{"id":46095,"date":"2010-06-30T13:05:46","date_gmt":"2010-06-30T13:05:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/30\/mensagem-para-o-dia-mundial-do-turismo-2010\/"},"modified":"2010-06-30T13:05:46","modified_gmt":"2010-06-30T13:05:46","slug":"mensagem-para-o-dia-mundial-do-turismo-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-para-o-dia-mundial-do-turismo-2010\/","title":{"rendered":"Mensagem para o Dia Mundial do Turismo 2010"},"content":{"rendered":"<p>Com o tema Turismo e biodiversidade, proposto pela competente Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial, o Dia Mundial do Turismo quer oferecer sua contribui&ccedil;&atilde;o a este 2010, declarado pela Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas &#8220;Ano Internacional da Diversidade Biol&oacute;gica&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tal proclama&ccedil;&atilde;o nasce da profunda preocupa&ccedil;&atilde;o &#8220;pelas repercuss&otilde;es sociais, econ&oacute;micas, ambientais e culturais da perda da diversidade biol&oacute;gica, inclu&iacute;das as consequ&ecirc;ncias adversas que entranha para a consecu&ccedil;&atilde;o dos objectivos de desenvolvimento do Mil&eacute;nio, e destacando a necessidade de adoptar medidas concretas para inverter esta perda&#8221;. (1)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A biodiversidade, ou diversidade biol&oacute;gica, faz refer&ecirc;ncia &agrave; grande riqueza de seres que vivem na Terra, assim como ao delicado equil&iacute;brio de interdepend&ecirc;ncia e intera&ccedil;&atilde;o que existe entre eles e com o meio f&iacute;sico que os acolhe e condiciona. Esta biodiversidade se traduz nos diferentes ecossistemas, dos quais s&atilde;o um bom exemplo os bosques, os pantanais, as savanas, as selvas, o deserto, os recifes de corais, as montanhas, os mares, ou as zonas polares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Perante isto se pairam tr&ecirc;s grandes perigos, que requerem uma solu&ccedil;&atilde;o urgente: a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, a desertifica&ccedil;&atilde;o e a perda da biodiversidade. Esta &uacute;ltima est&aacute; se desenvolvendo nos &uacute;ltimos anos a um ritmo sem precedentes. Estudos recentes indicam que, a n&iacute;vel mundial, est&atilde;o amea&ccedil;ados ou em perigo de extin&ccedil;&atilde;o 22% dos mam&iacute;feros, 31% dos anf&iacute;bios, 13.6% das aves e 27% dos recifes. (2)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Existem numerosos sectores de actividade humana que contribuem grandemente a estas mudan&ccedil;as, e um deles &eacute;, sem d&uacute;vida alguma, o turismo, o qual se situa entre os que t&ecirc;m experimentado um maior e r&aacute;pido crescimento. Ao respeito, podemos recordar as cifras que nos oferece a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Turismo (OMT). Os turistas internacionais foram de 534 milh&otilde;es em 1995, e 682 milh&otilde;es em 2000 e as previs&otilde;es que apareciam no informe <em>Turism 2020 Vision<\/em> s&atilde;o de 1006 milh&otilde;es para o ano de 2010, e que chegariam a 1561 milh&otilde;es em 2020, com um crescimento m&eacute;dio anual de 4.1%. (3) E a estas cifras de turismo internacional teria que acrescentar as mais importantes do turismo interno. Tudo isto nos mostra o forte crescimento deste sector econ&oacute;mico, o que comporta alguns importantes efeitos na conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel da biodiversidade, com o consequente perigo de que se transforme num s&eacute;rio impacto meio ambiental, especialmente pelo consumo desmedido de recursos limitados (como a &aacute;gua pot&aacute;vel e o territ&oacute;rio) e pela grande gera&ccedil;&atilde;o de contamina&ccedil;&atilde;o e res&iacute;duos, superando as quantidades que seriam assum&iacute;veis por uma determinada zona.