{"id":46032,"date":"2010-06-26T08:51:28","date_gmt":"2010-06-26T08:51:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/26\/beja-exemplar-na-valorizacao-do-patrimonio\/"},"modified":"2010-06-26T08:51:28","modified_gmt":"2010-06-26T08:51:28","slug":"beja-exemplar-na-valorizacao-do-patrimonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/beja-exemplar-na-valorizacao-do-patrimonio\/","title":{"rendered":"Beja exemplar na valoriza\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio"},"content":{"rendered":"<p>Pr\u00e9mio \u00ab\u00c1rvore da Vida-Padre Manuel Antunes\u00bb entregue no final da Jornada da Pastoral da Cultura <!--more--> <\/p>\n<p>A diocese de Beja recebeu em F&aacute;tima a sexta edi&ccedil;&atilde;o do Pr&eacute;mio de Cultura &ldquo;&Aacute;rvore da Vida &ndash; Padre Manuel Antunes&rdquo;, institu&iacute;do pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura em nome da Igreja Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>O j&uacute;ri considerou que &ldquo;a forma criativa e empenhada&rdquo; com que Beja &ldquo;tem sabido colocar a Cultura como campo priorit&aacute;rio da miss&atilde;o da Igreja&rdquo; &eacute; um &ldquo;testemunho&rdquo; para as dioceses portuguesas.<\/p>\n<p>O reconhecimento, que real&ccedil;a o trabalho do Departamento do Patrim&oacute;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico (DPHA), valoriza a &ldquo;conserva&ccedil;&atilde;o cuidada&rdquo; dos bens culturais e o seu envolvimento num &ldquo;di&aacute;logo contempor&acirc;neo e inventivo&rdquo;.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s a leitura da acta do j&uacute;ri, D. Mauel Clemente, Bispo do Porto e presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais destacou a Diocese de Beja no seu &ldquo;exemplar&iacute;ssimo percurso de di&aacute;logo cultural&rdquo;.<\/p>\n<p>Em particular, recordou quem &ldquo;ouviu, recolheu e trabalho musicalmente as tradi&ccedil;&otilde;es orais&rdquo;, para l&aacute; da salvaguarda do patrim&oacute;nio art&iacute;stico e arquitect&oacute;nico.<\/p>\n<p>Um facto relevado porque nunca faltou o &ldquo;essencial&rdquo;: &ldquo;Intelig&ecirc;ncia, sensibilidade e vontade&rdquo; numa Diocese em que, &agrave; partida, faltariam recursos materiais, destacou D. Manuel Clemente.<\/p>\n<p>No momento culminante da Jornada da Pastoral da Cultura, que decorreu Sexta-feira em F&aacute;tima, D. Ant&oacute;nio Vitalino, Bispo de Beja, manifestou a &ldquo;grande alegria&rdquo; pelos frutos do trabalho que tem sido realizado nos &uacute;ltimos anos, em especial no que diz respeito ao &ldquo;canto popular religioso&rdquo;.<\/p>\n<p>Jos&eacute; Ant&oacute;nio Falc&atilde;o, director do Departamento de Patrim&oacute;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico da Diocese de Beja, sublinhou que a nossa luta pelo Alentejo &eacute; uma luta &ldquo;pelo desenvolvimento&rdquo;.<\/p>\n<p>A preserva&ccedil;&atilde;o da identidade, acrescentou, &eacute; um &ldquo;ant&iacute;doto contra a morte&rdquo;.<\/p>\n<p>Este respons&aacute;vel manifestou-se contra o &ldquo;processo de destrui&ccedil;&atilde;o&rdquo; do conhecimento tradicional, lamentando a crescente &ldquo;insensibilidade face &agrave; vida comunit&aacute;ria&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; a primeira vez que o Pr&eacute;mio de Cultura &Aacute;rvore da Vida &#8211; Padre Manuel Antunes vai ser entregue a um Organismo, depois de nos anos anteriores ter distinguido o poeta Fernando Echevarria, o cientista Lu&iacute;s Archer s.j., o cineasta Manoel de Oliveira, a professora de Estudos Cl&aacute;ssicos Maria Helena da Rocha Pereira e o pol&iacute;tico Adriano Moreira.<\/p>\n<p><strong>DPHA<\/strong><\/p>\n<p>O patrim&oacute;nio cultural debate-se hoje, num mundo globalizado e em r&aacute;pida muta&ccedil;&atilde;o, com grandes problemas. No que toca a Portugal, esta situa&ccedil;&atilde;o afecta, com particular intensidade, o patrim&oacute;nio religioso, que corresponde a uma parcela esmagadora do nosso universo patrimonial &ndash; quase tr&ecirc;s quartos. A Igreja v&ecirc;-se hoje a bra&ccedil;os com enormes dificuldades para fazer frente a uma situa&ccedil;&atilde;o que, do ponto de vista financeiro e t&eacute;cnico, ultrapassa as suas possibilidades.<\/p>\n<p>O Estado, por seu turno, disp&otilde;e cada vez de menos recursos para conservar e manter abertos os monumentos, alijando responsabilidades nos munic&iacute;pios, tamb&eacute;m eles sobrecarregados de encargos. Face ao descalabro que se adivinha para muitos monumentos e obras de arte sacra, a &uacute;nica esperan&ccedil;a consiste na mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade civil. Hoje, mais do que nunca, o futuro do patrim&oacute;nio depende da mobiliza&ccedil;&atilde;o das comunidades locais.<\/p>\n<p>Foram estas as preocupa&ccedil;&otilde;es que estiveram na origem do Departamento do Patrim&oacute;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico da Diocese de Beja. Fundado em 1984 pelo ent&atilde;o bispo de Beja, D. Manuel Franco Falc&atilde;o, este servi&ccedil;o, constitu&iacute;do essencialmente por volunt&aacute;rios, inclui um &ldquo;n&uacute;cleo duro&rdquo;, de marcado car&aacute;cter t&eacute;cnico-cient&iacute;fico, com 12 membros, e conta com cerca de duas centenas de colaboradores dispersos pelo vasto territ&oacute;rio do Baixo Alentejo &ndash; Beja &eacute; a segunda maior diocese do pa&iacute;s em &aacute;rea, mas tamb&eacute;m a mais despovoada.<\/p>\n<p>A luta pela salvaguarda do patrim&oacute;nio faz-se em condi&ccedil;&otilde;es desiguais, uma vez que a desertifica&ccedil;&atilde;o crescente do interior abre a porta a situa&ccedil;&otilde;es de abandono, furto e vandalismo, especialmente em zonas rurais onde j&aacute; h&aacute; poucos habitantes. Mesmo assim, tem sido poss&iacute;vel recuperar e dar nova vida a muitos monumentos e obras de arte em risco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pr\u00e9mio \u00ab\u00c1rvore da Vida-Padre Manuel Antunes\u00bb entregue no final da Jornada da Pastoral da Cultura<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[119,168,171,187,276,285],"class_list":["post-46032","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-arte-sacra","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-beja","tag-diocese-do-porto","tag-pastoral-da-cultura","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46032","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46032"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46032\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}