{"id":46034,"date":"2010-06-25T12:04:33","date_gmt":"2010-06-25T12:04:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/25\/comissoes-justica-e-paz-da-europa-pedem-introducao-de-uma-taxa-internacional-sobre-as-transaccoes-financeiras\/"},"modified":"2010-06-25T12:04:33","modified_gmt":"2010-06-25T12:04:33","slug":"comissoes-justica-e-paz-da-europa-pedem-introducao-de-uma-taxa-internacional-sobre-as-transaccoes-financeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/comissoes-justica-e-paz-da-europa-pedem-introducao-de-uma-taxa-internacional-sobre-as-transaccoes-financeiras\/","title":{"rendered":"Comiss\u00f5es Justi\u00e7a e Paz da Europa pedem introdu\u00e7\u00e3o de uma taxa internacional sobre as transac\u00e7\u00f5es financeiras"},"content":{"rendered":"<p>Respons\u00e1veis cat\u00f3licos afirmam que a Europa deve desempenhar um papel pioneiro <!--more--> <\/p>\n<p>A crise financeira de 2008\/2009 e as suas implica&ccedil;&otilde;es constituem um desafio fundamental para o desenvolvimento futuro das nossas sociedades e das nossas economias, em todo o mundo. A forma como enfrentarmos este desafio revela os valores e a vis&atilde;o sobre os quais constru&iacute;mos as nossas sociedades. &Eacute; muito mais do que uma op&ccedil;&atilde;o entre regras.<\/p>\n<p>Um olhar sobre os pa&iacute;ses em desenvolvimento torna-o claro. A quebra de muitos sectores econ&oacute;micos nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, como resultado da crise financeira, conduz a um consider&aacute;vel rev&eacute;s no cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Mil&eacute;nio (ODM). O n&uacute;mero de pessoas a viver em pobreza extrema, isto &eacute;, com menos de 1,25 d&oacute;lares por dia, aumentou para 1,3 bili&otilde;es. A percentagem dos chamados trabalhadores pobres (<em>working poors<\/em>), com um rendimento di&aacute;rio inferior a 2 d&oacute;lares, tamb&eacute;m aumentou. A Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT) estima o seu n&uacute;mero em 2,7 bili&otilde;es de pessoas. O falhan&ccedil;o em se atingir o primeiro objectivo do mil&eacute;nio, respeitante &agrave; redu&ccedil;&atilde;o para metade da propor&ccedil;&atilde;o dos pobres at&eacute; 2015, tem tamb&eacute;m efeitos devastadores no cumprimento dos outros objectivos, na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o e da sa&uacute;de.<\/p>\n<p>As implica&ccedil;&otilde;es da crise financeira devem ser tomadas em conta nas discuss&otilde;es sobre o contributo dos respons&aacute;veis pela crise e nos debates sobre a preven&ccedil;&atilde;o de crises futuras. Os contributos que devem ser pedidos aos respons&aacute;veis e uma partilha justa dos encargos, eis uma quest&atilde;o de justi&ccedil;a social internacional. At&eacute; agora, tamb&eacute;m na Europa houve cidad&atilde;os que tiveram de suportar a carga principal. Os impostos foram usados para ajudar os bancos, para fornecer garantias e para financiar programas para estimular a economia.<\/p>\n<p>Os estudos da OIT revelam que a regula&ccedil;&atilde;o dos mercados financeiros &eacute; necess&aacute;ria para encorajar a cria&ccedil;&atilde;o de empregos na economia real. Isto &eacute; verdade tanto para os pa&iacute;ses economicamente mais fortes como para os pa&iacute;ses onde a cria&ccedil;&atilde;o de empregos &eacute; um pr&eacute;-requesito para a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza. A economia financeira deve servir a economia real e n&atilde;o o contr&aacute;rio.<\/p>\n<p>Neste contexto, muitas vozes clamam pela introdu&ccedil;&atilde;o de uma taxa sobre as transac&ccedil;&otilde;es financeiras. Esta taxa deveria constituir uma contribui&ccedil;&atilde;o sist&eacute;mica urgentemente necess&aacute;ria para refrear os excessos especulativos nos mercados financeiros. Adicionalmente, deveria gerar fundos para ajudar a estimular a recupera&ccedil;&atilde;o financeira dos or&ccedil;amentos p&uacute;blicos e dar um novo &iacute;mpeto v&aacute;lido &agrave; luta global contra a pobreza.<\/p>\n<p>A taxa sobre as transac&ccedil;&otilde;es financeiras e as v&aacute;rias formas da sua implementa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel. O que, contudo, observamos, &eacute; que muitos dos pa&iacute;ses l&iacute;deres econ&oacute;mica e politicamente no mundo, mesmo dentro da Uni&atilde;o Europeia e, especialmente, na zona euro, est&atilde;o muito relutantes em adoptar a taxa sobre as transac&ccedil;&otilde;es financeiras, apesar do consider&aacute;vel apoio p&uacute;blico a esta taxa.<\/p>\n<p>&Eacute; por isso que n&oacute;s reiteramos e enfatizamos a urg&ecirc;ncia em introduzir uma taxa sobre as transac&ccedil;&otilde;es financeiras, a n&iacute;vel internacional. Como j&aacute; foi expresso na Declara&ccedil;&atilde;o &ldquo;Solidariedade em tempo de crise&rdquo;, publicada pala Confer&ecirc;ncia das Comiss&otilde;es Europeias Justi&ccedil;a e Paz, no princ&iacute;pio de 2010, defendemos a introdu&ccedil;&atilde;o de uma taxa sobre as transac&ccedil;&otilde;es financeiras para gerar rendimentos, que deveriam ser proporcionalmente dedicados &agrave; Ajuda Internacional ao Desenvolvimento.<\/p>\n<p>As Comiss&otilde;es abaixo assinadas apelam aos seus governos nacionais para fazerem aprovar uma iniciativa conjunta para introduzirem uma taxa sobre as transac&ccedil;&otilde;es internacionais, na zona euro, e para defenderem a adop&ccedil;&atilde;o de uma taxa sobre as transac&ccedil;&otilde;es internacionais, ao n&iacute;vel do G20. &Eacute; nossa convic&ccedil;&atilde;o que a Uni&atilde;o Europeia deveria desempenhar um papel pioneiro na gest&atilde;o desta crise da humanidade.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Comit&eacute; Executivo da Confer&ecirc;ncia das Comiss&otilde;es Europeias Justi&ccedil;a e Paz<\/em><\/p>\n<p>(Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da Alb&acirc;nia; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da &Aacute;ustria; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da B&eacute;lgica [L&iacute;ngua francesa]; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da B&eacute;lgica [L&iacute;ngua flamenga]; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da Fran&ccedil;a; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da Alemanha; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da Gr&eacute;cia; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz de Malta; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz de Portugal; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da Esc&oacute;cia; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da Espanha; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da Su&eacute;cia; Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da Su&iacute;&ccedil;a; Conselho para a Justi&ccedil;a e Paz da Confer&ecirc;ncia Episcopal Irlandesa).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1veis 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