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o se agrava pelo fato de que a procura tur&iacute;stica se dirige cada vez mais aos destinos da natureza, atra&iacute;da pelas suas inumer&aacute;veis belezas, o que sup&otilde;e um impacto importante nas popula&ccedil;&otilde;es locais, na sua economia, no seu meio ambiente e em seu patrim&oacute;nio cultural. Este facto pode ser um elemento prejudicial ou, ao contr&aacute;rio, contribuir significativamente e em modo positivo &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio. O turismo vive assim um paradoxo. Se por um lado surge e cresce gra&ccedil;as &agrave; atrac&ccedil;&atilde;o de paisagens naturais e culturais, por outro lado estes podem chegar a ser deteriorados e inclusive destru&iacute;dos pelo mesmo turismo, o que significa ser rejeitados como destinos e n&atilde;o gozar da atrac&ccedil;&atilde;o que era na origem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por tudo isso, devemos afirmar que o turismo n&atilde;o pode eximir-se de sua responsabilidade na defesa da biodiversidade, pelo contr&aacute;rio, deve assumir um papel activo na mesma. O desenvolvimento deste sector econ&oacute;mico dever&aacute; ser acompanhado inevitavelmente dos princ&iacute;pios de sustentabilidade e respeito &agrave; diversidade biol&oacute;gica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De tudo isto se preocupou seriamente a comunidade internacional, e sobre o tema realizaram-se reiterados pronunciamentos. (4) A Igreja quer juntar a sua voz, a partir do espa&ccedil;o que lhe &eacute; pr&oacute;prio, partindo da convic&ccedil;&atilde;o que ela mesma &#8220;sente o seu peso de responsabilidade pela cria&ccedil;&atilde;o e deve fazer valer esta responsabilidade tamb&eacute;m na esfera p&uacute;blica. Ao faz&ecirc;-lo, n&atilde;o tem apenas de defender a terra, a &aacute;gua e o ar, como dons da cria&ccedil;&atilde;o que pertencem a todos, mas deve sobretudo proteger o homem da destrui&ccedil;&atilde;o de si mesmo&#8221;. (5) Embora evitando de intervir sobre solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas concretas, a Igreja, se preocupa de chamar a aten&ccedil;&atilde;o para a rela&ccedil;&atilde;o entre o Criador, o ser humano e a cria&ccedil;&atilde;o. (6) O Magist&eacute;rio reitera insistentemente a responsabilidade do ser humano na preserva&ccedil;&atilde;o de um ambiente &iacute;ntegro e sadio para todos, a partir do convencimento que &#8220;a tutela do ambiente constitui um desafio para toda a humanidade: trata-se do dever, comum e universal, de respeitar um bem colectivo&#8221;. (7)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como foi indicado pelo Papa Bento XVI na sua enc&iacute;clica <em>Caritas in veritate<\/em>, &#8220;o crente reconhece o resultado maravilhoso da interven&ccedil;&atilde;o criadora de Deus, de que o homem se pode responsavelmente servir para satisfazer as suas leg&iacute;timas exig&ecirc;ncias &mdash; materiais e imateriais &mdash; no respeito dos equil&iacute;brios intr&iacute;nsecos da pr&oacute;pria cria&ccedil;&atilde;o&#8221;, (8) e cujo uso representa para n&oacute;s &#8220;uma responsabilidade que temos para com os pobres, as gera&ccedil;&otilde;es futuras e a humanidade inteira&#8221;. (9) Por isso, o turismo deve respeitar o meio ambiente, procurando alcan&ccedil;ar uma perfeita harmonia com a Cria&ccedil;&atilde;o, de modo que, garantindo a sustentabilidade dos recursos de que depende, n&atilde;o origine irrevers&iacute;veis transforma&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O contacto com a natureza &eacute; importante e, portanto, o turismo deve esfor&ccedil;ar-se para respeitar e valorizar a beleza da cria&ccedil;&atilde;o, a partir do