46170,"date":"2010-07-03T13:40:40","date_gmt":"2010-07-03T13:40:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/07\/03\/conclusoes-das-primeiras-jornadas-da-pastoral-da-saude-da-diocese-de-setubal\/"},"modified":"2010-07-03T13:40:40","modified_gmt":"2010-07-03T13:40:40","slug":"conclusoes-das-primeiras-jornadas-da-pastoral-da-saude-da-diocese-de-setubal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/conclusoes-das-primeiras-jornadas-da-pastoral-da-saude-da-diocese-de-setubal\/","title":{"rendered":"Conclus\u00f5es das Primeiras Jornadas da Pastoral da Sa\u00fade da Diocese de Set\u00fabal"},"content":{"rendered":"<p>A Comiss&atilde;o Diocesana da Pastoral da Sa&uacute;de da Diocese de Set&uacute;bal realizou as suas primeiras Jornadas no passado dia 27 de Maio de 2010. As Jornadas tiveram lugar na Escola Superior de Ci&ecirc;ncias Empresariais do Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal e contaram com a presen&ccedil;a de profissionais de sa&uacute;de, volunt&aacute;rios e estudantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Decidiu a Comiss&atilde;o Diocesana escolher como tema destas suas primeiras Jornadas a &ldquo;Equidade e humaniza&ccedil;&atilde;o nas reformas da sa&uacute;de&rdquo;, tendo sido oradores Monsenhor V&iacute;tor Feytor Pinto, respons&aacute;vel nacional pela Pastoral da Sa&uacute;de , Enf. S&eacute;rgio Deodato , presidente do Conselho Jurisdicional da Ordem dos Enfermeiros, Prof&ordf; Doutora Lucilia Nunes, presidente do Conselho Cientifico da Escola Superior de Sa&uacute;de do Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal, o Padre Doutor Jos&eacute; Manuel Pereira de Almeida, secret&aacute;rio da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social, o Prof. Doutor Constantino Sakellarides, director da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade Nova de Lisboa e Dr&ordf; Maria Jos&eacute; Nogueira Pinto, deputada da Assembleia da Rep&uacute;blica e membro da Comiss&atilde;o Parlamentar de Sa&uacute;de.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na sequ&ecirc;ncia destas Jornadas a Comiss&atilde;o Diocesana da Pastoral da Sa&uacute;de considera por bem publicar as conclus&otilde;es que dela emanaram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim foi considerado que n&atilde;o pode a Igreja, fiel ao mandamento que recebeu de Jesus Cristo, atrav&eacute;s dos seus membros, movimentos e institui&ccedil;&otilde;es deixar de intervir na &aacute;rea da sa&uacute;de, quer na assist&ecirc;ncia religiosa, quer no dinamizar do voluntariado, no apoio espec&iacute;fico nos hospitais, nos centros de sa&uacute;de, no domic&iacute;lio das pessoas, com uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o com os mais pobres, os mais s&oacute;s e os mais doentes. Deve tamb&eacute;m a igreja, quer de forma nacional, quer a n&iacute;vel das dioceses e par&oacute;quias preocupar-se por intervir na defesa dos direitos dos mais vulner&aacute;veis, nomeadamente dos doentes terminais colaborando para que lhes sejam prestados os cuidados que lhes permitam morrer com dignidade e se poss&iacute;vel junto das suas fam&iacute;lias. Por outro lado devem os cat&oacute;licos ser activos nas quest&otilde;es da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, tentando viver de forma saud&aacute;vel e colaborando para que a todos possam ser asseguradas condi&ccedil;&otilde;es para uma vida com sa&uacute;de, n&atilde;o esquecendo que s&oacute; teremos sa&uacute;de na medida em que formos pessoas realizadas tanto a n&iacute;vel social como espiritual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Considera-se tamb&eacute;m que os princ&iacute;pios da equidade, da &eacute;tica e da humaniza&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de n&atilde;o necessitam de ser objecto de qualquer reforma, torna-se &eacute; urgente a reflex&atilde;o sobre as pr&aacute;ticas nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e de que forma poderemos melhor&aacute;-las. Ser&aacute; importante que profissionais de sa&uacute;de e poder politico sejam capazes de se questionar sobre os resultados que se pretendem alcan&ccedil;ar com a ac&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, e que pr&aacute;ticas se devem implementar. Muitas vezes o excesso de mudan&ccedil;as ou mudan&ccedil;as que n&atilde;o s&atilde;o efectivamente implementadas como previsto, podem tornar mais distante o servi&ccedil;o nacional de sa&uacute;de e dificultar o acesso. A escassez de profissionais de sa&uacute;de, a conten&ccedil;&atilde;o de despesas, ou as mudan&ccedil;as nas politicas de sa&uacute;de n&atilde;o dever&atilde;o nunca colocar em causa o acesso dos mais pobres aos cuidados de sa&uacute;de. Assim as reformas da sa&uacute;de dever&atilde;o ter sempre em conta o maior bem das pessoas, devendo por isso ser encontradas f&oacute;rmulas de organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de que permitam o trabalho em rede e em parceria entre as v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e sociais, quer sejam p&uacute;blicas quer sejam de solidariedade social. O futuro da organiza&ccedil;&atilde;o do sistema de sa&uacute;de portugu&ecirc;s n&atilde;o deve ignorar o papel crucial que o Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de tem tido na melhoria da sa&uacute;de dos portugueses e na procura da equidade no acesso. N&atilde;o devem ser esquecidos, num mundo t&atilde;o preocupado com os valores materiais, os valores do Evangelho que nos apontam para o &ldquo;Homem Novo&rdquo; cujo o cora&ccedil;&atilde;o nos &eacute; revelado por Jesus Cristo e que nos abre &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com o outro, para uma comunh&atilde;o que &eacute; capaz de reconstruir aquilo que j&aacute; n&atilde;o tem esperan&ccedil;a, tanto junto do poder politico como junto dos l&iacute;deres de opini&atilde;o, servi&ccedil;os de sa&uacute;de que estejam organizados para bem servir as pessoas, de forma ainda mais clara quando essas pessoas s&atilde;o mais desprotegidas, mais s&oacute;s, mais dependentes, mais pobres e\/ou mais doentes. Sabendo que nem sempre aquilo que &eacute; legislado, nomeadamente na &aacute;rea da sa&uacute;de, se torna realidade &eacute; tamb&eacute;m obriga&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os exigirem o cumprimento de promessas e da legisla&ccedil;&atilde;o vigente no sector da sa&uacute;de.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Humanizar os cuidados de sa&uacute;de &eacute; racionalizar para n&atilde;o ter que racionar, &eacute; tornar mais humanos os espa&ccedil;os de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados: os equipamentos, as estruturas, mas principalmente os profissionais de sa&uacute;de, os volunt&aacute;rios e os politicos. A sustentabilidade do nosso sistema de sa&uacute;de ter&aacute; que garantir necessariamente, e a bem da dignidade de todas as pessoas, a equidade. Em &uacute;ltima an&aacute;lise as reformas na sa&uacute;de n&atilde;o dever&atilde;o nunca comprometer o futuro devendo assentar numa vis&atilde;o integrada do pa&iacute;s e das pessoas com as suas circunst&acirc;ncias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss&atilde;o Diocesana da Pastoral da Sa&uacute;de da Diocese de Set&uacute;bal realizou as suas primeiras Jornadas no passado dia 27 de Maio de 2010. 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