convencimento de que &#8220;muitos encontram tranquilidade e paz, sentem-se renovados e revigorados quando entram em contacto directo com a beleza e a harmonia da natureza. Existe aqui uma esp&eacute;cie de reciprocidade: quando cuidamos da cria&ccedil;&atilde;o, constatamos que Deus, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o, cuida de n&oacute;s&#8221;. (10)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Todavia h&aacute; um elemento que torna ainda mais exigente este esfor&ccedil;o, isto &eacute;, na sua busca de Deus, o ser humano descobre algumas vias para aproximar-se ao Mist&eacute;rio, que tem como ponto de partida a cria&ccedil;&atilde;o. (11) A natureza e a diversidade biol&oacute;gica nos falam do Deus Criador, o Qual se faz presente na sua cria&ccedil;&atilde;o, &#8220;de fato, partindo da grandeza e beleza das criaturas, pode-se chegar a ver, por analogia, o seu Criador&#8221; (Sb 13,5), &#8220;pois foi o Principio e Autor da beleza quem as criou&#8221; (Sb 13, 3). &Eacute; por isso que o mundo na sua diversidade, &#8220;oferece-se ao olhar do homem como rasto de Deus, lugar no qual se desvela a sua for&ccedil;a criadora, providente e redentora&#8221;. (12) Por este motivo, o turismo, aproximando-se &agrave; cria&ccedil;&atilde;o em toda a sua variedade e riqueza, pode ser ocasi&atilde;o para promover ou acrescentar a experi&ecirc;ncia religiosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; urgente e necess&aacute;rio encontrar um equil&iacute;brio entre o turismo e a biodiversidade biol&oacute;gica, em que ambos se apoiem mutuamente, de modo que desenvolvimento econ&oacute;mico e protec&ccedil;&atilde;o do ambiente n&atilde;o apare&ccedil;am como elementos opostos e incompat&iacute;veis, mas tenda a conciliar as exig&ecirc;ncias de ambos. (13)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os esfor&ccedil;os de proteger e promover a diversidade biol&oacute;gica na sua rela&ccedil;&atilde;o com o turismo passam, em primeiro lugar, por desenvolver estrat&eacute;gias participativas e partilhadas, nas quais se comprometem os diversos sectores envolvidos. A maioria dos governos, institui&ccedil;&otilde;es internacionais, associa&ccedil;&otilde;es profissionais do sector tur&iacute;stico e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais defendem, com uma vis&atilde;o a longo prazo, a necessidade de um turismo sustent&aacute;vel, como &uacute;nica forma poss&iacute;vel para que o seu desenvolvimento seja ao tempo economicamente rent&aacute;vel, proteja os recursos naturais e culturais, e sirva de ajuda real na luta contra a pobreza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As autoridades p&uacute;blicas devem oferecer uma legisla&ccedil;&atilde;o clara, que proteja e potencie a biodiversidade, refor&ccedil;ando os benef&iacute;cios e reduzindo os custos do turismo, e tamb&eacute;m vigiar para o cumprimento das normas. (14) Para que isto aconte&ccedil;a devem prever certamente uma importante invers&atilde;o em planeamento e em educa&ccedil;&atilde;o. Os esfor&ccedil;os governamentais dever&atilde;o ser maiores nos lugares mais vulner&aacute;veis e onde a degrada&ccedil;&atilde;o tenha sido maior. Qui&ccedil;&aacute; em alguns deles, o turismo deveria ser restrito ou, at&eacute; mesmo evitado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pede-se ao sector empresarial do turismo de &#8220;planejar, desenvolver e conduzir seus empreendimentos minimizando impactos e contribuindo para a conserva&ccedil;&atilde;o de ecossistemas sens&iacute;veis, do meio ambiente em geral e levando benef&iacute;cios &agrave;s comunidades locais e ind&iacute;genas. (15) Por isso, seria conveniente realizar estudos pr&eacute;vios da sustentabilidade de cada produto tur&iacute;stico, evidenciando os aportes positivos reais com os riscos potenciais, a partir da convic&ccedil;&atilde;o de que o sector n&atilde;o pode buscar o objectivo do m&aacute;ximo benef&iacute;cio a qualquer custo. (16)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Finalmente, os turistas devem ser conscientes de que a sua presen&ccedil;a em alguns lugares nem sempre &eacute; positiva. Com este fim, devem ser informados sobre os benef&iacute;cios reais que comporta a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, e ser educados em modo compat&iacute;vel ao turismo sustent&aacute;vel. Assim mesmo deveriam reclamar &agrave;s empresas tur&iacute;sticas propostas que contribuam realmente ao desenvolvimento do lugar. Em nenhum caso, nem o territ&oacute;rio nem o patrim&oacute;nio hist&oacute;rico-cultural dos destinos devem sair prejudicados em favor do turista, adaptando-se aos seus gostos e desejos. Um esfor&ccedil;o importante, que de modo especial deve realizar a pastoral do turismo, &eacute; a educa&ccedil;&atilde;o &agrave; contempla&ccedil;&atilde;o, que facilite aos turistas descobrir os rastos de Deus na grande riqueza da biodiversidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, gra&ccedil;as a um turismo que se desenvolve em harmonia com a cria&ccedil;&atilde;o, facilitar-se-&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o do turista o louvor do salmista: &#8220;&oacute; Senhor, nosso Deus, como &eacute; glorioso teu nome em toda a terra!&#8221; (Sal 8,2).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cidade do Vaticano, 24 de Junho de 2010<\/p>\n<p>+ Antonio Maria Vegli&ograve;, Presidente<\/p>\n<p>+ Agostino Marchetto, Arcebispo Secret&aacute;rio<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>NOTAS:<\/p>\n<p>1 &#8211; Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, Resolu&ccedil;&atilde;o A\/RES\/61\/203 aprovada pela Assembleia Geral, 20 de Dezembro de 2006.<\/p>\n<p>2 &#8211; Cfr. J.-C. Vi&eacute;, C. Hilton-Taylor and S. N. Stuart (eds.), Wildlife in a Changing World. An analysis of the 2008 IUCN Red List of Threatened Species, International Union for Conservation of Nature and Natural Resources, Gland, Switzerland, 2009, p. 18: <a href=\"http:\/\/data.iucn.org\/dbtw-wpd\/edocs\/RL-2009-001.pdf\">http:\/\/data.iucn.org\/dbtw-wpd\/edocs\/RL-2009-001.pdf<\/a><\/p>\n<p>3 &#8211; Cfr. <a href=\"http:\/\/www.unwto.org\/facts\/eng\/vision.htm\">http:\/\/www.unwto.org\/facts\/eng\/vision.htm<\/a><\/p>\n<p>4 &#8211; Um primeiro documento a referir &eacute; a carta do Turismo Sustent&aacute;vel, aprovada na &#8220;Conferencia Mundial de Turismo Sustent&aacute;vel&#8221;, celebrada na ilha espanhola de Lanzarote de 27 a 28 de Abril de 1995. De forma conjunta, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Turismo (OMT), o World Travel &amp; Tourism Council (WTTC) e o Conselho da Terra elaboraram em 1996 o informe Agenda 21 para a Ind&uacute;stria de Viagens e Turismo: Para um desenvolvimento ambientalmente sustent&aacute;vel, que traduz em um programa de ac&ccedil;&atilde;o para o turismo a Agenda 21 das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento sustent&aacute;vel (e foi adoptada na C&uacute;pula da Terra, no Rio de Janeiro em 1992). Outra refer&ecirc;ncia importante &eacute; a Declara&ccedil;&atilde;o de Berlim, documento conclusivo da &#8220;Confer&ecirc;ncia internacional de Ministros de Meio Ambiente sobre biodiversidade e turismo&#8221;, que foi realizado na capital alem&atilde; de 6 a 8 de Mar&ccedil;o de 1997. Qui&ccedil;&aacute; seja este documento a contribui&ccedil;&atilde;o mais importante, devido a sua elabora&ccedil;&atilde;o, influ&ecirc;ncia, difus&atilde;o e aos seus signat&aacute;rios. Alguns meses depois assinou-se a Declara&ccedil;&atilde;o de Manila sobre o impacto social do turismo, de onde se destacou a import&acirc;ncia de uma s&eacute;rie de princ&iacute;pios a favor da sustentabilidade tur&iacute;stica. Como fruto da &#8220;C&uacute;pula Mundial do Ecoturismo&#8221;, organizada em Maio de 2002 pela OMT, com apoio do Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), publicou-se a Declara&ccedil;&atilde;o de Quebeque sobre o ecoturismo. No marco do &#8220;Conv&eacute;nio sobre Diversidade Biol&oacute;gica&#8221; editaram-se, no ano de 2004, as Directrizes sobre a Diversidade Biol&oacute;gica e Desenvolvimento do Turismo. A todos estes documentos de &iacute;ndole internacional deve-se unir os numerosos manuais e comp&ecirc;ndios de boas pr&aacute;ticas que em rela&ccedil;&atilde;o a este tema foi publicado pela OMT, e entre as quais se pode destacar a intitulada Por um turismo mais sustent&aacute;vel: Guia para respons&aacute;veis pol&iacute;ticos, editada em 2005 em colabora&ccedil;&atilde;o com o PNUMA.<\/p>\n<p>5 &#8211; Bento XVI, Carta enc&iacute;clica <em>Caritas in veritate<\/em>, n. 51, AAS 101 (209), p. 687.<\/p>\n<p>6 &#8211; Cfr. Bento XVI, Mensagem para a celebra&ccedil;&atilde;o do XLIII Dia Mundial da Paz 2010, 8 de Dezembro de 2009, <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/benedict_xvi\/messages\/peace\/documents\/hf_ben-xvi_mes_20091208_xliii-world-day-peace_po.html\">http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/benedict_xvi\/messages\/peace\/documents\/hf_ben-xvi_mes_20091208_xliii-world-day-peace_po.html<\/a><\/p>\n<p>7 &#8211; Conselho Pontif&iacute;cio &#8220;Justi&ccedil;a e Paz&#8221;, Comp&ecirc;ndio da Doutrina Social da Igreja, Libreria Editrice Vaticana, Cidade do Vaticano 2004, n. 466. Cfr. Jo&atilde;o Paulo II, Carta enc&iacute;clica <em>Centesimus annus<\/em>, n. 40: AAS 83 (1991) p. 843.<\/p>\n<p>8 &#8211; Bento XVI, Carta enc&iacute;clica <em>Caritas in veritate<\/em>, n. 48, l.c., p. 684.<\/p>\n<p>9 &#8211; Ibidem.<\/p>\n<p>10 &#8211; Bento XVI, Mensagem para a celebra&ccedil;&atilde;o do XLIII Dia Mundial da Paz 2010, n. 13, l.c.<\/p>\n<p>11 &#8211; Cfr. Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, Libreria Editrice Vaticana, Cidade do Vaticano 1977, n. 31.<\/p>\n<p>12 &#8211; Conselho Pontif&iacute;cio &#8220;Justi&ccedil;a e Paz&#8221;, Comp&ecirc;ndio da Doutrina Social da Igreja, n. 487, l.c.<\/p>\n<p>13 &#8211; Cfr. Ibidem, n. 470.<\/p>\n<p>14 &#8211; Cfr. Benedicto XVI, Carta enc&iacute;clica <em>Caritas in veritate<\/em>, n. 50, l.c., p. 686.<\/p>\n<p>15 &#8211; C&uacute;pula Mundial del Ecoturismo, Informe Final. Declara&ccedil;&atilde;o de Quebeque sobre o ecoturismo, 22 de Maio de 2002, Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Turismo e Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente, Madrid 2002, recomenda&ccedil;&atilde;o 21.<\/p>\n<p>16 &#8211; Cfr. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Turismo, C&oacute;digo &Eacute;tico Mundial para o Turismo, 1 de Outubro de 1999, art. 3 &sect;4: <a href=\"http:\/\/www.unwto.org\/ethics\/full_text\/en\/full_text.php?subop=2\">http:\/\/www.unwto.org\/ethics\/full_text\/en\/full_text.php?subop=2<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o tema Turismo e biodiversidade, proposto pela competente Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial, o Dia Mundial do Turismo quer oferecer sua contribui&ccedil;&atilde;o a este 2010, declarado pela Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas &#8220;Ano Internacional da Diversidade Biol&oacute;gica&#8221;. &nbsp; Tal proclama&ccedil;&atilde;o nasce da profunda preocupa&ccedil;&atilde;o &#8220;pelas repercuss&otilde;es sociais, econ&oacute;micas, ambientais e culturais da perda da diversidade biol&oacute;gica, inclu&iacute;das 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